KOREAEBOOKDOCUMENT1.2.0O Reino EncantadoMauro Gonalves RuedaeBooksBrasil.comeBooksBrasil.com>para.xml300.jpgnormal.sty{ Apara.xml smaller.styY small.sty normal.sty large.sty0 larger.sty(/5300.jpg O Reino Encantado Mauro Gonçalves Rueda Versão para eBook eBooksBrasil.com Fonte Digital Documento do Autor maurorueda5@hotmail.com maurorueda@uchoanet.com © 2003 — Mauro Gonçalves Rueda Índice Prefácio O REINO ENCANTADO A Menina O Reino Encantado Dentro da Nossa Canção A Caminho do Baile A Cantiguinha O Gafanhoto No Meu Quintal O Pesadelo A Cantiga do Sapo A Borboleta O Mosquito Japonês A Tartaruga O Macaquinho O Cachorrinho O Pirata Lelé O Vaga-lume Gago O Baile Sobre o Reino Encantado O REINO ENCANTADO (Musical Infanto-juvenil) (Coleção "JOYCEANA" — VOLUME 2) MAURO GONÇALVES RUEDA São José do Rio Preto/Uchoa, 1.988.     Para Maricy e Joyce de Castro Rueda     PREFÁCIO “AS CRIANÇAS SÃO PÁSSAROS. MAS NEM TODOS OS PÁSSAROS SÃO HOMENS”. (Teotonio Simões)        Sinceramente, gostaria que alguém escrevesse o prefácio deste livro. Escrever para crianças, pensando nelas, sentindo-me a criança que, ao ler, sonha e, ao fazê-lo, libera toda a magia e o encanto da imaginação. Dedicar a mente embotada por problemas do mundo quase “absurdo” dos adultos, sem fugir à consciência de nele encontrar-me engendrado e engendrar no mundo da fantasia. Ufa!, não é tão simples assim. E a psicologia? E a insegurança de passar aos nossos pequenos o que – por alguma graça –, eles não fazem a menor questão de tomarem conhecimento. Tudo à seu tempo.      Contudo, dificuldades à parte, quão gratificante é o resultado! Sei porque, tímido e arredio, observava cada criança (e adultos também), curtindo o show. Não foram muitas apresentações. Mas à cada uma delas, eu sentia renascer em meu ser, a esperança e a alegria de saber que nem tudo é cinza ou sem perspectivas. Porque, com revistas nas mãos, as crianças acompanhavam o Grupo e as canções. E havia sorrisos e regozijo. Havia silêncio durante a leitura de cada texto precedendo uma cantiga. E havia palmas e mais do que isso, após a euforia das apresentações, as perguntas e os porquês que, somente as crianças são capazes de “descobrir” ou improvisar.      Ainda assim, após os oito livros da coleção (o primeiro “Os Heróis em Quadrinhos”, escrito especialmente para um grupo de jovens), ainda sinto receio de algum deslize. Afinal, estamos lidando aqui, com seres muito, muito especiais: as crianças, os “adolescendos” e alguns corações que jamais perderão sua porção de sonhos bem guardados.      Iniciei a coleção, antes mesmo de minha filha, Joyce, nascer. Eu não sou “Coruja”, sou um pai amoroso, como devem ser todos os pais. E minha filha, ah!, ela sim, canta todas as músicas do pai – não somente as infantis –, mas as outras, adultas – e do próprio Grupo Realejo. E de repente está cantando Renato Russo, Xangai, Vital Farias, Caetano, Paralamas do Sucesso. E meus CDs do Chico César, Fagner, Djavan, Simon & Garfunkel, Zélia Duncan, Chico, Milton? Onde? Já viu criança curtindo música clássica? Claro que sim. Mas é algo raro. E dança, e desenha, e esboça as primeiras escritas e os primeiros acordes ao violão. A casa é simples, modesta mas tem um recheio especial: livros, discos e CDs. É mais ou menos como em “Redações Infantis”.      Faltam dois volumes de contos. Estão brotando, feito as flores pelos campos e como se fossem feitos de pura fantasia – etérea fantasia –, éter e asas diáfanas, estão por aqui, em algum lugar. E assim, de repente, percebi que já não escrevia ou compunha somente para minha filha, mas para todas as crianças e, sobretudo, apesar de sisudo, torno-me a criança que já não sabe o que fazer para que a existência adquira luz e cores e brilho e ultrapasse limites e horizontes e expluda em canções, versos e harmonia.      