KOREAEBOOKDOCUMENT1.2.0Evangelho EspíritaFausto Machado (Médium co-autor)eBooksBrasil.comeBooksBrasil.comp ¯=para.xmlcapa.jpgnormal.styÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿ‡?Ñpara.xmlÆß_smaller.sty%ç_small.sty„î_normal.styãõ_large.styBý_larger.sty¡MWcapa.jpgî[findice.jpg Evangelho Espírita Médium co-autor: Fausto Machado Versão para eBook eBooksBrasil.com Fonte Digital Documento do Médium Este texto pode ser encontrado online em www.evangelhoespirita.hpg.com.br © 2002 — Fausto Machado fausto_machado@hotmail.com EVANGELHO ESPÍRITA Médium co-autor: Fausto Machado   “O Cristo não vos disse tudo o que concerne sobre estas virtudes da caridade e do amor? Por que nós deixamos de lado os seus divinos ensinamentos? Por que fechamos a orelha às suas divinas palavras, o coração a todas as suas doces máximas? Eu gostaria que nós carregássemos mais interesse, mais crença nas leituras evangélicas; nós desamparamos este livro, nós em ação uma palavra vazia, uma carta fechada; nós deixamos este código admirável no esquecimento: vossos maus não provém senão do desamparo voluntário que vós fazeis deste resumo das Leis Divinas. Leiam portanto estas páginas todas ardorosas da dedicação de Jesus, e meditai-as.” (Vicente de Paulo, ESE, XIII, 12). “A palavra de Jesus era freqüentemente alegórica e em parábolas, porque Ele falava segundo os tempos e os lugares. Convém agora que a verdade seja inteligível para todo o mundo. Convém explicar bem e desenvolver estas leis, visto que há tão poucas pessoas que as compreendem e ainda menos as que as praticam.” (627 do LE). “A doutrina que Jesus ensinou é a mais pura expressão de Sua Lei, porque Ele era animado pelo Espírito Divino, e é o mais puro que já apareceu sobre a crosta da Terra.” (Allan Kardec, 625 do LE). “Nós reconhecemos que o Espiritismo resulta, a cada passo, do mesmo texto das Escrituras sagradas. Os Espíritos não vêm, portanto, derribar a religião, como uns quaisquer o pretendem; eles vêm, ao contrário, confirmá-la, sancioná-la por provas irrecusáveis. Mas, como o tempo é chegado de não mais empregar linguagem figurada, eles se exprimem sem alegoria e dão às coisas um significado claro e preciso, que não pode ser sujeito a nenhuma interpretação falsa.” (São Luís, 1011 do LE). “Meus amigos, os que hão assistido à minha vida e à minha morte são os intérpretes divinos das vontades de meu Pai.” (Jesus Cristo, dissertação espírita IX do LM). Seria ilógico, em efeito, admitir que uma doutrina que gostaria de diminuir o número de seus sócios cepo mais verdadeira do que aquela que quer aumentar os seus .” (Erasto, discípulo de Paulo de Tarso, ESE, XXI, 10). ÍNDICE   I — Introdução II — O princípio: o alfa III — A eternidade e o fim: o ômega IV — O anúncio maravilhoso da reencarnação de Elias V — Gabriel anuncia a gravidez maravilhosa de Maria VI — José quer abandoná-la, mas sonha com o anjo VII — Isabel é médium de Gabriel VIII — A reencarnação de Elias IX — O nascimento de Jesus e a sua infância X — Elias prega e batiza, mas Jesus não batiza com água XI — Jesus e a samaritana XII — Jesus conversa com o Espírito obsessor que o tenta XIII — Jesus é condenado à morte XIV — Jesus e a pesca maravilhosa de peixes e homens XV — As boda de Caná XVI — Desobsess§es XVII — O sermão da montanha — As Beatitudes XVIII — Curas XIX — Jesus e o Reino de Deus XX — Jesus quer misericórdia XXI — Jesus e o passe magnético XXII — Jesus e o sábado XXIII — Jesus se declara Filho de Deus e igual a Deus XXIV — A missão dos apóstolos XXV — Jesus e João Batista XXVI — O jugo de Jesus XXVII — Como começa uma obsessão XXVIII — A família de Jesus XXIX — Jesus e as mulheres XXX — A parábola do semeador XXXI — A parábola do joio e do trigo XXXII — A parábola da semente XXXIII — A parábola do grão de mostarda XXXIV — A parábola do fermento XXXV — A parábola do tesouro escondido XXXVI — A parábola da pérola XXXVII — A parábola da rede XXXVIII — A parábola do pai de família XXXIX — Um profeta não tem honra em sua terra XL — A morte de João Batista XLI — A multiplicação dos pães e dos peixes XLII — Jesus caminha sobre o mar XLIII — Jesus é o pão da vida XLIV — Honrai pai e mãe XLV — A festa das tendas da arca da aliança XLVI — Jesus e a adúltera XLVII — Jesus prega no templo e novamente é condenado à morte XLVIII — Jesus faz novas curas XLIX — A parábola do rico avarento e do mendigo Lázaro L — Jesus multiplica pães e peixes de novo LI — Jesus e sua assembléia LII — A transfiguração de Jesus LIII — Jesus é o menor LIV — Denúncias à assembléia dos cristãos LV — Jesus é por nós LVI — O divórcio LVII — O jovem rico LVIII — O nepotismo da mãe de João e de Tiago LIX — Jesus cura dois cegos LX — Jesus come com o publicano rico LXI — Jesus se declara Deus e é condenado à morte, mais uma vez LXII — Jesus ressuscita Lázaro LXIII — Maria de Betânia perfuma Jesus novamente LXIV — Jesus entra triunfal em Jerusalém LXV — Jesus expulsa os demônios do templo de Jerusalém LXVI — A figueira infrutífera LXVII — Jesus prega durante a festa LXVIII — Os fariseus e suas hipocrisias LXIX — A parábola dos dois filhos LXX — A parábola do Cristo e dos profetas LXXI — A parábola das bodas LXXII — O tributo LXXIII — A parábola do cálculo da torre LXXIV — A parábola do cálculo da paz LXXV — A parábola do administrador infiel LXXVI — A ressurreição LXXVII — Os samaritanos recusam hospedaria a Jesus LXXVIII — O principal mandamento e a parábola da boa samaritana LXXIX — Jesus ... filho de Davi? LXXX — Jesus censura as hipocrisias dos fariseus LXXXI — A oferta da pobre viúva LXXXII — O sermão profético — O Natal LXXXIII — A parábola das dez virgens LXXXIV — O inferno e o céu LXXXV — À traição LXXXVI — Jesus lava os pés dos discípulos LXXXVII — A Santa Ceia LXXXVIII — As duas espadas LXXXIX — Jesus adora o Pai no Monte das Oliveiras XC — Jesus é preso XCI — Jesus é interrogado pelo conselho dos patriarcas XCII — Pedro nega Jesus XCIII — Judas Iscariótis se suicida XCIV — Jesus perante Herodes XCV — Jesus perante Pilatos XCVI — A crucificação XCVII — A guarda do sepulcro XCVIII — Jesus desaparece do túmulo XCIX — Jesus aparece a Maria de Magdala C — A corrupção dos guardas do sepulcro selado CI — Jesus aparece a dois discípulos no caminho para Emaús CII — Jesus aparece aos onze, exceto Tomé, na Galiléia CIII — Jesus aparece a Tomé CIV — Jesus aparece no mar da Galiléia CV — Jesus ascende ao Pai que está nos céus CVI — Jesus aparece a Saulo e o proselitisa I — Introdução   1. Neste trabalho explico os quatro Evangelhos sob a Luz do Livro dos Espíritos em seu original francês. Também analiso juridicamente, de acordo com minha formação de Bacharel em Direito. Não se assustem se encontrarem trechos de lei nesta obra. Este livro é dirigido por Jesus Cristo (o Espírito da Verdade). Fazem parte desta sociedade o Espírito Lucas evangelista (Roustaing), Paulo de Tarso, Maria de Nazaré, Maria Magdalena, Allan Kardec, Francisco Cândido Xavier, Lívia (Angélica), Joanna de Ângelis (Carol), Pedro apóstolo, João evangelista e Tiago seu irmão, Tomé, o Dídimo (Renato Aragão), Lázaro ressuscitado, Bezerra de Menezes, Judas Iscariótis (André Luiz, Joana d’Arc), por enquanto. E eu próprio: Emmanuel. Nosso pensamento é espírita, cristão e docetista. O corpo de Jesus-Deus é feito da quinta essência da matéria, pois Ele é Espírito puro (Espírito Santo). II — O princípio: o alfa   1 No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. 2 Ele estava no princípio com Deus. 3 Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e, sem ele, nada do que foi feito se fez. 4 A vida estava nele e a vida era a luz dos homens. 5 A luz resplandece nas trevas, e as trevas não prevaleceram contra ela. (João, I, 1-5). 27 e vós também testemunhareis, porque estais comigo desde o princípio . (João, XV, 27). 3 sem pai, sem mãe, sem genealogia; que não teve princípio de dias, nem fim de existência, entretanto, feito semelhante ao Filho de Deus, permanece sacerdote eternamente. (Carta de Paulo apóstolo aos Hebreus, VII, 3). 2. Nós estamos com Jesus desde o princípio dos tempos, pois, a rigor, o tempo não teve princípio, nem terá fim. “É assim que tudo se encaixa, que tudo se encadeia na Natureza, desde o átomo primitivo até inclusive o arcanjo, que, ele mesmo, começou por ser átomo;” (540 do LE). “Este fluido universal, ou primitivo, ou elementar, sendo o agente que o Espírito emprega, é o princípio sem o qual a matéria estaria em perpétuo estado de divisão e não adquiriria jamais as propriedades que lhe dá a gravidade.” (27 do LE). Tudo principia na matéria mais grosseira que é imponderável (não tem peso) e está em constante fissão. Com a lei do progresso essa matéria adquire peso com a presença do elétron (fluido universal, elétrico, magnético ou nervoso). A união do agente (fluido universal — corrente elétrica, elétron) que é “uma matéria mais perfeita, mais sutil, e que nós podemos contemplar como independente.” (27, II, do LE) que não se divide constantemente, com a matéria propriamente dita (o núcleo atômico) e grosseira, forma o átomo. “Porque o nada não existe.” (958 do LE). Todo o Universo está preenchido por uma matéria em constante fissão: o perispírito de Deus. O núcleo do átomo é a matéria propriamente dita e seus elétrons fluindo constituem o fluido universal. Segundo o princípio da incerteza de Werner Heisenberg é impossível especificar a posição exata e o momento exato de uma partícula ao mesmo tempo. Isto significa que os elétrons estão em constante movimento, pois eles tem vida e atuam como onda eletromagnética. São partículas que fluem em ondas, tal como o som atravessa o ar ambiente. Além disso, segundo a Química Quântica, conforme o número quântico magnético, o elétron sempre ocupa um orbital (como a Terra que tem uma órbita em torno do Sol). Este orbital costuma ter a forma tridimensional de um sinal de infinito (∞). Segundo o número quântico spin (giro), o máximo de elétrons por orbital é dois, desde que tenham spins (giros) opostos, conseqüência do princípio da exclusão de Pauli. Assim, cada elétron possui um pólo positivo e um pólo negativo como a Terra que possui um cinturão de radiação de Van Hallen; isto é comprovado usando-se a bússola que aponta os pólos magnéticos da Terra. Este magnetismo faz com que elétrons de mesmo spin se afastem e elétrons de spin opostos se atraiam, pois os elétrons também possuem um cinturão de radiação como a Terra. Além disso, o Sol também gira e exerce sua influência magnética sobre a Terra, provocando alteraç§es no eixo magnético da Terra, o que é comprovado pelas estaç§es climáticas, através das mudanças de horário de aurora e anoitecer. A órbita da Terra é circular. Da mesma forma o núcleo do átomo também gira. Isto pode ser provado através dos ciclones que no hemisfério norte giram sempre no mesmo sentido e no hemisfério sul giram sempre no sentido oposto. O mesmo ocorre com a água que desce pelo ralo nos dois hemisférios. Assim, em cada hemisfério os núcleos dos átomos sempre giram no mesmo sentido. Um hemisfério é feito de matéria e o outro de anti-matéria, pois os núcleos dos átomos (a matéria propriamente dita) giram em sentidos opostos num hemisfério e no outro. “Os elétrons e fótons que vos constituem a vestimenta física integram, igualmente, os nossos veículos de manifestação, em outras características vibratórias. É necessário, portanto, atentardes para as maravilhas de vossa divindade potencial.” (Espírito de Alexandre na obra de André Luiz, psicografia de Francisco Cândido Xavier, Os Missionários da Luz, FEB, pág. 98). III — A eternidade e o fim: o ômega   16 E eis que alguém, aproximando-se, lhe perguntou: Mestre, que farei eu de bom, para alcançar a vida eterna? 17 que é bom? Bom só existe um. Se queres, porém, entrar na vida, guarda os mandamentos. (Mateus, XIX, 16-17). 15 para que todo o que nele crê tenha a vida eterna. 16 Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho ungido (Cristo, Messias), para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. (João, III, 15-16). 36 Por isso, quem crê no Filho tem a vida eterna; o que, todavia, se mantém rebelde contra o Filho não verá a vida, mas sobre ele permanece a ira de Deus. (João, III, 36). 14 aquele, porém, que beber da água que eu lhe der nunca mais terá sede; pelo contrário, a água que eu lhe der será nele uma fonte a jorrar para a vida eterna. (João, IV, 14). 24 Em verdade, em verdade vos digo: quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna, não entra em juízo, mas passou da morte para a vida. 25 Em verdade, em verdade vos digo que vem a hora e já chegou, em que os mortos ouvirão a voz do Filho de Deus; e os que a ouvirem viverão. 26 Porque assim como o Pai tem vida em si mesmo, também concedeu ao Filho ter vida em si mesmo. (João, V, 24-26). 40 De fato, a vontade de meu Pai é que todo homem que vir o Filho e nele crer tenha a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia. (João, VI, 40). 47 Em verdade, em verdade vos digo: quem crê em mim tem a vida eterna. 54 Quem comer a minha carne e beber o meu sangue tem a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia. 63 O espírito é o que dá a vida; a carne para nada aproveita; as palavras que eu vos tenho dito são espírito e são vida. 68 Respondeu-lhe Simão Pedro: Senhor, para quem iremos? Tu tens as palavras da vida eterna; (João, VI, 47, 54, 63 e 68). 28 Eu lhes dou a vida eterna; jamais perecerão, e ninguém os arrebatará da minha mão. 29 Aquele que meu Pai me deu é maior do que tudo; e da mão do Pai ninguém pode arrebatar. (João, X, 28-29). 25 Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá; 26 e todo o que vive e crê em mim não morrerá, eternamente. Crês isto? 27 Sim, Senhor, respondeu ela, eu tenho crido que tu és o Cristo, o Filho de Deus que devia vir ao mundo. (João, XI, 25-27). 12 Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que crêem no seu nome; (João, I, 12). 49 Porque eu não tenho falado por mim mesmo, mas o Pai, que me enviou, esse me tem prescrito o que dizer e o que anunciar. 50 E sei que o seu mandamento é a vida eterna. As coisas, pois, que eu falo, como o Pai mo tem dito, assim falo. (João, XII, 49-50). 6 Respondeu-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim. 15 Se me amais, guardareis os meus mandamentos. (João, XIV, 6 e 15). 3 E a vida eterna é esta: que te conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste. (João, XVII, 3). 13 Ele nos libertou do império das trevas e nos transportou para o reino do Filho do seu amor , 14 no qual temos a redenção, a remissão dos pecados. 15 Este é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação ; 16 pois, nele, foram criadas todas as coisas, nos céus e sobre a terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam soberanias, quer principados, quer potestades. Tudo foi criado por meio dele e para ele. 17 Ele é antes de todas as coisas. Nele, tudo subsiste. 18 Ele é a cabeça do corpo, da assembléia. Ele é o princípio, o primogênito de entre os mortos, para em todas as coisas ter a primazia, 19 porque foi do agrado de Deus que, nele, residisse toda a plenitude. (Carta de Paulo apóstolo aos Colossenses, I, 13-19). 3. “Tu podes dizer que nós somos sem começo, se tu entendes, por aí que Deus sendo eterno, Ele tem o dever de criar sem libertar.” (78 do LE). Não tivemos começo nos tempos e Deus nos cria constantemente, como a galinha junta os seus pintainhos. Tudo principia na matéria. “Na natureza nada se perde, nada se cria, tudo se transforma.” (Antoine Laurent Lavoisier). “Há formação; porém, não criação, atento que do nada o Espírito nada pode tirar.” (Allan Kardec, 129 do LM). A matéria sempre existiu. Deus não faz a matéria surgir do nada. “Inexistência é o nada e o nada não existe.” (23, II, do LE). “Quando se diz que a alma é imaterial, deve-se entendê-lo em sentido relativo, não em sentido absoluto, por isso que a imaterialidade absoluta seria o nada . Ora, a alma, ou o Espírito, são alguma coisa. Qualificando-a de imaterial, quer-se dizer que sua essência é de tal modo superior, que nenhuma analogia tem com o que chamamos matéria e que, assim, para nós, ela é imaterial. (O Livro do Espíritos, 23 e 82).” (Allan Kardec, item 50 do LM). O nada nunca existiu. “Não, não nada é vácuo; este que é vácuo para ti é ocupado por matéria que escapa aos teus sentidos e aos teus instrumentos.” (36 do LE). “Deus não se entrega a uma ação direta sobre a matéria.” (536, II, do LE). “É a vida do Espírito que é eterna; esta do corpo é transitória e passageira. Quando o corpo morre, a alma reentra na vida eterna.” (153 do LE). Somos eternos como Deus. Não tivemos começo nos tempos e não teremos fim nos tempos. “Todos os homens são irmãos em Deus, porque são animados pelo espírito e tendem para o mesmo fim (objetivo).” (54 do LE). “Os povos são perdoáveis de não acreditar na palavra daquele que era animado de Espírito de Deus ” (671 do LE). Nós principiamos na matéria (Reino Mineral) e alcançaremos nosso fim que é ser Deus (Espírito puro ou Espírito Santo) e participar do Reino de Deus, o quinto Reino, depois do Mineral, do Vegetal, do Animal e do Hominal. “Eu sou o Alfa e o Ômega, o princípio e o fim, diz o Senhor, o que é, o que era, e o que será, o Todo-Poderoso.” (Apocalipse, I, 8). “Se nós observarmos a série dos seres, nós encontramos que eles formam uma corrente sem solução de continuidade desde a matéria bruta até o homem mais inteligente. Mas entre o homem e Deus, quem é o alfa e o ômega de todas as coisas, que imensa lacuna!” (Allan Kardec, XVII da Introdução do LE). IV — O anúncio maravilhoso da reencarnação de Elias   1 Visto que muitos houve que empreenderam uma narração coordenada dos fatos que entre nós se realizaram, 2 conforme nos transmitiram os que desde o princípio foram deles testemunhas oculares e ministros da palavra, 3 igualmente a mim me pareceu bem, depois de acurada investigação de tudo desde sua origem, dar-te por escrito, excelentíssimo Teófilo, uma exposição em ordem, 4 para que tenhas plena certeza das verdades em que foste instruído. 5 Nos dias de Herodes, rei da Judéia, houve um sacerdote chamado Zacarias, do turno de Abias. Sua mulher era das filhas de Arão e se chamava Isabel. 6 Ambos eram justos diante de Deus, vivendo irrepreensivelmente em todos os preceitos e mandamentos do Senhor. 7 E não tinham filhos, porque Isabel era estéril, sendo eles avançados em dias. 8 Ora, aconteceu que, exercendo ele diante de Deus o sacerdócio na ordem do seu turno, coube-lhe por sorte, 9 segundo o costume sacerdotal, entrar no santuário do Senhor para queimar o incenso; 10 e, durante esse tempo, toda a multidão do povo permanecia da parte de fora, orando. 11 E eis que lhe apareceu um anjo do Senhor, em pé, à direita do altar do incenso. 12 Vendo-o, Zacarias turbou-se, e apoderou-se dele o temor. 13 Disse-lhe, porém, o anjo: Zacarias, não temas, porque a tua oração foi ouvida; e Isabel, tua mulher, te dará à luz um filho, a quem darás o nome de João. 14 Em ti haverá prazer e alegria, e muitos se regozijarão com o seu nascimento. 15 Pois ele será grande diante do Senhor, não beberá vinho nem bebida forte e será cheio do Espírito Santo, já do ventre materno. 16 E converterá muitos dos filhos de Israel ao Senhor, seu Deus. 17 E irá adiante do Senhor no espírito e poder de Elias, para converter o coração dos pais aos filhos, converter os desobedientes à prudência dos justos e habilitar para o Senhor um povo preparado. 18 Então, perguntou Zacarias ao anjo: Como saberei isto? Pois eu sou velho, e minha mulher, avançada em dias. 19 Respondeu-lhe o anjo: Eu sou Gabriel, que assisto diante de Deus, e fui enviado para falar-te e trazer-te estas boas-novas. (significa Evangelho: o autor). 20 Todavia, ficarás mudo e não poderás falar até ao dia em que estas coisas venham a realizar-se; porquanto não acreditaste nas minhas palavras, as quais, a seu tempo, se cumprirão. 21 O povo estava esperando a Zacarias e admirava-se de que tanto se demorasse no santuário. 22 Mas, saindo ele, não lhes podia falar; então, entenderam que tivera uma visão no santuário. E expressava-se por acenos e permanecia mudo. 23 Sucedeu que, terminados os dias de seu ministério, voltou para casa. 24 Passados esses dias, Isabel, sua mulher, concebeu e ocultou-se por cinco meses, dizendo: 25 Assim me fez o Senhor, contemplando-me, para anular o meu opróbrio perante os homens. (Lucas, I, 1-25). 4. A aparição do anjo foi o primeiro fenômeno mediúnico do Novo Testamento. O segundo foi o bloqueio da fala de Zacarias, semelhantemente ao que sucedeu ao apóstolo Paulo, que ficou cego após encontrar Jesus na estrada para Damasco. Gabriel era o anjo que tinha aparecido ao profeta Daniel que profetizava através dos sonhos: 16 E ouvi uma voz de homem de entre as margens do Ulai, a qual gritou e disse: Gabriel, dá a entender a este a visão. 17 Veio, pois, para perto donde eu estava; ao chegar ele, fiquei amedrontado e prostrei-me com o rosto em terra; mas ele me disse: Entende, filho do homem, pois esta visão se refere ao tempo do fim. (Daniel, VIII, 16-17). 5. Em Isabel ocorreram fenômenos mediúnicos de efeitos físicos. “Deus não exerce ação direta sobre a matéria. Ele encontra agentes dedicados em todos os graus da escala dos mundos.” (536, b, do LE). “Todos os Espíritos podem produzir tais fenômenos, mas os de ordem elevada os deixam, de ordinário, como atribuiç§es dos subalternos, mais aptos para as coisas materiais do que para as coisas da inteligência; quando julgam úteis as manifestaç§es deste gênero, lançam mão destes últimos como seus auxiliares.” (106 do LE). “Isso é conforme seja mais ou menos material, mais ou menos inteligente o papel que desempenhem. Uns mandam, outros executam. Os que executam coisas materiais são sempre de ordem inferior, assim entre os Espíritos, como entre os homens.” (538, a, do LE). Através de fluidos mediúnicos e com ajuda de Espíritos imperfeitos e materializados, bons Espíritos médicos geraram um bebê ‘de proveta’ em Isabel. Por estas raz§es Jesus não escreveu o Evangelho. Deixou esta tarefa material para seus discípulos. Jesus também nunca trabalhou na carpintaria de José. Alguém sabe de algum móvel ou escultura feitos por Jesus? Quanto mais purificado o Espírito menos tarefas materiais ele executa. V — Gabriel anuncia a gravidez maravilhosa de Maria   26 No sexto mês, foi o anjo Gabriel enviado, da parte de Deus, para uma cidade da Galiléia, chamada Nazaré, 27 a uma virgem desposada com certo homem da casa de Davi, cujo nome era José; a virgem chamava-se Maria. 28 E, entrando o anjo aonde ela estava, disse: Salve, agraciada! O Senhor está contigo. Bendita és tu entre as mulheres . 29 Ela, porém, ao ouvir esta palavra, perturbou-se muito e pôs-se a pensar no que significaria esta saudação. 30 Mas o anjo lhe disse: Maria, não temas; porque achaste graça diante de Deus. 31 Eis que conceberás e darás à luz um filho, a quem chamarás pelo nome de Jesus. 32 Este será grande e será chamado Filho do Altíssimo; Deus, o Senhor, lhe dará o trono de Davi, seu pai; 33 ele reinará para sempre sobre a casa de Jacó, e o seu reinado não terá fim. 34 Então, disse Maria ao anjo: Como será isto, pois não tenho relação com homem algum? 35 Respondeu-lhe o anjo: Descerá sobre ti o Espírito Santo, e o poder do Altíssimo te envolverá com a sua sombra; por isso, também o santo que há de nascer será chamado Filho de Deus. 36 E Isabel, tua parenta, igualmente concebeu um filho na sua velhice, sendo este já o sexto mês para aquela que diziam ser estéril. 37 Porque para Deus nada é impossível. 38 Então, disse Maria: Aqui está a servidora do Senhor; que se cumpra em mim conforme a tua palavra. E o anjo se ausentou dela. (Lucas, I, 26-38). 6. Os Espíritos puros “São designados às vezes pelos nomes de anjos, arcanjos ou serafins.” (113 do LE). “Eles são os mensageiros e os ministros de Deus, cujas ordens executam para manutenção da harmonia universal.” (113 do LE). “Assistir os homens nas suas afliç§es, concitá-los ao bem ou à expiação das faltas que os conservam distanciados da suprema felicidade, constitui para eles ocupação gratíssima.” (113 do LE). “Deus é, na imensidade, o infinito. Espírito de tal modo puro, de tal modo sutil que bem poucos Espíritos podem vê-lo, de tal modo extenso que irradia por todos os lugares sem jamais se dividir, conservando assim a sua individualidade.” (Jean-Baptiste Roustaing. Os Quatro Evangelhos . Tomo I, 4¬ edição, RJ, FEB, 1954, tradução de Guillon Ribeiro, N. 38, pág. 216). “Esse nome é o de Jesus de Nazaré . De modo algum duvidamos de que ele possa manifestar-se; mas, se os Espíritos verdadeiramente superiores não o fazem, senão em circunstâncias excepcionais, a razão nos inibe de acreditar que o Espírito por excelência puro responda ao chamado do primeiro que apareça.” (Allan Kardec, IX das dissertaç§es espíritas do LM). 7. Jesus é Espírito Santo (do hebraico: puro ). “Não estando mais sujeitos à reencarnação em corpos perecíveis, realizam a vida eterna no seio de Deus.” (113 do LE). Por ser Espírito puro Jesus renasceu, mas não reencarnou. “Haverá mundos onde o Espírito, deixando de revestir corpos materiais, só tenha por invólucro o perispírito? Há e mesmo esse envoltório se torna tão etéreo que para vós é como se não existisse . Esse o estado dos Espíritos puros .” (186 do LE). “Pela superioridade, porém, da sua essência moral e de suas qualidades fluídicas, aquelas faculdades atingiam Nele proporç§es muito acima das que são vulgares. Posto de lado o seu envoltório carnal, Ele nos patenteava o estado dos puros Espíritos .” (Allan Kardec, A Gênese, XV, 44). Jesus recebeu um perispírito feito da quinta essência da matéria: “Imaterial não é bem o termo; incorpóreo seria mais exato, pois deves compreender que, sendo uma criação, o Espírito há de ser alguma coisa. É a matéria quintessenciada, mas sem analogia para vós outros, e tão etérea que escapa inteiramente ao alcance dos vossos sentidos.”(82 do LE). Esse invólucro semi-material de Jesus “tem a forma que o Espírito queira. É assim que este vos aparece algumas vezes, quer em sonho, quer no estado de vigília, e que pode tomar forma visível, mesmo palpável.” (95 do LE). Para Jesus e Gabriel aparecer em sonho ou em vigília (quando a pessoa está acordada) é fácil. “O que fica sendo o Espírito depois da sua última en carna ção? Espírito bem-aventurado; puro Espírito.” (170 do LE). “Os Espíritos já purificados descem aos mundos inferiores? Fazem-no freqüentemente, com o fim de auxiliar-lhes o progresso. A não ser assim, esses mundos estariam entregues a si mesmos, sem guias para dirigi-los.” (233 do LE). “Qual o tipo mais perfeito que Deus tem oferecido ao homem para lhe servir de guia e modelo? Jesus.” (625 do LE). “Tendes guias , segui-os, que a meta não vos pode faltar, porquanto essa meta é o próprio Deus.” (495 do LE). Jesus não é Espírito errante. As almas “têm corpos, porque o Espírito precisa estar revestido de matéria para atuar sobre a matéria. Esse envoltório, porém, é mais ou menos material, conforme o grau de pureza a que chegaram os Espíritos. É isso o que assinala a diferença entre os mundos que temos de percorrer, porquanto muitas moradas há na casas de nosso Pai, sendo, consequentemente, de muitos graus essas moradas. Alguns o sabem e desse fato têm consciência na Terra; com outros, no entanto, o mesmo não se dá.” (181 do LE). “À medida que o Espírito se purifica, o corpo que o reveste se aproxima igualmente da natureza espírita. Torna-se-lhe menos densa a matéria, deixa de rastejar penosamente pela superfície do solo, menos grosseiras se lhe fazem as necessidades físicas, não mais sendo preciso que os seres vivos se destruam mutuamente para se nutrirem. O Espírito se acha mais livre e tem, das coisas longínquas, percepç§es que desconhecemos. Vê com os olhos do corpo o que só pelo pensamento entrevemos.” (Allan Kardec, 182 do LE). VI — José quer abandoná-la, mas sonha com o anjo   18 Ora, o nascimento de Jesus Cristo foi assim: estando Maria, sua mãe, desposada com José, sem que tivessem antes coabitado, achou-se grávida do Espírito Santo. 19 Mas José, seu esposo, sendo justo e não a querendo infamar, resolveu deixá-la secretamente. 20 Enquanto ponderava nestas coisas, eis que lhe apareceu, em sonho, um anjo do Senhor, dizendo: José, filho de Davi, não temas receber Maria, tua mulher, porque o que nela foi gerado é do Espírito Santo. 21 Ela dará à luz um filho e lhe porás o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo dos pecados deles. 22 Ora, tudo isto aconteceu para que se cumprisse o que fora dito pelo Senhor por intermédio do profeta: 23 Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho, e ele será chamado pelo nome de Emanuel (que quer dizer: Deus conosco). 24 Despertado José do sono, fez como lhe ordenara o anjo do Senhor e recebeu sua mulher. 25 Contudo, não teve relaç§es sexuais com Maria enquanto ela não deu à luz um filho, a quem pôs o nome de Jesus. (Mateus, I, 18-25). 8. José não tinha tirado a virgindade de Maria, que engravidou sem necessidade do sexo. 14 Portanto, o Senhor mesmo vos dará um sinal: eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho e lhe chamará Emanuel. (Isaías, VII, 14). VII — Isabel é médium de Gabriel   39 Naqueles dias, dispondo-se Maria, foi apressadamente à região montanhosa, a uma cidade de Judá, 40 entrou na casa de Zacarias e saudou Isabel. 41 Ouvindo esta a saudação de Maria, a criança lhe estremeceu no ventre; então, Isabel, médium psicofônica, deu passagem ao Espírito Santo. 42 E exclamou em alta voz: Bendita és tu entre as mulheres , e bendito o fruto do teu ventre! 43 E de onde me provém que me venha visitar a mãe do meu Senhor? 44 Pois, logo que me chegou aos ouvidos a voz da tua saudação, a criança estremeceu de alegria dentro de mim. 45 Bem-aventurada a que creu, porque serão cumpridas as palavras que lhe foram ditas da parte do Senhor. 46 Então, disse Maria: A minha alma engrandece ao Senhor, 47 e o meu espírito se alegrou em Deus, meu Salvador, 48 porque contemplou na humildade da sua servidora. Pois, desde agora, todas as geraç§es me considerarão bem-aventurada, 49 porque o Poderoso me fez grandes coisas. Santo é o seu nome. 50 A sua misericórdia vai de geração em geração sobre os que o temem. 51 Agiu com o seu braço valorosamente; dispersou os que, no coração, alimentavam pensamentos soberbos. 52 Derribou do seu trono os poderosos e exaltou os humildes. 53 Encheu de bens os famintos e despediu vazios os ricos. 54 Amparou a Israel, seu servidor, a fim de lembrar-se da sua misericórdia 55 a favor de Abraão e de sua descendência, para sempre, como prometera aos nossos pais. 56 Maria permaneceu cerca de três meses com Isabel e voltou para casa. (Lucas, I, 39-56). 9. Jesus é santo (puro) e Senhor. Jesus significa em hebraico: “Só Deus salva”. Sobre o Espírito puro Gabriel diz o LE (113): “Podem os homens pôr-se em comunicação com eles, mas extremamente presunçoso seria aquele que pretendesse tê-los constantemente às suas ordens”. VIII — A reencarnação de Elias   57 A Isabel cumpriu-se o tempo de dar à luz, e teve um filho. 58 Ouviram os seus vizinhos e parentes que o Senhor usara de grande misericórdia para com ela e participaram do seu regozijo. 59 Sucedeu que, no oitavo dia, foram circuncidar o menino e queriam dar-lhe o nome de seu pai, Zacarias. 60 De modo nenhum! Respondeu sua mãe. Pelo contrário, ele deve ser chamado João. 61 Disseram-lhe: Ninguém há na tua parentela que tenha este nome. 62 E perguntaram, por acenos, ao pai do menino que nome queria que lhe dessem. 63 Então, pedindo ele uma tabuinha, escreveu: João é o seu nome. E todos se admiraram. 64 Imediatamente, a boca se lhe abriu, e, desimpedida a língua, falava elogiando a Deus. 65 Sucedeu que todos os seus vizinhos ficaram possuídos de temor, e por toda a região montanhosa da Judéia foram divulgadas estas coisas. 66 Todos os que as ouviram guardavam-nas no coração, dizendo: Que virá a ser, pois, este menino? E a mão do Senhor estava com ele. 67 Zacarias, seu pai, cheio do Espírito Santo, profetizou, dizendo: 68 Bendito seja o Senhor, Deus de Israel, porque visitou e redimiu o seu povo, 69 e nos suscitou plena e poderosa salvação na casa de Davi, seu servidor, 70 como prometera, desde a antigüidade, por boca dos seus santos profetas, 71 para nos libertar dos nossos inimigos e das mãos de todos os que nos odeiam; 72 para usar de misericórdia com os nossos pais e lembrar-se da sua santa aliança 73 e do juramento que fez a Abraão, o nosso pai, 74 de conceder-nos que, livres das mãos de inimigos, o adorássemos sem temor, 75 em santidade e justiça perante ele, todos os nossos dias. 76 Tu, menino, serás chamado profeta do Altíssimo, porque precederás o Senhor, preparando-lhe os caminhos, 77 para dar ao seu povo conhecimento da salvação, no redimi-lo dos seus pecados, 78 graças à entranhável misericórdia de nosso Deus, pela qual nos visitará o sol nascente das alturas, 79 para alumiar os que jazem nas trevas e na sombra da morte, e dirigir os nossos pés pelo caminho da paz. 80 O menino crescia e se fortalecia em espírito. E viveu nos desertos até ao dia em que havia de manifestar-se a Israel. (Lucas, I, 57-80). 10. Aqui o fenômeno mediúnico principal foi a interrupção da mudez de Zacarias. O outro fenômeno ocorreu através da mediunidade psicofônica do próprio Zacarias que além de falar por si próprio, falava por Espíritos. IX — O nascimento de Jesus e a sua infância   1 Naqueles dias, foi publicado um decreto de César Augusto, convocando toda a população do império romano para recensear-se. 2 Este, o primeiro recenseamento, foi feito quando Quirino era governador da Síria. 3 Todos iam alistar-se, cada um à sua própria cidade. 4 José também subiu da Galiléia, da cidade de Nazaré, para a Judéia, à cidade de Davi, chamada Belém, por ser ele da casa e família de Davi, 5 a fim de alistar-se com Maria, sua esposa, que estava grávida. 6 Estando eles ali, aconteceu completarem-se-lhe os dias, 7 e ela deu à luz o seu filho primogênito, colocou-lhe fraldas e o deitou num cocho, porque não havia lugar para eles na hospedaria. 8 Havia, naquela mesma região, pastores que viviam nos campos e guardavam o seu rebanho durante as vigílias da noite. 9 E um anjo do Senhor desceu aonde eles estavam, e a glória do Senhor brilhou ao redor deles; e ficaram tomados de grande temor. 10 O anjo, porém, lhes disse: Não temais; eis aqui vos trago boa-nova de grande alegria, que o será para todo o povo: (boa-nova significa Evangelho em hebraico — o autor). 11 é que hoje vos nasceu, na cidade de Davi, o Salvador, que é Cristo, o Senhor . 12 E isto vos servirá de sinal: encontrareis uma criança envolta em fraldas e deitada em um cocho. 13 E, subitamente, apareceu com o anjo uma multidão do exército celestial, elogiando a Deus e dizendo: 14 Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens de boa vontade. 15 E, ausentando-se deles os anjos para o céu, diziam os pastores uns aos outros: Vamos até Belém e vejamos os acontecimentos que o Senhor nos deu a conhecer. 16 Foram apressadamente e acharam Maria, José e a criança deitada no cocho. 17 E, vendo-o, divulgaram o que lhes tinha sido dito a respeito deste menino. 18 Todos os que ouviram se admiraram das coisas referidas pelos pastores. 19 Maria, porém, guardava todas estas palavras, meditando-as no coração. 20 Voltaram, então, os pastores glorificando e elogiando a Deus por tudo o que tinham ouvido e visto, como lhes fora anunciado. 21 Completados oito dias para ser circuncidado o menino, deram-lhe o nome de JESUS, como lhe chamara o anjo, antes de ser concebido. (Lucas, II, 1-21). 4 Quando, porém, se manifestou a benignidade de Deus, nosso Salvador, e o seu amor para com todos, 5 não por obras de justiça praticadas por nós, mas segundo sua misericórdia, ele nos salvou mediante a palingenesia (retorno em vidas sucessivas) e o renascimento do Espírito Santo, 6 que ele derramou sobre nós ricamente, por meio de Jesus Cristo, nosso Salvador, (Carta de Paulo apóstolo a Tito, III, 4-6). 16 constituído não conforme a lei do mandamento carnal, mas segundo o poder de vida indissolúvel . (Carta de Paulo apóstolo aos Hebreus, VII, 16). 20 Pois a nossa cidade está nos céus, de onde também aguardamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo, 21 o qual transformará o nosso corpo de humilhação, para ser igual ao corpo glorioso, segundo a eficácia do poder que ele tem de até subordinar a si todas as coisas. (Carta de Paulo apóstolo aos Filipenses, III, 20-21). 44 Semeia-se corpo humano, ressuscita corpo espiritual . Se há corpo humano, há também corpo espiritual . (1º Carta de Paulo apóstolo aos Coríntios, XV, 44). 11. Jesus foi o primogênito de Maria, isto é, o primeiro filho que lhe nasceu. O texto é claro: Cristo é o Senhor; e a multidão de anjos é também o Senhor. Esta materialização é igual àquela da ascensão de Jesus para o céu. 1 Tendo Jesus nascido em Belém da Judéia, em dias do rei Herodes, eis que vieram uns magos do Oriente a Jerusalém. 2 E perguntavam: Onde está o recém-nascido Rei dos judeus? Porque vimos a sua estrela no Oriente e viemos para adorá-lo. 3 Tendo ouvido isso, alarmou-se o rei Herodes, e, com ele, toda a Jerusalém; 4 então, convocando todos os principais sacerdotes e escribas do povo, indagava deles onde o Cristo deveria nascer. 5 Em Belém da Judéia, responderam eles, porque assim está escrito por intermédio do profeta: 6 E tu, Belém, terra de Judá, não és de modo algum a menor entre as principais de Judá; porque de ti sairá o Guia que há de apascentar a meu povo, Israel. 7 Com isto, Herodes, tendo chamado secretamente os magos, inquiriu deles com precisão quanto ao tempo em que a estrela aparecera. 