Abrir portas e janelas da alma, do coração e deixar. Deve ser isso. E crianças, como diz nosso mestre Teotonio, ora, “Crianças são pássaros!...”. E nós, o que estamos fazendo com as asas que nos foram legadas? As asas da imaginação, do amor, da bondade, do carinho? Bem, espero que todos nós, um dia, percebamos a importância destes “Pequenos Pássaros” que, todos os dias, com seus improvisos, nos ensinam que, para voar, basta querer. Não é assim? Um dia aprenderemos, como diz Paulinho Pedra Azul, em “Jardim da Fantasia” “Todo o mundo quer voar... Mas é preciso aprender Voarás   Voarás”.      E eu, com meus 46 anos, estou aprendendo. E vou aprender porque, simplesmente, enquanto houver crianças no mundo, haverá sempre algo que nós, adultos, teremos que aprender. Ou, reaprender. Porque se “As crianças são pássaros”, nada para elas é impossível e tudo é mágico e simples – feito estender a mão e tocar as estrelas! E é por isso que admiro meu amigo “Chiquinho”, popularmente conhecido como Francisco de Assis que, neste exato momento, deve estar (se) rindo dos meus pensamentos e sentimentos. “E que as crianças cantem livres sobre os muros E ensinem sonho ao que não pode amar sem dor E que o passado abra o presente pro futuro Que não dormiu e preparou: o amanhecer, o amanhecer, o amanhecer” Taiguara .      Que amanheçam os corações dos homens para o futuro porque é preciso, é necessário que “criancemos”, abramos as asas para criar e doar o que, de alguma forma, nos foi legado.   O REINO ENCANTADO   Às vezes, a própria natureza acaba cansando-se da intempérie. Não do tempo, mas sim, daquelas que lhes são impingidas pelo homem moderno. Um dia, quando todo o mundo já começava a sentir-se cansado dos comércios, intrigas, guerras, politicalhas, misérias e tristezas... quando até mesmo os animaizinhos sentiam-se inseguros, temerosos pela natureza cada vez mais depredada e debilitada, uma menininha, preocupada com tudo isso, teve um sonho. Era um sonho muito claro, muito límpido que, descera por um raio de sol e brincava em seu sono. A menininha apanhou-o e guardou-o. No dia seguinte, saiu pelas ruas contando a todos. E, é claro, todos queriam estar naquele novo sonho. Por isso, foram para o seu quintal, onde a menininha havia construído, com um raio de sol – como numa aquarela –, um lindo castelo. A MENINA (Música e letra de Mauro Rueda) Abre a janela menina que o sol começa a brotar vem nos trazer teu sorriso me empresta este jeito de amar Eu quero estar em teu sonho Porque ele um dia será um raio de sol no fim da estrada levando a gente pra um mesmo lugar Vem para a rua, ensina a gente, o arco-íris pintar vem nos trazer a esperança que mora em teu doce olhar Eu quero estar em teu sonho porque ele um dia será um raio de sol no fim da estrada levando a gente pra um mesmo lugar Vem cá pra roda menina que a nossa ciranda será a cor da paz na paisagem que a gente outra vez inventar Eu quero estar em teu sonho porque ele um dia será um raio de sol no fim da estrada levando a gente pra um mesmo lugar....   E lá se foram todos para conhecer o castelinho e, em seguida, combinaram que, ali, só existiria uma lei a governar o “Reino Encantado”: essa lei era o que as crianças e os animaizinhos jamais esqueceram-se de alimentar todos os dias E, por isso mesmo, somente eles ainda possuíam-no guardado num cofrezinho chamado coração: era o amor. Então, toda a riqueza daquele reino, seria o coração de cada um para que a paz reinasse sempre e sempre. Todos concordaram de forma unânime e, passaram a cantarolar uma cantiga que era mais ou menos assim.   