8 E, enviando-os a Belém, disse-lhes: Ide informar-vos cuidadosamente a respeito do menino; e, quando o tiverdes encontrado, avisai-me, para eu também ir adorá-lo. 9 Depois de ouvirem o rei, partiram; e eis que a estrela que viram no Oriente os precedia, até que, chegando, parou sobre onde estava o menino. 10 E, vendo eles a estrela, alegraram-se com grande e intenso júbilo. 11 Entrando na casa, viram o menino com Maria, sua mãe. Prostrando-se, o adoraram; e, abrindo os seus tesouros, entregaram-lhe suas ofertas: ouro, incenso e mirra. (Mateus, II, 1-11). 2 E tu, Belém-Efrata, pequena demais para figurar como grupo de milhares de Judá, de ti me sairá o que há de reinar em Israel, e cujas origens são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade.(Miquéias, V, 2). 12. A estrela era um fenômeno espírita visível pelos magos; talvez fosse a visão dos anjos materializados que estavam elogiando a Deus nos céus. 22 Passados os dias da purificação deles segundo a Lei de Moisés, levaram-no a Jerusalém para o apresentarem ao Senhor , 23 conforme o que está escrito na Lei do Senhor: Todo primogênito ao Senhor será consagrado; 24 e para oferecer um sacrifício, segundo o que está escrito na referida Lei: Um par de rolas ou dois pombinhos . 25 Havia em Jerusalém um homem chamado Simeão; homem este justo e piedoso que esperava a consolação de Israel; e o Espírito Santo estava sobre ele. 26 Revelara-lhe o Espírito Santo que não passaria pela morte antes de ver o Cristo do Senhor. 27 Movido pelo Espírito, foi ao templo; e, quando os pais trouxeram o menino Jesus para fazerem com ele o que a Lei ordenava, 28 Simeão o tomou nos braços e elogiou a Deus, dizendo: 29 Agora, Senhor, podes despedir em paz o teu servidor, segundo a tua palavra; 30 porque os meus olhos já viram a tua salvação, 31 a qual preparaste diante de todos os povos: 32 luz para revelação aos gentios, e para glória do teu povo de Israel. 33 E estavam o pai e a mãe do menino admirados do que dele se dizia. 34 Simeão os abençoou e disse a Maria, mãe do menino: Eis que este menino está destinado tanto para ruína como para levantamento de muitos em Israel e para ser alvo de polêmica 35 (também uma espada traspassará a tua própria alma), para que se manifestem os pensamentos de muitos coraç§es. 36 Havia uma profetisa, chamada Ana, filha de Fanuel, da tribo de Aser, avançada em dias, que vivera com seu marido sete anos desde que se casara 37 e que era viúva de oitenta e quatro anos. Esta não deixava o templo, mas adorava noite e dia em jejuns e oraç§es. 38 E, chegando naquela hora, dava graças a Deus e falava a respeito do menino a todos os que esperavam a redenção de Jerusalém. (Lucas, II, 22-38). 12 Sendo por divina advertência prevenidos em sonho para não voltarem à presença de Herodes, regressaram por outro caminho a sua terra. 13 Tendo eles partido, eis que apareceu um anjo do Senhor a José, em sonho, e disse: Disp§e-te, toma o menino e sua mãe, foge para o Egito e permanece lá até que eu te avise; porque Herodes há de procurar o menino para o matar. 14 Dispondo-se ele, tomou de noite o menino e sua mãe e partiu para o Egito; 15 e lá ficou até à morte de Herodes, para que se cumprisse o que fora dito pelo Senhor, por intermédio do profeta: Do Egito chamei o meu Filho. 16 Vendo-se iludido pelos magos, enfureceu-se Herodes grandemente e mandou matar todos os meninos de Belém e de todos os seus arredores, de dois anos para baixo, conforme o tempo do qual com precisão se informara dos magos. 17 Então, se cumpriu o que fora dito por intermédio do profeta Jeremias: 18 Ouviu-se um clamor em Ramá, pranto, choro e grande lamento; era Raquel chorando por seus filhos e inconsolável porque não mais existem. 19 Tendo Herodes morrido, eis que um anjo do Senhor apareceu em sonho a José, no Egito, e disse-lhe: 20 Disp§e-te, toma o menino e sua mãe e vai para a terra de Israel; porque já morreram os que atentavam contra a vida do menino. 21 Dispôs-se ele, tomou o menino e sua mãe e regressou para a terra de Israel. 22 Tendo, porém, ouvido que Arquelau reinava na Judéia em lugar de seu pai Herodes, temeu ir para lá; e, por divina advertência prevenido em sonho, retirou-se para as regi§es da Galiléia. 23 E foi habitar numa cidade chamada Nazaré, para que se cumprisse o que fora dito por intermédio dos profetas: Ele será chamado Nazareno . (Mateus, II, 12-23). 2 Fala aos filhos de Israel e dize-lhes: Quando alguém, seja homem seja mulher, fizer voto especial, o voto de nazireu , a fim de consagrar-se para o SENHOR, 5 Todos os dias do seu voto de nazireado não passará navalha pela cabeça; até que se cumpram os dias para os quais se consagrou ao SENHOR, santo será, deixando crescer livremente a cabeleira . 8 Por todos os dias do seu nazireado, santo será ao SENHOR . 10 Ao oitavo dia, trará duas rolas ou dois pombinhos ao sacerdote , à porta da tenda da congregação; (Números, VI, 2, 5, 8, 10). 1 Quando Israel era menino, eu o amei; e do Egito chamei o meu filho. (Oséias, XI, 1). 15 Assim diz o SENHOR: Ouviu-se um clamor em Ramá, pranto e grande lamento; era Raquel chorando por seus filhos e inconsolável por causa deles, porque já não existem. (Jeremias, XXXI, 15). 39 Cumpridas todas as ordenanças segundo a Lei do Senhor, voltaram para a Galiléia, para a sua cidade de Nazaré. 40 Crescia o menino e se fortalecia, cheio de sabedoria; e a graça de Deus estava sobre ele. 41 Ora, anualmente iam seus pais a Jerusalém, para a Festa da Páscoa. 42 Quando ele atingiu os doze anos, subiram a Jerusalém, segundo o costume da festa. 43 Terminados os dias da festa, ao regressarem, permaneceu o menino Jesus em Jerusalém, sem que seus pais o soubessem. 44 Pensando, porém, estar ele entre os companheiros de viagem, foram caminho de um dia e, então, passaram a procurá-lo entre os parentes e os conhecidos; 45 e, não o tendo encontrado, voltaram a Jerusalém à sua procura. 46 Três dias depois, o acharam no templo, assentado no meio dos doutores, ouvindo-os e interrogando-os. 47 E todos os que o ouviam muito se admiravam da sua inteligência e das suas respostas. 48 Logo que seus pais o viram, ficaram maravilhados; e sua mãe lhe disse: Filho, por que fizeste assim conosco? Teu pai e eu, aflitos, estamos à tua procura. 49 Ele lhes respondeu: Por que me procuráveis? Não sabíeis que me cumpria estar na casa de meu Pai ? 50 Não compreenderam, porém, as palavras que lhes dissera. 51 E desceu com eles para Nazaré; e era-lhes submisso. Sua mãe, porém, guardava todas estas coisas no coração. 52 E crescia Jesus em sabedoria, estatura e graça, diante de Deus e dos homens. (Lucas, II, 39-52). 13. Jesus adolescente não chama Deus de Senhor, mas de Pai. X — Elias prega e batiza, mas Jesus não batiza com água   7 Porque já muitos enganadores entraram no mundo, os quais não confessam que Jesus Cristo veio em carne. Este tal é enganador e o anti-cristo . (2¬ Carta de João apóstolo, 7). 6 Houve um homem enviado por Deus cujo nome era João. 7 Este veio como testemunha para que testificasse a respeito da luz, a fim de todos virem a crer por intermédio dele. 8 Ele não era a luz, mas veio para que testificasse da luz, 9 a saber, a verdadeira luz, que, vinda ao mundo, ilumina a todo homem. 10 O Verbo estava no mundo, o mundo foi feito por intermédio dele, mas o mundo não o conheceu. 11 Veio para o que era seu, e os seus não o receberam. 12 Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus , a saber, aos que crêem no seu nome; 13 os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus. 14 E o Verbo se fez carne e habitou entre nós , cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do ungido (Cristo, Messias) do Pai. 15 João testemunha a respeito dele e exclama: Este é o de quem eu disse: o que vem depois de mim tem, contudo, a primazia, porquanto já existia antes de mim. 16 Porque todos nós temos recebido da sua plenitude e graça sobre graça. 17 Porque a lei foi dada por intermédio de Moisés; a graça e a verdade vieram por meio de Jesus Cristo. 18 Ninguém jamais viu a Deus; o Deus ungido (Cristo, Messias), que está no seio do Pai, é quem o revelou. 19 Este foi o testemunho de João, quando os judeus lhe enviaram de Jerusalém sacerdotes e levitas para lhe perguntarem: Quem és tu? 20 Ele confessou e não negou; confessou: Eu não sou o Cristo. 21 Então, lhe perguntaram: Quem és, pois? És tu Elias? Ele disse: Não sou. És tu o profeta? Respondeu: Não. 22 Disseram-lhe, pois: Declara-nos quem és, para que demos resposta àqueles que nos enviaram; que dizes a respeito de ti mesmo? 23 Então, ele respondeu: Eu sou a voz do que clama no deserto: Endireitai o caminho do Senhor, como disse o profeta Isaías. 24 Ora, os que haviam sido enviados eram de entre os fariseus. 25 E perguntaram-lhe: Então, por que batizas, se não és o Cristo, nem Elias, nem o profeta? 26 Respondeu-lhes João: Eu batizo com água; mas, no meio de vós, está quem vós não conheceis, 27 o qual vem após mim, do qual não sou digno de desatar-lhe as correias das sandálias. 28 Estas coisas se passaram em Betânia, do outro lado do Jordão, onde João estava batizando. 29 No dia seguinte, viu João a Jesus, que vinha para ele, e disse: Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo! 30 É este a favor de quem eu disse: após mim vem um varão que tem a primazia, porque já existia antes de mim. 31 Eu mesmo não o conhecia, mas, a fim de que ele fosse manifestado a Israel, vim, por isso, batizando com água. 32 E João testemunhou, dizendo: Vi o Espírito descer do céu como pomba e pousar sobre ele. 33 Eu não o conhecia; aquele, porém, que me enviou a batizar com água me disse: Aquele sobre quem vires descer e pousar o Espírito, esse é o que batiza com o Espírito Santo. 34 Pois eu, de fato, vi e tenho testificado que ele é o Filho de Deus. (João, I, 6-34). 14. João Batista não sabia que era reencarnação de Elias, nem que era profeta. “Por que perde o Espírito encarnado a lembrança do seu passado? Não pode o homem, nem deve, saber tudo. Deus assim o quer em sua sabedoria. Sem o véu que lhe oculta certas coisas, ficaria ofuscado, como quem, sem transição, saísse do escuro para o claro. Esquecido de seu passado ele é mais senhor de si.” (392 do LE). João apóstolo acreditava que Jesus tinha corpo de carne. 1 Havia, entre os fariseus, um homem chamado Nicodemos, um dos principais dos judeus. 2 Este, de noite, foi ter com Jesus e lhe disse: Rabi, sabemos que és Mestre vindo da parte de Deus; porque ninguém pode fazer estes sinais que tu fazes, se Deus não estiver com ele. 3 A isto, respondeu Jesus: Em verdade, em verdade te digo que, se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus. 4 Perguntou-lhe Nicodemos: Como pode um homem nascer, sendo velho? Pode, porventura, voltar ao ventre materno e nascer segunda vez? 5 Respondeu Jesus: Em verdade, em verdade te digo: quem não nascer da água e do Espírito não pode entrar no reino de Deus. 6 O que é nascido da carne é carne; e o que é nascido do Espírito é espírito. 7 Não te admires de eu te dizer: importa-vos nascer de novo. 8 O vento sopra onde quer, ouves a sua voz, mas não sabes donde vem, nem para onde vai; assim é todo o que é nascido do Espírito. 9 Então, lhe perguntou Nicodemos: Como pode suceder isto? Acudiu Jesus: 10 Tu és mestre em Israel e não compreendes estas coisas? 11 Em verdade, em verdade te digo que nós dizemos o que sabemos e testificamos o que temos visto; contudo, não aceitais o nosso testemunho. 12 Se, tratando de coisas terrenas, não me credes, como crereis, se vos falar das celestiais? 13 Ora, ninguém subiu ao céu, senão aquele que de lá desceu , a saber, o Filho do Homem que está no céu. 14 E do modo por que Moisés levantou a serpente no deserto, assim importa que o Filho do Homem seja levantado, 15 para que todo o que nele crê tenha a vida eterna. 16 Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho ungido (Cristo, Messias), para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. 17 Porquanto Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que julgasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele. 18 Quem nele crê não é julgado; o que não crê já está julgado, porquanto não crê no nome do ungido (Cristo, Messias) Filho de Deus. 19 O julgamento é este: que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz; porque as suas obras eram más. 20 Pois todo aquele que pratica o mal aborrece a luz e não se chega para a luz, para que suas obras não sejam reprovadas. 21 Quem pratica a verdade aproxima-se da luz, a fim de que as suas obras sejam manifestas, porque feitas em Deus. (João, III, 1-21). 17 Por isso, o Pai me ama, porque eu dou a minha vida para retomá-la . 18 Ninguém a tira de mim; pelo contrário, eu espontaneamente a dou. Tenho autoridade para a entregar e também para reavê-la. Este mandamento recebi de meu Pai . 19 Por causa dessas palavras, rompeu nova dissensão entre os judeus. 20 Muitos deles diziam: Ele tem demônio e enlouqueceu; por que o ouvis? 21 Outros diziam: Este modo de falar não é de endemoninhado; pode, porventura, um demônio abrir os olhos aos cegos? (João, X, 17-21). 15. Nicodemos veio perguntar a Jesus se João Batista teria sido Elias e Jesus lhe explicou sem que tivesse perguntado nada. Jesus fala da água porque nosso corpo é em sua maior parte feito de água, além disso, nascemos imersos no líquido amniótico no útero da mãe. Os Espíritos nos falam, mas não podemos vê-los. Não sabemos de onde vem suas palavras. São como o vento que não sabemos de onde vem. Os Espíritos influem em vossos pensamentos e atos; “de ordinário, são eles que vos dirigem.” (459 do LE). “Quando um pensamento vos é sugerido, tendes a impressão de que alguém vos fala. Geralmente, os pensamentos próprios são os que acodem em primeiro lugar. Afinal, não vos é de grande interesse estabelecer essa distinção. Muitas vezes, é útil que não saibais fazê-la.” (461 do LE). Como o vento, não sabemos para onde os Espíritos vão. “Como o Espírito se transporta aonde queira, com a rapidez do pensamento,” (247 do LE). Jesus e nós somos filhos do Homem. Jesus desceu do céu. “Os Espíritos purificados descem aos mundos inferiores? Fazem-no freqüentemente, com o fim de auxiliar-lhes o progresso. A não ser assim, esses mundos estariam entregues a si mesmos, sem guias para dirigi-los.” (233 do LE). Jesus diz que a reencarnação é mandamento da lei de Deus. Eis que se é mandamento, ninguém pode furtar-se a ela. Um dia seremos purificados como Jesus e ressuscitaremos como Ele o fez, em um mundo onde seremos Cristos, sem corpo físico. Até lá ressuscitaremos em Espírito. Eis que a lei de Deus proíbe matar. Porque é impossível matar o Espírito. 1 Naqueles dias, apareceu João Batista pregando no deserto da Judéia e dizia: 2 Arrependei-vos, porque está próximo o reino dos céus. 3 Porque este é o referido por intermédio do profeta Isaías : Voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor, endireitai as suas veredas . 4 Usava João vestes de pêlos de camelo e um cinto de couro ; a sua alimentação eram gafanhotos e mel silvestre. 5 Então, saíam a ter com ele Jerusalém, toda a Judéia e toda a circunvizinhança do Jordão; 6 e eram por ele batizados no rio Jordão, confessando os seus pecados. 7 Vendo ele, porém, que muitos fariseus e saduceus vinham ao batismo, disse-lhes: Raça de víboras, quem vos induziu a fugir da ira vindoura? 8 Produzi, pois, frutos dignos de arrependimento; 9 e não comeceis a dizer entre vós mesmos: Temos por pai a Abraão; porque eu vos afirmo que destas pedras Deus pode suscitar filhos a Abraão. 10 Já está posto o machado à raiz das árvores; toda árvore, pois, que não produz bom fruto é cortada e lançada ao fogo. 11 Eu vos batizo com água, para arrependimento; mas aquele que vem depois de mim é mais poderoso do que eu, cujas sandálias não sou digno de levar. Ele vos batizará com o Espírito Santo e com fogo. 12 A sua pá, ele a tem na mão e limpará completamente a sua eira; recolherá o seu trigo no celeiro, mas queimará a palha em fogo inextinguível. 13 Por esse tempo, dirigiu-se Jesus da Galiléia para o Jordão, a fim de que João o batizasse. 14 Ele, porém, o dissuadia, dizendo: Eu é que preciso ser batizado por ti, e tu vens a mim? 15 Mas Jesus lhe respondeu: Deixa por enquanto, porque, assim, nos convém cumprir toda a justiça. Então, ele o admitiu. 16 Batizado Jesus, saiu logo da água, e eis que se lhe abriram os céus, e viu o Espírito de Deus descendo como pomba, vindo sobre ele. 17 E eis uma voz dos céus, que dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo. (Mateus, III, 1-17). 3 Voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do SENHOR; endireitai no ermo vereda a nosso Deus. (Isaías, XL, 3) . 7 E ele lhes disse: Qual era o trajo do homem que vos veio ao encontro e vos falou estas palavras? 8 E eles lhe disseram: Era um homem vestido de pêlos e com os lombos cingidos de um cinto de couro. Então disse ele: É Elias, o tisbita. (2º Reis, I, 7-8) . 16. João não se lembra que é Elias, mas se veste como Elias. O Espírito puro tomou a forma de uma pomba. O perispírito “tem a forma que o Espírito queira.” (95 do LE). A voz do anjo é o fenômeno denominado pelo Comandante Edgard Armond de ‘voz direta’. 1 No décimo quinto ano do reinado de Tibério César, sendo Pôncio Pilatos governador da Judéia, Herodes, tetrarca da Galiléia, seu irmão Filipe, tetrarca da região da Ituréia e Traconites, e Lisânias, tetrarca de Abilene, 2 sendo sumos sacerdotes Anás e Caifás, veio a palavra de Deus a João, filho de Zacarias, no deserto. 3 Ele percorreu toda a circunvizinhança do Jordão, pregando batismo de arrependimento para remissão de pecados, 4 conforme está escrito no livro das palavras do profeta Isaías: Voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor, endireitai as suas veredas. 5 Todo vale será aterrado, e nivelados todos os montes e outeiros; os caminhos tortuosos serão retificados, e os escabrosos, aplanados; 6 e toda carne verá a salvação de Deus . 7 Dizia ele, pois, às multid§es que saíam para serem batizadas: Raça de víboras, quem vos induziu a fugir da ira vindoura? 8 Produzi, pois, frutos dignos de arrependimento e não comeceis a dizer entre vós mesmos: Temos por pai a Abraão; porque eu vos afirmo que destas pedras Deus pode suscitar filhos a Abraão. 9 E também já está posto o machado à raiz das árvores; toda árvore, pois, que não produz bom fruto é cortada e lançada ao fogo. 10 Então, as multid§es o interrogavam, dizendo: Que havemos, pois, de fazer? 11 Respondeu-lhes: Quem tiver duas túnicas, reparta com quem não tem; e quem tiver comida, faça o mesmo. 12 Foram também publicanos para serem batizados e perguntaram-lhe: Mestre, que havemos de fazer? 13 Respondeu-lhes: Não cobreis mais do que o estipulado. 14 Também soldados lhe perguntaram: E nós, que faremos? E ele lhes disse: A ninguém maltrateis, não deis denúncia falsa e contentai-vos com o vosso soldo. 15 Estando o povo na expectativa, e discorrendo todos no seu íntimo a respeito de João, se não seria ele, porventura, o próprio Cristo, 16 disse João a todos: Eu, na verdade, vos batizo com água, mas vem o que é mais poderoso do que eu, do qual não sou digno de desatar-lhe as correias das sandálias; ele vos batizará com o Espírito Santo e com fogo. 17 A sua pá, ele a tem na mão, para limpar completamente a sua eira e recolher o trigo no seu celeiro; porém queimará a palha em fogo inextinguível. 18 Assim, pois, com muitas outras exortaç§es anunciava o evangelho ao povo; 19 mas Herodes, o tetrarca, sendo repreendido por ele, por causa de Herodias, mulher de seu irmão, e por todas as maldades que o mesmo Herodes havia feito, 20 acrescentou ainda sobre todas a de lançar João no cárcere. 21 E aconteceu que, ao ser todo o povo batizado, também o foi Jesus; e, estando ele a orar, o céu se abriu, 22 e o Espírito Santo desceu sobre ele em forma corpórea como pomba; e ouviu-se uma voz do céu: Tu és o meu Filho amado, em ti me comprazo. (Lucas, III, 1-22). 3 Voz do que clama no deserto; preparai o caminho do Senhor; endireitai no ermo vereda a nosso Deus. 4 Todo vale será exaltado, e todo monte e todo outeiro serão abatidos; e o que está torcido se endireitará, e o que é áspero se aplainará. 5 E a glória do Senhor se manifestará, e toda carne juntamente verá que foi da boca do Senhor que isto disse . (Isaías, XL, 3-5). 1 Princípio do evangelho de Jesus Cristo, Filho de Deus. 2 Conforme está escrito na profecia de Isaías: Eis aí envio diante da tua face o meu mensageiro, o qual preparará o teu caminho; 3 voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor, endireitai as suas veredas ; 4 apareceu João Batista no deserto, pregando batismo de arrependimento para remissão de pecados. 5 Saíam a ter com ele toda a província da Judéia e todos os habitantes de Jerusalém; e, confessando os seus pecados, eram batizados por ele no rio Jordão. 6 As vestes de João eram feitas de pêlos de camelo; ele trazia um cinto de couro e se alimentava de gafanhotos e mel silvestre. 7 E pregava, dizendo: Após mim vem aquele que é mais poderoso do que eu, do qual não sou digno de, curvando-me, desatar-lhe as correias das sandálias. 8 Eu vos tenho batizado com água; ele, porém, vos batizará com o Espírito Santo. 9 Naqueles dias, veio Jesus de Nazaré da Galiléia e por João foi batizado no rio Jordão. 10 Logo ao sair da água, viu os céus rasgarem-se e o Espírito descendo como pomba sobre ele. 11 Então, foi ouvida uma voz dos céus: Tu és o meu Filho amado, em ti me comprazo. (Marcos, I, 1-11). 1 Eis que eu envio o meu mensageiro, que preparará o caminho diante de mim; e, de repente, virá ao seu templo o Senhor , a quem vós buscais, o mensageiro da aliança, a quem vós desejais; eis que vem, diz o Senhor dos Exércitos. (Malaquias, III, 1). 22 Depois disto, foi Jesus com seus discípulos para a terra da Judéia; ali permaneceu com eles e batizava. 23 Ora, João estava também batizando em Enom, perto de Salim, porque havia ali muitas águas, e para lá concorria o povo e era batizado. 24 Pois João ainda não tinha sido encarcerado. 25 Ora, entre os discípulos de João e um judeu suscitou-se uma contenda com respeito à purificação. 26 E foram ter com João e lhe disseram: Mestre, aquele que estava contigo além do Jordão, do qual tens dado testemunho, está batizando, e todos lhe saem ao encontro. 27 Respondeu João: O homem não pode receber coisa alguma se do céu não lhe for dada. 28 Vós mesmos sois testemunhas de que vos disse: eu não sou o Cristo, mas fui enviado como seu precursor. 29 O que tem a noiva é o noivo; o amigo do noivo que está presente e o ouve muito se regozija por causa da voz do noivo. Pois esta alegria já se cumpriu em mim. 30 Convém que ele cresça e que eu diminua. 31 Quem vem das alturas certamente está acima de todos; quem vem da terra é terreno e fala da terra; quem veio do céu está acima de todos. 32 e testifica o que tem visto e ouvido; contudo, ninguém aceita o seu testemunho. 33 Quem, todavia, lhe aceita o testemunho, por sua vez, certifica que Deus é verdadeiro. 34 Pois o enviado de Deus fala as palavras dele, porque Deus não dá o Espírito por medida. 35 O Pai ama ao Filho, e todas as coisas tem confiado às suas mãos. 36 Por isso, quem crê no Filho tem a vida eterna; o que, todavia, se mantém rebelde contra o Filho não verá a vida, mas sobre ele permanece a ira de Deus. 1 Quando, pois, o Senhor veio a saber que os fariseus tinham ouvido dizer que ele, Jesus, fazia e batizava mais discípulos que João 2 ( se bem que Jesus mesmo não batizava , e sim os seus discípulos), (João, III, 22 a João, IV, 2). XI — Jesus e a samaritana   3 deixou a Judéia, retirando-se outra vez para a Galiléia. 4 E era-lhe necessário atravessar a província de Samaria. 5 Chegou, pois, a uma cidade samaritana, chamada Sicar, perto das terras que Jacó dera a seu filho José. 6 Estava ali a fonte de Jacó. Cansado da viagem, assentara-se Jesus junto à fonte, por volta da hora sexta. 7 Nisto, veio uma mulher samaritana tirar água. Disse-lhe Jesus: Dá-me de beber. 8 Pois seus discípulos tinham ido à cidade para comprar alimentos. 9 Então, lhe disse a mulher samaritana: Como, sendo tu judeu, pedes de beber a mim, que sou mulher samaritana (porque os judeus não se dão com os samaritanos)? 10 Replicou-lhe Jesus: Se conheceras o dom de Deus e quem é o que te pede: dá-me de beber, tu lhe pedirias, e ele te daria água viva. 11 Respondeu-lhe ela: Senhor, tu não tens com que a tirar, e o poço é fundo; onde, pois, tens a água viva? 12 És tu, porventura, maior do que Jacó, o nosso pai, que nos deu o poço, do qual ele mesmo bebeu, e, bem assim, seus filhos, e seu gado? 13 Afirmou-lhe Jesus: Quem beber desta água tornará a ter sede; 14 aquele, porém, que beber da água que eu lhe der nunca mais terá sede; pelo contrário, a água que eu lhe der será nele uma fonte a jorrar para a vida eterna. 15 Disse-lhe a mulher: Senhor, dá-me dessa água para que eu não mais tenha sede, nem precise vir aqui buscá-la. 16 Disse-lhe Jesus: Vai, chama teu marido e vem cá; 17 ao que lhe respondeu a mulher: Não tenho marido. Replicou-lhe Jesus: Bem disseste, não tenho marido; 18 porque cinco maridos já tiveste, e esse que agora tens não é teu marido; isto disseste com verdade. 19 Senhor, disse-lhe a mulher, vejo que tu és profeta. 20 Nossos pais adoravam neste monte; vós, entretanto, dizeis que em Jerusalém é o lugar onde se deve adorar. 21 Disse-lhe Jesus: Mulher, podes crer-me que a hora vem, quando nem neste monte, nem em Jerusalém adorareis o Pai. 22 Vós adorais o que não conheceis; nós adoramos o que conhecemos, porque a salvação vem dos judeus. 23 Mas vem a hora e já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque são estes que o Pai procura para seus adoradores. 24 Deus é espírito; e importa que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade . 25 Eu sei, respondeu a mulher, que há de vir o Messias, chamado Cristo; quando ele vier, nos anunciará todas as coisas. 26 Disse-lhe Jesus: Eu o sou, eu que falo contigo. 27 Neste ponto, chegaram os seus discípulos e se admiraram de que estivesse falando com uma mulher; todavia, nenhum lhe disse: Que perguntas? Ou: Por que falas com ela? 28 Quanto à mulher, deixou o seu cântaro, foi à cidade e disse àqueles homens: 29 Vinde comigo e vede um homem que me disse tudo quanto tenho feito. Será este, porventura, o Cristo?! (João, IV, 3-29). 17. Jesus oferece à samaritana o fluido universal para beber. “À medida que o Espírito se purifica, o corpo que o reveste se aproxima igualmente da natureza espírita. Torna-se-lhe menos densa a matéria, deixa de rastejar penosamente pela superfície do solo, menos grosseiras se lhe fazem as necessidades físicas, não mais sendo preciso que os seres vivos se destruam mutuamente para se nutrirem.” (Allan Kardec, 182 do LE). Já há pessoas na Terra que afirmam conseguirem viver sem se alimentar, nem beber água, vivendo apenas da luz das auroras. Jesus afirma que Deus é Espírito. Deus é o Espírito que atingiu o grau supremo da inteligência, da perfeição. “A primeira, finalmente, compreende os Espíritos puros, os que atingiram o grau supremo da perfeição.” (100 do LE). “Deus é a inteligência suprema , causa primária de todas as coisas.” (1 do LE). “A inteligência é uma faculdade própria de cada ser e constitui a sua individualidade moral.” (72, a, do LE). Os anjos, arcanjos e os serafins são “os Espíritos puros: os que se acham no mais alto grau da escala e reúnem todas as perfeiç§es .” (128 do LE). “Deus deve reunir em grau supremo essas perfeiç§es, porque, se uma lhe faltasse, ou não fosse infinita, já Ele não seria superior a tudo, não seria, consequentemente, Deus. Para estar acima de todas as coisas, Deus tem que se achar isento de qualquer vicissitude e de qualquer das imperfeiç§es que a imaginação possa conceber.” (13 do LE). “Se vocês tirarem de Deus um só de seus atributos vocês não teriam mais Deus, se vocês tirarem uma só das virtudes do Cristo, vocês não teriam o Cristo.” (Erasto, ESE, XXI, 9). “VI. — O fim da alma, em sua evolução, é atingir e realizar em si e em volta de si, através dos tempos e das estaç§es ascendentes do Universo, pelo desabrochar das potências que possui em gérmen, esta noção eterna do Belo e do Bem, que exprime a idéia de Deus, a própria idéia da perfeição.” ( Léon Denis , O Problema do Ser, do Destino e da Dor , 5¬ edição, FEB, RJ, pág. 453 — a última). “Deus é infinito em suas perfeiç§es,” (Allan Kardec, 3 do LE). “Todos os homens são irmãos em Deus, porque são animados pelo Espírito e tendem para o mesmo fim.” (54 do LE). “São desculpáveis os povos de não crerem na palavra daquele que o Espírito de Deus animava ” (671 do LE). Diz Allan Kardec sobre Jesus: “a doutrina que ensinou é a expressão mais pura da lei do Senhor, porque, sendo Ele o mais puro de quantos têm aparecido na Terra, o Espírito Divino o animava .” (625 do LE). “Pela superioridade, porém, da sua essência moral e de suas qualidades fluídicas, aquelas faculdades atingiam nele proporç§es muito acima das que são vulgares. Posto de lado o seu envoltório carnal, Ele nos patenteava o estado dos puros Espíritos.” (Allan Kardec, A Gênese, XV, 44). “A ciência ainda não sabe bastante, porém lá chegará, se quiser caminhar com o Espiritismo. O perispírito pode variar e mudar ao infinito.” (Lamennais, item 51 do capítulo IV, da primeira parte do Livro dos Médiuns). Adorar a Deus é amar o Cristo sobre todas as coisas. “Deus prefere os que o adoram do fundo do coração, com sinceridade, fazendo o bem e evitando o mal,” (...) “Declaro-vos que somente nos lábios e não na alma tem religião aquele que professa adorar o Cristo, mas que é orgulhoso, invejoso e ciumento, duro e implacável para com outrem, ou ambicioso dos bens deste mundo.” (654 do LE). “Gravitar para a unidade divina, eis o fim da Humanidade. Para atingi-lo, três coisas são necessárias: a Justiça, o Amor e a Ciência.” (...) “crede-me, irmãos em Deus e em Jesus-Cristo,” (...) “o objetivo da criação, que consiste no culto harmonioso do belo, do bem, idealizados pelo arquétipo (padrão) humano, pelo Homem-Deus , por Jesus-Cristo.” (Paulo apóstolo, 1009 do LE). Ora, para adorar o Cristo não é necessário ir ao templo. Jesus é Espírito que irradia (vibra) por todo o Universo. 30 Saíram, pois, da cidade e vieram ter com ele. 31 Nesse ínterim, os discípulos lhe rogavam, dizendo: Mestre, come! 32 Mas ele lhes disse: Uma comida tenho para comer, que vós não conheceis. 33 Diziam, então, os discípulos uns aos outros: Ter-lhe-ia, porventura, alguém trazido o que comer? 34 Disse-lhes Jesus: A minha comida consiste em fazer a vontade daquele que me enviou e realizar a sua obra . 35 Não dizeis vós que ainda há quatro meses até à ceifa? Eu, porém, vos digo: erguei os olhos e vede os campos, pois já branquejam para a ceifa. 36 O ceifeiro recebe desde já a recompensa e entesoura o seu fruto para a vida eterna; e, assim sendo, se alegram tanto o semeador como o ceifeiro. 37 Pois, no caso, é verdadeiro o ditado: Um é o que semeia, e outro é o que ceifa . 38 Eu vos enviei para ceifar o que não semeastes; outros trabalharam, e vós entrastes no seu trabalho. 39 Muitos samaritanos daquela cidade creram nele, em virtude do testemunho da mulher, que anunciara: Ele me disse tudo quanto tenho feito. 40 Vindo, pois, os samaritanos ter com Jesus, pediam-lhe que permanecesse com eles; e ficou ali dois dias. 41 Muitos outros creram nele, por causa da sua palavra, 42 e diziam à mulher: Já agora não é pelo que disseste que nós cremos; mas porque nós mesmos temos ouvido e sabemos que este é verdadeiramente o Salvador do mundo. (João, IV, 30-42). 18. Jesus nunca exerce seu livre arbítrio. Ele sempre faz a vontade do Pai, os demais Espíritos puros. Na Samaria Jesus não veio plantar, mas colher e eram muitos os crentes. Diferente do que ocorria na terra onde Ele nasceu. Lá havia muitos descrentes. Havia muito o que semear. XII — Jesus conversa com o Espírito obsessor que o tenta   1 A seguir, foi Jesus levado pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pelo diabo. 2 E, depois de jejuar quarenta dias e quarenta noites, teve fome. 3 Então, o tentador, aproximando-se, lhe disse: Se és Filho de Deus , manda que estas pedras se transformem em pães. 4 Jesus, porém, respondeu: Está escrito: Não só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que sai da boca de Deus. 5 Então, o diabo o levou à Cidade Santa, colocou-o sobre o pináculo do templo 6 e lhe disse: Se és Filho de Deus, atira-te abaixo, porque está escrito: Aos seus anjos ordenará a teu respeito que te guardem; e: Eles te susterão nas suas mãos, para não tropeçares nalguma pedra. 7 Respondeu-lhe Jesus: Também está escrito: Não tentarás o Senhor, teu Deus. 8 Levou-o ainda o diabo a um monte muito alto, mostrou-lhe todos os reinos do mundo e a glória deles 9 e lhe disse: Tudo isto te darei se, prostrado, me adorares. 10 Então, Jesus lhe ordenou: Retira-te, Satanás, porque está escrito: Ao Senhor, teu Deus, adorarás, e só a ele darás culto. 11 Com isto, o deixou o diabo, e eis que vieram anjos e o serviram. (Mateus, IV, 1-11). 3 E te humilhou, e te deixou ter fome, e te sustentou com o maná, que tu não conheceste, nem teus pais o conheceram, para te dar a entender que o homem não viverá só de pão, mas que de tudo o que sai da boca do Senhor viverá o homem. (Deuteronômio, VIII, 3). 11 Porque aos seus anjos dará ordem a teu respeito, para te guardarem em todos os teus caminhos. (Salmo 91, 11). 16 Não tentareis o Senhor, vosso Deus, como o tentaste em Massá. (Deuteronômio, VI, 16). 13 O Senhor, teu Deus, temerás, e a ele servirás, e pelo seu nome jurarás. (Deuteronômio, VI, 13). 4 Ouve, Israel, o Senhor, nosso Deus é o único Senhor. 5 Amarás, pois, o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu poder. (Deuteronômio, VI, 4-5). 6 Num dia em que os filhos de Deus vieram apresentar-se perante o SENHOR, veio também Satanás entre eles . (Jó, I, 6). 19. Jesus não necessita da matéria. “Nenhuma influência da matéria. Superioridade intelectual e moral absoluta, com relação aos Espíritos das outras ordens.” (112 do LE). “Os Espíritos que a comp§em percorreram todos os graus da escala e se despojaram de todas as impurezas da matéria.” (113 do LE). Portanto, Jesus não come alimentos materiais. Para Ele comer é ato material. E Ele é desmaterializado. Sobre adoração: “Deus prefere os que o adoram do fundo do coração, com sinceridade, fazendo o bem, e evitando o mal,” (...) “Todos os homens são irmãos e filhos de Deus.” (...) “Declaro-vos que somente nos lábios e não na alma tem religião aquele que professa adorar o Cristo, mas que é orgulhoso, invejoso e ciumento, duro e implacável para com outrem, ou ambicioso dos bens deste mundo.” (654 do LE). “Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e verdade.” (João, IV, 24). Jesus conversou com o Espírito obsessor no deserto, de modo que não há mal nenhum em conversar com os Espíritos, ainda que maus ou ignorantes. “Na verdade, na verdade vos digo que aquele que crê em mim também fará as obras que eu faço, e as fará maiores do que estas;” (João, XIV, 12). Podemos fazer tudo o que Jesus faz. Os diabos são: “os Espíritos imperfeitos, que procuram apoderar-se dele, dominá-lo, e que rejubilam com o fazê-lo sucumbir. Foi isso o que se intentou simbolizar na figura de Satanás.” (122, a, do LE). “A prova não tem por fim dar a Deus esclarecimentos sobre o homem, pois que Deus sabe perfeitamente bem o que ele vale, mas dar ao homem toda a responsabilidade de sua ação, uma vez que tem a liberdade de fazer ou não fazer. Dotado da faculdade de escolher entre o bem e o mal, a prova tem por efeito pô-lo em luta com as tentaç§es do mal e conferir-lhe todo o mérito da resistência. Ora, conquanto saiba de antemão se ele se sairá bem ou não, Deus não o pode, em sua justiça, punir, nem recompensar, por um ato ainda não praticado.” (871 do LE). “Sem o livre arbítrio, o homem não teria nem culpa por praticar o mal, nem mérito em praticar o bem.” (872 do LE). “não há arrastamento irresistível: o homem pode sempre cerrar ouvidos à voz que lhe fala no íntimo, induzindo-o ao mal,” (872 do LE). Devemos sempre nos lembrar que Satanás também é um filho de Deus. 1 Jesus, cheio do Espírito Santo, voltou do Jordão e foi guiado pelo mesmo Espírito, no deserto, 2 durante quarenta dias, sendo tentado pelo diabo. Nada comeu naqueles dias, ao fim dos quais teve fome. 3 Disse-lhe, então, o diabo: Se és o Filho de Deus, manda que esta pedra se transforme em pão. 4 Mas Jesus lhe respondeu: Está escrito: Não só de pão viverá o homem. 5 E, elevando-o, mostrou-lhe, num momento, todos os reinos do mundo. 6 Disse-lhe o diabo: Dar-te-ei toda esta autoridade e a glória destes reinos, porque ela me foi entregue, e a dou a quem eu quiser. 7 Portanto, se prostrado me adorares, toda será tua. 8 Mas Jesus lhe respondeu: Está escrito: Ao Senhor, teu Deus, adorarás e só a ele darás culto. 9 Então, o levou a Jerusalém, e o colocou sobre o pináculo do templo, e disse: Se és o Filho de Deus, atira-te daqui abaixo; 10 porque está escrito: Aos seus anjos ordenará a teu respeito que te guardem; 11 e: Eles te susterão nas suas mãos, para não tropeçares nalguma pedra. 12 Respondeu-lhe Jesus: Dito está: Não tentarás o Senhor, teu Deus. 13 Passadas que foram as tentaç§es de toda sorte, apartou-se dele o diabo, até momento oportuno. (Lucas, IV, 1-13). 12 E logo o Espírito o impeliu para o deserto, 13 onde permaneceu quarenta dias, sendo tentado por Satanás; estava com as feras, mas os anjos o serviam. (Marcos, I, 12-13). XIII — Jesus é condenado à morte   14 Então, Jesus, no poder do Espírito , regressou para a Galiléia, e a sua fama correu por toda a circunvizinhança. 15 E ensinava nas sinagogas, sendo glorificado por todos. 16 Indo para Nazaré , onde fora criado, entrou, num sábado, na sinagoga, segundo o seu costume, e levantou-se para ler. 17 Então, lhe deram o livro do profeta Isaías, e, abrindo o livro, achou o lugar onde estava escrito: 18 O Espírito do Senhor está sobre mim, pelo que me ungiu para evangelizar (levar a Boa Nova) os pobres; enviou-me para proclamar libertação aos cativos e restauração da vista aos cegos, para pôr em liberdade os oprimidos, 19 e apregoar o ano aceitável do Senhor . 20 Tendo fechado o livro, devolveu-o ao assistente e sentou-se; e todos na sinagoga tinham os olhos fitos nele. 21 Então, passou Jesus a dizer-lhes: Hoje, se cumpriu a Escritura que acabais de ouvir. 22 Todos lhe davam testemunho, e se maravilhavam das palavras de graça que lhe saíam dos lábios, e perguntavam: Não é este o filho de José? 23 Disse-lhes Jesus: Sem dúvida, citar-me-eis este provérbio: Médico, cura-te a ti mesmo ; tudo o que ouvimos ter-se dado em Cafarnaum, faze-o também aqui na tua terra. 24 E prosseguiu: De fato, vos afirmo que nenhum profeta é bem recebido na sua própria terra. 25 Na verdade vos digo que muitas viúvas havia em Israel no tempo de Elias, quando o céu se fechou por três anos e seis meses, reinando grande fome em toda a terra; 26 e a nenhuma delas foi Elias enviado, senão a uma viúva de Sarepta de Sidom. 27 Havia também muitos leprosos em Israel nos dias do profeta Eliseu, e nenhum deles foi purificado, senão Naamã, o siro. 28 Todos na sinagoga, ouvindo estas coisas, se encheram de ira. 29 E, levantando-se, expulsaram-no da cidade e o levaram até ao cimo do monte sobre o qual estava edificada, para, de lá, o precipitarem abaixo. 30 Jesus, porém, passando por entre eles, retirou-se. (Lucas, IV, 14-30). 1 O Espírito do Senhor Jeová está sobre mim, porque o Senhor me ungiu para pregar boas-novas aos mansos; enviou-me a restaurar os contritos de coração, a proclamar liberdade aos cativos e a abertura de pris§es aos presos; 2 A apregoar o ano aceitável do Senhor e o dia da vingança do nosso Deus; a consolar todos os arrependidos; (Isaías, LXI, 1-2). 20. Jesus retornou à Galiléia ‘no poder do Espírito’: os Espíritos puros “habitam certos mundos, mas não lhe ficam presos, como os homens à Terra; podem, melhor do que os outros, estar em toda parte.” (188 do LE). “Como o Espírito se transporta para aonde queira, com a rapidez do pensamento, pode-se dizer que vê em toda parte ao mesmo tempo. Seu pensamento é suscetível de irradiar, dirigindo-se a um tempo para muitos pontos diferentes, mas esta faculdade depende da sua pureza. Quanto menos puro é o Espírito, tanto mais limitada tem a visão. Só os Espíritos superiores podem com a vista abranger um conjunto.” (247 do LE). “Eles passam através de tudo.” (91 do LE). Jesus se declarou o Ungido (Messias em hebraico e Cristo em grego) que iria pregar a boa nova (Evangelho em hebraico), e então foi condenado à morte. Ele havia dito que apenas uma viúva foi salva. Eles queriam salvação para todos. Levaram-no ao alto do precipício para matá-lo, mas como ainda não tinha chegado sua hora, tornou-se intangível e foi embora. Aqueles que queriam matá-lo devem ter ficado muito impressionados. Jesus, médico, salvou-se a si mesmo do cativeiro e da morte. “Na obra ‘A Luz do Espiritismo’, de Vianna de Carvalho, psicografia de Divaldo Pereira Franco, que merece também destaque. Confira: ‘Em Nazaré, ante a turba enfurecida, Jesus utilizou a faculdade da desmaterialização.’ (pág.87)” (informação do museu Roustaing no portal: http://www.casarecupbenbm.org.br). “Desejaríeis milagres; mas Deus os espalha à larga diante dos vossos passos e, no entanto, ainda há homens que o negam. Conseguiu, porventura, o próprio Cristo convencer os seus contemporâneos, mediante os prodígios que operou? Não conheceis presentemente alguns que negam os fatos mais patentes, ocorridos às suas vistas? Não há os que dizem que não acreditariam, mesmo que vissem? Não; não é por meio de prodígios que Deus quer encaminhar os homens. Em sua bondade, ele lhes deixa o mérito de se convencerem pela razão.” (802 do LE). XIV — Jesus e a pesca maravilhosa de peixes e homens   1 Aconteceu que, ao apertá-lo a multidão para ouvir a palavra de Deus, estava ele junto ao lago de Genesaré; 2 e viu dois barcos junto à praia do lago; mas os pescadores, havendo desembarcado, lavavam as redes. 3 Entrando em um dos barcos, que era o de Simão, pediu-lhe que o afastasse um pouco da praia; e, assentando-se, ensinava do barco as multid§es. 4 Quando acabou de falar, disse a Simão: Faze-te ao largo, e lançai as vossas redes para pescar. 5 Respondeu-lhe Simão: Mestre, havendo trabalhado toda a noite, nada apanhamos, mas sob a tua palavra lançarei as redes. 6 Isto fazendo, apanharam grande quantidade de peixes; e rompiam-se-lhes as redes. 7 Então, fizeram sinais aos companheiros do outro barco, para que fossem ajudá-los. E foram e encheram ambos os barcos, a ponto de quase irem a pique. 8 Vendo isto, Simão Pedro prostrou-se aos pés de Jesus, dizendo: Senhor, retira-te de mim, porque sou pecador. 9 Pois, à vista da pesca que fizeram, a admiração se apoderou dele e de todos os seus companheiros, 10 bem como de Tiago e João, filhos de Zebedeu, que eram seus sócios. Disse Jesus a Simão: Não temas; doravante serás pescador de homens. 11 E, arrastando eles os barcos sobre a praia, deixando tudo, o seguiram. (Lucas, V, 1-11). 35 No dia seguinte, estava João outra vez na companhia de dois dos seus discípulos 36 e, vendo Jesus passar, disse: Eis o Cordeiro de Deus! 37 Os dois discípulos, ouvindo-o dizer isto, seguiram Jesus. 38 E Jesus, voltando-se e vendo que o seguiam, disse-lhes: Que buscais? Disseram-lhe: Rabi (que significa Mestre), onde moras? 39 Respondeu-lhes: Vinde e vede. Foram, pois, e viram onde Jesus estava morando; e ficaram com ele aquele dia, sendo mais ou menos a hora décima. 40 Era André, o irmão de Simão Pedro, um dos dois que tinham ouvido o testemunho de João e seguido Jesus. 41 Ele achou primeiro o seu próprio irmão, Simão, a quem disse: Achamos o Messias (Cristo, o Ungido), 42 e o levou a Jesus. Olhando Jesus para ele, disse: Tu és Simão, o filho de João; tu serás chamado Cefas (que quer dizer Pedro). 43 No dia imediato, resolveu Jesus partir para a Galiléia e encontrou a Filipe, a quem disse: Segue-me. 44 Ora, Filipe era de Betsaida, cidade de André e de Pedro. 45 Filipe encontrou a Natanael e disse-lhe: Achamos aquele de quem Moisés escreveu na lei, e a quem se referiram os profetas: Jesus, o Nazareno, filho de José. 46 Perguntou-lhe Natanael: De Nazaré pode sair alguma coisa boa? Respondeu-lhe Filipe: Vem e vê. 47 Jesus viu Natanael aproximar-se e disse a seu respeito: Eis um verdadeiro israelita, em quem não há dolo! 48 Perguntou-lhe Natanael: Donde me conheces? Respondeu-lhe Jesus: Antes de Filipe te chamar, eu te vi, quando estavas debaixo da figueira. 49 Então, exclamou Natanael: Mestre, tu és o Filho de Deus, tu és o Rei de Israel! 50 Ao que Jesus lhe respondeu: Porque te disse que te vi debaixo da figueira, crês? Pois maiores coisas do que estas verás. 51 E acrescentou: Em verdade, em verdade vos digo que vereis o céu aberto e os anjos de Deus subindo e descendo sobre o Filho do Homem. (João, I, 35-51). 12 Ouvindo, porém, Jesus que João fora preso, retirou-se para a Galiléia; 13 e, deixando Nazaré, foi morar em Cafarnaum, situada à beira-mar, nos confins de Zebulom e Naftali; 14 para que se cumprisse o que fora dito por intermédio do profeta Isaías: 15 Terra de Zebulom, terra de Naftali, caminho do mar, além do Jordão, Galiléia dos estrangeiros! 16 O povo que jazia em trevas viu grande luz, e aos que viviam na região e sombra da morte resplandeceu-lhes a luz. 17 Daí por diante, passou Jesus a pregar e a dizer: Arrependei-vos, porque está próximo o reino dos céus. 18 Caminhando junto ao mar da Galiléia, viu dois irmãos, Simão, chamado Pedro, e André, que lançavam as redes ao mar, porque eram pescadores. 19 E disse-lhes: Vinde após mim, e eu vos farei pescadores de homens. 20 Então, eles deixaram imediatamente as redes e o seguiram. 21 Passando adiante, viu outros dois irmãos, Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão, que estavam no barco em companhia de seu pai, consertando as redes; e chamou-os. 22 Então, eles, no mesmo instante, deixando o barco e seu pai, o seguiram. (Mateus, IV, 12-22). 14 Depois de João ter sido preso, foi Jesus para a Galiléia, pregando o evangelho de Deus, 15 dizendo: O tempo está cumprido, e o reino de Deus está próximo; arrependei-vos e crede no evangelho. 16 Caminhando junto ao mar da Galiléia, viu os irmãos Simão e André, que lançavam a rede ao mar, porque eram pescadores. 17 Disse-lhes Jesus: Vinde após mim, e eu vos farei pescadores de homens. 18 Então, eles deixaram imediatamente as redes e o seguiram. 19 Pouco mais adiante, viu Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão, que estavam no barco consertando as redes. 20 E logo os chamou. Deixando eles no barco a seu pai Zebedeu com os diaristas, seguiram após Jesus. Marcos, I, 14-20). 21. Através de uma boa pescaria Jesus conseguiu pescar seus primeiros discípulos que eram todos pescadores. XV — As bodas de Caná   1 Três dias depois, houve umas bodas (aniversário de casamento — primeira cópula ou coito) em Caná da Galiléia, achando-se ali a mãe de Jesus. 2 Jesus também foi convidado, com os seus discípulos, para as bodas. 3 Tendo acabado o vinho, a mãe de Jesus lhe disse: Eles não têm mais vinho. 4 Mas Jesus lhe disse: Mulher, que tenho eu contigo? Ainda não é chegada a minha hora. 5 Então, ela falou aos serventes: Fazei tudo o que ele vos disser . 6 Estavam ali seis talhas de pedra, que os judeus usavam para as purificaç§es, e cada uma levava duas ou três metretas. 7 Jesus lhes disse: Enchei de água as talhas. E eles as encheram totalmente. 8 Então, lhes determinou: Tirai agora e levai ao mestre-sala. Eles o fizeram. 9 Tendo o mestre-sala provado a água transformada em vinho (não sabendo donde viera, se bem que o sabiam os serventes que haviam tirado a água), chamou o noivo 10 e lhe disse: Todos costumam pôr primeiro o bom vinho e, quando já beberam fartamente, servem o inferior; tu, porém, guardaste o bom vinho até agora. 11 Com este, deu Jesus princípio a seus sinais em Caná da Galiléia; manifestou a sua glória, e os seus discípulos creram nele. 12 Depois disto, desceu ele para Cafarnaum, com sua mãe, seus irmãos e seus discípulos; e ficaram ali não muitos dias. (João, II, 1-12). 24 Portanto, deixará o varão o seu pai e a sua mãe e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne. (Gênesis, II, 24). 4 Então, respondeu ele: Não tendes lido que o Criador, desde o princípio, os fez homem e mulher 5 e que disse: Por esta causa deixará o homem pai e mãe e se unirá a sua mulher, tornando-se os dois uma só carne? 6 De modo que já não são mais dois, porém uma só carne . Portanto, o que Deus uniu o homem não separe. (Mateus, XIX, 4-6). 22. Jesus não praticava atos materiais. Não comia e não bebia. Não transformou a água em vinho. Ele energizou a água e atribui-lhe perfume e gosto de vinho. Era um vinho fluídico. De material nesse vinho, só havia sua água. Não havia álcool nesse vinho. Maria disse para fazermos a vontade dele. Será que sempre fazemos a vontade de Jesus? Quando usamos da bebida, nunca abusamos? O casamento se inicia com a primeira cópula, ou coito ou relação sexual. Ninguém é obrigado a se casar, isto é, a manter relaç§es sexuais com outra pessoa. “1 — nenhum casamento poderá ser legalmente contraído sem o pleno e livre consentimento de ambas as partes, devendo este consentimento ser exprimido por estas em pessoa, depois da devida publicidade, ante a autoridade competente para celebrar o casamento e testemunhas, de conformidade com a lei.” (Convenção Internacional sobre Consentimento para Casamento, Idade Mínima para Casamento e Registro de Casamento adotada pela Assembléia Geral da ONU — decreto federal 66.605/20.05.1970). XVI — Desobsess§es   23 Percorria Jesus toda a Galiléia, ensinando nas sinagogas, pregando o evangelho do reino e curando toda sorte de doenças e enfermidades entre o povo. 24 E a sua fama correu por toda a Síria; trouxeram-lhe, então, todos os doentes, acometidos de várias enfermidades e tormentos: obsidiados por Espíritos imperfeitos (demônios), epiléticos e paralíticos. E ele os curou. (Mateus, IV, 23-24). 21 Depois, entraram em Cafarnaum, e, logo no sábado, foi ele ensinar na sinagoga. 22 Maravilhavam-se da sua doutrina, porque os ensinava como quem tem autoridade e não como os escribas. 23 Não tardou que aparecesse na sinagoga um homem possesso de espírito imperfeito, o qual bradou: 24 Que temos nós contigo, Jesus Nazareno? Vieste para perder-nos? Bem sei quem és: o Santo (em hebraico: o Puro — o autor) de Deus! 25 Mas Jesus o repreendeu, dizendo: Cala-te e sai desse homem. 26 Então, o espírito imperfeito, agitando-o violentamente e bradando em alta voz, saiu dele. 27 Todos se admiraram, a ponto de perguntarem entre si: Que vem a ser isto? Uma nova doutrina! Com autoridade ele ordena aos espíritos imperfeitos, e eles lhe obedecem! 28 Então, correu célere a fama de Jesus em todas as direç§es, por toda a circunvizinhança da Galiléia. 29 E, saindo eles da sinagoga, foram, com Tiago e João, diretamente para a casa de Simão e André. (Marcos, I, 21-29). 33 Achava-se na sinagoga um homem possesso de um espírito de demônio imperfeito, e bradou em alta voz: 34 Ah! Que temos nós contigo, Jesus Nazareno? Vieste para perder-nos? Bem sei quem és: o Santo (Puro) de Deus! 35 Mas Jesus o repreendeu, dizendo: Cala-te e sai deste homem. O demônio, depois de o ter lançado por terra no meio de todos, saiu dele sem lhe fazer mal. 36 Todos ficaram grandemente admirados e comentavam entre si, dizendo: Que palavra é esta, pois, com autoridade e poder, ordena aos espíritos imperfeitos, e eles saem? 37 E a sua fama corria por todos os lugares da circunvizinhança. (Lucas, IV, 33-37). 23. Jesus conversava com os Espíritos imperfeitos (obsessores) e desobsidiava os médiuns por eles perturbados. “Há demônios no sentido que se empresta a essa palavra? Se houvesse demônios, seriam obra de Deus. Mas porventura, Deus seria justo e bom se houvera criado seres destinados eternamente ao mal e a permanecerem eternamente desgraçados? Se há demônios, ele se encontram no mundo inferior em que habitais e em outros semelhantes. São esses homens hipócritas que fazem de um Deus justo um Deus mau e vingativo e que julgam agradá-lo por meio das abominaç§es que praticam em seu nome.” (131 do LE). “Com que fim os Espíritos imperfeitos nos induzem ao mal? Para que sofrais como eles sofrem.” (465 do LE). “Os Espíritos inferiores correm a te auxiliar no mal, logo que desejes praticá-lo. Só quando queiras o mal, podem eles ajudar-te para a prática do mal.” (466 do LE). Todo mal que fazemos atrai demônios que nos obsidiarão. “Pode o homem eximir-se da influência dos Espíritos que procuram arrastá-lo ao mal? Pode, visto que tais Espíritos só se apegam aos que, pelos seus desejos os chamam, ou aos que, pelos seus pensamentos, os atraem.” (467 do LE). A possessão “não se faz jamais sem a participação daquele que a sofre, seja por sua fraqueza, seja por seu desejo .” (474 do LE). “Sempre é possível, a quem quer seja, subtrair-se a um jugo, desde que com vontade firme o queira.” (475 do LE). “Quanto mais digna for a pessoa, tanto maior poder terá sobre os Espíritos imperfeitos, para afastá-los, e sobre os bons, para os atrair. Todavia, nada poderá, se o que estiver subjugado não lhe prestar o seu concurso. Há pessoas a quem agrada uma dependência que lhes lisonjeia os gostos e os desejos.” (476 do LE). “Estudai vossas próprias imperfeiç§es, a fim de vos libertardes delas,” (14 do LE). “A prece é um poderoso auxílio. Mas crede que não basta que alguém murmure algumas palavras, para que obtenha o que deseja. Deus assiste os que obram, não os que se limitam a pedir. É, pois, indispensável que o obsidiado faça por sua parte, o que se torne necessário para destruir em si mesmo a causa da atração dos maus Espíritos.” (479 do LE). “Que se deve pensar da expulsão dos demônios mencionada no Evangelho? Depende da interpretação que se lhe dê. Se chamais demônio ao mau Espírito que subjugue um indivíduo, desde que se lhe destrua a influência, ele terá sido verdadeiramente expulso.” (480 do LE). Muitas vezes a obsessão, que é uma doença espiritual, pode prolongar-se a ponto de causar uma doença física ou somática: “Nós temos encontrado freqüentemente casos de possessão, epilepsia ou loucura necessitando mais de remédio do que de exorcismo.” (474 do LE). Quanto mais longa for a obsessão, maior a probabilidade de somatização, mais efeitos maléficos ocorrerão no organismo do obsidiado. A obsessão é uma doença psíquica que pode tornar-se psicossomática e, após a desobsessão, apenas somática. “Foi o que Jesus nos ensinou por meio da sublime prece que é a Oração dominical, quando manda que digamos: ‘Não nos deixes sucumbir à tentação, mas livra-nos do mal.’ . Essa teoria da causa determinante dos nossos atos ressalta com evidência de todo o ensino que os Espíritos hão dado. Não só é sublime de moralidade, mas também, acrescentaremos, eleva o homem aos seus próprios olhos. Mostra-o livre de subtrair-se a um jugo obsessor, como livre é de fechar sua casa aos importunos. ” (872 do LE). “A casa é asilo inviolável do indivíduo, ninguém nela podendo penetrar sem consentimento do morador,” (art. 5º, XI, da Constituição brasileira). 9 Quando entrares na terra que o SENHOR, teu Deus, te der, não aprenderás a fazer conforme as abominaç§es daqueles povos. 10 Não se achará entre ti quem faça passar pelo fogo o seu filho ou a sua filha, nem adivinhador, nem prognosticador, nem quem consulte sonhos e agouros, nem feiticeiro; 11 nem encantador, nem quem consulte um espírito de Píton, nem mágico, nem quem consulte os mortos; 12 pois todo aquele que faz tal coisa é abominação ao SENHOR; e por estas abominaç§es o SENHOR, teu Deus, os tira de diante de ti. 13 Vós sereis perfeitos como é perfeito o Senhor vosso Deus . (Deuteronômio, XVIII, 9-13). 5 E aquele profeta ou sonhador de sonhos morrerá , pois falou rebeldia contra o Senhor, vosso Deus, que vos tirou da terra do Egito e vos resgatou da terra da servidão, e vos resgatou da terra da servidão, para tirar-vos do caminho que vos ordenou o Senhor, vosso Deus, para andardes nele; assim, tirarás o mal do meio de ti . (Deuteronômio, XIII, 5). 24. O profeta Daniel, José e Maria consultavam sonhos; e daí? Píton é uma espécie de serpente (cobra) de grande porte existente na Ásia. Costumam confundi-la com a serpente que encantou Eva no Paraíso e, por essa razão, é chamada de Satanás. Os mágicos como Mister M, David Blane e David Coperfield não fazem mal a ninguém. Não conversar com o Espírito obsessor, pode impedir que ele seja retirado do médium obsidiado. A pena para quem conversasse com os Espíritos dos mortos era de morte. 37 E a sua fama corria por todos os lugares da circunvizinhança. 38 Deixando ele a sinagoga, foi para a casa de Simão. Ora, a sogra de Simão achava-se enferma, com febre muito alta; e rogaram-lhe por ela. 39 Inclinando-se ele para ela, repreendeu a febre , e esta a deixou; e logo se levantou, passando a servi-los. 40 Ao pôr-do-sol, todos os que tinham enfermos de diferentes moléstias lhos traziam; e ele os curava, impondo as mãos sobre cada um . 41 Também de muitos saíam demônios, gritando e dizendo: Tu és o Filho de Deus! Ele, porém, os repreendia para que não falassem, pois sabiam ser ele o Cristo. 42 Sendo dia, saiu e foi para um lugar deserto; as multid§es o procuravam, e foram até junto dele, e instavam para que não os deixasse. 43 Ele, porém, lhes disse: É necessário que eu anuncie o evangelho do reino de Deus também às outras cidades, pois para isso é que fui enviado. 44 E pregava nas sinagogas da Galiléia. (Lucas, IV, 37-44). 29 E, saindo eles da sinagoga, foram, com Tiago e João, diretamente para a casa de Simão e André. 30 A sogra de Simão achava-se acamada, com febre; e logo lhe falaram a respeito dela. 31 Então, aproximando-se, tomou-a pela mão; e a febre a deixou, passando ela a servi-los. 32 À tarde, ao cair do sol, trouxeram a Jesus todos os enfermos e endemoninhados. 33 Toda a cidade estava reunida à porta. 34 E ele curou muitos doentes de toda sorte de enfermidades; também expeliu muitos demônios, não lhes permitindo que falassem, porque sabiam quem ele era. 35 Tendo-se levantado alta madrugada, saiu, foi para um lugar deserto e ali orava. 36 Procuravam-no diligentemente Simão e os que com ele estavam. 37 Tendo-o encontrado, lhe disseram: Todos te buscam. 38 Jesus, porém, lhes disse: Vamos a outros lugares, às povoaç§es vizinhas, a fim de que eu pregue também ali, pois para isso é que eu vim. 39 Então, foi por toda a Galiléia, pregando nas sinagogas deles e expelindo os demônios. (Marcos, I, 29-39). 14 Tendo Jesus chegado à casa de Pedro, viu a sogra deste acamada e ardendo em febre. 15 Mas Jesus tomou-a pela mão, e a febre a deixou. Ela se levantou e passou a servi-lo. 16 Chegada a tarde, trouxeram-lhe muitos endemoninhados; e ele meramente com a palavra expeliu os espíritos e curou todos os que estavam doentes; 17 para que se cumprisse o que fora dito por intermédio do profeta Isaías: Ele mesmo tomou as nossas enfermidades e carregou com as nossas doenças. (Mateus, VIII, 14-17). 4 Certamente, ele tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus e oprimido. (Isaías, LIII, 4). 25. Jesus repreendeu a febre, porque certamente se tratava de uma obsessão. A sogra de Pedro tinha um Espírito obsessor que por suas imperfeiç§es sentia as doenças de quando estava encarnado e transmitia essas impress§es para a obsidiada. “Se ao demônio atribuirdes a causa de uma enfermidade, quando a houverdes curado direis com acerto que expulsaste o demônio.” (480 do LE). A obsessão é uma moléstia muito comum, pois sempre que fazemos o mal, ou pensamos o mal, ou desejamos o mal de alguém abrimos as portas para a entrada dos demônios. XVII — O sermão da montanha — As Beatitudes   24 E a sua fama correu por toda a Síria; trouxeram-lhe, então, todos os doentes, acometidos de várias enfermidades e tormentos: endemoninhados, epiléticos e paralíticos. E ele os curou. 25 E da Galiléia, Decápolis, Jerusalém, Judéia e dalém do Jordão numerosas multid§es o seguiam. 1 Vendo Jesus as multid§es, subiu ao monte, e, como se assentasse, aproximaram-se os seus discípulos; 2 e ele passou a ensiná-los, dizendo: 3 Bem-aventurados os espíritos humildes, porque deles é o reino dos céus. 4 Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados. 5 Bem-aventurados os pacíficos, porque herdarão terra. 6 Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados. 7 Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia. 8 Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus. 9 Bem-aventurados os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus. 10 Bem-aventurados os perseguidos por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus. 11 Bem-aventurados sois quando, por minha causa, vos injuriarem, e vos perseguirem, e, mentindo, disserem todo mal contra vós. 12 Regozijai-vos e exultai, porque é grande o vosso merecimento nos céus; pois assim perseguiram aos profetas que viveram antes de vós. (Mateus, IV, 24 a V, 12). 17 E, descendo com eles, parou numa planura onde se encontravam muitos discípulos seus e grande multidão do povo, de toda a Judéia, de Jerusalém e do litoral de Tiro e de Sidom, 18 que vieram para o ouvirem e serem curados de suas enfermidades; também os atormentados por espíritos imundos eram curados. 19 E todos da multidão procuravam tocá-lo, porque dele saía poder; e curava todos. 20 Então, olhando ele para os seus discípulos, disse-lhes: Bem-aventurados vós, os pobres, porque vosso é o reino de Deus. 21 Bem-aventurados vós, os que agora tendes fome, porque sereis gulosos. Bem-aventurados vós, os que agora chorais, porque haveis de rir. 22 Bem-aventurados sois quando os homens vos odiarem e quando vos expulsarem da sua companhia, vos injuriarem e rejeitarem o vosso nome como indigno, por causa do Filho do Homem. 23 Regozijai-vos naquele dia e exultai, porque grande é o vosso mérito no céu; pois dessa forma procederam seus pais com os profetas. 24 Mas ai de vós, os ricos! Porque tendes a vossa consolação. 25 Ai de vós, os que sois agora glut§es! Porque vireis a ter fome. Ai de vós, os que agora rides! Porque haveis de lamentar e chorar. 26 Ai de vós, quando todos falarem bem de vós! Porque assim procederam seus pais com os falsos profetas. (Lucas, VI, 17-26). 26. Jesus quer que sejamos humildes. Quer que sejamos mansos ao conquistar terras. “Quando, pela sua perfeição, se houver aproximado de Deus, ele (o homem) o verá e compreenderá.” (11 do LE); “para os Espíritos, tudo é patente, sobretudo para os perfeitos. Podem afastar-se uns dos outros, mas sempre se vêem. Isto, porém, não constitui regra absoluta, porquanto certos Espíritos podem muito bem tornar-se invisíveis a outros Espíritos, se julgarem útil fazê-lo.” (283 do LE). Quanto mais puro o Espírito, maior a capacidade dele ver os demais. O Reino dos céus é para todos, pois o Espírito é eterno. Desencarnados, mesmo os muito maus vão para o umbral (inferno dos espíritas) que localiza-se nos céus. “Deus lhes imp§e a reencarnação com o fim de fazê-los chegar à perfeição. Para uns é expiação; para outros, missão. Mas para alcançarem essa perfeição, têm que sofrer todas as vicissitudes da existência corporal: nisso é que está a expiação.” (132 do LE). “Por que Deus a uns concedeu as riquezas e o poder, e a outros, a miséria? Para experimentá-los de modos diferentes. Além disso, como sabeis, essas provas foram escolhidas pelos próprios Espíritos,” (814 do LE). “Tu mesmo escolheste a tua prova. Quanto mais rude ela for e melhor a suportares, tanto mais te elevarás. Os que passam a vida na abundância e na ventura humana são Espíritos poltr§es, covardes, que permanecem estacionários. Assim, o número dos desafortunados é muito superior ao dos felizes deste mundo, atento que os Espíritos, na sua maioria, procuram as provas que lhes sejam mais proveitosas. Eles vêem perfeitamente bem a futilidade das vossas grandezas e gozos. Acresce que a mais ditosa existência é sempre agitada, sempre perturbada,” (866 do LE). “Nem sempre é um mal o que vos parece sê-lo. Freqüentemente, do que considerais um mal sairá um bem muito maior.” (532 do LE). O que “vos parece um grande mal é quase sempre um grande bem na ordem geral do Universo.” (663 do LE). “Faz-se mister que o mal chegue ao excesso, para tornar compreensível a necessidade do bem e das reformas.” (784 do LE). “Podem os Espíritos fazer que obtenham riquezas os que lhes pedem que assim aconteça? Algumas vezes, como prova. Quase sempre, porém, recusam,” (533 do LE). “As mais das vezes, entretanto, os que os concedem são os Espíritos que vos querem arrastar para o mal e que encontram meio fácil de o conseguirem, facilitando-vos os gozos que a riqueza proporciona.” (533, a, do LE). “Aquele que chama em seu auxílio os Espíritos, para deles obter riquezas, ou qualquer outro favor, rebela-se contra a Providência;” (...) “Coloca-se, por amor dos gozos materiais, na dependência dos Espíritos impuros.” (550 do LE). “Aquele que como homem ganha; perde como Espírito.” (865 do LE). Além disso, Jesus também nos fala da lei de ação e reação: “renascerão numa existência em que terão de sofrer tudo o que tiverem feito sofrer aos outros” (807 do LE). “O mau rico terá que pedir esmola e se verá a braços com todas as privaç§es oriundas da miséria; o orgulhoso, com todas as humilhaç§es; o que abusa de sua autoridade e trata com desprezo e dureza os seus subordinados se verá forçado a obedecer a um superior mais ríspido do que ele o foi.” (983 do LE). “A riqueza é, de ordinário, prova mais perigosa do que a miséria.” (925 do LE). “Se os seus gozos são todos pessoais, pertencem eles ao número dos egoístas: o reverso então virá. Reclame deles mais que depressa. Deus algumas vezes permite que o mau prospere, mas a sua felicidade não é de causar inveja, porque com lágrimas amargas a pagará. Quando um justo é infeliz, isso representa uma prova que lhe será levada em conta, se a suportar com coragem. Lembrai-vos das palavras de Jesus: Bem-aventurados os que sofrem, pois que serão consolados.” (926 do LE). 22 São os olhos a lâmpada do corpo. Se os teus olhos forem bons, todo o teu corpo será luminoso; 23 se, porém, os teus olhos forem maus, todo o teu corpo estará em trevas. Portanto, caso a luz que em ti há sejam trevas, que grandes trevas serão! (Mateus, VI, 22-23). 13 Vós sois o sal da terra; ora, se o sal vier a perder o sabor, com que se há de salgar? Para nada mais presta senão para, lançado fora, ser pisado pelos homens. 14 Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder a cidade edificada sobre um monte; 15 nem se acende uma candeia para colocá-la debaixo do combustível, mas no candelabro, e alumia a todos os que se encontram na casa. 16 Assim brilhe também a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus. (Mateus, V, 13-16). 34 O sal é certamente bom; caso, porém, se torne insípido, como restaurar-lhe o sabor? 35 Nem presta para a terra, nem mesmo para o lixo; lançam-no fora. Quem tem ouvidos para ouvir, ouça. (Lucas, XIV, 34-35). 26 Portanto, não os temais; pois nada há encoberto, que não venha a ser revelado; nem oculto, que não venha a ser conhecido. 27 O que vos digo às escuras, dizei-o a plena luz; e o que se vos diz ao ouvido, proclamai-o dos telhados. (Mateus, X, 26-27). 16 Ninguém, depois de acender uma candeia, a cobre com um vaso ou a p§e debaixo de uma cama; pelo contrário, coloca-a sobre um candelabro, a fim de que os que entram vejam a luz. 17 Nada há oculto, que não haja de manifestar-se, nem escondido, que não venha a ser conhecido e revelado. 18 Vede, pois, como ouvis, porque a qualquer que tiver, lhe será dado, e a qualquer que não tiver, até o que parece ter lhe será tirado. (Lucas, VIII, 16-18). 21 Também lhes disse: Vem, porventura, a candeia para ser posta debaixo do alqueire ou da cama? Não vem, antes, para ser colocada no candelabro? 22 Pois nada está oculto, senão para ser manifesto; e nada se faz escondido, senão para ser revelado. (Marcos, IV, 21-22). 12 De novo, lhes falava Jesus, dizendo: Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará nas trevas; pelo contrário, terá a luz da vida. (João, VIII, 12). 27. Jesus não quer que sejamos indiferentes à vida. Ele quer que nossa vida tenha sabor. “É natural o desejo do bem-estar. Deus só proíbe o abuso, por ser contrário à preservação. Ele não condena a procura do bem-estar, desde que não seja conseguido à custa de outrem e não venha a diminuir-vos nem as forças físicas, nem as forças morais.” (719 do LE). Que passemos por todas as boas experiências para aprender. Que tenhamos amor à vida bem vivida. “O Espírito é, se quiseres, uma chama, um clarão, ou uma centelha etérea.” (88 do LE). “Tem uma coloração que, para vós, vai do colorido escuro e opaco a uma cor brilhante, qual a do rubi, conforme o Espírito é mais ou menos puro.” (88, a, do LE). Nossos perispíritos são feitos de elétrons (fluido ou corrente elétrica, magnética ou nervosa que percorre nossos neurônios) e fótons de luz. Somos seres de luz. O “Espírito se reflete no corpo. Sem dúvida que este é unicamente matéria, porém, nada obstante, se modela pelas capacidades do Espírito, que lhe imprime certo cunho, sobretudo ao rosto, pelo que é verdadeiro dizer-se que os olhos são o espelho da alma, isto é, que o semblante do indivíduo lhe reflete de modo particular a alma.” (217 do LE). Se formos bons nunca teremos doenças, mas se acumularmos ódios, vinganças, mágoas, ressentimentos, egoísmo, ganância, avareza, cobiça, ciúme, vícios e defeitos em nossos coraç§es estaremos imprimindo malefícios ao nosso corpo. “Os bons são tímidos. Quando estes o quiserem, preponderarão.” (932 do LE). Ele não quer que sejamos tímidos. Ele quer que mostremos nosso valor, nossa autoridade. E ensinemos aquilo que temos para ensinar. Do Espírito a “vista penetra onde a vossa não pode penetrar. Nada a obscurece.” (248 do LE). “Nem atos, nem pensamentos se lhes podem dissimular.” (457 do LE). “Não penseis em esconder nada dos anjos da guarda, pois que eles têm o olho de Deus e não podeis enganá-los.” (495 do LE). Não temos vida privada. Tudo o que fazemos e até pensamos pode ser observado pelos Espíritos. Jesus não quer que nada seja feito às escondidas. Tudo deve ser público e de conhecimento de todos. 17 Não penseis que vim revogar a Lei ou os Profetas; não vim para revogar, vim para cumprir. 18 Porque em verdade vos digo: até que o céu e a terra passem, nem um j ou um til jamais passará da Lei, até que tudo se cumpra. 19 Aquele, pois, que violar um destes mandamentos, posto que dos menores, e assim ensinar aos homens, será considerado mínimo no reino dos céus; aquele, porém, que os observar e ensinar, esse será considerado grande no reino dos céus. 20 Porque vos digo que, se a vossa justiça não exceder em muito a dos escribas e fariseus, jamais entrareis no reino dos céus. (Mateus, V, 17-20). 17 E é mais fácil passar o céu e a terra do que cair um til sequer da Lei. (Lucas, XVI, 17). 28. Jesus veio para cumprir a lei divina ou natural. “A lei natural é a lei de Deus. É a única verdadeira para a felicidade do homem. Indica-lhe o que deve fazer ou deixar de fazer e ele só é infeliz quando dela se afasta.” (614 do LE). “Todas as da Natureza são leis divinas, pois que Deus é o autor de tudo. O cientista estuda as leis da matéria, o homem de bem (bom Espírito) estuda e pratica as da alma.” (617 do LE). Jesus não veio alterar os profetas. Ele não pretende alterar os textos da Bíblia, ainda que haja maus exemplos. Ele quer que tudo o que foi profetizado se cumpra. Porém, aquele que violar os mandamentos do antigo testamento será considerado o menor, o mais humilde no reino dos céus. Pois Jesus veio nos trazer mandamentos muito melhores do que aqueles antiquados. Ele não quer que sejamos grandes, orgulhosos, soberbos e pedantes. Ele nos quer humildes, mínimos, os menores. 13 Não matarás. (Êxodo, XX, 13). 17 Não matarás. (Deuteronômio, V, 17). 21 Ouvistes que foi dito aos antigos: Não matarás; e: Quem matar estará sujeito a julgamento. 22 Eu, porém, vos digo que todo aquele que sem motivo se irar contra seu irmão estará sujeito a julgamento; e quem proferir um insulto a seu irmão estará sujeito a julgamento do tribunal; e quem lhe chamar: Tolo, estará sujeito ao inferno de fogo. (Mateus, V, 21-22). 4 E ele os tomou de suas mãos e formou o ouro com um buril, e fez dele um bezerro de fundição. Então disseram: Estes são teus deuses, ó Israel, que te tiraram da terra do Egito. 5 E Arão, vendo isto, edificou um altar diante dele; e Arão apregoou, e disse: Amanhã será festa ao Senhor. 6 E, no dia seguinte, madrugaram, e ofereceram holocaustos, e trouxeram ofertas pacíficas ; e o povo assentou-se a comer e a beber; depois levantaram-se a folgar. (Êxodo, XXXII, 4-6). 25 Vendo Moisés que o povo estava despido , pois Arão o deixara nu para envergonhá-lo no meio dos seus inimigos, 26 pôs-se em pé à entrada do arraial e disse: Quem é do SENHOR venha até mim. Então, se ajuntaram a ele todos os filhos de Levi, 27 aos quais disse: Assim diz o SENHOR, o Deus de Israel: Ponha cada um a espada sobre o lado de cada homem , passai e tornai a passar pelo arraial de porta em porta, e matai cada um a teu irmão , cada um, a teu amigo, e cada um, a teu próximo . 28 E fizeram os filhos de Levi segundo a palavra de Moisés; e caíram do povo, naquele dia, uns três mil homens. (Êxodo, XXXII, 25-28). 2 Eu sou o SENHOR, vosso Deus, que vos tirei da terra do Egito, da casa da servidão. 3 Não terás outros deuses diante de mim. 4 Não farás para vós imagem de escultura, nem alguma semelhança do que há em cima, nos céus, nem em baixo, na terra, nem nas águas, debaixo da terra. 5 Não vos curvarás a elas nem as servirás; porque eu, o Senhor, vosso Deus, sou Deus zeloso, que visito a maldade dos pais nos filhos até a terceira e quarta geração daqueles que me aborrecem. (Êxodo, XX, 2-5). 29. Moisés mandou matar porque estava executando a lei de destruição: “Entre os homens da terra existirá sempre a necessidade da destruição? Essa necessidade se enfraquece no homem, à medida que o Espírito sobrepuja a matéria. Assim é que, como podeis observar, o horror à destruição cresce com o desenvolvimento intelectual e moral.” (733 do LE). Jesus não quer que matemos como Moisés fizera para punir aqueles que faziam imagens. Ele não quer que tenhamos ira nem ódio no coração. Não devemos nos irar, nem insultar o próximo. 15 Se teu irmão pecar contra ti, vai argüi-lo entre ti e ele só. Se ele te ouvir, ganhaste a teu irmão. 16 Se, porém, não te ouvir, toma ainda contigo uma ou duas pessoas, para que, pelo depoimento de duas ou três testemunhas, toda palavra seja confirmada. 17 E, se ele não os atender, dize-o à assembléia; e, se ele recusar ouvir também a assembléia, considera-o como estrangeiro e publicano. (Mateus, XVIII, 15-17). 26 Portanto, não os temais; pois nada há encoberto, que não venha a ser revelado; nem oculto, que não venha a ser conhecido. 27 O que vos digo às escuras, dizei-o a plena luz; e o que se vos diz ao ouvido, proclamai-o dos telhados. (Mateus, X, 26-27). 2 Mas nada há encoberto, que não haja de ser descoberto; nem oculto, que não haja de ser sabido. 3 Portanto, tudo o que em trevas dissestes, à luz será ouvido; e o que falastes ao ouvido no gabinete, sobre os telhados será apregoado. (Lucas, XII, 2-3). 23 Se, pois, ao trazeres ao altar a tua oferta, ali te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, 24 deixa perante o altar a tua oferta, vai primeiro reconciliar-te com teu irmão; e, então, voltando, faze a tua oferta. 25 Entra em acordo sem demora com o teu adversário, enquanto estás com ele a caminho, para que o adversário não te entregue ao juiz, o juiz, ao oficial de justiça, e sejas recolhido à prisão. 