O REINO ENCANTADO (Música e letra de Mauro Rueda) Eu fiz um castelo lá no fundo do quintal um reino encantado onde não existe o mal lá a natureza vive sempre a sonhar não há rei ou homem que o possa governar lá não há tristeza e nem há solidão no reino encantado dentro do meu coração Ai que bom seria se a vida fosse assim sem qualquer tristeza só alegria sem fim Lá não há soldados nem há leis ou ilusão e toda a riqueza se faz com o coração lá todos se amam e vivem como irmãos lá a paz floresce pra alegrar nossa canção. Ai que bom seria se a vida fosse assim: sem qualquer tristeza, só alegria sem fim.   Com o passar do tempo, a notícia do Reino Encantado espalhara-se e, até mesmo os mais velhos – os adultos –, queriam ali morar. Todos poderiam morar no reino encantado, claro. A liberdade era respeitada e proclamada por todos os seus moradores. As únicas condições para poder morar no castelinho e no reino encantado, como vocês já sabem, eram o amor e o respeito por tudo e por todos. Ah, e também, que se aprendesse o “Hino do Reino Encantado”. Querem ouvir como é? Muito bem, então prestem bastante atenção: DENTRO DA NOSSA CANÇÃO (Música e letra de Júlio Pontes e Mauro Rueda) Dentro da nossa canção eu desenho um coração e deixo, o arco-íris voltar. se você quiser brincar venha aqui, me dê a mão e vamos, o arco-íris pintar Mas não se esqueça do sol. e nem se esqueça do mar. faça o teu sonho se derramar. faça o teu sonho se derramar. Dentro do teu coração eu desenho uma canção e deixo, a esperança brotar. teu sorriso é meu refrão ser criança é sempre amar a vida, com o arco-íris no olhar. Mas não se esqueça do sol e nem se esqueça do mar. Faça o teu sonho, se derramar. faça o teu sonho, se derramar.   Para comemorar toda aquela paz, aquela felicidade jamais desfrutada até então, os animaizinhos se reuniram e, resolveram promover um baile. Sim um baile onde todos pudessem cantar, brincar e se abraçar em regozijo. Assim, a notícia espalhou-se rapidamente por todo o reino que nunca precisara de um rei para governá-lo. Então os animaizinhos puseram-se à caminho do baile: À CAMINHO DO BAILE (Música e letra de Mauro Rueda) A dona coruja falou pro seu burro: — Ó seu Valdomiro o que é que ocê tem? E o Valdomiro, burro amuado, num coice dizia: “Eu não tenho vintém”! A dona cegonha passava e ria e ria a hiena e o lobo também. E mesmo o grilo que era sargento, bateu continência sem saber pra quem. Lalalaiá, lalaiá Lalalaiá, lalaiá Preste atenção minha garotada que o baile dos bichos já vai começar. Lá longe apontava a anta “dentuça” Junto com a cobra e o rato babão e todos os bichos foram se chegando lagarto, carneiro, tatu e pavão. Morcego, minhoca, macaco, elefante veado, cabrito, tucano e o leão. E todos se foram pro baile dos bichos, menos Valdomiro, o burro cabeçudo, zangado, sisudo e sem educação no caminho empacado, cuspindo no chão. Lalalaiá, lalaiá Lalalaiá, lalaiá Preste atenção minha garotada que o baile dos bichos já vai começar.   Estavam todos contagiados e alegres. Não havia mais presságios e a paz estabelecera-se definitiva e tranqüila em cada coração dentro do reino. Mas um dia, a menininha passeava a cantarolar pelo quintal e encontrou uma amiguinha que deixara-se quietinha num cantinho. Então, chamando-a, tomou-lhe as mãos e pôs-se a brincar: girando, girando...numa envolvente cantiga de roda. Isso fez com que sua amiguinha, aos poucos, passasse a sorrir e a cantarolar. Os animaizinhos todos saltitavam felizes da vida porque a amiguinha voltara a ser feliz como todo o reino. A CANTIGUINHA (Música e letra de Mauro Rueda) Hoje tem a rua a lua, o raso no olhar. Hoje tem a rosa, a rima, o vago versejar. Tem este segredo de menina na cantiga. Hoje tem estrelas que eu colhi em sua vida Tem o cheiro doce de esperança do alecrim. Tem o seu sorriso que é criança em meu olhar. Hoje tem ciranda cirandeiro, oi cirandar. Hoje tem a vida minha amiga, vem pegar. Hoje tem o sonho venha logo, venha sim Deixa essa saudade essa tristeza e vem cantar.   