26 Em verdade te digo que não sairás dali, enquanto não pagares o último centavo. (Mateus, V, 23-26). 54 E dizia também à multidão: Quando vedes a nuvem que vem do ocidente, logo dizeis: Lá vem a chuva; e assim sucede. 55 E, quando assopra o sul, dizeis: Haverá calma; e assim sucede. 56 Hipócritas, sabeis discernir a face da terra e do céu; como não sabeis então discernir este tempo? 57 E por que não julgais também por vós mesmos o que é justo? 58 Quando, pois, vais com o teu adversário ao magistrado, procura livrar-te dele no caminho; para que não suceda que te conduza ao juiz, e o juiz te entregue ao oficial de justiça, e o oficial de justiça te encerre na prisão. 59 Digo-te que não sairás dali enquanto não pagares o derradeiro centavo. (Lucas, XII, 54-59). 1 Deus assiste na assembléia divina; no meio dos deuses, estabelece o seu julgamento. 2 Até quando julgareis injustamente e tomareis partido pela causa dos sem fé? 3 Fazei justiça ao fraco e ao órfão, procedei retamente para com o aflito e o desamparado. 4 Socorrei o fraco e o necessitado; tirai-os das mãos dos sem fé. 5 Eles nada sabem, nem entendem; vagueiam em trevas; vacilam todos os fundamentos da terra. 6 Eu disse: vós sois deuses , sois todos filhos do Altíssimo . 7 Todavia, como homens, morrereis e, como qualquer dos príncipes, haveis de sucumbir. 8 Levanta-te, ó Deus, julga a terra, pois a ti compete a herança de todas as naç§es. (Salmo LXXXII). 1 Naquela mesma ocasião, chegando alguns, falavam a Jesus a respeito dos galileus cujo sangue Pilatos misturara com os sacrifícios que os mesmos realizavam. 2 Ele, porém, lhes disse: Pensais que esses galileus eram mais pecadores do que todos os outros galileus, por terem padecido estas coisas? 3 Não eram, eu vo-lo afirmo; se, porém, não vos arrependerdes, todos igualmente perecereis. 4 Ou cuidais que aqueles dezoito sobre os quais desabou a torre de Siloé e os matou eram mais culpados que todos os outros habitantes de Jerusalém? 5 Não eram, eu vo-lo afirmo; mas, se não vos arrependerdes, todos igualmente perecereis . (Lucas, XIII, 1-5). 30. “Em o vosso mundo, porque a maioria dos homens não pratica a lei de justiça, cada um usa de represálias. Essa a causa da perturbação e da confusão em que vivem as sociedades humanas. A vida social outorga direitos e imp§es deveres recíprocos.” (877 do LE). Jesus não quer que façamos jamais a justiça com as próprias mãos. Não devemos usar de represálias pessoais. Devemos levar a conhecimento da sociedade os crimes que contra nós são praticados, para que a sociedade julgue e faça justiça. Jamais nós. “Mas, em tese geral, pode-se dizer: cada um é punido por aquilo em que pecou .” (Allan Kardec, 973 do LE). E se praticamos algum crime contra o irmão, devemos correr até ele para pedirmos perdão. Devemos nos arrepender de nossos pecados. Ninguém está livre da Justiça Divina. 14 Não adulterarás. (Êxodo, XX, 14). 27 Ouvistes que foi dito: Não adulterarás. 28 Eu, porém, vos digo: qualquer que olhar para uma mulher e cobiçá-la, já adulterou com ela em seu coração,. (Mateus, V, 27-28). 31. “A poligamia é lei humana cuja abolição marca um progresso social. O casamento, segundo as vistas de Deus, tem que se fundar na afeição dos seres que se unem. Na poligamia não há afeição real: há apenas sensualidade.” (701 do LE). O Espírito simples e ignorante une-se apenas por sensualidade. Depois sua sensualidade diminui e ele passa a se casar com uma única mulher. Mais evoluído une-se por afeição. O homem aperfeiçoa-se e cria o amor: “Amai-vos uns aos outros, eis toda a lei, lei divina, mediante a qual governa Deus os mundos. O amor é a lei de atração para os seres vivos e organizados. A atração é a lei do amor para a matéria inorgânica.” (Vicente de Paulo, 888, a, do LE). Moisés nos proibiu de adulterar carnalmente por causa de nosso ciúme que nos faz odiar o adúltero; além disso, nosso abuso carnal nos faz contrair doenças sexualmente transmissíveis como a AIDS. A sensualidade que nos faz cobiçar a mulher solteira ou casada é própria de nossas imperfeiç§es, de nossa materialidade. Devemos perdoar o adultério. Quem de nós nunca carregou sensualidade no coração? Quem de nós pode condenar a adúltera e atirar pedras nela? Um dia estaremos livres da sensualidade. Até lá devemos perdoar e ser misericordiosos. “Declaro-vos que somente nos lábios e não na alma tem religião aquele que professa adorar o Cristo, mas que é orgulhoso, invejoso e ciumento, duro e implacável para com outrem,” (654 do LE). 29 Se o teu olho direito te escandalizar, arranca-o e lança-o de ti; pois te convém que se perca um dos teus membros, e não seja todo o teu corpo lançado no inferno. 30 E, se a tua mão direita te escandalizar, corta-a e lança-a de ti; pois te convém que se perca um dos teus membros, e não vá todo o teu corpo para o inferno. (Mateus, V, 29-30). 22 São os olhos a lâmpada do corpo. Se os teus olhos forem bons, todo o teu corpo será luminoso; 23 se, porém, os teus olhos forem maus, todo o teu corpo estará em trevas. Portanto, caso a luz que em ti há sejam trevas, que grandes trevas serão! (Mateus, VI, 22-23). 33 Ninguém, depois de acender uma candeia, a p§e em lugar escondido, nem debaixo do alqueire, mas no candelabro, a fim de que os que entram vejam a luz. 34 São os teus olhos a lâmpada do teu corpo; se os teus olhos forem bons, todo o teu corpo será luminoso; mas, se forem maus, o teu corpo ficará em trevas. 35 Repara, pois, que a luz que há em ti não sejam trevas. 36 Se, portanto, todo o teu corpo for luminoso, sem ter qualquer parte em trevas, será todo resplandecente como a candeia quando te ilumina em plena luz. (Lucas, XI, 33-36). 32. Ao ver a sensualidade dos outros teu olho te escandaliza? Ou são os outros que te escandalizam, não o teu olho? Não acredito que tu vás cortar teu olho por causa do escândalo dos outros. Tenha um olho bom e perdoa. Tua mão ativou a sensualidade do teu corpo? Isso te escandalizou? Não?! Seja misericordioso. Perdoa-te a ti mesmo e não cortes tua mão. “Antes de reprovardes as imperfeiç§es dos outros, vede se nós não poderemos dizer as mesmas coisas sobre vós. Esforcem-se em possuir as qualidades opostas aos defeitos que criticais nos outros, esse o meio de vos tornardes superiores a ele. Ele reprova vossa avareza, sede generosos; o vosso orgulho, sede humildes e modestos; vossa dureza, sede macios; de agirdes com baixeza, sede grandes em todas as vossas aç§es. Numa palavra, fazei de maneira que se não vos possam aplicar estas palavras de Jesus: ‘Vê o cisco no olho do próximo e não vê a trave de gol no seu próprio.” (903 do LE). Faça sair dos teus olhos o jato de luz da misericórdia. Não lance carrancas. Sorria. Deixe que todos vejam a luz que sai dos teus olhos. A natureza não dá saltos. A sensualidade das pessoas deve diminuir gradualmente. 31 Também foi dito: Aquele que repudiar sua mulher, dê-lhe carta de divórcio. 32 Eu, porém, vos digo: qualquer que repudiar sua mulher, a não ser em caso de prostituição, a exp§e a tornar-se adúltera; e aquele que casar com a repudiada comete adultério. (Mateus, V, 31-32). 33. “Está na lei da Natureza, ou somente na lei humana, a indissolubilidade absoluta do casamento? É uma lei humana muito contrária à da Natureza. Mas os homens podem modificar suas leis; só as da Natureza são imutáveis.” (697 do LE). Jesus nunca proibiu o adultério moral. Ele nos deu o livre arbítrio para fazer o bem ou o mal. Tivemos e teremos milhares de reencarnaç§es e poderemos nos unir a um diferente cônjuge em cada uma. Podemos praticar o adultério moral, mas não devemos abusar da sensualidade. O abuso da sensualidade, como tudo o que é da carne, tem conseqüências e puniç§es. “As almas que devam unir-se estão, desde suas origens, predestinadas a essa união e cada um de nós tem, nalguma parte do Universo, sua metade, a que fatalmente um dia se reunirá? Não; não há união particular e fatal, de duas almas.” (298 do LE). O adultério moral que devemos praticar é a lei do amor por todas as criaturas. Deus criou o sexo. Por isso ele é bom, na medida exata da nossa materialidade, mas devemos usá-lo com parcimônia, sem abuso. 16 Não dirás falso testemunho contra o teu próximo. (Êxodo, XX, 16). 33 Também ouvistes que foi dito aos antigos: Não jurarás falso testemunho, mas cumprirás rigorosamente para com o Senhor os teus juramentos. 34 Eu, porém, vos digo: de modo algum jureis; nem pelo céu, por ser o trono de Deus; 35 nem pela terra, por ser o escabelo de seus pés; nem por Jerusalém, por ser cidade do grande Rei; 36 nem jures pela tua cabeça, porque teu cabelo preto pode se tornar branco. 37 Seja, porém, a tua palavra: Sim, sim; não, não. O que disto passar vem do maligno. (Mateus, V, 33-37). 34. Jesus não quer que injuriemos o próximo, testemunhando mentirosamente contra ele, maldizendo-o. Devemos dar testemunho imparcial da verdade que soubermos sem fazer julgamentos. A testemunha não deve julgar. Deve dizer: sim, vi tal coisa; não, não ouvi. E só. “ Há mais grandeza e verdadeira honra em confessar-se culpado o homem, se cometeu alguma falta , ou em perdoar, se de seu lado esteja a razão, e, qualquer que seja o caso, em desprezar os insultos, que não o podem atingir.” (Allan Kardec, 759, a, do LE). 24 Olho por olho, dente por dente, mão por mão, pé por pé. 25 Queimadura por queimadura, ferida por ferida, golpe por golpe. (Êxodo, XXI, 24-25). 15 Não furtarás. (Êxodo, XX, 15). 19 E não furtarás. (Deuteronômio, V, 19). 38 Ouvistes que foi dito: Olho por olho, dente por dente. 39 Eu, porém, vos digo: não resistais a fazer o mal; mas, se qualquer te bater na face direita, dá-lhe também a outra; 40 e, ao que quer litigar contigo e tirar-te a túnica, deixa-lhe também a capa. 41 Se alguém te obrigar a andar uma milha, vai com ele duas. 42 Dá a quem te pede e não voltes as costas ao que deseja que lhe emprestes. (Mateus, V, 38-42). 29 Ao que te bate numa face, oferece-lhe também a outra; e, ao que tirar a tua capa, deixa-o levar também a túnica; 30 dá a todo o que te pede; e, se alguém levar o que é teu, não entres em demanda. (Lucas, VI, 29-30). 34 E, se emprestais àqueles de quem esperais receber, qual é a vossa recompensa? Também os pecadores emprestam aos pecadores, para receberem outro tanto. (Lucas, VI, 34). 35. Jesus prega a resignação e a não-violência. Dê a cara para bater. Forte não é o que esmurra mais pessoas, mas aquele que suporta mais humilhaç§es: o mais humilde. Se o assaltante levar seu relógio, dê-lhe também o agasalho. Se o ladrão o bater, não reclame, silencie; pois se reclamar, ele o espancará. Se não for por amor a ele, que seja para que ele não use mais violência contra você. Se alguém quer lamentar as dificuldades da vida dele, ouça tudo e preste atenção, quem sabe você não poderá ajudá-lo? Jesus não espera que você seja banqueiro usurário de dinheiro material. Seja credor da lei divina. Se alguém fizer-lhe o mal, perdoe e adquira um crédito junto ao Senhor. Dê conselhos morais da riqueza do seu coração. Se você der um peixe, ele vai se consumir; mas se você ensinar a pescar, o pescador nunca mais terá fome. Lembre-se: tudo tem uma causa. Nós fizemos o mal no passado. 43 Ouvistes que foi dito: Amarás o teu próximo e odiarás o teu inimigo. 44 Eu, porém, vos digo: Amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem; 45 para que vos torneis filhos do vosso Pai celestial, porque ele faz nascer o seu sol sobre maus e bons e vir chuvas sobre justos e injustos. 46 Porém, se amardes os que vos amam, que recompensa tereis? Não fazem os publicanos também o mesmo? 47 E, se saudardes somente os vossos irmãos, que fazeis de mais? Não fazem os estrangeiros da mesma forma? 48 Portanto, sede vós perfeitos como perfeito é o vosso Pai celeste. (Mateus, V, 43-48). 13 Perfeito serás, como o SENHOR, teu Deus. (Deuteronômio, XVIII, 13). 40 O discípulo não é superior a seu Mestre; todo aquele, porém, que for perfeito será como o seu Mestre. (Lucas, VI, 40). 27 Digo-vos, porém, a vós outros que me ouvis: amai os vossos inimigos, fazei o bem aos que vos odeiam; 28 bendizei (elogiai) os que vos maldizem, orai pelos que vos caluniam. (Lucas, VI, 27-28). 32 Se amais os que vos amam, qual é a vossa recompensa? Porque até os pecadores amam aos que os amam. 33 Se fizerdes o bem aos que vos fazem o bem, qual é o vosso merecimento? Até os pecadores fazem isso. (Lucas, VI, 32-33). 35 Amai, porém, os vossos inimigos, fazei o bem e emprestai, sem esperar nenhuma paga; será grande o vosso galardão, e sereis filhos do Altíssimo. Pois ele é benigno até para com os ingratos e maus. 36 Sede misericordiosos, como também é misericordioso vosso Pai. (Lucas, VI, 35-36). 36. “Todos tendem para o mesmo fim e Deus fez suas leis para todos. Dizeis freqüentemente: ‘O Sol luz para todos’ e enunciais assim uma verdade maior e mais geral do que pensais.” (803 do LE). “As boas aç§es são a melhor prece, por isso que os atos valem mais que as palavras.” (661 do LE). “O Espírito de quem ora atua pela sua vontade de praticar o bem. Atrai a si, mediante a prece, os bons Espíritos e estes se associam ao bem que deseje fazer.” (662 do LE). “A prece que façamos por outrem é um ato dessa vontade. Se for ardente e sincera, pode chamar, em auxílio daquele por quem oramos, os bons Espíritos, que lhe virão sugerir bons pensamentos” (Allan Kardec, 662 do LE). “Aquele que ora estimula o desgraçado ao arrependimento e ao desejo de fazer o que é necessário para ser feliz.” (664 do LE). “O mérito do bem está na dificuldade em praticá-lo. Nenhum merecimento há em fazê-lo sem dor e quando nada custe.” (646 do LE). Devemos orar por nossos inimigos encarnados (desafetos) e desencarnados: os Espíritos obsessores (demônios). “Orando por eles e lhes retribuindo o mal com o bem, acabarão compreendendo a injustiça do proceder deles. E, se nós permanecermos acima de suas maquinaç§es, eles cessarão porque não ganham nada.” (531, a, do LE). “Jesus também disse: Amai mesmo os vossos inimigos. Ora, o amor aos inimigos não será contrário às nossas tendências naturais e a inimizade não provirá de uma falta de simpatia entre os Espíritos? Sem dúvida ninguém pode votar aos inimigos um amor terno e apaixonado. Não foi isso o que Jesus entendeu de dizer. Amar os inimigos é o perdão deles e eles retribuírem o bem pelo mal. Por aí nós os desviamos alto. Durante a vingança nos colocamos abaixo deles.” (887 do LE). A prece que “dirigis por aquele que vos inspira afeição constitui, para este, um testemunho que forçosamente contribuirá para lhe suavizar os sofrimentos e consolá-lo. Desde que ele manifeste o mais ligeiro arrependimento, e somente então será socorrido. Nunca, porém, será deixado na ignorância de que uma alma simpática com ele se ocupou. Ao contrário, será deixado na doce crença de que a intercessão dessa alma lhe foi útil. Daí resulta necessariamente, de sua parte, um sentimento de gratidão e afeto pelo que lhe deu essa prova de amizade ou de piedade. Em conseqüência, crescerá num e noutro, reciprocamente, o amor que o Cristo recomendava aos homens. Ambos, pois, se fizeram assim obedientes à lei de amor e de união de todos os seres, lei divina, de que resultará a unidade, objetivo e finalidade do Espírito.” (665 do LE). Deus é único e um dia seremos supremamente perfeitos na unidade de Deus. É necessário ouvir com atenção a opinião dos nossos inimigos: almas e Espíritos: “não desprezeis a opinião dos vossos inimigos, porquanto esses nenhum interesse têm em dissimular a verdade e Deus muitas vezes os coloca ao vosso lado como um espelho, a fim de que sejais advertidos com mais franqueza do que o faria um amigo.” (Santo Agostinho, 919 do LE)”. Precisamos conhecer as nossas imperfeiç§es através de nossos inimigos para nos livrar-nos delas. 1 Guardai-vos de exercer a vossa justiça diante dos homens, com o fim de serdes vistos por eles; doutra sorte, não tereis galardão junto de vosso Pai celeste. 2 Quando, pois, deres esmola, não toques trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas, nas sinagogas e nas ruas, para serem glorificados pelos homens. Em verdade vos digo que eles já receberam a recompensa. 3 Tu, porém, ao dares a esmola, ignore a tua mão esquerda o que faz a tua mão direita; 4 para que a tua esmola fique em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará. (Mateus, VI, 1-4). 37 Ao falar Jesus estas palavras, um fariseu o convidou para ir comer com ele; então, entrando, tomou lugar à mesa. 38 O fariseu, porém, admirou-se ao ver que Jesus não se lavara primeiro, antes de comer. 39 O Senhor, porém, lhe disse: Vós, fariseus, limpais o exterior do copo e do prato; mas o vosso interior está cheio de presas e perversidade. 40 Insensatos! Quem fez o exterior não é o mesmo que fez o interior? 41 Antes, dai esmola do que tiverdes , e tudo vos será limpo. (Lucas, XI, 37-41). 10 Nem alforjes para o caminho, nem duas túnicas, nem sandálias, nem bengala, porque digno é o operário do seu alimento . (Mateus, X, 10). 8 nem jamais comemos pão à custa de outrem; pelo contrário, em labor e fadiga, de noite e de dia, trabalhamos, a fim de não sermos pesados a nenhum de vós; 9 não porque não tivéssemos esse direito, mas por termos em vista oferecer-vos exemplo em nós mesmos, para nos imitardes. 10 Porque, quando ainda convosco, vos ordenamos isto: se alguém não quer trabalhar, também não coma. 11 Pois, de fato, estamos informados de que, entre vós, há pessoas que andam desordenadamente, não trabalhando; antes, se intrometem na vida alheia. 12 A elas, porém, determinamos e exortamos, no Senhor Jesus Cristo, que, trabalhando quietamente, comam o seu próprio pão. (2º Carta de Paulo apóstolo aos Tessalonicenses, III, 8-12). 37. Jesus aceitou a esmola material do fariseu. Mas este o humilhou. Então Jesus disse que devemos primeiramente dar a esmola moral, o ensinamento que será guardado por infinitas reencarnaç§es. “Em vez de votardes desprezo à ignorância e ao vício, instruí os ignorantes e moralizai os viciados. Sede doces e benevolentes para com tudo o que vos seja inferior. Sede-o para com os seres mais ínfimos da criação e tereis obedecido à lei de Deus.” (São Vicente de Paulo, 888, a, do LE). “Se uma boa educação moral lhes houvera ensinado a praticar a lei de Deus, não teriam caído nos excessos causadores da sua perdição.” (889 do LE). A moedinha ou o prato de sopa consomem-se e desaparecem. O que temos é diferente do que retemos. Temos nosso conhecimento, mas apenas retemos os bens materiais, pois não levaremos nem um centavo para o reino dos céus. “Os sofrimentos naturais são os únicos que elevam, porque vêm de Deus.” (726 do LE). O sofrimento do indigente o fará elevar-se. O sofrimento é para nosso melhoramento. “O forte deve trabalhar para o fraco. Não tendo este família , a sociedade deve fazer as vezes desta. É a lei de caridade.” (685, a, do LE). “São devidos os alimentos quando o parente, que os pretende, não tem bens, nem pode prover, pelo seu trabalho, à própria mantença, e o de quem se reclamam, pode fornecê-los, sem desfalque do necessário ao seu sustento.” (art. 399 do Código Civil ). O parente que não paga alimentos pode ser preso até pagar (art. 244 do Código Penal e art. 5º, LXVII, da Constituição Federal ). “Condenando-se a pedir esmola, o homem se degrada física e moralmente: ele fica bruto. Uma sociedade que se baseie na lei de Deus e na justiça deve prover à vida do fraco, sem que aja para ele humilhação. Deve assegurar a existência dos que não podem trabalhar, sem lhes deixar a vida à piedade do acaso da boa vontade de alguns.” (888 do LE). “A assistência social será prestada a quem dela necessitar, independentemente de contribuição à seguridade social, e tem por objetivos: (...) V — a garantia de um salário mínimo de benefício mensal à pessoa portadora de deficiência e ao idoso que comprovem não possuir meios de prover à própria manutenção ou de tê-la provida por sua família, conforme dispuser a lei.” (art. 203, caput e inciso V, da Constituição Federal ). O benefício deve ser requerido pelo idoso ou pelo deficiente físico ou mental ao Instituto Nacional da Seguridade Social. “Por que de preferência não trabalham pelo bem de seus semelhantes? Vistam o indigente; consolem o que chora; trabalhem pelo que está enfermo; sofram privaç§es para alívio dos infelizes e então suas vidas serão úteis e agradáveis a Deus.” (726 do LE). “O homem criterioso, a fim de ser feliz, olha sempre para baixo e não para cima, a não ser para elevar sua alma ao infinito.” (923 do LE). “A saúde é direito de todos e dever do Estado,” (art. 196 da Constituição Federal ). É diretriz do Sistema Único de Saúde (SUS): “atendimento integral, com prioridade para as atividades preventivas, sem prejuízo dos serviços assistenciais;” (art. 198, II, da Constituição Federal ). “Deus abençoa sempre os que fazem o bem. O melhor meio de honrá-lo consiste em minorar os sofrimentos dos pobres e dos aflitos.” (673 do LE). “A esmola, meus amigos, algumas vezes é útil e necessária, porque dá alívio aos pobres. Mas quase sempre é humilhante, tanto para aquele que dá, quanto para aquele que a recebe.” (Cáritas, ESE, XIII, 14). “Jesus fala principalmente das esmolas, porque no tempo em que falava e no país em que Ele vivia, não se conheciam os trabalhos que as técnicas e as indústrias viriam a criar mais tarde e nos quais a fortuna poderia ser aplicada utilmente para o benefício geral. A todos aqueles que podem doar, pouco ou muito, eu direi, pois: “daí esmola, quando ela seja necessária, mas tanto quanto possível, convertei-a em salário, a fim de que aquele que o recebe não se envergonhe dele’” (Fénelon, ESE, XVI, 13). O trabalho dignifica o homem. “Toda ocupação útil é trabalho.” (675 do LE). “Muitas vezes, a riqueza só vem ter às mãos de um homem, para lhe proporcionar o ensejo de reparar uma injustiça.” (809 do LE). “Deus é justo e, pois, só condena aquele que voluntariamente tornou inútil a sua existência, porquanto esse vive às expensas do trabalho dos outros . Ele quer que cada um seja útil, de acordo com as suas faculdades.” (680 do LE). “Compete às Varas do Trabalho: a) conciliar e julgar: (...) III — os dissídios resultantes de contratos de empreitadas em que o operário seja operário ou artífice;” (art. 652, a, III, da Consolidação das Leis do Trabalho — CLT). “Tratando-se de serviço de profissionais de qualquer atividade, exercido por empreitada individual ou coletiva, com ou sem fiscalização da outra parte contratante, a carteira será anotada pelo respectivo sindicato profissional ou pelo representante legal de sua cooperativa.” (art. 34 da CLT). As sociedades civis devem auxiliar seus assistidos a criarem sociedades cooperativas de prestação de serviço (lei 5764/16.12.1971), quando puderem trabalhar. “A verdadeira caridade é sempre bondosa e benévola; está tanto no ato, como na maneira como é praticado. Duplo valor tem um serviço prestado com delicadeza. Se o for com altivez, pode ser que a necessidade obrigue quem o recebe a aceitá-lo, mas o seu coração não será tocado. Lembrai-vos também de que, aos olhos de Deus, a ostentação destrói o mérito da boa ação. Disse Jesus: ‘Ignore a vossa mão esquerda o que a direita der.’ Ele vos ensinou a não sujar a caridade com o orgulho.” (888, a, do LE). “Nunca ninguém deve ter a idéia de deixar-se morrer de fome. O homem poderia sempre encontrar meio de se alimentar, se o orgulho não se colocasse entre a necessidade e o trabalho. Nós sempre dizemos: Não existe trabalho estúpido; a situação não é o que envergonha o homem; nós dizemos isto para os outros, não para nós.” (929 do LE). “A riqueza, assim como não é dada a uns para ser aferrolhada num cofre forte, também não o é a outros para ser dispersada ao vento. Representa um depósito de que uns e outros terão de prestar contas ; porque terão de responder por todo o bem que podiam fazer e não fizeram; por todas as lágrimas que estancaram com o dinheiro que deram aos que dele não precisavam.” (896 do LE). Não se dá dinheiro para quem não precisa dele, ou a quem pretende gastá-lo com pecados. A responsabilidade desse ato não é só de quem recebeu, mas também de quem deu, pois é como se tivesse tirado o alimento do faminto para dar ao comilão. 5 E, quando orardes, não sereis como os hipócritas; porque gostam de orar em pé nas sinagogas e nas esquinas das ruas, para serem vistos dos homens. Em verdade vos digo que eles já receberam a recompensa. 6 Tu, porém, quando orares, entra no teu quarto e, fechada a porta, orarás a teu Pai, que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará. 7 E, orando, não useis de vãs repetiç§es, como os gentios; porque presumem que pelo seu muito falar serão ouvidos. 8 Não vos assemelheis, pois, a eles; porque Deus, o vosso Pai, sabe o de que tendes necessidade, antes que lho peçais. 9 Portanto, vós orareis assim: Pai nosso, que estais nos céus, Santo (puro) é o vosso nome; 10 o vosso reino vem; a vossa vontade é feita, assim na terra como no céu; 11 o pão nosso de cada dia dai-nos hoje; 12 e perdoai-nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores; 13 e não nos deixeis sucumbir na tentação de obrar o mal; mas livrai-nos do mal pois vosso é o reino, o poder e a glória para sempre . Amém! 14 Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celeste vos perdoará; 15 se, porém, não perdoardes aos homens as suas ofensas, tampouco vosso Pai vos perdoará as vossas ofensas. (Mateus, VI, 5-15). 18 Em verdade vos digo que tudo o que unirdes na terra será unido no céu, e tudo o que desunirdes na terra será desunido no céu. (Mateus, XVIII, 18). 1 De uma feita, estava Jesus orando em certo lugar; quando terminou, um dos seus discípulos lhe pediu: Senhor, ensina-nos a orar como também João ensinou aos seus discípulos. 2 Então, ele os ensinou: Quando orardes, dizei: Pai, Santo (puro) é o vosso nome; o vosso reino vem; 3 o pão nosso cotidiano dai-nos de dia em dia; 4 perdoai-nos os nossos pecados, pois também nós perdoamos a todo o que nos deve; e não nos deixeis sucumbir na tentação de obrar o mal, mas livrai-nos do mal. (Lucas, XI, 1-4). 1 Disse-lhes Jesus uma parábola sobre o dever de orar sempre e nunca esmorecer: 2 Havia em certa cidade um juiz que não temia a Deus, nem respeitava homem algum. 3 Havia também, naquela mesma cidade, uma viúva que vinha ter com ele, dizendo: Julga a minha causa contra o meu adversário. 4 Ele, por algum tempo, não a quis atender; mas, depois, disse consigo: Bem que eu não temo a Deus, nem respeito a homem algum; 5 todavia, como esta viúva me importuna, julgarei a sua causa, para fazer ela parar de vir até a mim. 6 Então, disse o Senhor: Considerai no que diz este juiz iníquo. 7 Não fará Deus justiça aos seus escolhidos, que a ele clamam dia e noite, embora pareça demorado em defendê-los? 8 Digo-vos que, depressa, lhes fará justiça. Contudo, quando vier o Filho do Homem, achará, porventura, fé na terra? 9 Propôs também esta parábola a alguns que confiavam em si mesmos, por se considerarem justos, e desprezavam os outros: 10 Dois homens subiram ao templo com o propósito de orar: um, fariseu, e o outro, publicano. 11 O fariseu, posto em pé, orava de si para si mesmo, desta forma: Ó Deus, graças te dou porque não sou como os demais homens, roubadores, injustos e adúlteros, nem ainda como este publicano; 12 jejuo duas vezes por semana e dou o dízimo de tudo quanto ganho. 13 O publicano, estando em pé, longe, não ousava nem ainda levantar os olhos ao céu, mas batia no peito, dizendo: Ó Deus, sê misericordioso comigo, pecador! 14 Digo-vos que este desceu justificado para sua casa, e não aquele; porque todo o que se exalta será humilhado; mas o que se humilha será exaltado. (Lucas, XVIII, 1-14). 38. A adoração consiste “na elevação do pensamento a Deus.” (649 do LE).“A prece é um ato de adoração. Orar a Deus é pensar nele; é aproximar-se dele; é pôr-se em comunicação com ele.” (659 do LE). “Quando tu estiveres em dúvida, invoca o teu bom Espírito, ou ora ao nosso Mestre (Senhor) de todos, Deus, que Ele te enviará um de seus mensageiros, o um de nós .” (523 do LE). Deus “encontra agentes dedicados em todos os graus da escala das esferas.” (536, b, do LE). “Para se comunicar com Deus é necessário ser digno disso. Deus lhe transmite suas ordens por intermédio dos Espíritos imediatamente superiores em perfeição e instrução.” (244, b, do LE).). “São essas comunicaç§es de cada um com o seu Espírito familiar que fazem sejam médiuns todos os homens.” (495 do LE). “Todo aquele que sente, num grau qualquer, a influência dos Espíritos é, por esse fato, médium.” (Allan Kardec, LM, 2¬ parte, XIV, item 159). “Deus prefere os que o adoram do fundo do coração, com sinceridade, fazendo o bem e evitando o mal, em vez dos que julgam honrá-lo com cerimônias” (654 do LE). “Aquele que faz profissão de adorar o Cristo e que é orgulhoso, invejoso e ciumento, duro e implacável para com outrem, ou ambicioso dos bens deste mundo, eu vos digo que a religião está sobre os lábios e não dentro do seu coração.” (654 do LE). A prece coletiva é preferível: “Reunidos pela comunhão dos pensamentos e dos sentimentos, mais força têm os homens para atrair a si os bons Espíritos. O mesmo se dá quando se reúnem para adorar a Deus. Não creiais, todavia, que menos valiosa seja a adoração particular, pois que cada um pode adorar a Deus pensando nele.” (656 do LE). “pela prece podemos propor três coisas: elogiar, demandar, agradecer.” (659 do LE). “O essencial não é orar muito, mas orar bem. Essas pessoas sup§e que todo o mérito está na demora da prece e fecham os olhos para os seus próprios defeitos. Fazem da prece uma ocupação, um emprego do tempo, nunca, porém, um estudo de si mesmas. A ineficácia, em tais casos, não é do remédio, sim da maneira por que o aplicam.” (660, a, do LE). “As demandas justas são deferidas mais vezes do que supondes.” (663 do LE). Deus “vos sugere o pensamento necessário para que vos tireis do embaraço.” (663 do LE). “A prece é em tudo um poderoso socorro. Mas, crede bem que não basta que alguém murmure quaisquer palavras, para que obtenha o que deseja. Deus assiste os que obram, não os que se limitam a pedir. É, pois, indispensável que o obsidiado faça, por sua parte, o que se torne necessário para destruir em si mesmo a causa da atração dos maus Espíritos.” (479 do LE). “As boas aç§es são a melhor prece, por isso que os atos valem mais que as palavras.” (661 do LE). “Aquele que chama em seu auxílio os Espíritos, para deles obter riquezas, ou qualquer outro favor, rebela-se contra a Providência;” (550 do LE). Os Espíritos fazem-nos conquistar riquezas “algumas vezes como prova.” (533 do LE). Os que as concedem “são os Espíritos que vos querem arrastar para o mal e que encontram meio fácil de o conseguirem, facilitando-vos os gozos que a riqueza proporciona.” (533, a, do LE). “Os que executam fatos materiais são sempre de ordem inferior, assim na casa dos Espíritos, como na casa dos homens.” (538, a, do LE). “Coloca-se, por amor dos gozos materiais, na dependência dos Espíritos impuros.” (550 do LE). Jesus tem o poder : “Por isso o Pai me ama, porque dou a minha vida para tornar a tomá-la. Ninguém ma tira de mim, mas eu de mim mesmo a dou; tenho poder para dar e poder para tornar tomá-la. Este mandamento recebi de meu Pai.” (João, X, 17-18). “É-me dado todo o poder no céu e na terra.” (Mateus, XXVIII, 18). Jesus tem o reino : “O meu reino não é deste mundo; se o meu reino fosse deste mundo, pelejariam os meus servidores, para que eu não fosse entregue aos judeus; mas agora o meu reino não é daqui.” (João, XVIII, 36). Jesus tem a glória : “E eu dei-lhes a glória que a mim me deste, para que sejam um, como nós somos um.” (João, XVII, 22). Um dia seremos espíritos puros (Espíritos Santos como Jesus e Gabriel e entraremos na glória de Deus). A oração dominical diz que o nome de Deus é Santo (puro). “Santos (puros) sereis, porque eu, o Senhor, vosso Deus, sou santo (puro).” (Levítico, XIX, 2). “Vós sereis perfeitos como o Senhor vosso Deus é perfeito.” (Deuteronômio, XVIII, 13). 16 Quando jejuardes, não vos mostreis entristecidos como os hipócritas; porque desfiguram o rosto com o fim de parecer aos homens que jejuam. Em verdade vos digo que eles já receberam a recompensa. 17 Tu, porém, quando jejuares, unge a cabeça e lava o rosto, 18 com o fim de não parecer aos homens que jejuas, e sim ao teu Pai, em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará. (Mateus, VI, 16-18). 34 Acautelai-vos por vós mesmos, para que nunca vos suceda que o vosso coração fique sobrecarregado com as conseqüências da gula, da embriaguez e das preocupaç§es deste mundo , e para que aquele dia não venha sobre vós repentinamente, como um laço. (Lucas, XXI, 34). 14 Vieram, depois, os discípulos de João e lhe perguntaram: Por que jejuamos nós, e os fariseus muitas vezes, e teus discípulos não jejuam? 15 Respondeu-lhes Jesus: Podem, acaso, estar tristes os filhos das bodas , enquanto o noivo está com eles? Dias virão, contudo, em que lhes será tirado o noivo, e nesses dias hão de jejuar. 16 Ninguém p§e retalho de pano novo em veste velha; porque o remendo tira parte da veste, e fica maior a ruptura. 17 Nem se p§e vinho novo em barris velhos; do contrário, rompem-se os barris, derrama-se o vinho, e os barris são perdidos. Mas p§e-se vinho novo em barris novos, e ambos se conservam. (Mateus, IX, 14-17). 18 Ora, os discípulos de João e os fariseus estavam jejuando. Vieram alguns deles e lhe perguntaram: Por que motivo jejuam os discípulos de João e os dos fariseus, mas os teus discípulos não jejuam? 19 Respondeu-lhes Jesus: Podem, porventura, jejuar os filhos das bodas , enquanto o noivo está com eles? Durante o tempo em que estiver presente o noivo, não podem jejuar. 20 Dias virão, contudo, em que lhes será tirado o noivo; e, nesse tempo, jejuarão. 21 Ninguém costura retalho de pano novo em veste velha; porque o remendo novo tira parte da veste velha, e fica maior a ruptura. 22 Ninguém p§e vinho novo em barris velhos; do contrário, o vinho romperá os barris; e tanto se perde o vinho como os barris. Mas p§e-se vinho novo em odres novos. (Marcos, II, 18-22). 33 Disseram-lhe eles: Os discípulos de João e os dos fariseus freqüentemente jejuam e fazem oraç§es; os teus, entretanto, comem e bebem. 34 Jesus, porém, lhes disse: Podeis fazer jejuar os filhos das bodas , enquanto está com eles o noivo? 35 Dias virão, contudo, em que lhes será tirado o noivo; naqueles dias, sim, jejuarão. 36 Também lhes disse uma parábola: Ninguém tira um pedaço de veste nova e o p§e em veste velha; pois rasgará a nova, e o retalho da nova não se ajustará à velha . 37 E ninguém p§e vinho novo em barris velhos, pois o vinho novo romperá os barris; entornar-se-á o vinho, e os barris se estragarão. 38 Pelo contrário, vinho novo deve ser posto em barris novos e ambos se conservam. 39 E ninguém, tendo bebido o vinho velho, prefere o novo; porque diz: O velho é melhor . (Lucas, V, 33-39). 16 Mas a quem hei de comparar esta geração? É semelhante a meninos que, sentados nas praças, gritam aos companheiros: 17 Nós vos tocamos flauta, e não dançastes; entoamos lamentaç§es, e não chorastes. 18 Pois veio João, que não comia nem bebia, e dizem: Tem demônio! 19 Veio o Filho do Homem , que come e bebe, e dizem: Eis aí um glutão e beberrão, amigo de publicanos e pecadores! Mas os filhos da sabedoria o justificam. (Mateus, XI, 16-19). 31 A quem, pois, compararei os homens da presente geração, e a quem são semelhantes? 32 São semelhantes a meninos que, sentados na praça, gritam uns para os outros: Nós vos tocamos flauta, e não dançastes; entoamos lamentaç§es, e não chorastes. 33 Pois veio João Batista, não comendo pão, nem bebendo vinho, e dizeis: Tem demônio! 34 Veio o Filho do Homem , comendo e bebendo, e dizeis: Eis aí um glutão e bebedor de vinho, amigo de publicanos e pecadores! 35 Mas os filhos da sabedoria o justificam. (Lucas, VII, 31-35). 13 Eu estava olhando nas minhas vis§es da noite, e eis que vinha nas nuvens do céu um semelhante a filho do homem ; e dirigiu-se ao ancião de dias, e o fizera chegar-se até ele. 14 E foi-lhe dado o domínio, e a glória, e o reino, para que todos os povos, naç§es e línguas o servissem ; o seu domínio é um domínio eterno, que não passará, e o seu reino, o único que não será destruído. (Daniel, VII, 13-14). 16 E ouvi uma voz de homem nas margens do Ulai, a qual gritou, e disse: Gabriel , dá a entender a este a visão. 17 E veio perto de onde eu estava; e, vindo ele, fiquei assombrado e caí sobre o meu rosto; mas ele me disse: Entende, filho do homem , porque esta visão se realizará no fim do tempo. (Daniel, VIII, 16-17). 14 E, quando chegaram para junto da multidão, aproximou-se dele um homem, que se ajoelhou e disse: 15 Senhor, compadece-te de meu filho, porque é epilético e sofre muito; pois muitas vezes cai no fogo e outras muitas, na água. 16 Apresentei-o a teus discípulos, mas eles não puderam curá-lo. 17 Jesus exclamou: Ó geração incrédula e perversa! Até quando estarei convosco? Até quando vos sofrerei? Trazei-me aqui o menino. 18 E Jesus repreendeu o demônio, e este saiu do menino; e, desde aquela hora, ficou o menino curado. 19 Então, os discípulos, aproximando-se de Jesus, perguntaram em particular: Por que motivo não pudemos nós expulsá-lo? 20 E ele lhes respondeu: Por causa da pequenez da vossa fé. Pois em verdade vos digo que, se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a este montanha: Passa daqui para acolá, e ela passará. Nada vos será impossível . 21 Mas esta casta de espíritos obsessores não se expele senão por meio de oração e jejum . (Mateus, XVII, 14-21). 14 Quando eles se aproximaram dos discípulos, viram numerosa multidão ao redor e que os escribas discutiam com eles. 15 E logo toda a multidão, ao ver Jesus, tomada de surpresa, correu para ele e o saudava. 