No reino encantado havia muitos, muitos bichinhos e, cada um tinha uma profissão. Sim, eles estudavam, trabalhavam e continuavam a aprender e a viver para a evolução de todos. Havia um gafanhoto muito sorridente e brincalhão. Mas, muito atrapalhado e, sabem o que ele era? Zummmm!, era aviador! Como era bem atrapalhado, vivia metendo-se em enrascadas . Um dia, saiu para voar por sobre a vasta e bela plantação de milho e esqueceu-se de levar o seu pára-quedas. Ainda bem que o anjinho da guarda o protegia sempre . Só que o anjinho, era também, todo, todo atrapalhado como ele. Por isso, vejam só no que deu: O GAFANHOTO (Música e letra de Mauro Rueda) O meu nome é Ananias gafanhoto aviador. Eu cruzei os sete mares já voei de Norte à Sul. Ontem mesmo quando eu vinha sobrevoando ao luar, acabou a minha gasolina então comecei a gritar: Aiaiaiaiai agora eu me esborracho tô caindo, tô caindo sai da frente, sai de baixo! Me lembrei do pára-quedas que me deu o meu avô.. esquecido deixei ele secando no quarador... Foi então que o meu anjo vinha passando e notou, emprestou-me as suas asas depois se pôs a gritar: Aiaiaiaiai agora eu me esborracho tô caindo, tô caindo, sai da frente, saí de baixo!   Como vocês sabem, o reino encantado tinha sua sede no castelinho que fora construído, claro, no quintal da menininha. Era um quintal muito bonito, realmente. Como ela o vira no sonho: tinha a lua, a rua, o riozinho, o milharal e muitas flores tão coloridas que, tudo tinha que ficar encantado, deveras.. Por ser um quintalzinho tão bonito, tão bonito, todos que ali foram morar cantavam todo o tempo assim: NO MEU QUINTAL (Música e letra de Mauro Rueda e Júlio Pontes) Vê: no meu quintal no meu quintal... brotando a lua, a rua, o rio fundo no milharal, no milharal. E, é tão normal, É tão normal: a gente sonha, inventa um novo dia no meu quintal, no meu quintal. E sonhar é tão bonito vem buscar esta canção que eu te fiz que eu te fiz. Vêm, também sonhar também sonhar pra ser feliz, mais uma vez, cantar no meu quintal, no meu quintal.   Ali, ninguém fazia estrepolias ou maldade. Um dia um menininho respondeu à sua professora. Teve um pesadelo no qual era perseguido por um implacável cobrador. No reino não existia cobradores, por isso, todos achavam que um cobrador seria algo meio feio e desengonçado. No dia seguinte, o menininho contou à professora e daquele dia em diante, nunca mais respondeu para ninguém porque, não se deve responder aos mais velhos, faltando-lhes à educação. O PESADELO (Música e letra de Mauro Rueda) Era...parece um ratinho ou quem sabe um urubu Um morcego até seria, só não era um avião. Sei lá se era um elefante, a coruja ou um gavião. Lagartixa ou alicate, um repolho ou um mamão. — O que era então, menino? — Professora eu não sei não só sei que quando acordei eu já tava ali no chão... — Eu sei lá... que coisa feia parecia um cobrador. Eu fiquei apavorado e mijei no cobertor. Talvez fosse um pesadelo com as asas de um dragão ou um bicho que eu conheço mas não lembro o nome não Será que era uma baleia? O “He-man” ou o “Fofão”? Ou a “Shirra” disfarçada de minhoca com leitão. Será que era o Silvio Santos sem disfarce, bem feião? Vai ver era a vovozinha disfarçada de Lobão... — Eu sei lá que coisa feia... parecia um cobrador Eu fiquei apavorado e mijei no cobertor.   Lalá e Lelé viviam o tempo todo juntos. Eram gêmeos e muito queridos por seus pais. Um dia eles foram para o lago: sentaram-se perto da margem e ficaram observando os bichinhos saltitando na água. Perto deles, um sapinho achatadinho cantava. Cantava porque queria ser artista, beijar a XuXa e aparecer na Globo. O Lelé ria e cantava para a sua irmãzinha Lalá, a cantiguinha do sapo e, sabem de uma coisa? Os dois desafinavam pra valer porque era uma musiquinha muito difícil de se cantar: A CANTIGA DO SAPO (Música e letra de Mauro Rueda) O sapo, sapo, sapo na lagoa, Lalá o sapo enche o papo não avoa, Lalá. Lá na lagoa, um sapo a cantar... Que sapo é esse que canta dia e noite, dia sem parar? O sapo é tão feio, tão feinho, Lalá. É baixo achatadinho, coitadinho, Lalá. Mas ele sonha, um dia ficar lindo como nos contos de fadas e espera que a XuXa o vá beijar. Enquanto o sapo espera, tá cantando, Lalá. Cantando uma cantiga sem parar. É samba, rock in roll ou é xaxado.. danado espera a Globo o encontrar. E enquanto a Globo marca ele ensaia Pra na turma da XuXa abafar.   A menina, naquela manhã, levantara-se muito cedo: o coração transbordando de alegria. Saltitando pelo milharal muito bonito e verdinho, ela viu de repente – de umas florinhas, alçando vôo –, uma linda borboleta engraçadinha que levava nas asas, as cores do arco-íris e um barquinho à vela. Eram presentes paras outras crianças que viviam num quintal distante dali. A menina sorriu feliz acenando para a borboleta que ia voando, voando, até confundir-se com as luzes do sol lá distante... A BORBOLETA (Música e letra de Mauro Rueda) Voa, voa, borboleta vai cortando o céu azul leva nas asas, um sonho pra criança lá no sul. Leva as cores do arco-íris pra menininha brincar. Leva um barquinho à vela, pro menino navegar. Voa, voa, borboleta Voa, voa, voa, voa! Vai cantando esta cantiga pra criançada sonhar no jardim da nossa infância lá nas nuvens quÆeu inventar. Voa, voa, borboleta pousa no meu coração. Que ele ainda é criança, pra brincar com meu irmão. Voa, voa, borboleta! Voa, voa, voa, voa!   Sabem o que a menina descobriu um dia? Que havia no reino, um mosquitinho japonês que vivia saudando as pessoas e dizendo saionará. Apesar de proteger o reino encantado, pois ele era faixa preta de Karatê, o mosquitinho jamais lutaria com alguém. Ele era espertinho que só vendo: mas não gostava de brigas, não. Aliás, no reino encantado, havia somente harmonia, nunca violência ou intrigas. E o mosquitinho treinava seus “Katás” no ar: O MOSQUITO JAPONÊS (Música e letra de Mauro Rueda) Um, dois, três. Um, dois, três. Eu vou contar pra vocês a história do mosquito, do mosquito japonês. Mosquito fez “calatê” mosquito sabe lutar.. mas mosquito sabe mesmo é zunzum-zunzumbizar. Mosquito vai pro Japão pra se aperfeiçoar... Depois luta com “Baygon”, faz o “Flit” arrepiar. Um, dois, três. Um, dois, três.. Zumbe o mosquito japonês... Mosquito fazer pastel, pastel bem cheio de ar pra “fleguês que é Blasileilo” bem facinho de enganar. Depois mosquito “Fablica” máquina de computar e não ensina “blasileilo” e deixa ele se “ferrar” Um, dois, três. Um, dois, três. Zumbe o mosquito japonês. Eu contei essa história, quem souber que conte outra de um mosquito que é chinês. “Saionará!”   