16 Então, ele interpelou os escribas: Que é que discutíeis com eles? 17 E um, dentre a multidão, respondeu: Mestre, trouxe-te o meu filho, possesso de um espírito mudo ; 18 e este, onde quer que o apanha, lança-o por terra, e ele espuma, range os dentes e vai emagrecendo. Roguei a teus discípulos que o expelissem, e eles não puderam. 19 Então, Jesus lhes disse: Ó geração incrédula, até quando estarei convosco? Até quando vos suportarei? Trazei-mo. 20 E trouxeram-lho; quando ele viu a Jesus, o espírito imediatamente o agitou com violência, e, caindo ele por terra, revolvia-se espumando. 21 Perguntou Jesus ao pai do menino: Há quanto tempo isto lhe sucede? Desde a infância, respondeu; 22 e muitas vezes o tem lançado no fogo e na água, para o matar; mas, se tu podes alguma coisa, tem compaixão de nós e ajuda-nos. 23 Ao que lhe respondeu Jesus: Se podes! Tudo é possível ao que crê. 24 E imediatamente o pai do menino exclamou com lágrimas: Eu creio! Ajuda-me na minha falta de fé! 25 Vendo Jesus que a multidão aumentara, repreendeu o espírito impuro, dizendo-lhe: Espírito mudo e surdo , eu te ordeno: Sai deste jovem e nunca mais tornes a ele. 26 E ele, clamando e agitando-o muito, saiu, deixando-o como se estivesse morto, a ponto de muitos dizerem: Morreu. 27 Mas Jesus, tomando-o pela mão, o ergueu, e ele se levantou. 28 Quando entrou em casa, os seus discípulos lhe perguntaram em particular: Por que não pudemos nós expulsá-lo? 29 Respondeu-lhes: Esta casta não pode sair senão por meio de oração e jejum . (Marcos, IX, 14-29). 37 No dia seguinte, ao descerem eles do monte, veio ao encontro de Jesus grande multidão. 38 E eis que, dentre a multidão, surgiu um homem, dizendo em alta voz: Mestre, demando-te que vejas meu único filho; 39 um espírito se apodera dele, e, de repente, o menino grita, e o espírito o atira por terra, convulsiona-o até espumar; e dificilmente o deixa, depois de o ter contundido. 40 Roguei aos teus discípulos que o expelissem, mas eles não puderam. 41 Respondeu Jesus: Ó geração incrédula e perversa! Até quando estarei convosco e vos sofrerei? Traze o teu filho. 42 Quando se ia aproximando, o demônio o atirou no chão e o convulsionou; mas Jesus repreendeu o espírito impuro, curou o menino e o entregou a seu pai. 43 E todos ficaram maravilhados ante a majestade de Deus. Como todos se maravilhassem de quanto Jesus fazia, disse aos seus discípulos: 44 Fixai nos vossos ouvidos as seguintes palavras: o Filho do Homem está para ser entregue nas mãos dos homens. (Lucas, IX, 37-44). 1 Ora, a fé é a certeza de coisas que se esperam e a prova de fatos que se não vêem. (Carta de Paulo apóstolo aos Hebreus, XI, 1). 39 Adiantando-se um pouco, prostrou-se sobre o seu rosto, orando e dizendo: Pai, se possível, afasta de mim este cálice! Todavia, não seja como eu quero, e sim como tu queres. 40 E, voltando para os discípulos, achou-os dormindo; e disse a Pedro: Então, nem uma hora pudestes vós vigiar comigo? 41 Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; o espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca. (Mateus, XXVI, 39-41). 39. “Permitido é ao homem alimentar-se de tudo o que lhe não prejudique a saúde.” (722 do LE). “Dada a vossa constituição física, a carne alimenta a carne, do contrário o homem emagrece. A lei de conservação lhe prescreve, como um dever, que mantenha suas forças e sua saúde, para cumprir a lei do trabalho. Ele, pois, tem que se alimentar conforme o reclame a sua organização.” (723 do LE). “Também há homens que experimentam satisfação na embriaguez. Merece-te isso aprovação? Não pode agradar a Deus uma vida pela qual o homem se condena a não ser útil a ninguém.” (769 do LE). “A medida que o Espírito se purifica, o corpo que o reveste se aproxima igualmente da natureza espírita. Torna-se-lhe menos densa a matéria, deixa de rastejar penosamente sobre a superfície do solo, menos grosseiras se lhe fazem as necessidades físicas, não mais sendo preciso que os seres vivos se destruam mutuamente para se nutrirem. O Espírito se acha mais livre e tem, das coisas longínquas, percepç§es que desconhecemos. Vê com os olhos do corpo o que só pelo pensamento entrevemos.” (Allan Kardec, 182 do LE). Quanto mais nos elevarmos, menos precisaremos de alimentação, naturalmente, com algum esforço, até sermos como Jesus que, absolutamente, não precisa de matéria. “É natural o desejo do bem-estar. Deus só proíbe o abuso, por ser contrário à preservação. Ele não condena a procura do bem-estar, desde que não seja conseguido à custa de outrem, e não venha a diminuir-vos nem as forças físicas, nem as morais.” (719 do LE). Devemos nos alimentar com moderação, para suprirmos as necessidades diárias de nutrientes sem bebida alcoólica, nem obesidade, nem com algum outro prejuízo para a saúde. “Meritório é resistir à tentação que arrasta ao excesso ou ao gozo das coisas inúteis; é o homem suprimir o necessário para dar ao que não tem bastante. Se a privação é apenas um simulacro (mentira), é um escárnio.” (720, a, do LE). “Os sofrimentos naturais são os únicos que elevam, porque vêm de Deus. Os sofrimentos voluntários de nada servem, quando não concorrem para o bem de outrem. Sup§es que se adiantam no caminho do progresso os que abreviam a vida, mediante rigores sobre-humanos, como o fazem alguns masoquistas, os faquires e fanáticos de muitas seitas? Por que de preferência não trabalham pelo bem de seus semelhantes? Vistam o indigente; consolem o que chora; trabalhem pelo que está enfermo; sofram privaç§es para alívio dos infelizes e então suas vidas serão úteis e, portanto, agradáveis a Deus. Sofrer alguém voluntariamente, apenas por seu próprio bem, é egoísmo; sofrer pelos outros é caridade: tais os preceitos do Cristo.” (726 do LE). “Contra os perigos e sofrimentos é que o instinto de conservação foi dado a todos os seres. Fustigai o vosso espírito e não o vosso corpo, mortificai o vosso orgulho, sufocai o vosso egoísmo, que se assemelha a uma serpente a vos roer o coração, e fareis muito mais pelo vosso adiantamento do que infligindo-vos rigores que já não são deste século.” (727 do LE). É meritório abster-se da alimentação animal “se nós nos abstemos pelos outros; mas Deus, não pode ver mortificação quando não há uma privação séria e útil ; isto porque nós dizemos que aqueles que jejuam falsamente são hipócritas.” (724 do LE).). É por isso que Jesus recomendou o jejum para a desobsessão. É importante o médium não beber bebida alcoólica, nem carne vermelha (gado, porcos, cabras ou bodes, carneiros, caça, etc). O médium deve substituir a carne vermelha pelo feijão de soja cozido durante o jejum (nada de galinha ou outros pássaros) de dois dias antes da reunião de comunicação com Espíritos. O obsidiado pode até conseguir afastar Espíritos materializados fazendo jejum, pois eles procurarão pessoas mais gulosas para assombrar. A possessão “não se faz jamais sem a participação daquele que a sofre, seja por sua fraqueza, seja por seu desejo .” (474 do LE). Jesus expulsou o Espírito surdo e mudo que transmitia essas doenças ao menino obsidiado. “Se ao demônio atribuirdes a causa de uma enfermidade, quando a houverdes curado direis com acerto que expulsastes o demônio.” (480 do LE). Todos somos filhos de homens, como Jesus; e filhos de Deus. Todo homem pode ter filhos: um filho de Deus. É interessante como Jesus compara o Espírito obsessor à montanha que pode ser passada de um lado para outro desde que tenhamos fé. A bebida alcoólica sempre prejudica a nossa saúde. No mínimo ela causa depressão crônica. No máximo ela nos fará entrar na fila de receptores de órgãos: então, poderemos, ou não, receber um retalho de roupa nova. Não adianta pedirmos ao Pai que nos afaste do cálice das amarguras decorrente do uso do álcool. 19 Não acumuleis para vós outros tesouros sobre a terra, onde a traça e a ferrugem corroem e onde ladr§es escavam e roubam; 20 mas ajuntai para vós outros tesouros no céu, onde traça nem ferrugem corrói, e onde ladr§es não escavam, nem roubam; 21 porque, onde está o teu tesouro, aí estará também o teu coração. 22 São os olhos a lâmpada do corpo. Se os teus olhos forem bons, todo o teu corpo será luminoso; 23 Se, porém, os teus olhos forem maus, todo o teu corpo estará em trevas. Portanto, caso a luz que em ti há sejam trevas, que grandes trevas serão! 24 Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de aborrecer-se de um e amar ao outro, ou se devotará a um e desprezará ao outro. Não podeis servir a Deus e a Mômo (o deus do Carnaval). 25 Por isso, vos digo: não andeis ansiosos pela vossa vida, quanto ao que haveis de comer ou beber; nem pelo vosso corpo, quanto ao que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o alimento, e o corpo, mais do que as vestes? 26 Observai as aves do céu: não semeiam, não colhem, nem ajuntam em celeiros; contudo, vosso Pai celeste as sustenta. Porventura, não sois vós muito mais dignos do que as aves? 27 Qual de vós, por ansioso que esteja, pode acrescentar três palmos à sua estatura? 28 E por que andais ansiosos quanto ao vestuário? Olhai os lírios do campo: como eles crescem, eles não trabalham, nem fiam. 29 Eu, contudo, vos afirmo que nem Salomão, em toda a sua glória, se vestiu como qualquer deles. 30 Ora, se Deus veste assim a erva do campo, que hoje existe e amanhã é lançada no forno, quanto mais a vós outros, homens de pequena fé? 31 Portanto, não vos inquieteis, dizendo: Que comeremos? Que beberemos? Ou: Que vestiremos? 32 Porque os estrangeiros é que procuram todas estas coisas; pois vosso Pai celeste sabe que necessitais de todas elas; 33 buscai, pois, em primeiro lugar, o reino de Deus e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas. 34 Portanto, não vos inquieteis, pois, com o dia de amanhã, porque o dia de amanhã trará os seus cuidados; basta a cada dia o seu próprio mal. (Mateus, VI, 19-34). 22 A seguir, dirigiu-se Jesus a seus discípulos, dizendo: Por isso, eu vos advirto: não andeis ansiosos pela vossa vida, quanto ao que haveis de comer, nem pelo vosso corpo, quanto ao que haveis de vestir. 23 Porque a vida é mais do que o alimento, e o corpo, mais do que as vestes. 24 Observai os corvos, os quais não semeiam, nem ceifam, não têm despensa nem celeiros; todavia, Deus os sustenta. Quanto valeis mais do que as aves! 25 Qual de vós, por ansioso que esteja, pode acrescentar três palmos à sua altura? 26 Se, portanto, nada podeis fazer quanto às coisas mínimas, por que andais ansiosos pelas outras? 27 Observai os lírios; eles não fiam, nem tecem. Eu, contudo, vos afirmo que nem Salomão, em toda a sua glória, se vestiu como qualquer deles. 28 Ora, se Deus veste assim a erva que hoje está no campo e amanhã é lançada no forno, quanto mais tratando-se de vós, homens de pequena fé! 29 Não andeis, pois, a indagar o que haveis de comer ou beber e não vos entregueis a inquietaç§es. 30 Porque os estrangeiros de todo o mundo é que procuram estas coisas; mas vosso Pai sabe que necessitais delas. 31 Buscai, antes de tudo, o seu reino, e estas coisas vos serão acrescentadas. 32 Não temais, ó pequenino rebanho; porque vosso Pai se agradou em dar-vos o seu reino. 33 Vendei o que tendes e dai esmola; fazei, para vós outros, bolsas que não se desgastem, tesouro eterno nos céus, onde o ladrão não entra, nem a traça corrói, 34 porque, onde está o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração. (Lucas, XII, 22-34). 41 Antes, dai esmola do que tiverdes, e tudo vos será limpo. (Lucas, XI, 41). 45 O homem bom do bom tesouro do coração tira o bem, e o mau do mau tesouro tira o mal; porque a boca fala do que está cheio o coração. (Lucas, VI, 45). 40. O homem “nada possui daquilo que usa sobre o corpo, mas somente o que é de uso da alma. É dele a inteligência, os conhecimentos, as qualidades morais. Eis aí o que ele traz e não deixa no túmulo ao partir desta existência. Isso é o que ninguém lhe pode tirar e que lhe servirá muito mais no plano espiritual do que lhe serve neste mundo. (...) Do que tiver adquirido na prática do bem, dependerá a sua situação espiritual no plano dos Espíritos.” (Pascal, ESE, XVI, 9). “E vejas se o trabalho, os conselhos, a afeição mesmo, não serão muito mais eficazes do que tua esmola. Propagues, por onde passares, com o amparo material que doas, o amor de Deus, o amor ao trabalho e o amor ao próximo. (...) A riqueza da inteligência deve servir-te como a própria riqueza dos bens da Terra. Distribuas, em torno de ti, os bens da instrução. Distribuas sobre os teus irmãos os recursos de teu amor e eles darão, a seu devido tempo, os seus próprios frutos.” (Cheverus, ESE, XVI, 11). Um dia seremos como Jesus que é Espírito puro e nem corpo material possuiu quando esteve na Terra e, então, só teremos riquezas morais para doar. Enquanto formos materializados podemos também praticar a caridade material, embora não seja a mais importante. “O Espírito só gradativamente avança. Não lhe é dado transpor de um salto a distância que da civilização separa a barbárie” (Allan Kardec, 271 do LE). Jesus não espera que vivamos de ar. Ele quer que busquemos em primeiro lugar os recursos da inteligência e do coração e, então, os bens materiais serão acrescentados naturalmente, sem supérfluo. A verdadeira propriedade é aquela que levamos para o mundo dos Espíritos. Dos bens materiais, nem o nosso corpo levamos, o que não quer dizer que nos seja permitido destratar a nossa saúde. Se damos o peixe, ele se consome e acaba, mas se ensinamos a pescar, sempre haverá mais peixe. Podemos ainda ensinar a criar peixes. A alma “nos grandes gênios, em todos os que pensam muito, reside mais particularmente na cabeça, ao passo que ocupa principalmente o coração naqueles que muito sentem e cujas aç§es têm todas por objeto a toda a Humanidade.” (146 do LE); “o tribunal da alma se encontra especialmente nos órgãos que servem para as manifestaç§es intelectuais e morais.” (146, a, do LE). “Todavia, isto depende da perfeição. Muitas vezes, os espíritos apenas entrevêem o futuro , porém nem sempre lhes é permitido retê-lo. Quando o vêem, parece-lhes presente. O Espírito vê o além (futuro) mais claramente à proporção em que ele se aproxima de Deus. Depois da morte, a alma vê e abraça num golpe todas suas emancipaç§es passadas, mas ela não pode ver o que Deus lhe preparou. Que Ele faça para isto que ela seja (esteja) inteiramente Nele bem depois das existências.” (243 do LE). Nos sonhos o Espírito “tem uma lembrança (recordação) do passado e algumas vezes prevê o futuro (além).” (402 do LE). “No sonambulismo e na êxtase é a vida passada e a vida futura que o homem entrevê . Que ele estude estes fenômenos de emancipação e ele encontrará a solução de mais de um mistério que sua razão procura inutilmente penetrar.” (445 do LE). O sonho “é quase sempre uma lembrança (recordação) dos lugares e das coisas que viste ou que verás em outra existência ou em outra momento.” (402 do LE). “O sonho é a lembrança (recordação) do que o Espírito viu durante o sono. Notai, porém, que nem sempre sonhais. Que quer isso dizer? Que nem sempre vos lembrais do que vistes, ou de tudo o que haveis visto, enquanto dormíeis.” (402 do LE). “O sono completo é necessário para a emancipação do espírito? Não. O espírito recobra sua liberdade quando os sentidos se entorpecem; ele aproveita, pela sua emancipação, de todos os instantes de tempo em que ele deixa o corpo. Desde que haja uma prostração das forças vitais, o espírito se desembaraça, e quanto mais o corpo é fraco, mais o espírito é livre.” (407 do LE). “O que você chama de sono não é senão o repouso do corpo, porque o espírito está sempre em movimento; aí, ele recobra um pouco de sua liberdade, e se comunica com aqueles que lhe são queridos, desta esfera e de outras; mas como o corpo é uma matéria pesada e grosseira, ele conserva dificilmente as impress§es que recebeu o espírito, porque o espírito não as percebeu pelos órgãos do corpo.” (403 do LE). Jesus não quer que nos preocupemos com o futuro. O futuro é a vida espiritual, que podemos observar em alguns sonhos (lembranças do sono ou emancipação da alma). “A vida futura implica a conservação da nossa individualidade, após a morte.” (Allan Kardec, 959 do LE). “As comunicaç§es espíritas tiveram como resultado mostrar o estado futuro da alma, não mais em teoria, porém na realidade.” (Allan Kardec, 973 do LE). Cuidemos do agora, do momento presente e deixemos que o amanhã cuide de si mesmo. O cristão não busca o horóscopo, o jogo de búzios, as cartas, o Tarô, a bola de cristal, etc. para saber o seu futuro material. “Uma espécie de atmosfera que os envolve, conservando-lhes o que têm de mau, por não se achar o Espírito inteiramente desprendido da matéria. Só por momentos ele entrevê a verdade, que assim lhe aparece como que para mostrar-lhe o bom caminho.” (229 do LE). “Não fora possível que Deus criasse para o homem a necessidade de viver, sem lhe dar os meios de conseguí-lo. Essa a razão por que faz que a Terra produza de modo a proporcionar o necessário aos que a habitam, visto que só o necessário é útil. O supérfluo nunca o é.” (704 do LE). “O homem tem que progredir incessantemente” (778 do LE). “Dá-se então que os mais adiantados auxiliam o progresso dos outros, por meio do contato social.” (779 do LE). Olhem os esquilos. Eles não ajuntam em celeiros? E as abelhas? Elas não fabricam mel? Vós não valeis muito mais do que eles? Nós temos um Senhor. Devemos nos afastar do deus Mômo, o deus do Carnaval, com todas as suas imperfeiç§es: luxo, orgulho, gula, fumo, entorpecentes, bebida alcoólica, nudez, sensualidade, dança, música, idolatria a artistas ou produtos, etc. 1 Não julgueis, para que não sejais julgados. 2 Pois, com o critério com que julgardes, sereis julgados; e, com a medida com que tiverdes medido, vos medirão também. 3 Por que vês tu o cisco no olho de teu irmão, porém não reparas na trave de gol que está no teu próprio? 4 Ou como dirás a teu irmão: Deixa-me tirar o cisco do teu olho, quando tens a trave no teu? 5 Hipócrita! Tira primeiro a trave do teu olho e, então, verás claramente para tirar o cisco do olho de teu irmão. 6 Não deis aos cães o que é santo, nem lanceis ante os porcos as vossas pérolas, para que não as pisem com os pés e, voltando-se, vos dilacerem. (Mateus, VII, 1-6). 37 Não julgueis e não sereis julgados; não condeneis e não sereis condenados; perdoai e sereis perdoados; 38 dai, e dar-se-vos-á; boa medida, ressaltada, sacudida, transbordante, generosamente vos darão; porque com a medida com que tiverdes medido vos medirão também. 39 Propôs-lhes também uma parábola: Pode, porventura, um cego guiar a outro cego? Não cairão ambos no buraco? 40 O discípulo não é superior a seu Mestre; todo aquele, porém, que for perfeito será como o seu Mestre . 41 Por que vês tu o cisco no olho de teu irmão, porém não reparas na trave de gol que está no teu próprio? 42 Como poderás dizer a teu irmão: Deixa, irmão, que eu tire o cisco do teu olho, não vendo tu mesmo a trave que está no teu? Hipócrita, tira primeiro a trave do teu olho e, então, verás claramente para tirar o cisco que está no olho de teu irmão. (Lucas, VI, 37-42). 41. “Nuvem alguma obscurece a luz verdadeiramente pura; o diamante sem jaça é o que tem mais valor: julgai, pois, os Espíritos pela pureza dos seus ensinos. Não esqueçais que, entre eles, há os que ainda se não despojaram das idéias da vida terrena. Sabei distingui-los pela sua linguagem. Julgai-os pelo conjunto do que vos dizem, vede se há encadeamento lógico nas suas idéias; se nestas nada revela ignorância, orgulho ou malevolência; em suma, se suas palavras são sempre carimbadas pelo selo de judiciosidade que a verdadeira superioridade manifesta.” (conclusão do LE, IX). “Quando estiverdes indecisos sobre o valor de uma de vossas aç§es, perguntai como a qualificaríeis, se praticada por outra pessoa. Se a repreendeis em outrem, ela não será mais legítima praticada por vós, pois que Deus não usa de duas medidas na aplicação de sua justiça. Procurai também saber o que dela pensam os outros e não negligencieis a opinião dos vossos inimigos, porquanto esses nenhum interesse têm em mascarar a verdade e Deus freqüentemente os coloca perto de vós como um espelho, para vos advertir com mais franqueza do que o faria um amigo. Que aquele que tem uma vontade séria de se melhorar explore a sua consciência, a fim de arrancar os maus pendores, como arranca as ervas daninhas do seu jardim;” (Santo Agostinho, 919, a, do LE). “Antes de reprovardes as imperfeiç§es dos outros, vede se nós não poderemos dizer as mesmas coisas sobre vós. Esforcem-se em possuir as qualidades opostas aos defeitos que criticais nos outros, esse o meio de vos tornardes superiores a ele. Ele reprova vossa avareza, sede generosos; o vosso orgulho, sede humildes e modestos; vossa dureza, sede macios; de agirdes com baixeza, sede grandes em todas as vossas aç§es. Numa palavra, fazei de maneira que se não vos possam aplicar estas palavras de Jesus: ’Vê o cisco no olho do próximo e não vê a trave de gol no seu próprio.“ (903 do LE). Não se ensina as coisas santas aos que não podem compreender. Não se ensina a reencarnação aos Espíritos imperfeitos. Não se ensina a comunicação com os Espíritos aos materialistas. Se o fizermos eles irão nos devorar. Não se faz caridade material vestindo roupas de gala e jóias ou seremos assaltados. 7 Pedi, e dar-se-vos-á; buscai e achareis; batei, e abrir-se-vos-á. 8 Pois todo o que pede recebe; o que busca encontra; e, a quem bate, abrir-se-lhe-á. 9 Ou qual dentre vós é o homem que, se porventura o filho lhe pedir pão, lhe dará pedra? 10 Ou, se lhe pedir um peixe, lhe dará uma cobra? 11 Ora, se vós, que sois maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais vosso Pai, que está nos céus, dará boas coisas aos que lhe pedirem? (Mateus, VII, 7-11). 5 Disse-lhes ainda Jesus: Qual dentre vós, tendo um amigo, e este for procurá-lo à meia-noite e lhe disser: Amigo, empresta-me três pães, 6 pois um meu amigo, chegando de viagem, procurou-me, e eu nada tenho que lhe oferecer. 7 E tu lhe respondas lá de dentro, dizendo: Não me importunes; a porta já está fechada, e os meus filhos comigo também já estão deitados. Não posso levantar-me para tos dar; 8 digo-vos que, se não se levantares para dar-lhos por ser seu amigo, todavia, o fará por causa da importunação e lhe dará tanto quanto ele necessite. 9 Por isso, vos digo: Pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e achareis; batei, e abrir-se-vos-á. 10 Pois todo o que pede recebe; o que busca encontra; e a quem bate, abrir-se-lhe-á. 11 Qual dentre vós é o pai que, se o filho lhe pedir pão, lhe dará uma pedra? Ou se pedir um peixe, lhe dará em lugar do peixe uma cobra? 12 Ou, se lhe pedir um ovo lhe dará um escorpião? 13 Ora, se vós, que sois maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais dará o Pai celestial, o Espírito Santo, àqueles que lho pedirem? (Lucas, XI, 5-13). 42. “A inteligência, Deus vo-la outorgou para que dela vos sirvais e é principalmente por meio da vossa inteligência que os Espíritos vos auxiliam, sugerindo-vos idéias propícias ao vosso bem. Mas, não assistem senão os que sabem assistir-se a si mesmos. Esse o sentido destas palavras: Buscai e achareis, batei e se vos abrirá.” (532 do LE). “As súplicas justas são atendidas mais vezes do que supondes. Julgais, de ordinário, que Deus não vos ouviu, porque não fez a vosso favor um milagre, enquanto que vos assiste por meios tão naturais que vos parecem obra do acaso ou da força das coisas. Muitas vezes também, as mais das vezes mesmo, ele vos sugere a idéia que vos fará sair da dificuldade pelo vosso próprio esforço.” (663 do LE). “A prece é em tudo um poderoso auxílio. Mas, crede que não basta que alguém murmure algumas palavras, para que obtenha o que deseja. Deus assiste os que obram.” (479 do LE). “A prece traz para junto de vós os bons Espíritos e, dando-vos estes a força de suportar as provas corajosamente, menos rudes elas vos parecem. Temos dito que a prece nunca é inútil, quando bem feita, porque fortalece aquele que ora, o que já constitui grande resultado. Ajuda-te e o céu ajudará, bem o sabes.” (663 do LE). “Devem-no a si mesmos. Buscai e achareis; estas palavras não querem dizer que basta olhar para a terra, para achar o que nós desejamos, mas que convém buscar com paixão e perseverança, e não com moleza, sem se deixar desencorajar ante os obstáculos, que, bem freqüentemente, são simples meios de experimentar (provar) vossa constância, a paciência e a firmeza.” (707 do LE). “Se vos obstinais em ir por um caminho que não é o vosso, os Espíritos nenhuma culpa. Vós mesmos sois vossos maus gênios.” (534 do LE). “Quantas pessoas se contam, entre vós, que preferem morrer de miséria a trabalhar?” (995, a, do LE). “Eles não tem energia bastante para querer este quem apodreceria o aliviar deles.” (995, a, do LE). 23 E alguém lhe perguntou: Senhor, são poucos os que são salvos? 24 Respondeu-lhes: Esforçai-vos por entrar pela porta estreita, pois eu vos digo que muitos procurarão entrar e não poderão. 25 Quando o Mestre da casa se tiver levantado e fechado a porta, e vós, do lado de fora, começardes a bater, dizendo: Senhor, abre-nos a porta, ele vos responderá: Não sei donde sois. 26 Então, direis: Comíamos e bebíamos na tua presença, e ensinavas em nossas ruas. 27 Mas ele vos dirá: Não sei donde vós sois; apartai-vos de mim, vós todos os que praticais iniquidades. 28 Ali haverá choro e ranger de dentes, quando virdes, no reino de Deus, Abraão, Isaque, Jacó e todos os profetas, mas vós, lançados fora. 29 Muitos virão do Oriente e do Ocidente, do Norte e do Sul e tomarão lugares à mesa no reino de Deus. 30 Contudo, há últimos que virão a ser primeiros, e primeiros que serão últimos. (Lucas, XIII, 23-30). 12 Tudo quanto, pois, quereis que os homens vos façam, assim fazei-o vós também a eles ; porque esta é a Lei e os Profetas. 13 Entrai pela porta estreita porque larga é a porta, e espaçoso, o caminho que conduz para a perdição, e são muitos os que entram por ela, 14 porque estreita é a porta, e apertado, o caminho que leva à vida, e são poucos os que acertam com ela. (Mateus, VII, 12-14). 31 Como quereis que os homens vos façam, assim fazei-o vós também a eles . (Lucas, VI, 31). 1 Em verdade, em verdade vos digo: o que não entra pela porta no aprisco das ovelhas, mas sobe por outra parte, esse é ladrão e salteador. 2 Aquele, porém, que entra pela porta, esse é o pastor das ovelhas. 3 Para este o porteiro abre, as ovelhas ouvem a sua voz, ele chama pelo nome as suas próprias ovelhas e as conduz para fora. 4 Depois de fazer sair todas as que lhe pertencem, vai adiante delas, e elas o seguem, porque lhe reconhecem a voz; 5 mas de modo nenhum seguirão o estranho; antes, fugirão dele, porque não conhecem a voz dos estranhos. 6 Jesus lhes propôs esta parábola, mas eles não compreenderam o sentido daquilo que lhes falava. 7 Jesus, pois, lhes afirmou de novo: Em verdade, em verdade vos digo: eu sou a porta das ovelhas. 8 Todos quantos vieram antes de mim são ladr§es e salteadores; mas as ovelhas não lhes deram ouvido. 9 Eu sou a porta. Se alguém entrar por mim, será salvo; entrará, e sairá, e achará pastagem. 10 O ladrão vem somente para roubar, matar e destruir; eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância. 11 Eu sou o bom pastor. O bom pastor dá a vida pelas ovelhas. 12 O mercenário, que não é pastor, a quem não pertencem as ovelhas, vê vir o lobo, abandona as ovelhas e foge; então, o lobo as arrebata e dispersa. 13 O mercenário foge, porque é mercenário e não tem cuidado com as ovelhas. 14 Eu sou o bom pastor; conheço as minhas ovelhas, e elas me conhecem a mim, 15 assim como o Pai me conhece a mim, e eu conheço o Pai; e dou a minha vida pelas ovelhas. 16 Ainda tenho outras ovelhas, não deste aprisco; a mim me convém conduzi-las; elas ouvirão a minha voz; então, haverá um rebanho e um pastor. 17 Por isso, o Pai me ama, porque eu dou a minha vida para retomá-la. 18 Ninguém a tira de mim; pelo contrário, eu espontaneamente a dou. Tenho autoridade para a entregar e também para reavê-la. Este mandamento recebi de meu Pai. 19 Por causa dessas palavras, rompeu nova dissensão entre os judeus. 20 Muitos deles diziam: Ele tem demônio e enlouqueceu; por que o ouvis? 21 Outros diziam: Este modo de falar não é de endemoninhado; pode, porventura, um demônio abrir os olhos aos cegos? (João, X, 1-21). 1 O SENHOR é o meu pastor; nada me faltará. 2 Ele me faz repousar em pastos verdejantes. Leva-me para junto das águas de descanso; 3 refrigera-me a alma. Guia-me pelas veredas da justiça por amor do seu nome. 4 Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal nenhum, porque tu estás comigo; o teu bordão e o teu cajado me consolam. 5 Preparas-me uma mesa na presença dos meus adversários, unges -me a cabeça com óleo; o meu cálice transborda. 6 Bondade e misericórdia certamente me seguirão todos os dias da minha vida; e habitarei na Casa do SENHOR para todo o sempre. (Salmo XXIII, 1-6). 43. “Estando sujeito ao erro, não pode o homem enganar-se na apreciação do bem e do mal e crer que pratica o bem quando em realidade pratica o mal? Jesus disse: vede o que queríeis que nós vos fizéssemos ou não vos fizéssemos. Tudo se resume nisso. Não vos enganareis.” (632 do LE). “A justiça consiste em respeitar os direitos de cada um.” (875 do LE). “Disse o Cristo: Queira para os outros o que quer para si mesmo . Deus colocou no coração do homem a regra de toda a verdadeira justiça. Pelo desejo de cada um de ver respeitados seus direitos. Na incerteza de como deva proceder a respeito do semelhante numa circunstância dada, que o homem se demande como gostaria que nós lhe fizéssemos ao invés, em circunstância semelhante. Deus não poderia lhe dar um guia mais seguro que sua própria consciência. (876 do LE). “A sublimidade da religião cristã está em que ela tomou o direito pessoal por base do direito do próximo.” (Allan Kardec, 876 do LE). A primeira de todas as obrigaç§es “é a de respeitar os direitos dos seus semelhantes. Aquele que respeitar esses direitos procederá sempre com justiça.” (877 do LE). Jesus é a porta estreita. Não é o caminho mais fácil, mas certamente é mais seguro e nos conduz ao nosso aperfeiçoamento moral. Já a porta da perdição é larga e fácil: egoísmo, egocentrismo, avareza, cobiça, orgulho, ódio, vaidade, ressentimento, vingança, mágoa, inconformismo, crueldade, bebida alcoólica, fumo, promiscuidade, entorpecentes, sexualidade desenfreada, riquezas materiais, prazeres sem conta. Deus é Criador. Ele é o pastor que nos cria como cordeiros queridos. Nós também somos criadores. Nós criamos nossos filhos, nossos animais, nossas plantas e nossas coisas. “A encarnação p§e o Espírito a si mesmo para suportar a parte que lhe toca na obra da criação.” (132 do LE). 15 Acautelai-vos dos falsos profetas, que se vos apresentam disfarçados em ovelhas, mas por dentro são lobos roubadores. 16 Pelos seus frutos os conhecereis. Colhem-se, porventura, uvas dos espinheiros ou figos dos abraolhos? 17 Assim, toda árvore boa produz bons frutos, porém a árvore má produz frutos maus. 18 Não pode a árvore boa produzir frutos maus, nem a árvore má produzir frutos bons. 19 Toda árvore que não produz bom fruto é cortada e lançada ao fogo. 20 Assim, pois, pelos seus frutos os conhecereis. (Mateus, VII, 15-20). 33 Ou fazei a árvore boa e o seu fruto bom ou a árvore má e o seu fruto mau; porque pelo fruto se conhece a árvore. 34 Raça de víboras, como podeis falar coisas boas, sendo maus? Porque a boca fala do que está cheio o coração. 35 O homem bom tira do tesouro bom coisas boas; mas o homem mau do mau tesouro tira coisas más. 36 Digo-vos que de toda palavra frívola que proferirem os homens, dela darão conta no dia do juízo; 37 porque, pelas tuas palavras, serás justificado e, pelas tuas palavras, serás condenado. (Mateus, XII, 33-37). 22 pois surgirão falsos cristos e falsos profetas, operando sinais e prodígios, para enganar, se possível, até os próprios escolhidos. 23 Estai vós de sobreaviso; tudo vos tenho predito. (Marcos, XIII, 22-23). 43 Não há árvore boa que dê mau fruto; nem tampouco árvore má que dê bom fruto. 44 Porquanto cada árvore é conhecida pelo seu próprio fruto. Porque não se colhem figos de espinheiros, nem dos abralhos se vindimam uvas. 45 O homem bom do bom tesouro do coração tira o bem, e o mau do mau tesouro tira o mal; porque a boca fala do que está cheio o coração. (Lucas, VI, 43-45). 25 Vendo Moisés que o povo estava despido , pois Arão o deixara nu para envergonhá-lo no meio dos seus inimigos, 26 pôs-se em pé à entrada do arraial e disse: Quem é do SENHOR venha até mim. Então, se ajuntaram a ele todos os filhos de Levi, 27 aos quais disse: Assim diz o SENHOR, o Deus de Israel: Cada um ponha a espada sobre o lado , passai e tornai a passar pelo arraial de porta em porta, e mate cada um a seu irmão , cada um, a seu amigo, e cada um, a seu próximo . 28 E fizeram os filhos de Levi segundo a palavra de Moisés; e caíram mortos do povo, naquele dia, uns três mil homens. (Êxodo, XXXII, 25-28). 9 Quando entrares na terra que o SENHOR, teu Deus, te der, não aprenderás a fazer conforme as abominaç§es daqueles povos. 10 Não se achará entre ti quem faça passar pelo fogo o seu filho ou a sua filha, nem adivinhador, nem prognosticador, nem quem consulte sonhos e agouros, nem feiticeiro; 11 nem encantador, nem quem consulte um espírito de Píton, nem mágico, nem quem consulte os mortos; 12 pois todo aquele que faz tal coisa é abominação ao SENHOR; e por estas abominaç§es o SENHOR, teu Deus, os tira de diante de ti . 13 Vós sereis perfeitos como é perfeito o Senhor vosso Deus . (Deuteronômio, XVIII, 9-13). 10 E o Vale das Árvores estava cheio de poços de asfalto; e fugiram os reis de Sodoma e de Gomorra e seu povo morreu ali; e os restantes fugiram para um monte. 11 Os vencedores saquearam todas as riquezas de Sodoma e de Gomorra, e todos os víveres, e retiraram-se. 18 E Melquisedeque, rei de Salém trouxe pão e vinho; e era este sacerdote do Mais Alto Deus. 19 E abençoou-o e disse: Bendito seja Abrão do Mais Alto Deus, o Possuidor do céu e da terra! 20 E bendito seja o Mais Alto Deus, que entregou os teus inimigos nas tuas mãos! E que deu a Abrão o dízimo (décimo) de tudo. (Gênesis, XIV, 10-11 e 18-20). 8 Todos quantos vieram antes de mim são ladr§es e salteadores; mas as ovelhas não lhes deram ouvido. 9 Eu sou a porta. Se alguém entrar por mim, será salvo; entrará, e sairá, e achará pastagem. 10 O ladrão vem somente para roubar, matar e destruir; eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância. (João, X, 8-10). 44. O texto é bem claro. O povo aceitou facilmente a ordem de ficar nu e fez uma festa. Então Moisés mandou os levitas matá-los, por sua sensualidade e adoração a um falso deus de ouro. Além disso, Moisés usando de uma linguagem de difícil compreensão, dizia que quem se comunicasse com os Espíritos se veria livre deles. A lei de destruição é muito usada para punir Espíritos simples e ignorantes. Eis que somente o corpo morre, pois o Espírito é eterno. Abraão como governante de seu povo cobrava o dízimo do roubo de guerra. Deus nunca erra em seus julgamentos. 21 Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. 22 Muitos, naquele dia, hão de dizer-me: Senhor, Senhor! Porventura, não temos nós profetizado em teu nome, e em teu nome não expelimos demônios, e em teu nome não fizemos muitos milagres? 23 Então, lhes direi explicitamente: nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, os que praticais a iniquidade. 24 Todo aquele, pois, que ouve estas minhas palavras e as pratica será comparado a um homem prudente que edificou a sua casa sobre a rocha; 25 e caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram com ímpeto contra aquela casa, que não caiu, porque fora edificada sobre a rocha. 26 E todo aquele que ouve estas minhas palavras e não as pratica será comparado a um homem insensato que edificou a sua casa sobre a areia; 27 e caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram com ímpeto contra aquela casa, e ela desabou, sendo grande a sua ruína. 28 Quando Jesus acabou de proferir estas palavras, estavam as multid§es maravilhadas da sua doutrina; 29 porque ele as ensinava como quem tem autoridade e não como os escribas. (Mateus, VII, 21-29). 46 Por que me chamais Senhor, Senhor, e não fazeis o que vos mando? 47 Todo aquele que vem a mim, e ouve as minhas palavras, e as pratica, eu vos mostrarei a quem é semelhante. 48 É semelhante a um homem que, edificando uma casa, cavou, abriu profunda vala e lançou o alicerce sobre a rocha; e, vindo a enchente, arrojou-se o rio contra aquela casa e não a pôde abalar, por ter sido bem construída. 49 Mas o que ouve e não pratica é semelhante a um homem que edificou uma casa sobre a terra sem alicerces, e, arrojando-se o rio contra ela, logo desabou; e aconteceu que foi grande a ruína daquela casa. (Lucas, VI, 46-49). 45. Não basta dizer: Jesus é o Senhor; Jesus é Deus. É necessário fazer a vontade Dele, a vontade do Pai. De que adianta realizar fenômenos mediúnicos sem fazer o bem? De que adianta expelir demônios (espíritos obsessores), mas não parar de praticar os vícios que os atraem? Jesus tem autoridade: “Sim, muito grande, os Espíritos têm uns sobre os outros uma autoridade proporcional à sua superioridade, que eles exercem por um ascendente moral irresistível .” (274 do LE). “Podem os Espíritos inferiores subtrair-se à autoridade dos que lhes são superiores? Eu disse: irresistível .” (274, a, do LE). XVIII — Curas   1 Ora, descendo ele da montanha, grandes multid§es o seguiram. 