Olhem só!!! Vejam quem vêm lá! Dagmar, a tartaruguinha atleta. É, ela está preparando-se há muitos, muitos anos, para correr na São Silvestre. Persistente e paciente, ela nunca desiste. Mesmo porque, uma tartaruga vive por muito, muito tempo e, mesmo daqui há 50 anos, ela ainda estará treinado. Ouçam a história da tartaruguinha Dagmar: A TARTARUGA (Música e letra de Mauro Rueda) (Para Dagmar Cristina da Silva) Olha a tartaruga! Tartaruga Dagmar. Corre, corre, corre, mas nunca sai do lugar. Parece uma bolinha, coitadinha escondida em sua casinha; que carrega sempre às costas daqui pra lá, de lá pra cá. Lá vai Dag-Dagmar a tartaruga muito louca vai em marcha lenta e diz que não dorme de touca Corre-corre-corre tartaruga Dagmar mas toma cuidado pra depois não decolar. Aiaiai que cansadinha Acabou a gasolina na subida é fogo não tem santo pra ajudar. Sempre tão esquisitinha corre, corre sem parar pois está se preparando. pras “Jornadas de Ibirá”. Olha a tartaruga tartaruga Dagmar corre, corre, corre mas nunca sai do lugar. corre, corre, corre, tartaruga Dagmar mas toma cuidado pra depois não decolar.   Ah, mas que danado que ele era! Contudo, a gente tem que levar em consideração que, todo macaquinho é mesmo serelepe com toda a sua alegria, saúde e energia. Primeiro porque ele era ainda um garotinho que levantava bem cedinho, fazia seus deveres escolares e, então, ia fazer suas peraltices. Um dia, o pai dele teve que colocá-lo, necessariamente, num cantinho. Mas era só para ele sossegar um pouco. Mas, será que ele tomou jeito? O MACAQUINHO (Musica e letra de Mauro Rueda) Era uma vez um macaquinho maluquinho e peralta pra danar vivia fazendo travessuras e não deixava sua mãezinha descansar. Pulava de um canto para o outro Fazendo estrepolias sem parar Quebrava tudo, tudo pela casa Já bem cedinho começava aprontar Um dia o pai dele se zangou E não deixou o pilantrinha ir brincar Pela floresta com seus amiguinhos E de castigo, num cantinho foi parar Oh mas que danado que ele era! Lá no cantinho sentadinho a pensar Amanhã eu levanto bem mais cedo E novamente eu começo a aprontar.   Todos no reino, alimentavam um amor muito grande pelo cachorrinho que era muito, muito carinhoso e inteligente. Na verdade, parecia uma criancinha brincando. Um dia, a menininha encontrou num livro de filosofia, um pensamento de um filósofo que dizia assim: “Quem nunca teve um cachorrinho, não pode saber o que significa ser amado”. — Schopenhauer Então, ela pensou, pensou e concordou concluindo: “um cachorrinho sempre ama ao seu dono e é um amiguinho inseparável”. O CACHORRINHO (Música e letra de Mauro Rueda) Quem nunca teve um cachorrinho não pode saber o que é ser amado fiel e carente está sempre pedindo pra gente um carinho, em seu jeito de ser O nosso pra sempre melhor amiguinho filhote mansinho bonito de ter criança brincando parece um bichinho que a gente afaga de tanto querer Au, au, au, au, dizia o meu cachorrinho fazendo-me festa por uma fresta do seu coração que ama e ama sem mesmo saber o quanto é belo o quanto é bom...   Lelé, irmãozinho de Lalá, vivia perto da lagoa ou da banheira. É que ele sonhava em ser um piratinha: pequenino e bonzinho, é claro. Era inofensivo e meio atrapalhado. Todos gostavam muito do jeitinho atrapalhão de Lelé que passava o dia todo cantando uma musiquinha que ele mesmo fizera para ele, porque, além de piratinha, tinha um dom natural para fazer muitas musiquinhas bonitinhas: O PIRATA LELÉ (Musica e letra de Mauro Rueda) (Para o jornalista e editor, Lelé Arantes) Eu sou, o pirata Lelé não tenho perna de pau mas tenho bicho de pé. Eu sou esperto à beça minha mãe me falou: — Você tem é cupim na cabeça Eu sou, o pirata Lelé e o meu navio afundou na banheira, foi um horror. Eu trago, um gancho na mão queria é ser capitão, mas sou um tanto bobão...   A vida era muito boa no reino encantado. E o amor era sempre o mais importante. Não havia como não amar. Até mesmo um vaga-lume gaguinho e engraçado se apaixonara e adivinhem por quem? Por uma lanterninha simpática que vivia, como o vaga-lume, piscando, piscando. Depois de muita paquera, eles resolveram se casar. O vaga-lume gaguinho, era gaguinho por causa de sua timidez e, claro, do grande amor que ele sentia por sua lali-la-lanterna! O VAGA-LUME GAGO (Música e letra de Mauro Rueda) Lá-laialalaiá. Laialalaiá. Lalalalaiá! Quem, quem é que vêm lá com uma lanterna ligada no ar? — Sou eu, sou eu o Va...vá.... va....vá....vaga-lume... a pi..pi...a....piscar! E, o que fazes pra lá pra lá e pra cá, piscando, piscando, sem nunca parar? — Eu tô...tôtô...a bailar.. porque va....vi....vou .. va...vi...vou casar! E quem, quem é a feliz, feliz senhorita, que vais desposar? -É a....ma...minha....nana.. na...ni.. namorada.... la...li...la....lanterna... va....vi...vavi.. va o amar!   Assim, todos viveram muito, muito felizes. E mesmo depois de muitos anos, ainda se lembravam dos primeiros dias no reino encantado. Para celebrarem sempre a paz, a amizade e o amor que pelo reino espalhara-se e jamais morreria, os bichinhos estavam sempre fazendo seus bailinhos. Nos bailes tocavam de tudo. Mas, havia uma valsinha que era a preferida de todos, porque tinha uma moral: o compositorzinho Lelé fizera a letra falando de um homem zangado que, antes do reino existir, sempre acabava com os bailes dos bichinhos. E ele, o homem, era um ser estranho que não tomava jeito de forma alguma. Mas deixemos o homem de lado. Lá iam a baratinha, o pernilongo, a mosca, a lagartixa e até mesmo a centopéia com quase duzentas mãos, coçando as orelhinhas! Todos adoravam o baile e, felizes a não mais poder, cantavam e dançavam, sabendo que no “REINO ENCANTADO”, não iria aparecer nenhum homem zangado, mas sim, muita gente e animaizinhos alegres e felizes.... O BAILE (Música e letra de Mauro Rueda) A baratinha correndo, correndo correndo pelo salão corre, gira, fica zonza, olará escorrega no sabão... E o pernilongo zoando, voando, fazendo uma confusão... Toda zangada a mosca, tão moça vem pra fazer o refrão E a aranha, atriz de novela fica olhando pro chão... Vem a lala, lagartixa de luvas e butinão... Mas vem um sapo, uma pulga e então o baile vai ficar bom! E a centopéia coça uma orelha com quase cinqüenta mãos... E a cobra se arrepia dizendo um baita dÆum palavrão, E o rato que é sanfoneiro diz logo: deixa que eu puxo a canção. Toca os seus oito foles e valsa enroscado no portão.. Daí chega o homem zangado e põe fim na reunião. Cada um vai pro seu canto de novo cantando esta canção: Lalalaiá-lalaiá-laiá Eta que bailinho bom!   (FIM)   Escrito em São José do Rio Preto, 20 de Junho de 1.988.     As músicas e textos, bem como as letras, são todas de autoria de MAURO RUEDA e foram apresentadas em Uchoa, no Show “O Reino Encantado”, nos dias: 10\11\12 de Outubro de 1.988. E nos dias 25\26\27 e 28 de março de 1.989, em forma de musical. Agradecimentos especiais: Dr. Miguel José Chaddad e D. Lila Chaddad, os únicos administradores no município de Uchoa a incentivarem a ARTE e a CULTURA sem interesses. A ARTE pela ARTE. Ao casal Chaddad, dedico este livro. Ainda: para Paulo Ferrari, José Vivan, Elton Piovani, Eliana Groto, Denise Salgado, Demerval Gordo, Doglas, Milena Groto, Cristina Prandi, que fizeram parte do Grupo e apresentações. Antônio Seco que gravou e Erbis Secato que reeditou em VHS.   Este Musical foi transformado na peça infanto-juvenil O Baile dos Bichos ”, editado pela eBooksBrasil.com e pode ser baixado gratuitamente através do endereço: www.eBooksBrasil.com.   PROIBIDA A REPRODUÇÃO TOTAL OU PARCIAL DA OBRA. DIREITOS RESERVADOS PARA MARICY REGINA DE CASTRO RUEDA E JOYCE DE CASTRO RUEDA. REGISTRADO NO EDA DE ACORDO COM A LEI N.