2 E eis que um leproso, tendo-se aproximado, adorou-o, dizendo: Senhor, se quiseres, podes purificar-me. 3 E Jesus, estendendo a mão, tocou-lhe, dizendo: Quero, fica limpo! E imediatamente ele ficou curado da sua lepra. 4 Disse-lhe, então, Jesus: Olha, não o digas a ninguém, mas vai mostrar-te ao sacerdote e fazer a oferta que Moisés ordenou, para servir de testemunho a eles. (Mateus, VIII, 1-4). 40 Aproximou-se dele um leproso rogando-lhe, de joelhos: Se quiseres, podes purificar-me. 41 Jesus, profundamente compadecido, estendeu a mão, tocou-o e disse-lhe: Quero, fica limpo! 42 No mesmo instante, lhe desapareceu a lepra, e ficou curado. 43 Fazendo-lhe, então, veemente advertência, logo o despediu 44 e lhe disse: Olha, não digas nada a ninguém; mas vai, mostra-te ao sacerdote e oferece pela tua purificação o que Moisés determinou, para servir de testemunho ao povo. 45 Mas, tendo ele saído, entrou a propalar muitas coisas e a divulgar a notícia, a ponto de não mais poder Jesus entrar publicamente em qualquer cidade, mas permanecia fora, em lugares inabitados; e de toda parte vinham ter com ele. (Marcos, I, 40-45). 12 Aconteceu que, estando ele numa das cidades, veio à sua presença um homem coberto de lepra; ao ver a Jesus, prostrando-se com o rosto em terra, suplicou-lhe: Senhor, se quiseres, podes purificar-me. 13 E ele, estendendo a mão, tocou-lhe, dizendo: Quero, fica limpo! E, no mesmo instante, lhe desapareceu a lepra. 14 Ordenou-lhe Jesus que a ninguém o dissesse, mas vai, disse, mostra-te ao sacerdote e oferece, pela tua purificação, o sacrifício que Moisés determinou, para servir de testemunho ao povo. 15 Porém o que se dizia a seu respeito cada vez mais se divulgava, e grandes multid§es afluíam para o ouvirem e serem curadas de suas enfermidades. 16 Ele, porém, se retirava para lugares solitários e orava. (Lucas, V, 12-16). 46. “O princípio vital reside em alguns dos corpos que conhecemos? Ele tem por nascente o fluido universal. É o que chamais fluido magnético , ou fluido elétrico animalizado. É o intermediário, o vínculo existente entre o Espírito e a matéria.” (65 do LE). “O que chamais fluido elétrico, fluido magnético , são modificaç§es do fluido universal, que não é, propriamente falando, senão matéria mais perfeita, mais sutil e que nós podemos olhar como independente.” (27, a, do LE). “Qual a natureza é do agente que se chama fluido magnético ? Fluido vital, eletricidade animalizada, que são modificaç§es do fluido universal.” (427 do LE). “Durante a vida, o corpo recebe impress§es exteriores e as transmite ao Espírito pelo intermediário do perispírito, que constitui, provavelmente, o que se chama fluido nervoso .” (sic, Allan Kardec, 257 do LE). É muito prático conhecer o fluido universal, a corrente elétrica que sai dos nossos nervos para realizar curas. Devemos evitar ser nervosos pois assim nos manteremos sarados e poderemos realizar curas. “Têm algumas pessoas, verdadeiramente, o poder de curar pelo simples contato? A força magnética pode chegar até aí, quando secundada pela pureza dos sentimentos e por um ardente desejo de fazer o bem, porque então os bons Espíritos lhe vêm em auxílio. Cumpre, porém, desafiar a maneira pela qual as coisas são narradas por pessoas muito crédulas ou muito entusiastas, sempre dispostas a ver maravilhas no que há de mais simples e natural. Convém também desafiar as narrativas interesseiras da parte de gente que explora a credulidade em busca de lucro.” (556 do LE). “Lembra-te de que os Bons Espíritos só dispensam assistência aos que servem a Deus com humildade e desinteresse e que repudiam a todo aquele que busca na senda do Céu um degrau para conquistar as coisas da Terra; que se excluem do orgulhoso e do ambicioso.” (prolegômenos do LE). Jesus mandou o leproso silenciar, mas ele foi e contou que o Senhor o tinha curado para todo mundo. Não devemos nunca fazer propaganda da nossa capacidade de curar. Se ela existir será divulgada naturalmente de boca em boca. “O sonambulismo magnético tem alguma relação com o sonambulismo natural? É a mesma coisa, com a só diferença de ser provocado.” (426 do LE). Através de aplicaç§es de passes magnéticos o sonâmbulo natural pode ser induzido ao sonambulismo magnético. Devemos curar. “Deus abençoa sempre os que fazem o bem. O melhor meio de honrá-lo consiste em minorar os sofrimentos dos pobres e dos aflitos.” (673 do LE). “Os sofrimentos naturais são os únicos que elevam, porque vêm de Deus. Os sofrimentos voluntários de nada servem, quando não concorrem para o bem de outrem. Sup§es que se adiantam no caminho do progresso os que abreviam a vida, mediante rigores sobre-humanos, como o fazem os masoquistas, os faquires e alguns fanáticos de muitas seitas? Por que de preferência não trabalham pelo bem de seus semelhantes? Vistam o indigente; consolem o que chora; trabalhem pelo que está enfermo ; sofram privaç§es para alívio dos infelizes e então suas vidas serão úteis e, portanto, agradáveis a Deus.” (726 do LE). Não devemos nunca buscar o sofrimento. Devemos procurar sempre curar e ser curados. “ Contra os perigos e os sofrimentos é que o instinto de conservação foi dado a todos os seres. Fustigai o vosso espírito e não o vosso corpo, mortificai o vosso orgulho, sufocai o vosso egoísmo, que se assemelha a uma serpente a vos roer o coração, e fareis muito mais pelo vosso adiantamento do que infligindo-vos rigores que já não são deste século.” (727 do LE). Os Espíritos previnem-vos para fazer que eviteis os acidentes, através do pensamento “, pois não amamos os sofrimentos materiais. Mas esse sofrimento material nenhuma importância tem na vida que escolhestes.” (859 do LE). O sofrimento material não nos faz progredir. 1 Dias depois, entrou Jesus de novo em Cafarnaum, e logo correu que ele estava em casa. 2 Muitos afluíram para ali, tantos que nem mesmo junto à porta eles achavam lugar; e anunciava-lhes a palavra. 3 Alguns foram ter com ele, conduzindo um paralítico, levado por quatro homens. 4 E, não podendo aproximar-se dele, por causa da multidão, descobriram o terraço no ponto correspondente ao em que ele estava e, fazendo uma abertura, baixaram o leito em que jazia o doente. 5 Vendo-lhes a fé, Jesus disse ao paralítico: Filho, os teus pecados estão perdoados. 6 Mas alguns dos escribas estavam assentados ali e arrazoavam em seu coração: 7 Por que fala ele deste modo? Isto é blasfêmia! Quem pode perdoar pecados, senão um, que é Deus? 8 E Jesus, percebendo logo por seu espírito que eles assim arrazoavam, disse-lhes: Por que arrazoais sobre estas coisas em vosso coração? 9 Qual é mais fácil? Dizer ao paralítico: Estão perdoados os teus pecados, ou dizer: Levanta-te, toma o teu leito e anda? 10 Ora, para que saibais que o Filho do Homem tem sobre a terra autoridade para perdoar pecadosù disse ao paralítico: 11 Eu te mando: Levanta-te, toma o teu leito e vai para tua casa. 12 Então, ele se levantou e, no mesmo instante, tomando o leito, retirou-se à vista de todos, a ponto de se admirarem todos e darem glória a Deus, dizendo: Jamais vimos coisa assim! (Marcos, II, 1-12). 17 Ora, aconteceu que, num daqueles dias, estava ele ensinando, e achavam-se ali assentados fariseus e mestres da Lei, vindos de todas as aldeias da Galiléia, da Judéia e de Jerusalém. E o poder do Senhor estava com ele para curar. 18 Vieram, então, uns homens trazendo em um leito um paralítico; e procuravam introduzi-lo e pô-lo diante de Jesus. 19 E, não achando por onde introduzi-lo por causa da multidão, subindo ao terraço, o desceram no leito, por entre os ladrilhos, para o meio, diante de Jesus. 20 Vendo-lhes a fé, Jesus disse ao paralítico: Homem, estão perdoados os teus pecados. 21 E os escribas e fariseus arrazoavam, dizendo: Quem é este que diz blasfêmias? Quem pode perdoar pecados, senão Deus? 22 Jesus, porém, conhecendo-lhes os pensamentos, disse-lhes: Que arrazoais em vosso coração? 23 Qual é mais fácil, dizer: Estão perdoados os teus pecados ou: Levanta-te e anda? 24 Mas, para que saibais que o Filho do Homem tem sobre a terra autoridade para perdoar pecadosùdisse ao paralítico: Eu te ordeno: Levanta-te, toma o teu leito e vai para casa. 25 Imediatamente, se levantou diante deles e, tomando o leito em que permanecera deitado, voltou para casa, glorificando a Deus. 26 Todos ficaram atônitos, davam glória a Deus e, possuídos de temor, diziam: Hoje, vimos prodígios. (Lucas, V, 17-26). 1 Entrando Jesus num barco, passou para o outro lado e foi para a sua própria cidade. 2 E eis que lhe trouxeram um paralítico deitado num leito. Vendo-lhes a fé, Jesus disse ao paralítico: Tu tens boa alma , filho; estão perdoados os teus pecados. 3 Mas alguns escribas diziam consigo: Este blasfema. 4 Jesus, porém, conhecendo-lhes os pensamentos, disse: Por que carregais o mal no vosso coração ? 5 Pois qual é mais fácil? Dizer: Estão perdoados os teus pecados, ou dizer: Levanta-te e anda? 6 Ora, para que saibais que o Filho do Homem tem sobre a terra autoridade para perdoar pecadosùdisse, então, ao paralítico: Levanta-te, toma o teu leito e vai para tua casa. 7 E, levantando-se, partiu para sua casa. 8 Vendo isto, as multid§es, possuídas de temor, glorificaram a Deus, que dera tal autoridade aos homens. (Mateus, IX, 1-8). 47. Os escribas se admiram de Jesus perdoar pecados, porque eles eram incapazes de perdoar quem quer que fosse. O paralítico se achava doente por causa das culpas dos pecados que carregava e era incapaz de perdoar a si próprio. “O Espírito se reflete no corpo. Sem dúvida que este é unicamente matéria, porém, nada obstante, se modela pelas capacidades do Espírito, que lhe imprime certo cunho, sobretudo ao rosto,” (217 do LE). Devemos ser indulgentes com todos e até conosco mesmo. A Medicina Psicossomática que já era utilizada por Jesus nos ensina que se nós maltratarmos o nosso Espírito também maltrataremos o nosso corpo material. Devemos nos arrepender e não pecar mais. 5 Tendo Jesus entrado em Cafarnaum, apresentou-se-lhe um centurião, implorando: 6 Senhor, o meu criado jaz em casa, de cama, paralítico, sofrendo horrivelmente. 7 Jesus lhe disse: Eu irei curá-lo. 8 Mas o centurião respondeu: Senhor, não sou digno de que entres em minha casa; mas apenas manda com uma palavra, e o meu rapaz será curado. 9 Pois também eu sou homem sujeito à autoridade, tenho soldados às minhas ordens e digo a este: vai, e ele vai; e a outro: vem, e ele vem; e ao meu servidor: faze isto, e ele o faz. 10 Ouvindo isto, admirou-se Jesus e disse aos que o seguiam: Em verdade vos afirmo que nem mesmo em Israel achei fé como esta. 11 Digo-vos que muitos virão do Oriente e do Ocidente e tomarão lugares à mesa com Abraão, Isaque e Jacó no reino dos céus. 12 Ao passo que os filhos do reino serão lançados para fora, nas trevas; ali haverá choro e ranger de dentes. 13 Então, disse Jesus ao centurião: Vai-te, e seja feito conforme a tua fé. E, naquela mesma hora, o servidor foi curado. (Mateus, VIII, 5-13). Olhar capítulo XVIII. 1 Tendo Jesus concluído todas as suas palavras dirigidas ao povo, entrou em Cafarnaum. 2 E o servidor de um centurião, a quem este muito estimava, estava doente, quase à morte. 3 Tendo ouvido falar a respeito de Jesus, enviou-lhe alguns anciãos dos judeus, pedindo-lhe que viesse curar o seu servidor. 4 Estes, chegando-se a Jesus, com instância lhe suplicaram, dizendo: Ele é digno de que lhe faças isto; 5 porque é amigo do nosso povo, e ele mesmo nos edificou a sinagoga. 6 Então, Jesus foi com eles. E, já perto da casa, o centurião enviou-lhe amigos para lhe dizer: Senhor, não te incomodes, porque não sou digno de que entres em minha casa. 7 Por isso, eu mesmo não me julguei digno de ir ter contigo; porém manda com uma palavra, e o meu rapaz será curado. 8 Porque também eu sou homem sujeito à autoridade, e tenho soldados às minhas ordens, e digo a este: vai, e ele vai; e a outro: vem, e ele vem; e ao meu servidor: faze isto, e ele o faz. 9 Ouvidas estas palavras, admirou-se Jesus dele e, voltando-se para o povo que o acompanhava, disse: Afirmo-vos que nem mesmo em Israel achei fé como esta. 10 E, voltando para casa os que foram enviados, encontraram curado o servidor. (Lucas, VII, 1-10). 43 Passados dois dias, partiu dali para a Galiléia. 44 Porque o mesmo Jesus testemunhou que um profeta não tem honras na sua própria terra. 45 Assim, quando chegou à Galiléia, os galileus o receberam, porque viram todas as coisas que ele fizera em Jerusalém, por ocasião da festa, à qual eles também tinham comparecido. 46 Dirigiu-se, de novo, a Caná da Galiléia, onde da água fizera vinho. Ora, havia um oficial do rei, cuja criança estava doente em Cafarnaum. 47 Tendo ouvido dizer que Jesus viera da Judéia para a Galiléia, foi ter com ele e lhe rogou que descesse para curar sua criança, que estava à morte. 48 Então, Jesus lhe disse: Se, porventura, não virdes sinais e prodígios, de modo nenhum crereis. 49 Rogou-lhe o oficial: Senhor, desce, antes que minha criança morra. 50 Vai, disse-lhe Jesus; tua criança vive. O homem creu na palavra de Jesus e partiu. 51 Já ele descia, quando os seus servidores lhe vieram ao encontro, anunciando-lhe que o sua criança vivia. 52 Então, indagou deles a que hora a sua criança se sentira melhor. Informaram: Ontem, à hora sétima a febre a deixou. 53 Com isto, reconheceu o pai ser aquela precisamente a hora em que Jesus lhe dissera: Tua criança vive; e creu ele e toda a sua casa. 54 Foi este o segundo sinal que fez Jesus, depois de vir da Judéia para a Galiléia. (João, IV, 43-54). 48. “A ordem não vem diretamente de Deus, para se comunicar com Deus é conveniente ser digno disso. Deus lhe transmite suas ordens por intermédio dos Espíritos imediatamente superiores em perfeição e conhecimento.” (244, b, do LE). “Os Espíritos têm uns sobre os outros a autoridade correspondente ao grau de superioridade que hajam alcançado, autoridade que eles exercem por um ascendente moral irresistível .” (274 do LE). “Podem os Espíritos inferiores subtrair-se à autoridade dos que lhes são superiores? Eu disse: irresistível .” (274, a, do LE). Deus “encontra agentes dedicados em todos os degraus da escada dos mundos .” (536, b, do LE). “Os que executam coisas materiais são sempre de ordem inferior, assim entre os Espíritos, como entre os homens.” (538, a, do LE). Assim, Jesus enviou bons Espíritos médicos para curar o servidor do centurião o qual tinha muita fé e sabia que Jesus tem Espíritos a seu serviço, como ele tinha criados a seu serviço. 10 Partiu Jacó de Berseba e seguiu para Harã. 11 Tendo chegado a certo lugar, ali passou a noite, pois já era sol-posto; tomou uma das pedras do lugar, fê-la seu travesseiro e se deitou ali mesmo para dormir. 12 E sonhou: Eis posta na terra uma escada cujo topo atingia o céu; e os anjos de Deus subiam e desciam por ela . 13 Perto dele estava o SENHOR e lhe disse: Eu sou o SENHOR, Deus de Abraão, teu pai, e Deus de Isaque. A terra em que agora estás deitado, eu ta darei, a ti e à tua descendência (semente). 14 A tua descendência será como o pó da terra; estender-te-ás para o Ocidente e para o Oriente, para o Norte e para o Sul. Em ti e na tua descendência serão abençoadas todas as famílias da terra. 15 Eis que eu estou contigo, e te guardarei por onde quer que fores, e te farei voltar a esta terra, porque te não desampararei, até cumprir eu aquilo que te hei referido. 16 Despertado Jacó do seu sono, disse: Na verdade, o SENHOR está neste lugar, e eu não o sabia. 17 E, temendo, disse: Quão temível é este lugar! É a Casa de Deus, a porta dos céus. 18 Tendo-se levantado Jacó, cedo, de madrugada, tomou a pedra que havia posto por travesseiro e a erigiu em coluna, sobre cujo topo entornou azeite. 19 E ao lugar, cidade que outrora se chamava Luz, deu o nome de Betel. 20 Fez também Jacó um voto, dizendo: Se Deus for comigo, e me guardar nesta jornada que empreendo, e me der pão para comer e roupa que me vista, 21 de maneira que eu volte em paz para a casa de meu pai, então, o SENHOR será o meu Deus; 22 e a pedra, que erigi por coluna, será a Casa de Deus; e, de tudo quanto me concederes, certamente eu te darei o dízimo. (Gênesis, XXVIII, 10-22). XIX — Jesus e o Reino de Deus   57 Indo eles caminho fora, alguém lhe disse: Seguir-te-ei para onde quer que fores. 58 Mas Jesus lhe respondeu: As raposas têm seus covis, e as aves do céu, ninhos; mas o Filho do Homem não tem onde reclinar a cabeça. 59 A outro disse Jesus: Segue-me! Ele, porém, respondeu: Permite-me ir primeiro sepultar meu pai. 60 Mas Jesus insistiu: Deixa aos mortos o sepultar os seus próprios mortos. Tu, porém, vai e prega o reino de Deus. 61 Outro lhe disse: Seguir-te-ei, Senhor; mas deixa-me primeiro despedir-me dos de casa. 62 Mas Jesus lhe replicou: Ninguém que, tendo posto a mão no arado, olha para trás é apto para o reino de Deus. (Lucas, IX, 57-62). 18 Vendo Jesus muita gente ao seu redor, ordenou que passassem para a banda do além . 19 Então, aproximando-se dele um escriba, disse-lhe: Mestre, seguir-te-ei para onde quer que fores. 20 Mas Jesus lhe respondeu: As raposas têm covis, e as aves do céu têm ninhos; mas o Filho do Homem não tem onde reclinar a cabeça. 21 E outro dos discípulos lhe disse: Senhor, permite-me ir primeiro sepultar meu pai. 22 Replicou-lhe, porém, Jesus: Segue-me, e deixa aos mortos o sepultar os seus próprios mortos. (Mateus, VIII, 18-22). 49. Jesus não proíbe de enterrar corpos. Fazê-lo é principalmente uma medida sanitária, porém, as pessoas costumam sofrer com a morte do corpo; como se tudo terminasse na sepultura! “Pela morte, o Espírito sai da escravidão; pelo nascimento, reentra para ela.” (339 do LE). Se o corpo morreu, a pessoa entra para o além, o reino dos céus. “A morte não inspira ao justo nenhum medo, porque com a , ele tem a certeza de futuro (além); a esperança o faz esperar uma vida melhor; e a caridade , cuja lei ele tem praticado, lhe dá a segurança de que ele não encontrará no mundo para onde vai entrar, nenhum ser que ele tenha receio de ver.” (941 do LE). Jesus quer que nos sintamos felizes e preguemos a vitória do Espírito sobre a morte. Sempre que o nosso corpo morre temos que abandonar literalmente todos os familiares que ficaram encarnados e não temos como dizer adeus. O Espírito não precisa de casa material para viver: o filho do homem não tem onde reclinar a cabeça. 35 Naquele dia, sendo já tarde, disse-lhes Jesus: Passemos para o além . 36 E eles, despedindo a multidão, o levaram assim como estava, no barco; e outros barcos o seguiam. 37 Ora, levantou-se grande temporal de vento, e as ondas se arremessavam contra o barco, de modo que o mesmo já estava a encher-se de água. 38 E Jesus estava na popa, dormindo sobre o travesseiro ; eles o despertaram e lhe disseram: Mestre, não te importa que morramos? 39 E ele, despertando, repreendeu o vento e disse ao mar: Acalma-te, emudece! O vento se aquietou, e fez-se grande bonança. 40 Então, lhes disse: Por que tendes medo?! Como é que não tendes fé? 41 E eles, possuídos de grande temor, diziam uns aos outros: Quem é este que até o vento e o mar lhe obedecem? (Marcos, IV, 35-41). 23 Então, entrando ele no barco, seus discípulos o seguiram. 24 E eis que sobreveio no mar uma grande tempestade, de sorte que o barco era varrido pelas ondas. Entretanto, Jesus dormia. 25 Mas os discípulos vieram acordá-lo, clamando: Senhor, salva-nos! Morremos! 26 Perguntou-lhes, então, Jesus: Por que temeis, homens de pequena fé? E, levantando-se, repreendeu os ventos e o mar; e fez-se grande bonança. 27 E maravilharam-se os homens, dizendo: Quem é este que até os ventos e o mar lhe obedecem? (Mateus, VIII, 23-27). 22 Aconteceu que, num daqueles dias, entrou ele num barco em companhia dos seus discípulos e disse-lhes: Passemos para o além do lago; e partiram. 23 Enquanto navegavam, ele adormeceu. E sobreveio uma tempestade de vento no lago, correndo eles o perigo de soçobrar. 24 Chegando-se a ele, despertaram-no dizendo: Mestre, Mestre, estamos morrendo! Despertando-se Jesus, repreendeu o vento e a fúria da água. Tudo cessou, e veio a bonança. 25 Então, lhes disse: Onde está a vossa fé? Eles, possuídos de temor e admiração, diziam uns aos outros: Quem é este que até aos ventos e às ondas repreende, e lhe obedecem? (Lucas, VIII, 22-25). 50. Jesus prometeu levar seus discípulos para o além (o lado de lá), o reino dos céus, mas eles não tinham fé que existisse o além. Tinham medo de morrer. Então Jesus chamou Espíritos batedores e perturbadores para ajudá-lo: “Manifestam freqüentemente sua presença por efeitos sensíveis e físicos, tais como pancadas, movimento e deslocamento anormal de corpos sólidos, agitação do ar, etc. Parecem, mais do que os outros, ligados à matéria. Parecem ser os agentes principais das transformaç§es dos elementos do globo, quer atuem sobre o ar, a água, o fogo, os corpos duros nas entranhas da terra. Nós reconhecemos que estes fenômenos não são apontados a uma causa fortuita e física, quando têm um caráter intencional e inteligente. Todos os Espíritos podem produzir estes fenômenos, mas os Espíritos elevados os deixam, em geral, como atribuiç§es dos subalternos, mais capazes para as coisas materiais do que para as coisas da inteligência; quando julgam que as manifestaç§es deste gênero são úteis, se servem destes espíritos como auxiliares.” (106 do LE). “Deus não exerce ação direta sobre a matéria. Ele encontra agentes dedicados em todos os graus da escala dos mundos.” (536, b, do LE). “Estes que executam coisas materiais são sempre de ordem inferior, na casa dos Espíritos como na casa dos homens.” (538, a, do LE). “Tudo tem uma razão de ser e nada acontece sem a permissão de Deus.” (536 do LE). “A mitologia dos antigos se fundava inteiramente em idéias espíritas, com a única diferença de que viam os Espíritos como divindades. Representavam a nós esses deuses ou esses Espíritos com atribuiç§es especiais. Assim, uns eram encarregados dos ventos, outros do raio, outros de presidir ao fenômeno da vegetação, etc. Semelhante crença é destituída de fundamento? Essa fé é tão pouco destituída de verdade que é todavia bem abaixo da verdade.” (537 do LE). “A produção de certos fenômenos, das tempestades, por exemplo, é obra de um só Espírito, ou eles se reúnem em massa? Em massas inumeráveis.” (539 do LE). “Os Espíritos mais atrasados São úteis à assembléia. Enquanto se ensaiam para viver , e antes de ter plena consciência de seus atos e seu livre arbítrio, atuam em certos fenômenos em que eles são os agentes sem o saberem. Primeiramente, executam. Mais tarde, quando suas inteligências estiverem mais desenvolvidas, comandarão e dirigirão as coisas do mundo material. Mais tarde ainda, poderão (apodrecerão) dirigir as do mundo moral. É assim que tudo se encaixa, que tudo se encadeia na Natureza, desde o átomo primitivo até inclusive o arcanjo, que, ele mesmo, começou por ser átomo; admirável lei de harmonia, que o vosso espírito limitado não ainda pode agarrar inteiramente,” (540 do LE). “O que é o Espírito? O princípio inteligente do Universo.” (23 do LE). “Donde tiram os animais o princípio inteligente que constitui a espécie particular de alma de que são dotados? Do elemento inteligente universal.” (606 do LE). “A inteligência do homem e essa dos animais emanam então de um único princípio? Sem nenhuma dúvida, mas no homem ela recebeu uma elaboração que a eleva muito acima daquela que anima o bronco (bruto).” (606, a, do LE). “O princípio inteligente se elabora, se individualiza pouco a pouco e se ensaia para viver , conforme nós tínhamos dito. É, de qualquer maneira, um trabalho preparatório, como aquele da germinação, em conseqüência do qual o princípio inteligente sofre uma transformação e se torna Espírito . É então que começa para ele o período de humanidade, e com ela a consciência do seu além (futuro), a distinção do bem e do mal e a responsabilidade dos seus atos.” (607, a, do LE). Os mundos primitivos são “destinados às primeiras encarnaç§es da alma humana” (ESE, III, 4). “Deus criou todos os Espíritos simples e ignorantes, isto é, sem ciência.” (115 do LE). “Os Espíritos são a individualização do princípio inteligente,” (79 do LE). “Nós podemos dizer que os Espíritos são os seres inteligentes da criação.” (76 do LE). “A espécie humana é aquela que Deus escolheu para a encarnação dos seres que são capazes conhecê-lo .” (610 do LE). “Os Espíritos constituem uma esfera à parte, fora daquela que nós vemos? Sim, a esfera (mundo) dos Espíritos ou das inteligências sem corpo.” (84 do LE). 1 Entrementes, chegaram à outra margem do mar, à terra dos gerasenos . 2 Ao desembarcar, logo veio dos sepulcros, ao seu encontro, um homem possesso de espírito imundo, 3 o qual vivia nos sepulcros, e nem mesmo com cadeias alguém podia prendê-lo; 4 porque, tendo sido muitas vezes preso com grilh§es e cadeias, as cadeias foram quebradas por ele, e os grilh§es, despedaçados. E ninguém podia subjugá-lo. 5 Andava sempre, de noite e de dia, clamando por entre os sepulcros e pelos montes, ferindo-se com pedras. 6 Quando, de longe, viu Jesus, correu e o adorou, 7 exclamando com alta voz: Que tenho eu contigo, Jesus, Filho do Deus Altíssimo? Conjuro-te por Deus que não me atormentes! 8 Porque Jesus lhe dissera: Espírito imundo, sai desse homem! 9 E perguntou-lhe: Qual é o teu nome? Respondeu ele: Legião é o meu nome, porque somos muitos. 10 E rogou-lhe encarecidamente que os não mandasse para baixo da terra. 11 Ora, pastava ali na montanha uma grande manada de porcos. 12 E os espíritos imundos rogaram a Jesus, dizendo: Manda-nos para os porcos, para que entremos neles. 13 Jesus o permitiu. Então, saindo os espíritos imundos , entraram nos porcos; e a manada, que era cerca de dois mil, precipitou-se despenhadeiro abaixo, para dentro do mar, onde se afogaram. 14 Os porqueiros fugiram e o anunciaram na cidade e pelos campos. Então, saiu o povo para ver o que sucedera. 15 Indo ter com Jesus, viram o endemoninhado, o que tivera a legião, assentado, vestido, em perfeito juízo; e temeram. 16 Os que haviam presenciado os fatos contaram-lhes o que acontecera ao endemoninhado e acerca dos porcos. 17 E entraram a rogar-lhe que se retirasse da terra deles. 18 Ao entrar Jesus no barco, suplicava-lhe o que fora endemoninhado que o deixasse estar com ele. 19 Jesus, porém, não lho permitiu, mas ordenou-lhe: Vai para tua casa, para os teus. Anuncia-lhes tudo o que o Senhor te fez e como teve compaixão de ti. 20 Então, ele foi e começou a proclamar em Decápolis tudo o que Jesus lhe fizera; e todos se admiravam. (Marcos, V, 1-20). 28 Tendo ele chegado à outra margem, à terra dos gadarenos , vieram-lhe ao encontro dois endemoninhados, saindo dentre os sepulcros, e a tal ponto furiosos, que ninguém podia passar por aquele caminho. 29 E eis que gritaram: Que temos nós contigo, ó Filho de Deus! Vieste aqui atormentar-nos antes de tempo? 30 Ora, andava pastando, não longe deles, uma grande manada de porcos. 31 Então, os demônios lhe rogavam: Se nos expeles, manda-nos para a manada de porcos. 32 Pois ide, ordenou-lhes Jesus. E eles, saindo, passaram para os porcos; e eis que toda a manada se precipitou, despenhadeiro abaixo, para dentro do mar, e nas águas pereceram. 33 Fugiram os porqueiros e, chegando à cidade, contaram todas estas coisas e o que acontecera aos endemoninhados. 34 Então, a cidade toda saiu para encontrar-se com Jesus; e, vendo-o, lhe rogaram que se retirasse da terra deles. (Mateus, VIII, 28-34). 26 Então, rumaram para a terra dos gerasenos , fronteira da Galiléia. 27 Logo ao desembarcar, veio da cidade ao seu encontro um homem possesso de demônios que, havia muito, não se vestia, nem habitava em casa alguma, porém vivia nos sepulcros. 28 E, quando viu a Jesus, prostrou-se diante dele, exclamando e dizendo em alta voz: Que tenho eu contigo, Jesus, Filho do Deus Altíssimo? Rogo-te que não me atormentes. 29 Porque Jesus ordenara ao espírito imundo que saísse do homem, pois muitas vezes se apoderara dele. E, embora procurassem conservá-lo preso com cadeias e grilh§es, tudo despedaçava e era impelido pelo demônio para o deserto. 30 Perguntou-lhe Jesus: Qual é o teu nome? Respondeu ele: Legião, porque tinham entrado nele muitos demônios. 31 Rogavam-lhe que não os mandasse ir para o abismo . 32 Ora, andava ali, pastando no monte, uma grande manada de porcos; rogaram-lhe que lhes permitisse entrar naqueles porcos. E Jesus o permitiu. 33 Tendo os demônios saído do homem, entraram nos porcos, e a manada precipitou-se despenhadeiro abaixo, para dentro do lago, e se afogou. 34 Os porqueiros, vendo o que acontecera, fugiram e foram anunciá-lo na cidade e pelos campos. 35 Então, saiu o povo para ver o que se passara, e foram ter com Jesus. De fato, acharam o homem de quem saíram os demônios, vestido, em perfeito juízo, assentado aos pés de Jesus; e ficaram dominados de terror. 36 E algumas pessoas que tinham presenciado os fatos contaram-lhes também como fora salvo o endemoninhado. 37 Todo o povo da circunvizinhança dos gerasenos rogou-lhe que se retirasse deles, pois estavam possuídos de grande medo. E Jesus, tomando de novo o barco, voltou. 38 O homem de quem tinham saído os demônios rogou-lhe que o deixasse estar com ele; Jesus, porém, o despediu, dizendo: 39 Volta para casa e conta aos teus tudo o que Deus fez por ti. Então, foi ele anunciando por toda a cidade todas as coisas que Jesus lhe tinha feito. (Lucas, VIII, 26-39). 51. “O Espírito não entra em um corpo como entras numa casa. Ele se assemelha a um Espírito encarnado que tenha os mesmos defeitos e qualidades para agirem conjuntamente. Mas é sempre o Espírito encarnado quem atua, como ele quer, sobre a matéria de que se acha revestido. Um Espírito não pode se substituir àquele que está encarnado, pois o Espírito e o corpo são ligados até aos tempos marcados para o fim da existência material.” (473 do LE). A possessão “não se faz jamais sem a participação daquele que a sofre, seja por sua fraqueza, seja por seu desejo .” (474 do LE). Jesus conversou mais uma vez com os Espíritos, para retirá-los do obsidiado para provar mais uma vez que é conveniente comunicar-se com os Espíritos impuros de homens que foram maus quando vivos. Os Espíritos assustaram os porcos, mas não entraram neles: “É certo que os Espíritos podem tornar-se visíveis e tangíveis aos animais e, muitas vezes, o terror súbito que eles denotam, sem que lhe percebais a causa, é determinado pela visão de um ou de muitos Espíritos, mal intencionados com relação aos indivíduos presentes, ou com relação aos donos dos animais.” (...) “O Sr. T..., diz-se, magnetizou o seu cão. A que resultado chegou? Matou-o, porquanto o infeliz animal morreu, depois de haver caído numa espécie de atonia, de langor, conseqüentes à sua magnetização. Com efeito, saturando-o de um fluido haurido numa essência superior à essência especial da sua natureza de cão, ele o esmagou, agindo sobre o animal à semelhança do raio, ainda que mais lentamente” (Erasto, Livro dos Médiuns, 2¬ parte, XXIII, 236). Assim, nunca encontraremos animais magnetizados que ataquem homens, escrevam com as patas ou façam ruídos inteligentes sob a influência dos Espíritos. “’Não te disse aquilo? E tu não o fizeste: Não te mostrei o abismo ? E tu te precipitaste. Não te fiz entender dentro da consciência a voz da verdade? E não seguiste a voz da mentira?’ Ah! Questionem vossos anjos guardiães;” (São Luís e Santo Agostinho, 495 do LE). XX — Jesus quer misericórdia   20 O que sacrificar aos deuses, exceto ao único Senhor, será morto. (Êxodo, XXII, 20). 24 E a minha ira se acenderá, e vos matarei à espada; e vossas mulheres ficarão viúvas, e vossos filhos, órfãos. (Êxodo, XXII, 24). 9 Partindo Jesus dali, viu um homem chamado Mateus sentado na coletoria de impostos e disse-lhe: Segue-me! Ele se levantou e o seguiu. 10 E sucedeu que, estando ele em casa, à mesa, muitos publicanos e pecadores vieram e tomaram lugares com Jesus e seus discípulos. 11 Ora, vendo isto, os fariseus perguntavam aos discípulos: Por que come o vosso Mestre com os publicanos e pecadores? 12 Mas Jesus, ouvindo, disse: Os sãos não precisam de médico, e sim os doentes. 13 Ide, porém, e aprendei o que significa: Misericórdia quero e não sacrifício ; pois não vim chamar justos, e sim pecadores ao arrependimento. (Mateus, IX, 9-13). 13 De novo, saiu Jesus para junto do mar, e toda a multidão vinha ao seu encontro, e ele os ensinava. 14 Quando ia passando, viu a Levi, filho de Alfeu , sentado na coletoria de impostos e disse-lhe: Segue-me! Ele se levantou e o seguiu. 15 Achando-se Jesus à mesa na casa de Levi, estavam juntamente com ele e com seus discípulos muitos publicanos e pecadores; porque estes eram em grande número e também o seguiam. 16 Os escribas dos fariseus, vendo-o comer em companhia dos pecadores e publicanos, perguntavam aos discípulos dele: Por que come e bebe ele com os publicanos e pecadores? 17 Tendo Jesus ouvido isto, respondeu-lhes: Os sãos não precisam de médico, e sim os doentes; não vim chamar justos, e sim pecadores. (Marcos, II, 13-17). 27 Passadas estas coisas, saindo, viu um publicano, chamado Levi , assentado na coletoria de impostos , e disse-lhe: Segue-me! 28 Ele se levantou e, deixando tudo, o seguiu. 29 Então, lhe ofereceu Levi um grande banquete em sua casa; e numerosos publicanos e outros estavam com eles à mesa. 30 Os fariseus e seus escribas cochichavam contra os discípulos de Jesus, perguntando: Por que comeis e bebeis com os publicanos e pecadores? 31 Respondeu-lhes Jesus: Os sãos não precisam de médico, e sim os doentes. 32 Não vim chamar justos, e sim pecadores, ao arrependimento. (Lucas, V, 27-32). 52. Jesus não tem preconceitos. Ele se mistura com os pecadores, porque esses precisam de mais ajuda do que os justos. Ele vem para curar e não pede que façamos sacrifícios. A causa de nossas doenças são os nossos pecados. O que Ele quer é misericórdia, amor, perdão, tolerância. Vivamos a vida da melhor maneira possível sem abusos. Ele não quer sacrifícios de animais (holocaustos) nem o nosso. Ele não espera que nos supliciemos numa cruz. Façamos o bem a nós mesmos e sejamos otimistas. Não devemos ser sádicos, nem masoquistas. Jesus não quer que busquemos o sofrimento. Devemos procurar a felicidade. “Porque Deus vos deu a inteligência e a ciência, para dividirdes com os vossos irmãos, para avançá-los na vida de bem-estar e felicidade eternos.” (São Luís e Santo Agostinho, 495 do LE). “Convém, por outro lado, abrir ao criminoso a porta do arrependimento e não fechá-la a ele.” (761 do LE). “Deus fez o homem para viver em sociedade.” (766 do LE). “O homem tem que progredir: sozinho, não ele não pode, porque ele não tem todas as faculdades. Convém ele contatar outros homens. No insulamento, ele se embrutece e murcha.” (768 do LE). “Deus se ocupa com todos os seres que criou, por menores que sejam. Nada é demasiado pouco para sua bondade.” (963 do LE). XXI — Jesus e o passe magnético   21 Tendo Jesus voltado no barco, para o outro lado, afluiu para ele grande multidão; e ele estava junto do mar. 22 Eis que se chegou a ele um dos principais da sinagoga, chamado Jairo, e, vendo-o, prostrou-se a seus pés 23 e insistentemente lhe suplicou: Minha filhinha está à morte; vem, imp§e as mãos sobre ela , para que seja salva, e viverá. 24 Jesus foi com ele. Grande multidão o seguia, comprimindo-o. 25 Aconteceu que certa mulher, que, havia doze anos, vinha sofrendo de uma hemorragia 26 e muito padecera à mão de vários médicos, tendo despendido tudo quanto possuía, sem, contudo, nada aproveitar, antes, pelo contrário, indo a pior, 27 tendo ouvido a fama de Jesus, vindo por trás dele, por entre a multidão, tocou-lhe a veste. 28 Porque, dizia: Se eu apenas lhe tocar as vestes, ficarei curada. 29 E logo se lhe estancou a hemorragia, e sentiu no corpo estar curada do seu flagelo. 30 Jesus, reconhecendo imediatamente que dele saíra poder, virando-se no meio da multidão, perguntou: Quem me tocou nas vestes? 31 Responderam-lhe seus discípulos: Vês que a multidão te aperta e dizes: Quem me tocou? 2 Ele, porém, olhava ao redor para ver quem fizera isto. 33 Então, a mulher, atemorizada e tremendo, cônscia do que nela se operara, veio, prostrou-se diante dele e declarou-lhe toda a verdade. 34 E ele lhe disse: Filha, a tua fé te salvou; vai-te em paz e fica longe do mal. 35 Falava ele ainda, quando chegaram alguns da casa do chefe da sinagoga, a quem disseram: Tua filha já morreu; por que ainda incomodas o Mestre? 36 Mas Jesus, sem dar atenção a tais palavras, disse ao chefe da sinagoga: Não temas, crê somente. 37 Contudo, não permitiu que alguém o acompanhasse, senão Pedro e os irmãos Tiago e João. 38 Chegando à casa do chefe da sinagoga, viu Jesus o alvoroço, os que choravam e os que pranteavam muito. 39 Ao entrar, lhes disse: Por que estais em alvoroço e chorais? A criança não está morta, mas dorme. 40 E riam-se dele. Tendo ele, porém, mandado sair a todos, tomou o pai e a mãe da criança e os que vieram com ele e entrou onde ela estava. 41 Tomando-a pela mão, disse: Talita cumi!, que quer dizer: Menina, eu te mando, levanta-te! 42 Imediatamente, a menina se levantou e pôs-se a andar; pois tinha doze anos. Então, ficaram todos sobremaneira admirados. 43 Mas Jesus ordenou-lhes expressamente que ninguém o soubesse; e mandou que dessem de comer à menina. (Marcos, V, 21-43). 40 Ao regressar Jesus, a multidão o recebeu com alegria, porque todos o estavam esperando. 41 Eis que veio um homem chamado Jairo, que era chefe da sinagoga, e, prostrando-se aos pés de Jesus, lhe suplicou que chegasse até a sua casa. 42 Pois tinha uma filha única de uns doze anos, que estava à morte. Enquanto ele ia, as multid§es o apertavam. 43 Certa mulher que, havia doze anos, vinha sofrendo de uma hemorragia, e a quem ninguém tinha podido curar e que gastara com os médicos todos os seus haveres, 44 veio por trás dele e lhe tocou na orla da veste, e logo se lhe estancou a hemorragia. 45 Mas Jesus disse: Quem me tocou? Como todos negassem, Pedro com seus companheiros disse: Mestre, as multid§es te apertam e te oprimem e dizes: Quem me tocou?. 46 Contudo, Jesus insistiu: Alguém me tocou, porque senti que de mim saiu poder. 47 Vendo a mulher que não podia ocultar-se, aproximou-se trêmula e, prostrando-se diante dele, declarou, à vista de todo o povo, a causa por que lhe havia tocado e como imediatamente fora curada. 48 Então, lhe disse: Filha, a tua fé te salvou; vai-te em paz. 49 Falava ele ainda, quando veio uma pessoa da casa do chefe da sinagoga, dizendo: Tua filha já está morta, não incomodes mais o Mestre. 50 Mas Jesus, ouvindo isto, lhe disse: Não temas, crê somente, e ela será salva. 51 Tendo chegado à casa, a ninguém permitiu que entrasse com ele, senão Pedro, João, Tiago e bem assim o pai e a mãe da menina. 52 E todos choravam e a pranteavam. Mas ele disse: Não choreis; ela não está morta, mas dorme. 53 E riam-se dele, porque sabiam que ela estava morta. 54 Entretanto, ele, tomando-a pela mão, disse-lhe, em voz alta: Menina, levanta-te! 55 Voltou-lhe o espírito, ela imediatamente se levantou, e ele mandou que lhe dessem de comer. 56 Seus pais ficaram maravilhados, mas ele lhes advertiu que a ninguém contassem o que havia acontecido. (Lucas, VIII, 40-56). 18 Enquanto estas coisas lhes dizia, eis que um chefe, aproximando-se, o adorou e disse: Minha filha faleceu agora mesmo; mas vem, imp§e a mão sobre ela , e viverá. 19 E Jesus, levantando-se, o seguia, e também os seus discípulos. 20 E eis que uma mulher, que durante doze anos vinha padecendo de uma hemorragia, veio por trás dele e lhe tocou na orla da veste; 21 porque dizia consigo mesma: Se eu apenas lhe tocar a veste, ficarei curada. 22 E Jesus, voltando-se e vendo-a, disse: Você tem boa alma, filha, a tua fé te salvou . E, desde aquele instante, a mulher ficou sã. 23 Tendo Jesus chegado à casa do chefe e vendo os tocadores de flauta e o povo em alvoroço, disse: 24 Retirai-vos, porque não está morta a menina, mas dorme. E riam-se dele. 25 Mas, afastado o povo, entrou Jesus, tomou a menina pela mão, e ela se levantou. 26 E a fama deste acontecimento correu por toda aquela terra. (Mateus, IX, 18-26). 53. A mulher que tinha hemorragia ficou curada não apenas porque recebeu o fluido nervoso de Jesus, mas porque também tinha boa alma e fé de que seria curada. “A força magnética reside, sem dúvida, no homem, mas é aumentada pela ação dos Espíritos que ele chama em seu auxílio. Se magnetizas com o propósito de curar, por exemplo, e invocas um bom Espírito que tenha afeição por ti e pelo teu doente, ele aumenta a tua força e a tua vontade, dirige o teu fluido e lhe dá as qualidades necessárias.” (Livro dos Médiuns, 2¬ parte, XIV, 176, 2º). Assim, o melhor magnetizador atua como médium. “Agiria com maior eficácia aquele que, tendo a força magnética, acreditasse na intervenção dos Espíritos? Faria coisas que consideraríeis milagre.” (Livro dos Médiuns, 2¬ parte, XIV, 176, 4º). “Este gênero de mediunidade consiste, principalmente, no dom que possuem certas pessoas de curar pelo simples toque, pelo olhar, mesmo por um gesto, sem o concurso de qualquer medicação. Dir-se-á, sem dúvida, que isso não é mais do que magnetismo. Evidentemente, o fluido magnético desempenha aí importante papel.” (Livro dos Médiuns, 2¬ parte, XIV, 175). A menina não estava morta. Estava em letargia. “Na letargia, o corpo não está morto, porquanto há funç§es que continuam a executar-se.” (423 do LE). Jesus usou do pensamento para aplicar um passe na menina e fazê-la acordar da letargia. Acredito mesmo que o passe magnético possa funcionar como o aparelho médico de choque elétrico (desfibrilador) que faz ressuscitar (bater, desfibrilar) o coração. O auto-passe mais usado e mais conhecido é o Sinal da Cruz: “Pelo sinal da Santa Cruz livra-nos Deus, nosso Senhor, dos nossos inimigos”. 27 Partindo Jesus dali, seguiram-no dois cegos, clamando: Tem compaixão de nós, Filho de Davi! 28 Tendo ele entrado em casa, aproximaram-se os cegos, e Jesus lhes perguntou: Credes que eu posso fazer isso? Responderam-lhe: Sim, Senhor! 29 Então, lhes tocou os olhos, dizendo: Faça-se-vos conforme a vossa fé. 30 E abriram-se-lhes os olhos. Jesus, porém, os advertiu severamente, dizendo: Acautelai-vos de que ninguém o saiba. 31 Saindo eles, porém, divulgaram-lhe a fama por toda aquela terra. 32 Ao retirarem-se eles, foi-lhe trazido um mudo endemoninhado. 33 E, expelido o demônio, falou o mudo; e as multid§es se admiravam, dizendo: Jamais se viu tal coisa em Israel! 34 Mas os fariseus murmuravam: Pelo príncipe dos demônios é que expele os demônios. 35 E percorria Jesus todas as cidades e povoados, ensinando nas sinagogas, pregando o evangelho do reino e curando toda sorte de doenças e enfermidades. (Mateus, IX, 27-35). 22 Então, lhe trouxeram um endemoninhado, cego e mudo; e ele o curou, passando o mudo a falar e a ver. 23 E toda a multidão se admirava e dizia: É este, porventura, o Filho de Davi? 24 Mas os fariseus, ouvindo isto, murmuravam: Este não expele demônios senão pelo poder de Belzebu, príncipe dos demônios. 25 Jesus, porém, conhecendo-lhes os pensamentos, disse: Todo reino dividido contra si mesmo ficará devastado, e toda cidade ou casa dividida contra si mesma não subsistirá. 26 Se Satanás expele a Satanás, dividido está contra si mesmo; como, pois, subsistirá o seu reino? 27 E, se eu expulso demônios por Belzebu, por quem os expulsam vossos filhos? Por isso, eles mesmos serão os vossos juízes. 28 Se, porém, eu expulso demônios pelo Espírito de Deus, certamente é chegado o reino de Deus sobre vós. 29 Ou como pode alguém entrar na casa do valente e roubar-lhe os bens sem primeiro amarrar-lhe as mãos? E, então, lhe saqueará a casa. 30 Quem não é por mim é contra mim; e quem não une comigo, espalha. 31 Por isso, vos declaro: todo pecado e blasfêmia serão perdoados aos homens; mas a blasfêmia contra o Espírito não será perdoada. 32 Se alguém proferir alguma palavra contra o Filho do Homem, ser-lhe-á isso perdoado; mas, se alguém falar contra o Espírito Santo, não lhe será isso perdoado, nem neste mundo nem no além (futuro). (Mateus, XII, 22-32). 20 Então, ele foi para casa. Não obstante, a multidão afluiu de novo, de tal modo que nem podiam comer. 21 E, quando os parentes de Jesus ouviram isto, saíram para o prender; porque diziam: Está fora de si. 22 Os escribas, que haviam descido de Jerusalém, diziam: Ele está possesso de Belzebu. E: É pelo príncipe dos demônios que expele os demônios. 23 Então, convocando-os Jesus, lhes disse, por meio de parábolas: Como pode Satanás expelir a Satanás? 24 Se um reino estiver dividido contra si mesmo, tal reino não pode subsistir; 25 se uma casa estiver dividida contra si mesma, tal casa não poderá subsistir. 26 Se, pois, Satanás se levantou contra si mesmo e está dividido, não pode subsistir, mas perece. 27 Ninguém pode entrar na casa do valente para roubar-lhe os bens, sem primeiro amarrar-lhe as mãos; e só então lhe saqueará a casa. 28 Em verdade vos digo que tudo será perdoado aos filhos dos homens : os pecados e as blasfêmias que proferirem. 29 Mas aquele que blasfemar contra o Espírito Santo não tem perdão para sempre, visto que é réu de pecado eterno. 30 Isto, porque diziam: Está possesso de um espírito imundo. (Marcos, III, 20-30). 14 De outra feita, estava Jesus expelindo um demônio que era mudo. E aconteceu que, ao sair o demônio, o mudo passou a falar; e as multid§es se admiravam. 15 Mas alguns dentre eles diziam: Ora, ele expele os demônios pelo poder de Belzebu, o príncipe dos demônios. 16 E outros, tentando-o, pediam dele um sinal do céu. 17 E, sabendo ele o que se lhes passava pelo espírito, disse-lhes: Todo reino dividido contra si mesmo ficará deserto, e casa sobre casa cairá. 18 Se também Satanás estiver dividido contra si mesmo, como subsistirá o seu reino? Isto, porque dizeis que eu expulso os demônios por Belzebu. 19 E, se eu expulso os demônios por Belzebu, por quem os expulsam vossos filhos? Por isso, eles mesmos serão os vossos juízes. 20 Se, porém, eu expulso os demônios pelo dedo de Deus, certamente, é chegado o reino de Deus sobre vós. 21 Quando o valente, bem armado, guarda a sua própria casa, ficam em segurança todos os seus bens. 22 Sobrevindo, porém, um mais valente do que ele, vence-o, tira-lhe a armadura em que confiava e lhe divide os despojos. 23 Quem não é por mim é contra mim; e quem comigo não ajunta espalha. (Lucas, XI, 14-23). 10 Todo aquele que proferir uma palavra contra o Filho do Homem, isso lhe será perdoado; mas, para o que blasfemar contra o Espírito Santo, não haverá perdão. (Lucas, XII, 10). 54. Jesus curou os cegos através do seu magnetismo, mas o mudo ficou curado porque foi retirado o Espírito obsessor que era mudo e que transmitia sua doença ao médium. Jesus ordenou aos cegos para que não publicassem o bem que Ele havia feito. “Os entraves que nós tentamos trazer à liberdade das manifestaç§es apodreceriam elas sufocá-las? Não, porque eles produziriam o efeito de todas as perseguiç§es: aquele de excitar a curiosidade e o desejo de conhecer este que será defendido.” (Allan Kardec, VI da conclusão do LE). Mas os cegos contaram e provocaram a inveja dos fariseus que não sabiam curar. Muitas vezes isso ocorre nos Centros Espíritas. Pessoas de outras religi§es dizem que os espíritas curam e conversam com os Espíritos maus por obra do Maligno. Ora, então o Maligno faz o bem? Muitas vezes, durante a desobsessão, o Espírito mau e valente é levado de mãos amarradas por diabos e contra a vontade deles ao Centro Espírita para ser doutrinado. Basta ter fé nos Espíritos que são responsáveis pela proteção fluídica do ambiente (duendes), que eles fazem esse trabalho. “A esta classe pertencem os Espíritos vulgarmente designados pelos nomes de duendes, trasgos, gnomos, diabretes. Acham-se sob a dependência dos Espíritos superiores, que freqüentemente os empregam, como fazemos com nossos servidores. Em suas comunicaç§es com os homens, a sua linguagem é qualquer coisa de espiritual e engraçada, mas quase sempre sem profundidade.” (103 do LE). Cuidado, filhos dos homens, não blasfemem contra Jesus, Espírito Santo. 11 Em dia subseqüente, dirigia-se Jesus a uma cidade chamada Naim, e iam com ele os seus discípulos e numerosa multidão. 12 Como se aproximasse da porta da cidade, eis que saía o enterro do filho único de uma viúva; e grande multidão da cidade ia com ela. 13 Vendo-a, o Senhor se compadeceu dela e lhe disse: Não chores! 14 Chegando-se, tocou o esquife e, parando os que o conduziam, disse: Jovem, eu te mando: levanta-te! 15 Sentou-se o que estivera morto e passou a falar; e Jesus o restituiu a sua mãe. 16 Todos ficaram possuídos de temor e glorificavam a Deus, dizendo: Grande profeta se levantou entre nós; e: Deus visitou o seu povo. 17 Esta notícia a respeito dele divulgou-se por toda a Judéia e por toda a circunvizinhança. (Lucas, VII, 11-17). XXII — Jesus e o sábado   9 Seis dias trabalharás e farás toda a tua obra. 10 Mas o sétimo dia é o sábado do Senhor, teu Deus; não farás nenhuma obra, nem tu, nem o teu filho, nem a tua filha, nem o teu servidor, nem a tua servidora, nem o teu animal, nem o teu estrangeiro que está dentro das tuas portas. 11 Porque em seis dias fez o Senhor os céus e a terra, o mar e tudo que neles há, e ao sétimo descansou; portanto, abençoou o Senhor o dia do sábado e o santificou. (Êxodo, XX, 9-11). 12 Guarda o dia de sábado, para o santificar, como te ordenou o Senhor, teu Deus. 13 Seis dias trabalharás e farás toda a tua obra. 14 Mas o sétimo dia é o sábado do Senhor, teu Deus; não farás nenhuma obra nele, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem o teu servidor, nem a tua servidora, nem o teu boi, nem o teu jumento, nem animal algum teu, nem o estrangeiro que está dentro das tuas portas; para que o teu servidor e a tua servidora descansem como tu; 15 Porque te lembrarás que foste servidor na terra do Egito e que o Senhor, teu Deus, te tirou dali com mão forte e braço estendido; pelo que o Senhor, teu Deus, te ordenou que guardasses o dia do sábado. (Deuteronômio, V, 12-15). 2 Respondeu Davi ao sacerdote Aimeleque: O rei deu-me uma ordem e me disse: Ninguém saiba por que te envio e de que te incumbo; quanto aos meus homens, combinei que me encontrassem em tal e tal lugar. 3 Agora, que tens à mão? Dá-me cinco pães ou o que se achar. 4 Respondendo o sacerdote a Davi, disse-lhe: Não tenho pão comum à mão; há, porém, pão sagrado, se, ao menos, os teus homens se abstiveram das mulheres. 5 Respondeu Davi ao sacerdote e lhe disse: Sim, como sempre, quando saio à campanha, foram-nos vedadas as mulheres, e os corpos dos homens não estão imundos. Se tal se dá em viagem comum, quanto mais serão puros hoje! 6 Deu-lhe, pois, o sacerdote o pão sagrado, porquanto não havia ali outro, senão os pães da proposição, que se tiraram de diante do SENHOR, quando trocados, no devido dia, por pão quente. (I Samuel, XXI, 2-6). 32 Outros dos seus irmãos, dos filhos dos coatitas, tinham o trabalho de preparar os pães da proposição em todos os sábados. (I Crônicas, IX, 32). 33 e para os pães da proposição, e para a contínua oferta de manjares, e para o contínuo sacrifício dos sábados e das festas da Lua Nova, e para as festas fixas, e para as coisas sagradas, e para as ofertas pelo pecado, e para fazer expiação por Israel, e para todo o trabalho da casa do nosso Deus. (Neemias, X, 33). 1 Por aquele tempo, em dia de sábado, passou Jesus pelas searas (campos cultivados). Ora, estando os seus discípulos com fome, entraram a colher espigas e a comer. 2 Os fariseus, porém, vendo isso, disseram-lhe: Eis que os teus discípulos fazem o que não é lícito fazer em dia de sábado. 3 Mas Jesus lhes disse: Não lestes o que fez Davi quando ele e seus companheiros tiveram fome? 4 Como entrou na Casa de Deus, e comeram os pães da proposição, os quais não lhes era lícito comer, nem a ele nem aos que com ele estavam, mas exclusivamente aos sacerdotes? 5 Ou não lestes na Lei que, aos sábados, os sacerdotes no templo violam o sábado e ficam sem culpa? Pois eu vos digo: 6 aqui está quem é maior que o templo. 7 Mas, se vós soubésseis o que significa: Misericórdia quero e não sacrifícios , não teríeis condenado inocentes. 8 Porque o Filho do Homem é o Senhor do sábado. (Mateus, XII, 1-8). 23 Ora, aconteceu atravessar Jesus, em dia de sábado, as searas (campos cultivados), e os discípulos, ao passarem, colhiam espigas. 24 Advertiram-no os fariseus: Vê! Por que fazem o que não é lícito aos sábados? 25 Mas ele lhes respondeu: Nunca lestes o que fez Davi, quando se viu em necessidade e teve fome, ele e os seus companheiros? 26 Como entrou na Casa de Deus, no tempo do sumo sacerdote Abiatar, e comeu os pães da proposição, os quais não é lícito comer, senão aos sacerdotes, e deu também aos que estavam com ele? 27 E acrescentou: O sábado foi estabelecido por causa do homem, e não o homem por causa do sábado; 28 de sorte que o Filho do Homem é Senhor também do sábado. (Marcos, II, 23-28). 1 Aconteceu que, num sábado, passando Jesus pelas searas (campos cultivados), os seus discípulos colhiam e comiam espigas, debulhando-as com as mãos. 2 E alguns dos fariseus lhes disseram: Por que fazeis o que não é lícito aos sábados? 3 Respondeu-lhes Jesus: Nem ao menos tendes lido o que fez Davi, quando teve fome, ele e seus companheiros? 4 Como entrou na casa de Deus, tomou, e comeu os pães da proposição, e os deu aos que com ele estavam, pães que não lhes era lícito comer, mas exclusivamente aos sacerdotes? 5 E acrescentou-lhes: O Filho do Homem é Senhor do sábado. (Lucas, VI, 1-5). 55. “Qual é o limite do trabalho? O das forças. Em suma, a esse respeito Deus deixa inteiramente livre o homem.” (683 do LE). “O repouso serve para a reparar as forças do corpo e também é também necessário afim de dar um pouco mais de liberdade à inteligência, para se elevar sobre a matéria.” (682 do LE). A doutrina espírita não prevê dia, nem hora certos para o trabalho e para o repouso, mas ambos devem existir. “Que pensar daqueles que abusam de sua autoridade para impor aos inferiores um excesso de trabalho? É uma das piores aç§es. Todo homem que tem o poder de comandar é responsável pelo excesso de trabalho que imp§e a seus inferiores, pois ele transgride a lei de Deus.” (684 do LE). “Tem o homem o direito de repousar na velhice? Sim, ele não é obrigado senão segundo suas forças.” (685 do LE). “Mas qual recurso tem o ancião que tem necessidade de trabalhar para viver, e que não pode? O forte deve trabalhar para o fraco. Na falta de família, a sociedade deve substituí-la. É a lei de caridade.” (685, a, do LE). “A seguridade social será financiada por toda a sociedade,” (art. 195, caput , da Constituição Federal). “A previdência social será organizada sob a forma de regime geral, de caráter contributivo e de filiação obrigatória,” (art. 201, caput, da Constituição Federal). Daí a César o que é de César. “São devidos os alimentos quando o parente, que os pretende, não tem bens, nem pode prover, pelo seu trabalho, à própria mantença, e o de quem se reclamam, pode fornecê-los, sem desfalque do necessário ao seu sustento.” (art. 399 do Código Civil ). ). “A assistência social será prestada a quem dela necessitar, independentemente de contribuição à seguridade social , e tem por objetivos: (...) V — a garantia de um salário mínimo de benefício mensal à pessoa portadora de deficiência e ao idoso que comprovem não possuir meios de prover à própria manutenção ou de tê-la provida por sua família, conforme dispuser a lei.” (art. 203, caput e inciso V, da Constituição Federal). Este benefício deve ser requerido pelo idoso que não tem aposentadoria, nem família que o sustente ou pelo deficiente físico ou mental (portador de necessidades especiais) ao Instituto Nacional da Seguridade Social. 1 De novo, entrou Jesus na sinagoga e estava ali um homem que tinha ressequida uma das mãos. 2 E estavam observando a Jesus para ver se o curaria em dia de sábado, a fim de o acusarem. 3 E disse Jesus ao homem da mão ressequida: Vem para o meio! 4 Então, lhes perguntou: É lícito nos sábados fazer o bem ou fazer o mal? Salvar a vida ou tirá-la? Mas eles ficaram em silêncio. 5 Olhando-os ao redor, indignado e condoído com a dureza do coração deles, disse ao homem: Estende a mão. Estendeu-a, e a mão lhe foi restaurada. 6 Retirando-se os fariseus, conspiravam logo com os herodianos, contra ele, em como lhe tirariam a vida . 7 Retirou-se Jesus com os seus discípulos para os lados do mar. Seguia-o da Galiléia uma grande multidão. Também da Judéia, 8 de Jerusalém, da Iduméia, dalém do Jordão e dos arredores de Tiro e de Sidom uma grande multidão, sabendo quantas coisas Jesus fazia, veio ter com ele. 9 Então, recomendou a seus discípulos que sempre lhe tivessem pronto um barquinho, por causa da multidão, a fim de não o comprimirem. 10 Pois curava a muitos, de modo que todos os que padeciam de qualquer enfermidade se arrojavam a ele para o tocar. 11 Também os espíritos imundos, quando o viam, prostravam-se diante dele e exclamavam: Tu és o Filho de Deus! 12 Mas Jesus lhes advertia severamente que o não expusessem à publicidade. (Marcos, III, 1-12). 9 Tendo Jesus partido dali, entrou na sinagoga deles. 10 Achava-se ali um homem que tinha uma das mãos ressequida; e eles, então, com o intuito de acusá-lo, perguntaram a Jesus: É lícito curar no sábado? 11 Ao que lhes respondeu: Qual dentre vós será o homem que, tendo uma ovelha, e, num sábado, esta cair numa cova, não fará todo o esforço, tirando-a dali? 12 Ora, quanto mais vale um homem que uma ovelha? Logo, é lícito, nos sábados, fazer o bem. 13 Então, disse ao homem: Estende a mão. Estendeu-a, e ela ficou sã como a outra. 14 Retirando-se, porém, os fariseus, conspiravam contra ele, sobre como lhe tirariam a vida. 15 Mas Jesus, sabendo disto, afastou-se dali. Muitos o seguiram, e a todos ele curou, 16 advertindo-lhes, porém, que não comentassem o que Ele havia feito, 17 para se cumprir o que foi dito por intermédio do profeta Isaías : 18 Eis aqui o meu servidor, que escolhi, o meu amado, em quem a minha alma se compraz. Farei repousar sobre ele o meu Espírito, e ele anunciará juízo aos estrangeiros . 19 Não entrará em contendas, nem gritará, nem alguém ouvirá nas praças a sua voz . 20 Não esmagará a cana quebrada, nem apagará o pavio que fumega, até que faça o julgamento vencedor . 21 E, no seu nome, os estrangeiros terão esperança . (Mateus, XII, 9-21). 1 Eis aqui o meu servidor, a quem sustenho; o meu escolhido, em quem a minha alma se compraz; pus sobre ele o meu Espírito, e ele promulgará o direito para os estrangeiros. 2 Não clamará, nem gritará, nem fará ouvir a sua voz na praça. 3 Não esmagará a cana quebrada, nem apagará o pavio que fumega; em verdade, promulgará o direito. 4 Não desanimará, nem se quebrará até que ponha na terra o direito; e as ilhas aguardarão a sua doutrina. (Isaías, XLII, 1-4). 6 Sucedeu que, em outro sábado, entrou ele na sinagoga e ensinava. Ora, achava-se ali um homem cuja mão direita estava ressequida. 7 Os escribas e os fariseus observavam-no, procurando ver se ele faria uma cura no sábado, a fim de acharem de que o acusar. 8 Mas ele, conhecendo-lhes os pensamentos, disse ao homem da mão ressequida: Levanta-te e vem para o meio; e ele, levantando-se, permaneceu de pé. 9 Então, disse Jesus a eles: Que vos parece? É lícito, no sábado, fazer o bem ou o mal? Salvar a vida ou deixá-la perecer? 10 E, fitando todos ao redor, disse ao homem: Estende a mão. Ele assim o fez, e a mão lhe foi restaurada. 11 Mas eles se encheram de furor e discutiam entre si quanto ao que fariam a Jesus. (Lucas, VI, 6-11). 56. Jesus usou o seu magnetismo para curar num sábado e então os fariseus quiserem matá-lo, porque violara o sábado. Jesus ofendera o terceiro mandamento da lei de Moisés e a pena era de morte! Jesus ainda pedia que não publicassem e nem comentassem as obras Dele, porque estava escrito que assim Ele agiria. Nunca se deve fazer publicidade do bem que se faz: “Convém fazer o bem por caridade, isto é, com desinteresse.” (897 do LE). A lei de Moisés estava razoavelmente certa. Muitas pessoas não costumam fazer o bem no dia do descanso semanal. Não seguem o exemplo de Jesus que em qualquer momento somente faz o bem. Quando estão desocupadas procuram fazer o mal. Caem na gandaia, abusam da bebida alcoólica, das músicas, dos entorpecentes, passam noites sem dormir e praticam todos os vícios. Então ficam doentes e depois de muito tempo sofrem mortes muito doloridas. Assim o decálogo está correto. Não é preciso matar quem violar o decálogo, pois quem viola o decálogo certamente pratica suicídio. 10 Ora, ensinava Jesus no sábado numa das sinagogas. 11 E veio ali uma mulher possessa de um espírito de enfermidade, havia já dezoito anos; andava ela encurvada, sem de modo algum poder endireitar-se. 12 Vendo-a Jesus, chamou-a e disse-lhe: Mulher, estás livre da tua enfermidade; 13 e, impondo-lhe as mãos, ela imediatamente se endireitou e dava glória a Deus. 14 O chefe da sinagoga, indignado de ver que Jesus curava no sábado, disse à multidão: Seis dias há em que se deve trabalhar; vinde, pois, nesses dias para serdes curados e não no sábado. 15 Disse-lhe, porém, o Senhor: Hipócritas, cada um de vós não desprende do cocho, no sábado, o seu boi ou o seu jumento, para levá-lo a beber? 16 Por que motivo não se devia livrar deste cativeiro, em dia de sábado, esta filha de Abraão, a quem Satanás trazia presa há dezoito anos? 17 Tendo ele dito estas palavras, todos os seus adversários se envergonharam. Entretanto, o povo se alegrava por todos os gloriosos feitos que Jesus realizava. (Lucas, XIII, 10-17). 1 Passadas estas coisas, havia uma festa dos judeus, e Jesus subiu para Jerusalém. 2 Ora, existe ali, junto à Porta das Ovelhas, um tanque, chamado em hebraico Betesda, o qual tem cinco pavilh§es. 3 Nestes, jazia uma multidão de enfermos, cegos, coxos, paralíticos 4 esperando que se movesse a água. Porquanto um anjo descia em certo tempo, agitando-a; e o primeiro que entrava no tanque, uma vez agitada a água, sarava de qualquer doença que tivesse. 5 Estava ali um homem enfermo havia trinta e oito anos. 6 Jesus, vendo-o deitado e sabendo que estava assim há muito tempo, perguntou-lhe: Queres ser curado? 7 Respondeu-lhe o enfermo: Senhor, não tenho ninguém que me ponha no tanque, quando a água é agitada; pois, enquanto eu vou, desce outro antes de mim. 8 Então, lhe disse Jesus: Levanta-te, toma o teu leito e anda. 9 Imediatamente, o homem se viu curado e, tomando o leito, pôs-se a andar. E aquele dia era sábado. 10 Por isso, disseram os judeus ao que fora curado: Hoje é sábado, e não te é lícito carregar o leito. 11 Ao que ele lhes respondeu: O mesmo que me curou me disse: Toma o teu leito e anda. 12 Perguntaram-lhe eles: Quem é o homem que te disse: Toma o teu leito e anda? 13 Mas o que fora curado não sabia quem era; porque Jesus se havia retirado, por haver muita gente naquele lugar. 14 Mais tarde, Jesus o encontrou no templo e lhe disse: Olha que já estás curado ; não peques mais, para que não te aconteça coisa pior . 15 O homem retirou-se e disse aos judeus que fora Jesus quem o havia curado. 16 E os judeus perseguiam Jesus, porque fazia estas coisas no sábado. 17 Mas ele lhes disse: Meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho também . 18 Por isso, pois, os judeus ainda mais procuravam matá-lo, porque não somente violava o sábado, mas também dizia que Deus era seu próprio Pai, fazendo-se igual a Deus. (João, V, 1-18). 1 Aconteceu que, ao entrar ele num sábado na casa de um dos principais fariseus para comer pão, eis que o estavam observando. 2 Ora, diante dele se achava um homem hidrópico (acumulava líquido semelhante a soro em algumas cavidades). 3 Então, Jesus, dirigindo-se aos intérpretes da Lei e aos fariseus, perguntou-lhes: É ou não é lícito curar no sábado? 4 Eles, porém, nada disseram. E, tomando-o, o curou e o despediu. 5 A seguir, lhes perguntou: Qual de vós, se o filho ou o boi cair num poço, não o tirará logo, mesmo em dia de sábado? 6 A isto nada puderam responder. (Lucas, XIV, 1-6). XXIII — Jesus se declara Filho de Deus e igual a Deus   17 Mas ele lhes disse: Meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho também. 18 Por isso, pois, os judeus ainda mais procuravam matá-lo, porque não somente violava o sábado, mas também dizia que Deus era seu próprio Pai, fazendo-se igual a Deus. 19 Então, lhes falou Jesus: Em verdade, em verdade vos digo que o Filho nada pode fazer por si mesmo, mas somente faz o que ele vê o Pai fazer; porque tudo o que este fizer, o Filho similarmente também o faz. 20 Porque o Pai ama ao Filho, e lhe mostra tudo o que Ele mesmo faz, e maiores trabalhos do que estes lhe mostrará, para que vos maravilheis. 21 Pois assim como o Pai ressuscita e dá vida aos mortos, assim também o Filho dá vida àqueles a quem quer. 22 E o Pai a ninguém julga, mas confiou ao Filho todo julgamento, 23 a fim de que todos honrem o Filho como honram o Pai. Quem não honra o Filho não honra o Pai que o enviou. 24 Em verdade, em verdade vos digo: quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna, não entra em julgamento, mas passou da morte para a vida. 25 Em verdade, em verdade vos digo que a hora vem e é agora, em que os mortos ouvirão a voz do Filho de Deus; e os que a ouvirem viverão. 26 Porque assim como o Pai é vivo Ele mesmo, também consentiu que o Filho seja vivo Ele mesmo. 27 E lhe deu autoridade para julgar, porque é um Filho de Homem. 28 Não vos maravilheis disto, porque vem a hora em que todos os que se acham nos túmulos ouvirão a sua voz e sairão: 29 os que tiverem feito o bem, para a ressurreição da vida; e os que tiverem praticado o mal, para a ressurreição do julgamento. 30 Eu nada posso fazer por mim mesmo; da forma que ouço, julgo. O meu julgamento é justo, porque não procuro a minha própria vontade, mas sim a daquele que me enviou. 31 Se eu testemunho a respeito de mim mesmo, o meu testemunho não é verdadeiro. 32 É outro que testemunha a meu respeito, e sei que é verdadeiro o testemunho que ele dá de mim. 33 Mandastes mensageiros a João, e ele testemunhou a verdade. 34 Minha testemunha, porém, não é este homem; digo-vos, entretanto, estas coisas para que sejais salvos. 35 Ele era a lâmpada que ardia e alumiava, e vós quisestes, por algum tempo, alegrar-vos com a sua luz. 36 Mas eu tenho maior testemunho do que o de João; porque os trabalhos que o Pai me confiou para que eu os realizasse, estes que eu faço testemunham a meu respeito de que o Pai me enviou. 37 O Pai, que me enviou, ele tem testemunhado a meu respeito. Jamais tendes ouvido a sua voz, nem visto a sua forma. 38 Ainda não tendes a palavra dele dentro de vós, porque não credes nele a quem ele enviou. 39 Pesquisai as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna, mas são elas mesmas que testemunham a respeito de mim. 40 Contudo, não quereis vir a mim para terdes vida. 41 Eu não sou glorificado pelos homens. 42 Mas sei que não tendes em vós o amor por Deus. 43 Eu vim em nome de meu Pai, e não me recebeis; se outro vier em seu próprio nome, vós o recebereis. 44 Vós recebeis glória uns dos outros, como vós credes uns nos outros, mas não procurais vós a glória que vem do Deus único? 45 Não penseis que eu vos acusarei diante do Pai; há um quem vos acusa: Moisés, em quem tendes depositado a vossa confiança. 46 Porque, se, de fato, crêsseis em Moisés, também creríeis em mim; porque ele escreveu a meu respeito. 47 Se, porém, não credes nos seus escritos, como crereis nas minhas palavras? (João, V, 17-47). 57. Jesus declara que o Pai tem vida porque o Pai é outro Espírito puro como Ele, o Pai vive! Talvez seja o anjo Gabriel que o anunciou a Maria. Deus é um Deus vivo, porque tem vida como nós temos vida. Nós somos filhos do homem e filhos de Deus. Todos nós um dia entraremos para a unidade divina, nos tornando Espíritos Santos. “Em conseqüência, crescerá num e noutro, reciprocamente, o amor que o Cristo recomendava aos homens. Ambos, pois, se fizeram assim obedientes à lei de amor e de união de todos os seres, lei divina de que resultará a unidade, objetivo e finalidade do Espírito.” (665 do LE). “Deus é único. Se houvesse vários Deuses, não haveria unidade de vistas, nem unidade de poder na ordenação do Universo.” (Allan Kardec, 13 do LE). “Onde nós vemos dentro da causa primária uma inteligência suprema e superior a todas as inteligências? Vós tendes um provérbio que diz isto: ’Pelo trabalho nós reconhecemos o trabalhador.’ Oh! Bem! Olhai o trabalho e procurai o trabalhador.” (9 do LE). XXIV — A missão dos apóstolos   35 E percorria Jesus todas as cidades e povoados, ensinando nas sinagogas, pregando o evangelho do reino e curando toda sorte de doenças e enfermidades. 36 Vendo ele as multid§es, compadeceu-se delas, porque estavam aflitas e exaustas como ovelhas que não têm pastor. 37 E, então, se dirigiu a seus discípulos: A seara (campo cultivado), na verdade, é abundante, mas os trabalhadores são poucos. 38 Rogai, pois, ao Senhor da seara (campo cultivado) que mande trabalhadores para a sua colheita. 1 Tendo chamado os seus doze discípulos, deu-lhes Jesus autoridade sobre espíritos imundos para os expelir e para curar toda sorte de doenças e enfermidades. 2 Ora, os nomes dos doze apóstolos são estes: primeiro, Simão, por sobrenome Pedro, e André, seu irmão; Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão; 3 Filipe e Bartolomeu; Tomé e Mateus (ou Levi — o autor), o publicano; Tiago, filho de Alfeu, e Tadeu (ou Judas — o autor); 4 Simão, o Zelote, e Judas Iscariotes, que foi quem o traiu. 5 Jesus enviou estes doze, dando-lhes as seguintes instruç§es: Não tomeis rumo aos estrangeiros, nem entreis em cidade de samaritanos; 6 mas, de preferência, procurai as ovelhas perdidas da casa de Israel. 7 E, indo, pregai, dizendo: É chegado o reino dos céus. 8 Curai os enfermos, ressuscitai mortos, purificai leprosos, expeli demônios; de graça recebestes, de graça dai . (Mateus, IX, 35 a X, 8). 7 Chamou Jesus os doze e passou a enviá-los de dois a dois, dando-lhes autoridade sobre os espíritos imundos. (Marcos, VI, 7). 13 Depois, subiu ao monte e chamou os que ele mesmo quis, e vieram para junto dele. 14 Então, designou doze para estarem com ele e para os enviar a pregar 15 e a exercer a autoridade de expelir demônios. 16 Eis os doze que designou: Simão, a quem acrescentou o nome de Pedro; 17 Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão, aos quais deu o nome de Boanerges, que quer dizer: filhos do trovão; 18 André, Filipe, Bartolomeu, Mateus (ou Levi), Tomé, Tiago, filho de Alfeu, Tadeu (ou Judas), Simão, o Zelote, 19 e Judas Iscariotes, que foi quem o traiu. (Marcos, III, 13-19). 12 Naqueles dias, retirou-se para o monte, a fim de orar, e passou a noite orando a Deus. 13 E, quando amanheceu, chamou a si os seus discípulos e escolheu doze dentre eles, aos quais deu também o nome de apóstolos: 14 Simão, a quem acrescentou o nome de Pedro, e André, seu irmão; Tiago e João; Filipe e Bartolomeu; 15 Mateus (ou Levi) e Tomé; Tiago, filho de Alfeu, e Simão, chamado Zelote; 16 Judas, filho de Tiago ( irmão de Tiago — Judas, I, 1 — ou Tadeu), e Judas Iscariotes, que se tornou traidor. (Lucas, VI, 12-16). 1 Depois disto , o Senhor designou outros setenta ; e os enviou de dois em dois, para que o precedessem em cada cidade e lugar aonde ele estava para ir. 2 E lhes fez a seguinte advertência: A seara (campo cultivado) é grande, mas os trabalhadores são poucos. Rogai, pois, ao Senhor da seara que mande trabalhadores para a sua colheita. (Lucas, X, 1-2). 16 Quem vos der ouvidos ouve-me a mim; e quem vos rejeitar a mim me rejeita; quem, porém, me rejeitar rejeita aquele que me enviou. 17 Então, regressaram os setenta , possuídos de regozijo, dizendo: Senhor, os próprios demônios se nos submetem pelo teu nome! 18 Mas ele lhes disse: Eu vi Satanás caindo do céu como um relâmpago. 19 Eis que vos dei autoridade para pisardes serpentes e escorpi§es e sobre todo o poder do inimigo, e nada, absolutamente, vos causará dano. 20 Não obstante, não regozijai-vos porque os espíritos se vos submetem, mas sim porque o vosso nome está escrito nos céus. (Lucas, X, 16-20). 58. Jesus pediu que seus oitenta e dois discípulos curassem e fizessem desobsess§es gratuitamente. Há religiosos de outras seitas que cobram o dízimo logo depois da desobsessão. O espírita não deve nunca cobrar sua mediunidade. Eis que Francisco Cândido Xavier jamais utilizou para si mesmo nem um centavo dos direitos autorais das obras que psicografou. Bezerra de Menezes, deputado federal, presidente da Federação Espírita Brasileira, não cobrava dos pobres quando clinicava e muitas vezes lhes dava remédios. Provavelmente Jesus escolheu os apóstolos porque julgava que eles eram capazes de pregar o evangelho, curar doenças e expulsar demônios gratuitamente. “Ora, o que os discípulos haviam recebido de graça, sem nenhum pagamento, era a faculdade de curar os doentes e de afastar os Espíritos perturbadores, ou seja, de afastar dos obsidiados os Espíritos obsessores.” (Allan Kardec, ESE, XXVI, 2). 9 Não carregueis ouro, nem prata, nem bronze nos vossos cintos; 10 nem alforje para a jornada, nem duas túnicas, nem sandálias, nem cajado; porque digno é o operário do seu alimento . 11 E, em qualquer cidade ou povoado em que entrardes, indagai quem neles é digno; e aí alojai-vos até vos retirardes . 12 Ao entrardes na casa, saudai-a; 13 se, com efeito, a casa for digna, venha sobre ela a vossa paz; se, porém, não o for, torne para vós outros a vossa paz. 14 Se alguém não vos alojar , nem ouvir as vossas palavras, ao sairdes daquela casa ou daquela cidade, sacudi o pó dos vossos pés . 15 Em verdade vos digo que menos rigor haverá para Sodoma e Gomorra do que para aquela cidade. 16 Eis que eu vos envio como ovelhas para o meio de lobos; sede, portanto, judiciosos como as serpentes e inocentes como as pombas. 23 Quando, porém, vos perseguirem numa cidade, fugi para outra; porque em verdade vos digo que não acabareis de percorrer as cidades de Israel, até que venha o Filho do Homem. 38 e quem não toma a sua cruz e vem após mim não é digno de mim. 39 Quem ama a sua vida perdê-la-á; quem, todavia, perde a vida por minha causa achá-la-á. 40 Quem vos recebe a mim me recebe; e quem me recebe, recebe aquele que me enviou. 41 Quem recebe um profeta , no caráter de profeta , receberá o mérito de profeta; quem recebe um justo , no caráter de justo , receberá o mérito de justo. 42 E quem der a beber, ainda que seja um copo de água fria, a um destes pequeninos, por ser este meu discípulo , em verdade vos digo que de modo algum perderá o seu mérito. (Mateus, X, 9-16, 23 e 38-42). 1 Tendo Jesus convocado os doze, deu-lhes poder e autoridade sobre todos os demônios, e para efetuarem curas. 2 Também os enviou a pregar o reino de Deus e a curar os enfermos. 3 E disse-lhes: Nada leveis para o caminho: nem bordão, nem alforje, nem pão, nem dinheiro; nem deveis ter duas túnicas. 4 Na casa em que entrardes, ali alojai-vos e dali saireis . 5 E onde quer que não vos alojarem , ao sairdes daquela cidade, sacudi o pó dos vossos pés em testemunho contra eles . 6 Então, saindo, percorriam todas as aldeias, anunciando o evangelho e efetuando curas por toda parte. (Lucas, IX, 1-6). 3 Ide! Eis que eu vos envio como cordeiros para o meio de lobos. 4 Não leveis bolsa, nem alforje, nem sandálias; e a ninguém saudeis pelo caminho. 5 Ao entrardes numa casa, dizei antes de tudo: Paz seja nesta casa! 6 Se houver ali um filho da paz, repousará sobre ele a vossa paz; se não houver, ela voltará sobre vós. 7 Permanecei alojados na mesma casa, comendo e bebendo do que eles tiverem ; porque digno é o trabalhador do seu salário . Não andeis a mudar de casa em casa. 8 Quando entrardes numa cidade e ali vos receberem, comei do que vos for oferecido . 