° 9.610/98. FUNDAÇÃO BIBLIOTECA NACIONAL. BY: MAURO GONÇALVES RUEDA. Proibido todo e qualquer uso comercial. Se você pagou por esse livro VOCÊ FOI ROUBADO! Você tem este e muitos outros títulos GRÁTIS direto na fonte: www.ebooksbrasil.com ©2003 — Mauro Gonçalves Rueda maurorueda@uchoanet.com maurorueda5@hotmail.com Versão para eBook eBooksBrasil.com __________________ Abril 2003 KOREAEBOOKSTYLEFILE_1.1.0?{U/Qc  Times New RomandefaultdefaultTimes New Romanhr_file_0 para0hr_file_0 para0Times New Romanhr_file_0 para1hr_file_0 para1Times New Romanhr_file_0 para2hr_file_0 para2Times New Romanhr_file_0 para3hr_file_0 para3Times New Romanhr_file_0 para4hr_file_0 para4Times New Romanhr_file_0 para5hr_file_0 para5Times New Romanhr_file_0 para6hr_file_0 para6Times New Romanhr_file_0 para7hr_file_0 para7Times New Romanhr_file_0 para8hr_file_0 para8Times New RomanbrbrTimes New RomanparaparaTimes New RomanfiggrfiggrTimes New Romanfig.contfig.contTimes New Roman tablepara tableparaTimes New RomanlistparalistparaTimes New RomanfontfontKOREAEBOOKSTYLEFILE_1.1.0?{U/Qc  Times New RomandefaultdefaultTimes New Romanhr_file_0 para0hr_file_0 para0Times New Romanhr_file_0 para1hr_file_0 para1Times New Romanhr_file_0 para2hr_file_0 para2Times New Romanhr_file_0 para3hr_file_0 para3Times New Romanhr_file_0 para4hr_file_0 para4Times New Romanhr_file_0 para5hr_file_0 para5Times New Romanhr_file_0 para6hr_file_0 para6Times New Romanhr_file_0 para7hr_file_0 para7Times New Romanhr_file_0 para8hr_file_0 para8Times New RomanbrbrTimes New RomanparaparaTimes New RomanfiggrfiggrTimes New Romanfig.contfig.contTimes New Roman tablepara tableparaTimes New RomanlistparalistparaTimes New RomanfontfontKOREAEBOOKSTYLEFILE_1.1.0?{U/Qc  Times New RomandefaultdefaultTimes New Romanhr_file_0 para0hr_file_0 para0Times New Romanhr_file_0 para1hr_file_0 para1Times New Romanhr_file_0 para2hr_file_0 para2Times New Romanhr_file_0 para3hr_file_0 para3Times New Romanhr_file_0 para4hr_file_0 para4Times New Romanhr_file_0 para5hr_file_0 para5Times New Romanhr_file_0 para6hr_file_0 para6Times New Romanhr_file_0 para7hr_file_0 para7Times New Romanhr_file_0 para8hr_file_0 para8Times New RomanbrbrTimes New RomanparaparaTimes New RomanfiggrfiggrTimes New Romanfig.contfig.contTimes New Roman tablepara tableparaTimes New RomanlistparalistparaTimes New RomanfontfontKOREAEBOOKSTYLEFILE_1.1.0?{U/Qc  Times New RomandefaultdefaultTimes New Romanhr_file_0 para0hr_file_0 para0Times New Romanhr_file_0 para1hr_file_0 para1Times New Romanhr_file_0 para2hr_file_0 para2Times New Romanhr_file_0 para3hr_file_0 para3Times New Romanhr_file_0 para4hr_file_0 para4Times New Romanhr_file_0 para5hr_file_0 para5Times New Romanhr_file_0 para6hr_file_0 para6Times New Romanhr_file_0 para7hr_file_0 para7Times New Romanhr_file_0 para8hr_file_0 para8Times New RomanbrbrTimes New RomanparaparaTimes New RomanfiggrfiggrTimes New Romanfig.contfig.contTimes New Roman tablepara tableparaTimes New RomanlistparalistparaTimes New RomanfontfontKOREAEBOOKSTYLEFILE_1.1.0?{U/Qc  Times New RomandefaultdefaultTimes New Romanhr_file_0 para0hr_file_0 para0Times New Romanhr_file_0 para1hr_file_0 para1Times New Romanhr_file_0 para2hr_file_0 para2Times New Romanhr_file_0 para3hr_file_0 para3Times New Romanhr_file_0 para4hr_file_0 para4Times New Romanhr_file_0 para5hr_file_0 para5Times New Romanhr_file_0 para6hr_file_0 para6Times New Romanhr_file_0 para7hr_file_0 para7Times New Romanhr_file_0 para8hr_file_0 para8Times New RomanbrbrTimes New RomanparaparaTimes New RomanfiggrfiggrTimes New Romanfig.contfig.contTimes New Roman tablepara tableparaTimes New RomanlistparalistparaTimes New RomanfontfontJFIFHHC    $.' 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