9 Curai os enfermos que nela houver e anunciai-lhes: O reino de Deus está chegando para vós. 10 Quando, porém, entrardes numa cidade e não vos receberem, saí pelas ruas e clamai: 11 Até o pó da vossa cidade, que se nos grudou aos pés, sacudimos contra vós outros. Não obstante, sabei que o reino de Deus está chegando. 12 Digo-vos que, naquele dia, haverá menos rigor para Sodoma do que para aquela cidade. 13 Ai de ti, Corazim! Ai de ti, Betsaida! Porque, se em Tiro e em Sidom, se tivessem operado os milagres que em vós se fizeram, há muito que elas se teriam arrependido, assentadas em pano de saco e cinza. 14 Contudo, no juízo, haverá menos rigor para Tiro e Sidom do que para vós outras. 15 Tu, Cafarnaum, elevar-te-ás, porventura, até ao céu? Descerás até o Hades . (inferno em grego; leiam “A Odisséia” do grego Homero que também escreveu “A Ilíada”). 16 Quem vos der ouvidos ouve-me a mim; e quem vos rejeitar a mim me rejeita; quem, porém, me rejeitar rejeita aquele que me enviou. 17 Então, regressaram os setenta, possuídos de alegria, dizendo: Senhor, os próprios demônios se nos submetem pelo teu nome! 18 Mas ele lhes disse: Eu vi Satanás caindo do céu como um relâmpago. 19 Eis que vos dei autoridade para pisardes serpentes e escorpi§es e sobre todo o poder do inimigo, e nada, absolutamente, vos machucará. 20 Não obstante, regozijai-vos, não porque os espíritos se vos submetem, mas sim porque o vosso nome está escrito nos céus. (Lucas, X, 3-20). 8 Ordenou-lhes que nada levassem para o caminho, exceto um cajado; nem pão, nem alforje, nem dinheiro; 9 que fossem calçados de sandálias e não usassem duas túnicas. 10 E recomendou-lhes: Quando entrardes nalguma casa, alojai-vos aí até vos retirardes do lugar . 11 Se nalgum lugar não vos alojarem nem vos ouvirem , ao sairdes dali, sacudi o pó dos pés, em testemunho contra eles . 12 Então, saindo eles, pregavam ao povo que se arrependesse; 13 expeliam muitos demônios e curavam numerosos enfermos, ungindo-os com óleo. (Marcos, VI, 8-13). 20 Passou, então, Jesus a repreender as cidades nas quais ele operara numerosos milagres, pelo fato de não se terem arrependido: 21 Ai de ti, Corazim! Ai de ti, Betsaida! Porque, se em Tiro e em Sidom se tivessem operado os milagres que em vós se fizeram, há muito que elas se teriam arrependido com pano de saco e cinza. 22 E, contudo, vos digo: no dia do julgamento, haverá menos rigor para Tiro e Sidom do que para vós outras. 23 Tu, Cafarnaum, elevar-te-ás, porventura, até ao céu? Descerás até o Hades (inferno em grego; leiam “A Odisséia” do grego Homero que também escreveu “A Ilíada”); porque, se em Sodoma se tivessem operado os milagres que em ti se fizeram, teria ela permanecido até ao dia de hoje. 24 Digo-vos, porém, que menos rigor haverá, no dia do juízo, para com a terra de Sodoma do que para contigo. (Mateus, XI, 20-24). 59. Jesus pede que os discípulos não carreguem dinheiro, porque se o fizerem, gastarão e atrairão a inveja alheia, e estes poderão pedir-lhes esmolas ou suas coisas ou ainda roubá-los. Caso se vistam luxuriosamente, atrairão gananciosos que também os roubarão. A mediunidade é um dom gratuito de Deus e, portanto, deve ser oferecida gratuitamente. Vós sois médicos? Curais os doentes? Expulsai os Espíritos obsessores? Sabeis pregar judiciosamente o Evangelho? Possuis mediunidade ostensiva? Sois discípulos, apóstolos, profetas de Jesus com caráter íntegro e sabedoria? O trabalho dignifica o homem. O trabalho feito em nome de Jesus é sempre digno. Jesus pediu que os discípulos visitassem as pessoas mais dignas não em riqueza material, mas em riqueza moral, porque elas os alojariam bem. Pessoas indignas não os alojariam. Além disso, é necessário ser digno para ser curado. É necessário ter uma boa alma. Quem não se arrepende de seus pecados, aperfeiçoando-se, não é curado. Os discípulos de Jesus nunca devem obrigar ninguém a alojá-los. Se alguém não quer alojá-los, eles devem dar meia-volta, sacudir a poeira dos pés e ir embora. Os discípulos devem ser judiciosos como as serpentes que se arrastam no chão, não podendo nunca cair do alto por causa de seu orgulho. O discípulo deve ser modesto e inocente como as pombas que comem o cereal que lhes é dado. Tomar a cruz não é sofrer, é pregar o Evangelho, fazer exorcismos e curas. É seguir o Caminho de Jesus. Todo aquele que tem o corpo morto por causa de Jesus encontrará mérito como Espírito. Todo aquele que receber um discípulo de Jesus terá o seu merecimento. 17 Cuidado com os homens! Porque vos entregarão aos tribunais e vos chicotearão nas suas sinagogas. 18 Pela minha causa sereis levados à presença de governadores e de reis, para lhes servir de testemunha, a eles e aos estrangeiros. 19 E, quando vos entregarem, não fiqueis ansiosos em como ou o que haveis de falar, porque, naquela hora, vos será ditado o que haveis de dizer. 20 Visto que não sois vós os que falais, mas o Espírito de vosso Pai é quem falará em vós . 22 Sereis odiados de todos por causa do meu nome; aquele, porém, que perseverar até ao fim, esse será salvo. 23 Quando, porém, vos perseguirem numa cidade, fugi para outra; porque em verdade vos digo que não acabareis de percorrer as cidades de Israel, até que venha o Filho do Homem. 24 O discípulo não está acima do seu Mestre, nem o servidor, acima do seu Senhor. 25 Basta ao discípulo ser igual ao seu Mestre, e ao servidor, igual o seu Senhor. Se perseguiram o Mestre da casa, chamando-o de Belzebu, o que não farão aos seus domésticos? 32 Portanto, todo aquele que me confessar diante dos homens, também eu o confessarei diante de meu Pai, que está nos céus; 33 mas aquele que me negar diante dos homens, também eu o negarei diante de meu Pai, que está nos céus. (Mateus, X, 17-20, 22-25, 32-33). 8 Digo-vos ainda: todo aquele que me confessar diante dos homens, também o Filho do Homem o confessará diante dos anjos de Deus; 9 mas o que me negar diante dos homens será negado diante dos anjos de Deus. 10 Todo aquele que proferir uma palavra contra o Filho do Homem, isso lhe será perdoado; mas, para o que blasfemar contra o Espírito Santo, não será perdoado. 11 Quando vos levarem às sinagogas e perante os governadores e as autoridades, não vos preocupeis quanto ao modo por que respondereis, nem quanto às coisas que tiverdes de falar. 12 Porque o Espírito Santo vos ensinará, naquela hora exata, o que deveis dizer . (Lucas, XII, 8-12). 60. O que Jesus predisse estava certo. O apóstolo Paulo chegou até o César do Império Romano por pregar o Cristo. Quando formos entregues à justiça, não devemos negociar com advogados o que devemos dizer. Devemos dizer mediunicamente o que nos for ditado pelos Espíritos. Todo aquele que defende o Cristo é odiado, porque os discípulos de Jesus são contra o egoísmo, o orgulho, a ganância, os sete pecados capitais, etc. Todos somos iguais diante da lei. O servidor ou discípulo de Jesus não é maior, nem menor do que o seu Mestre e Senhor. Devemos nos esforçarmos por ser iguais ao Senhor. Se perseguiram Jesus e o crucificaram, porque não farão o mesmo aos seus discípulos? Todo aquele que confessa ser discípulo do Cristo terá mérito na esfera dos Espíritos. Certamente os espíritas continuarão a serem chamados de seguidores de Belzebu por doutrinarem os Espíritos maus. 21 E o irmão entregará à morte o irmão; e o pai, o filho; os filhos se rebelarão contra os pais e os matarão. 34 Não penseis que vim trazer paz à terra; não vim trazer a paz, mas a espada. 35 Pois vim por discussão entre o homem e seu pai; entre a filha e sua mãe e entre a nora e sua sogra. 36 Assim, os inimigos do homem serão os familiares. 37 Quem ama seu pai ou sua mãe mais do que a mim não é digno de mim; quem ama seu filho ou sua filha mais do que a mim não é digno de mim. (Mateus, X, 21, 34-37). 49 Eu vim para lançar fogo sobre a terra e o que mais quero se já está inflamado? 50 Tenho, porém, um batismo com o qual hei de ser batizado; e quanto me angustio até que o mesmo se realize! 51 Supondes que vim para dar paz à terra? Não, eu vo-lo afirmo; mas, divisão. 52 Porque, daqui em diante, estarão cinco divididos numa casa: três contra dois, e dois contra três. 53 Estarão divididos: pai contra filho, filho contra pai; mãe contra filha, filha contra mãe; sogra contra nora, e nora contra sogra. (Lucas, XII, 49-53). 61. “A sucessão das existências corporais estabelece entre os Espíritos ligaç§es que remontam às vossas existências anteriores.” (204 do LE). Muitas vezes Jesus coloca na mesma família carnal os inimigos de vidas passadas, para que aprendam a se amarem. “Não desprezeis a opinião dos vossos inimigos, visto que esses nenhum interesse têm em dissimular a verdade e Deus muitas vezes os coloca ao vosso lado como um espelho, a fim de que sejais advertidos com mais franqueza do que faria um amigo.” (Santo Agostinho, 919, a, do LE). “Por que há mães que odeiam os seus filhos e isto freqüentemente desde o nascimento deles? É às vezes uma prova escolhida pelo Espírito da criança, ou uma expiação, se ele mesmo foi mau pai, ou má mãe, ou mau filho, noutra existência.” (891 do LE). Nossos familiares genéticos de hoje podem ser nossos inimigos do passado. Devemos amar o próximo e quem é mais próximo do que nossos parentes? “Podem melhorar o Espírito da criança que eles fizeram por nascer e que lhes está confiado: é o dever deles; as crianças malvadas são uma prova para os pais.” (210 do LE). “Aos olhos de certas pessoas a doutrina da reencarnação parece destruir os vínculos de família, fazendo-os armar ao além das existências atuais? Ela os estende, mas não os destrói. O parentesco sendo fundado em ácidas afeiç§es anteriores , torna os vínculos que unem os membros de uma mesma família menos precários. Ela aumenta os deveres da fraternidade.” (205 do LE). “Não é uma regra que os gêmeos não sejam senão Espíritos simpáticos. Os Espíritos maus podem querer lutar juntos no teatro da vida.” (213 do LE). “Aqueles da mesma ordem se reúnem por uma espécie de afinidade e formam grupos ou famílias de Espíritos unidos pela simpatia e pelos propósitos que objetivam: os bons, pelo desejo de fazerem o bem; os maus, pelo desejo de fazerem o mal, pela vergonha de seus pecados e a necessidade de estar entre os semelhantes a eles.” (278 do LE). Há naç§es inteiras de pessoas guerreiras que se atraem pelo desejo de praticar o mal em comum. “Qual é o destino futuro das almas que animam essas raças? Chegarão à perfeição como todas as outras, passando por outras existências. Deus não deserda ninguém.” (787, a, do LE). “As regi§es que os bons habitam estão interditadas aos Espíritos imperfeitos, a fim de que estes não possam lá trazer a perturbação das paix§es más.” (279 do LE). Muitas vezes os desgostos que os filhos causam aos pais “são, freqüentemente, a seqüência de hábitos maus que os pais permitiram que as crianças agarrassem desde o berço. Eles colhem então estes que eles têm semeado.” (892 do LE). “Aquele que está maculado permanece em isolamento, ou não é cercado senão por Espíritos semelhantes a ele: é uma punição.” (289 do LE). “Os esforços ( sic eslorços) que nós fizemos civilizar ( sic ciuilizar) um povo têm o poder ( sic puder), não de melhorar almas imperfeitas, mas de fazer criar por Deus as almas mais perfeitas .” (Allan Kardec, 789 do LE). “Da discórdia nascem todos os males dos humanos; da concórdia resulta a completa felicidade.” (298 do LE). “Deus colocou o filho sob a tutela dos seus pais, para que estes o dirijam no caminho do bem, e Ele lhes facilitou a tarefa dando àquele uma organização frágil e delicada, que o torna acessível a todas as impress§es. Mas não é para se ocupar mais em endireitar as árvores do seu jardim e fazê-las produzir um montão de bons frutos, mas sim em endireitar o caráter de seu filho.” (582 do LE). “Os vínculos sociais são necessários ao progresso e os vínculos de família estreitam os vínculos sociais. Aí está! O porquê dos vínculos de família serem uma lei da Natureza. Deus quis que os homens aprendessem assim a se amar como os irmãos.” (774 do LE). “Qual seria, para a sociedade, o resultado do afrouxamento vínculos de família? Um aumento do egoísmo.” (775 do LE). “A Natureza deu à mãe o amor de seus filhos no interesse da conservação deles. Mas na casa do animal, este amor é limitado às necessidades materiais; ele cessa quando seus cuidados se tornam inúteis. Na casa do homem, ele persiste a vida toda e comp§e um devotamento e uma abnegação que são a virtude. Ele sobrevive mesmo à morte, e segue a criança além da tumba. Vedes bem que há nele uma outra coisa que há na casa do animal.” (890 do LE). Os pais devem criar seus filhos com altruísmo (caridade, outroismo, nada de euismo) pois entre pais e filhos existe um contrato de reciprocidade. Os pais dão a vida ao filho e o criam. Quando ficarem velhinhos, os filhos cuidarão dos pais e os criarão. Façamos ao outro o que queremos que o outro nos faça. 26 Portanto, não os temais; pois nada há encoberto, que não venha a ser revelado; nem escondido, que não venha a ser conhecido. 27 O que vos digo às escuras, dizei-o a plena luz; e o que se vos diz ao ouvido, proclamai-o dos telhados. (Mateus, X, 26-27). 2 Nada há encoberto que não venha a ser revelado; e oculto que não venha a ser conhecido. 3 Porque tudo o que dissestes às escuras será ouvido em plena luz; e o que dissestes aos ouvidos no interior da casa será proclamado dos telhados. (Lucas, XII, 2-3). 62. Não podemos esconder nada dos Espíritos. Eles se encontram por toda parte observando tudo o que fazemos. Da justiça divina ninguém escapa, porque ninguém pode esconder nada dos tribunais do Senhor e das próprias consciência e memória. “O pensamento do Espírito pode se irradiar sendo trazido a diferentes pontos ao mesmo tempo, mas esta faculdade depende da sua pureza.” (247 do LE). Quanto mais perfeito o Espírito, mais longe irradia e vibra o seu pensamento. O pensamento de Jesus irradia e vibra por todo o universo. Ele pode ser ouvido, através da adoração, de qualquer lugar do universo. O Espírito “percebe o que vossos sentidos rudes não podem perceber.” (249 do LE). Os Espíritos “se vêem e se compreendem. A palavra é material: é o reflexo do Espírito. O fluido universal estabelece entre eles constante comunicação; é o veículo da transmissão do pensamento, como, para vós, o ar o é veículo do som; uma espécie de telégrafo universal, que religa todos os mundos e permite que os Espíritos se comuniquem de um esfera a outra.” (282 do LE). “No estado de desprendimento em que se encontra o Espírito do sonâmbulo, ele entra em comunicação mais fácil com os outros Espíritos encarnados , ou não encarnados ; esta comunicação se estabelece pelo contato dos fluidos que comp§e os perispíritos e servem de transmissão ao pensamento, como o fio elétrico.” (455 do LE). “Não têm eles, além disso, o fluido universal, que religa todos as esferas e as torna solidárias; veículo imenso da transmissão dos pensamentos, como o ar é, para nós, o da veículo da transmissão do som?” (Allan Kardec, 495 do LE). “Como que duas pessoas, perfeitamente acordadas, tenham instantaneamente o mesmo pensamento? São dois Espíritos simpáticos que se comunicam e vêem reciprocamente seus pensamentos, mesmo quando o corpo não dorme.” (421 do LE). Os Espíritos se comunicam através do pensamento e podem ler os nossos pensamentos através do fluido universal e da oração. Esta não é uma faculdade específica dos desencarnados. Os encarnados também podem ler pensamentos de outras pessoas e Espíritos através do amor e da prece. É a telepatia. “São estas comunicaç§es de cada homem com o seu Espírito familiar que fazem todos os homens médiuns, médiuns ignorados hoje, mas que se manifestarão mais tarde, e se derramarão com um oceano sem bordas para comprimir a incredulidade e a ignorância.” (São Luís, Santo Agostinho, 495 do LE). “Como distinguimos os pensamentos que nos são próprios daqueles que nos são sugeridos? Quando um pensamento vos é sugerido, é como uma voz que vos fala. Os pensamentos próprios são em geral aqueles do primeiro movimento. Realmente não há um grande interesse para vós dentro desta distinção. E é freqüentemente útil não o saber.” (461 do LE). “O pressentimento é um conselho íntimo e oculto de um Espírito que quer o bem de vós. Está também dentro da intuição da escolha que havemos feito. É a voz do instinto. O Espírito, antes de se encarnar, tem conhecimento das principais fases de sua existência, isto é, do gênero de provas dentro das quais ele se comprometeu.” (522 do LE). “Quando tu estiveres em dúvida, invoca o teu bom Espírito, ou ora ao nosso Mestre (Senhor) de todos, Deus, que Ele te enviará um de seus mensageiros, o único de nós .” (523 do LE). “Os Espíritos protetores nos ajudam sobre os conselhos deles pela voz da consciência que eles fazem falar dentro de nós.” (524 do LE). A lei de Deus está escrita “dentro da consciência .” (621 do LE). “Quando os homens de inteligência não encontram as idéias neles mesmos, eles fazem apelação à inspiração; é uma evocação que eles fazem sem duvidar eles mesmos.” (462 do LE). “Não penseis em esconder nada dos anjos da guarda, pois que eles têm o olho de Deus e vós não podeis enganá-los.” (São Luís e Santo Agostinho, 495 do LE). 4 Digo-vos, pois, amigos meus: Não temais os que matam o corpo e, depois disso, nada mais podem fazer. 5 Eu, porém, vos mostrarei a quem deveis temer: Temei aquele que, depois de matar, tem poder para lançar no inferno. Sim, digo-vos, a esse deveis temer. (Lucas, XII, 4-5). 28 Não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma; temei, antes, aquele que pode fazer apodrecer no inferno tanto a alma como o corpo. (Mateus, X, 28). 63. Evidentemente que os materialistas morrem de medo dos assassinos, pois para eles tudo acaba com a morte do corpo. Os Espíritos imperfeitos, quando não são materialistas, acreditam que por serem maus, sofrerão eternamente no inferno. Por isso morrem de medo das pessoas que encontram neles defeitos que possam levá-los para o inferno. “E, como sofrem por longo tempo, julgam que sofrerão para sempre. Deus, para puni-los, quer que assim julguem.” (101 do LE). Este que nos pode lançar no inferno somos nós mesmos através de nossos pecados. 29 Não se vendem dois pardais por um centavo? E nenhum deles cairá em terra sem o consentimento de vosso Pai. 30 E, quanto a vós outros, até os cabelos todos da cabeça estão contados. 31 Não temais, pois! Vós valeis bem mais do que muitos pardais. (Mateus, X, 29-31). 6 Não se vendem cinco pardais por dois centavos? Entretanto, nenhum deles está em esquecido da vista de Deus. 7 Até os cabelos da vossa cabeça estão todos numerados. Não temais! Valeis bem mais do que muitos pardais. (Lucas, XII, 6-7). 64. Nada é por acaso. O Espírito “escolhe ele-mesmo o gênero de provas que quer sofrer, e é nisto que consiste seu livre arbítrio.” (258 do LE). “Dando ao Espírito a liberdade de escolha, Deus lhe deixa toda a responsabilidade de seus atos e das conseqüências destes. Nada entrava o seu futuro; a rota do bem está para ele como a rota do mal.” (258, a, do LE). “O Espírito pode assim escolher a prova mais rude e, por conseqüência, a existência mais penosa, na esperança de chegar mais rápido a um estado melhor, como o paciente escolhe freqüentemente o remédio mais desagradável para se curar mais depressa.” (Allan Kardec, 266 do LE). Vós pedis as provas e Deus autoriza. “Nada acontece sem a permissão de Deus, pois é Ele quem estabeleceu todas as leis que regem o Universo.” (258, a, do LE). “Não se diz que vós tendes escolhido e profetizado tudo o que vos acontece no mundo, até as mínimas coisas. Vós tendes escolhido o gênero de prova, os detalhes dos fatos são a conseqüência da posição social e freqüentemente de vossas próprias aç§es.” (259 do LE). “Não existe fatal, no verdadeiro sentido do vocábulo, senão o momento da morte; quando este momento é chegado, quer seja por um meio, quer por outro, vós não podeis vos subtrair aí.” (853 do LE). “No exemplo que tu citas, a escada se rompeu porque ela estava com cupim ou não era suficientemente forte para suportar o peso do homem. Se estava no destino deste homem morrer desta maneira, os Espíritos lhe inspirariam o pensamento de subir em tal escada que deverá se romper sob seu peso, e sua morte terá lugar por um efeito natural e sem que seja necessário fazer um milagre para tal.” (526 do LE). “O que Deus quer deve ser.” (529, a, do LE). “Agradecei a Deus acima de tudo, sem cuja permissão nada se faz, depois aos bons Espíritos que hão sido os seus agentes.” (535 do LE). “Tudo tem uma razão de ser e nada é atingido sem a permissão de Deus.” (536 do LE). “Saibai bem que Deus não pode se contradizer, e que tudo, na Natureza, se harmoniza por leis gerais, que não se separam jamais da sublime sabedoria do Criador.” (604 do LE). “As leis de Deus são perfeitas. A harmonia que regra o universo material e o universo moral é fundamentada sobre as leis que Deus estabeleceu para toda a eternidade.” (616 do LE). XXV — Jesus e João Batista   1 Ora, tendo acabado Jesus de dar estas instruç§es a seus doze discípulos, partiu dali a ensinar e a pregar nas cidades deles. 2 Quando João ouviu, no cárcere, falar das obras de Cristo, mandou por seus discípulos perguntar-lhe: 3 És tu aquele que estava para vir ou havemos de esperar outro? 4 E Jesus, respondendo, disse-lhes: Ide e anunciai a João o que estais ouvindo e vendo: 5 os cegos vêem, os coxos andam, os leprosos são purificados, os surdos ouvem, os mortos são ressuscitados, e aos pobres está sendo pregado o evangelho. 6 E bem-aventurado é aquele que não se escandalizar em mim. 7 Então, em partindo eles, passou Jesus a dizer ao povo a respeito de João: Que saístes a ver no deserto? Uma cana sacudida pelo vento? 8 Sim, que saístes a ver? Um homem vestido roupas de luxo? Ora, os que vestem roupas de luxo assistem nos palácios reais. 9 Mas para que saístes? Para ver um profeta? Sim, eu vos digo, e muito mais que profeta. 10 Este é de quem está escrito: Eis aí eu envio diante da tua face o meu mensageiro, o qual preparará o teu caminho diante de ti. 11 Em verdade vos digo: entre os nascidos de mulher, ninguém apareceu maior do que João Batista; mas o menor no reino dos céus é maior do que ele. 12 Desde os dias de João Batista até agora, o reino dos céus sofre violência, e por força se apoderam dele. 13 Porque todos os Profetas e a Lei profetizaram até João. 14 E, se o quereis dar crédito, é este o Elias que havia de vir . 15 Quem tem ouvidos para ouvir, ouça. (Mateus, XI, 1-15). 16 A Lei e os Profetas foram válidos até João ; desde esse tempo, vem sendo anunciado o evangelho do reino de Deus, e todo homem se esforça violentamente por entrar nele. (Lucas, XVI, 16). 18 Todas estas coisas foram referidas a João pelos seus discípulos. E João, chamando dois deles, 19 enviou-os ao Senhor para perguntar: És tu aquele que estava para vir ou havemos de esperar outro? 20 Quando os homens chegaram junto dele, disseram: João Batista enviou-nos para te perguntar: És tu aquele que estava para vir ou esperaremos outro? 21 Naquela mesma hora, curou Jesus muitos de moléstias, e de flagelos, e de espíritos malignos; e deu vista a muitos cegos. 22 Então, Jesus lhes respondeu: Ide e anunciai a João o que vistes e ouvistes: os cegos vêem, os coxos andam, os leprosos são purificados, os surdos ouvem, os mortos são ressuscitados, e aos pobres, anuncia-se-lhes o evangelho. 23 E bem-aventurado é aquele que não se escandalizar em mim. 24 Tendo-se retirado os mensageiros, passou Jesus a dizer ao povo a respeito de João: Que saístes a ver no deserto? Uma cana chacoalhada pelo vento? 25 Que saístes a ver? Um homem vestido de roupas luxuosas? Mas os que se vestem luxuosamente e vivem luxuriosamente assistem nas cortes dos reis. 26 Sim, que saístes a ver? Um profeta? Sim, eu vos digo, e muito mais que profeta. 27 Este é aquele de quem está escrito: Eis aí envio diante da tua face o meu mensageiro, o qual preparará o teu caminho diante de ti. 28 E eu vos digo: entre os nascidos de mulher, ninguém é maior do que João; mas o menor no reino de Deus é maior do que ele. 29 Todo o povo que o ouviu e até os publicanos reconheceram a justiça de Deus, tendo sido batizados com o batismo de João; 30 mas os fariseus e os intérpretes da Lei rejeitaram, quanto a si mesmos, o conselho de Deus, não tendo sido batizados por ele. (Lucas, VII, 18-30). 1 Eis que eu envio o meu mensageiro, que preparará o caminho diante de mim; e, de repente, o Senhor , a quem vós buscais, virá ao seu templo ; e o mensageiro da (arca da) aliança , a quem vós desejais; eis que eles vêm, diz o Senhor dos Exércitos. (Malaquias, III, 1). 5 Eis que eu vos enviarei o profeta Elias, antes que o grande e terrível dia do Senhor venha. 6 Ele fará o prosélito do coração dos pais aos filhos e o coração dos filhos a seus pais, para que eu não venha e fira a terra com maldição. (Malaquias, IV, 5-6). 65. Jesus declara claramente que João Batista é reencarnação de Elias. Segundo alguns Espíritos, Elias já era reencarnação de Moisés. Moisés é o mensageiro da arca da aliança. Jesus faz referência ao antigo testamento ao dizer que até a sua chegada o reino dos céus era tomado por violência, mencionando o modo como Deus até qualificado até então: vingativo, violento, orgulhoso, prepotente e militar. Jesus alude à modéstia: o menor é no reino de Deus o maior: João Batista é evoluído, mas o mais humilde no reino dos céus é mais aperfeiçoado do que João. Jesus é o menor no reino de Deus: o mais humilde. XXVI — O jugo de Jesus   25 Por aquele tempo, exclamou Jesus: Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste estas coisas dos sábios e dos instruídos e as revelaste aos mínimos. 26 Sim, ó Pai, porque assim te foi agradável. 27 Tudo me foi entregue por meu Pai. Ninguém conhece o Filho, senão o Pai; e ninguém conhece o Pai, senão o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar. 28 Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei. 29 Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou pacífico e modesto de coração; e achareis descanso para as vossas almas. 30 Porque o meu jugo é suave, e o meu fardo é leve. (Mateus, XI, 25-30). 21 Naquela hora, Jesus exaltou o Espírito Santo e exclamou: Agradeço a ti, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondestes estas coisas dos sábios e dos instruídos e as revelaste aos mínimos. Sim, ó Pai, porque assim foi agradável a ti. 22 Tudo me foi entregue por meu Pai. Ninguém sabe quem é o Filho, senão o Pai; e também ninguém sabe quem é o Pai, senão o Filho, e aquele a quem o Filho o quiser revelar. 23 E, voltando-se para os seus discípulos, disse-lhes particularmente: Bem-aventurados os olhos que vêem as coisas que vós vedes. 24 Pois eu vos afirmo que muitos profetas e reis quiseram ver o que vedes e não viram; e ouvir o que ouvis e não o ouviram. (Lucas, X, 21-24). 1 Exaltar-te-ei, ó meu Deus e Rei; bendirei o teu nome para todo o sempre. 2 Todos os dias te bendirei e elogiarei o teu nome para todo o sempre. 3 Grande é o SENHOR e mui digno de ser elogiado; a sua grandeza é infinita. 4 Uma geração elogiará as tuas obras à outra geração e anunciará os teus poderosos feitos. 5 Meditarei no glorioso esplendor da tua honra e nas tuas maravilhas. 6 Divulgar-se-á o poder dos teus feitos tremendos, e declararei a tua grandeza. 7 Divulgarão a memória de tua muita bondade e tornarão a tua justiça célebre. 8 Benigno e misericordioso é o SENHOR, tardio em irar-se e de grande clemência. 9 O SENHOR é bom para todos, e as suas ternas misericórdias permeiam todas as suas obras. 10 Todas as tuas obras te renderão agradecimentos, SENHOR; e os teus santos te bendirão. 11 Falarão da glória do teu reino e confessarão o teu poder, 12 para que aos filhos dos homens se façam notórios os teus poderosos feitos e a glória da majestade do teu reino. 13 O teu reino é eterno, e o teu domínio subsiste por todas as geraç§es. O SENHOR é fiel em todas as suas palavras e santo em todos os teus trabalhos. 14 O SENHOR sustém os que vacilam e levanta os prostrados. 15 Os olhos de todos esperam por ti, e tu, a teu tempo, lhes dás o alimento. 16 Abres a mão e satisfazes com benevolência a todo ser vivente. 17 O SENHOR é justo em todos os seus caminhos, benigno em todas as suas obras. 18 Perto está o SENHOR de todos os que o invocam, de todos os que o invocam em verdade. 19 Ele acode à vontade dos que o temem; atende-lhes o clamor e os salva. 20 O SENHOR preserva a todos os que o amam; porém os sem fé serão exterminados. 21 Profira a minha boca elogios ao SENHOR, e toda carne elogie o seu santo nome, para todo o sempre. (Salmo CXLV). 66. “O poder e a consideração de que um homem tenha desfrutado sobre Terra dão-lhe uma supremacia no mundo dos Espíritos? Não, pois os pequenos serão elevados e os grandes abaixados. Lê os salmos.” (275 do LE). “Não sabes que os Espíritos são de diferentes ordens segundo os méritos deles? Ah! Bem! O maioral da Terra pode pertencer à última fila entre os Espíritos, entretanto seu servidor estará na primeira fila. Compreendes isto? Jesus não disse: Qualquer que se abaixar será elevado e qualquer que se elevar será abaixado?” (275 do LE). “Deus se ocupa com todos os seres que criou, por menores que sejam. Nada é demasiado pouco para sua bondade.” (963 do LE). “O título não é nada, a superioridade real é tudo.” (277 do LE). “Declaro-vos que somente nos lábios e não na alma tem religião aquele que professa adorar o Cristo, mas que é orgulhoso, invejoso e ciumento, duro e implacável para com outrem, ou ambicioso dos bens deste mundo.” (654 do LE). “O orgulhoso acredita não ter senão a dignidade (auto-respeito).” (Santo Agostinho, 919 do LE). “Deus bendiz sempre aqueles que fazem o bem; aliviar os pobres e os aflitos é o melhor meio de honrá-Lo.” (673 do LE). “O instinto de conservação foi dado a todos os seres contra os perigos e os sofrimentos.” (727 do LE). “Deus não nos impôs uma tarefa acima de nossas forças.” (São Luís, Santo Agostinho, 495 do LE). Há pessoas que “quiseram ser provadas por uma vida de decepção, a fim de exercerem sua paciência e sua resignação.” (...) “Se o homem empreendesse senão as coisas relacionadas com suas faculdades, ele teria sucesso quase que sempre; este é que o arruina, é seu amor-próprio e sua ambição, que o fazem sair deste caminho e pegar o desejo de satisfazer certas ambiç§es como uma vocação. Ele fracassa e é sua culpa;” (862 do LE). “O homem judicioso, para ser feliz, contempla abaixo dele e jamais acima dele, se não é senão para elevar sua alma para o infinito.” (923 do LE). “Para a alma que já é elevada, o pensamento nas provas que lhe restam para sofrer não é nada penoso.” (979 do LE). Jesus não veio trazer seus ensinamentos aos grandes e orgulhosos da Terra. Eles já têm o seu quinhão e ele é todo material. Jesus veio trazer um fardo leve aos pequeninos, aos modestos. É através da humildade que obteremos o jugo suave de Jesus. Com humildade nenhuma provação é difícil. Quanto mais orgulhosos e egoístas formos, mais sofreremos com as provaç§es deste mundo. XXVII — Como começa uma obsessão   43 Quando o espírito impuro sai do corpo do homem , anda por lugares secos procurando descanso, porém não encontra. 44 Por isso, diz: Voltarei para minha casa donde saí. E, tendo voltado, a encontra vazia, varrida e enfeitada. 45 Então, vai e leva consigo outros sete espíritos, piores do que ele, e, entrando, habitam ali; e a última ação daquele homem torna-se pior do que a primeira. Assim também acontecerá a esta geração perversa. (Mateus, XII, 43-45). 24 Quando o espírito impuro sai do homem, anda por lugares secos, procurando repouso; e, não o achando, diz: Voltarei para minha casa, donde saí. 25 E, tendo voltado, a encontra varrida e ornamentada. 26 Então, vai e leva consigo outros sete espíritos, piores do que ele, e, entrando, vivem ali; e o última ação daquele homem se torna pior do que a primeira. 27 Ora, aconteceu que, ao dizer Jesus estas palavras, uma mulher, que estava entre a multidão, exclamou e disse-lhe: Bendito o útero que te procriou, e as mamas que tu sugaste! 28 Ele, porém, respondeu: Previamente, bem-aventurados são os que ouvem a palavra de Deus e a guardam! (Lucas, XI, 24-28). 67. As qualidades morais, boas ou más do homem “pertencem ao Espírito que está encarnado nele. Quanto mais puro é este Espírito, tanto mais dado ao bem é o homem.” (361 do LE). “Os pecados que cometemos então têm nascente primária na imperfeição do nosso próprio Espírito, que ainda não alcançou a superioridade moral que terá um dia,” (872 do LE). Jesus explica com muita didática. O homem era mau e seu corpo morreu. Seu Espírito é impuro e sai por aí, procurando um lugar para viver. Muitas vezes nem sabe que morreu. Acaba voltando para sua casa e passa a obsidiar as pessoas que lá vivem. Freqüentemente convida outros Espíritos impuros para coabitar e obsidiar os moradores com ele. Alguns deles acham isto muito engraçado. “Que é a alma? Um Espírito encarnado.” (134 do LE). “O homem é assim formado de três parte essenciais: 1º — O corpo nu é material análogo aos animais e animado pelo mesmo princípio vital destes; 2º — A alma, Espírito encarnado cujo corpo é habitação; 3º — O princípio intermediário ou perispírito, substância semimaterial que liga a 1º parte ao Espírito e une a alma ao corpo. Tais, numa fruta: a semente, a polpa e a casca.” (Allan Kardec, 135, II, do LE). “Alguns povos fizeram deles deuses malfeitores, outros os designam debaixo dos nomes de demônios, gênios malvados, Espíritos do mal. Os seres viventes que eles animam, quando eles estão encarnados, são inclinados a todos os vícios que engendram as paix§es vis e degradantes: a sensualidade, a crueldade, a trapaça, a hipocrisia, a cobiça, a avareza mesquinha. Fazem o mal pelo prazer de fazê-lo, o mais freqüentemente sem motivos, e por ódio ao bem eles escolhem quase sempre suas vítimas entre as pessoas honestas. Estes são os flagelos para a Humanidade, a qualquer ordem da sociedade a que eles pertençam, e o verniz da civilização não os garante contra a infâmia e a desonra.” (102 do LE). XXVIII — A família de Jesus   46 Falava ainda Jesus ao povo, e eis que sua mãe e seus irmãos estavam do lado de fora, procurando falar-lhe. 47 E alguém lhe disse: Tua mãe e teus irmãos estão lá fora e querem falar-te. 48 Porém ele respondeu ao que lhe trouxera o aviso: Quem é minha mãe e quem são meus irmãos? 49 E, estendendo a mão para os discípulos, disse: Eis minha mãe e meus irmãos. 50 Porque qualquer que fizer a vontade de meu Pai celeste, esse é meu irmão, irmã e mãe. (Mateus, XII, 46-50). 31 Nisto, chegaram sua mãe e seus irmãos e, tendo ficado de fora, mandaram chamá-lo. 32 Muita gente estava assentada ao redor dele e lhe disseram: Olha, tua mãe, teus irmãos e irmãs estão lá fora à tua procura. 33 Então, ele lhes respondeu, dizendo: Quem é minha mãe e meus irmãos? 34 E, correndo o olhar pelos que estavam assentados ao redor, disse: Eis minha mãe e meus irmãos. 35 Portanto, qualquer que fizer a vontade de Deus, esse é meu irmão, irmã e mãe. (Marcos, III, 31-35). 19 Vieram ter com ele sua mãe e seus irmãos e não podiam aproximar-se por causa da multidão. 20 E lhe comunicaram: Tua mãe e teus irmãos estão lá fora e querem ver-te. 21 Ele, porém, lhes respondeu: Minha mãe e meus irmãos são estes que ouvem a palavra de Deus e a praticam. (Lucas, VIII, 19-21). 68. “Todos os homens são irmãos em Deus, porque são animados pelo espírito e porque caminham para o mesmo objetivo (fim).” (54 do LE). “Oh! Acreditai em mim! Acreditai em mim, irmãos em Deus e em Jesus Cristo, acreditai em mim,” (Paulo, apóstolo, 1009 do LE). “É sempre o mesmo princípio: para os Espíritos elevados a pátria é o universo. Na crosta da terra, a pátria é onde eles têm mais pessoas simpáticas.” (317 do LE). “A lei natural é a lei de Deus; é a solitária verdade para a felicidade do homem; indica-lhe o que deve fazer ou não fazer, e ele não é infeliz senão porque ele se desvia.” (614 do LE). Pouco importa que os irmãos de Jesus fossem filhos do primeiro casamento de José ou filhos naturais de Maria. Para Jesus, todos nós, filhos de homens, somos filhos do mesmo Deus que é Pai. Todos somos irmãos em Deus que é irmão e Pai. Jesus não quer que eu faça a minha vontade egoísta, mas a vontade do Pai que é Deus: o objetivo (fim) que todos almejamos. XXIX — Jesus e as mulheres   36 Convidou-o um dos fariseus para que fosse jantar com ele. Jesus, entrando na casa do fariseu, tomou lugar à mesa. 37 E eis que uma mulher da cidade, pecadora, sabendo que ele estava à mesa na casa do fariseu, levou um vaso de alabastro com óleo perfumado para ungir ; 38 e, estando por detrás, aos seus pés, chorando, começou a regá-los com suas lágrimas e os enxugava com os próprios cabelos; e beijava-lhe os pés e os ungia (ungido, Messias, Cristo) com o ungüento. 39 Ao ver isto, o fariseu que o convidara cochichou: Se este fosse profeta, bem saberia quem e qual é o tipo de mulher que o tocou, porque é pecadora. 40 Dirigiu-se Jesus ao fariseu e lhe disse: Simão, tenho algo a dizer-te. Ele respondeu: Dize-o, Mestre. 41 Certo credor tinha dois devedores: um lhe devia quinhentos denários (moeda romana de prata equivalente a dez centavos), e o outro, cinqüenta. 42 Não tendo nenhum dos dois meios de pagar, perdoou-lhes a ambos. Qual deles, portanto, o amará mais? 43 Respondeu-lhe Simão: Suponho que aquele que tinha um débito maior. Replicou-lhe: Julgaste bem. 44 E, voltando-se para a mulher, disse a Simão: Vês esta mulher? Entrei em tua casa, e não me deste água para os pés; esta, porém, regou os meus pés com lágrimas e os enxugou com os seus cabelos. 45 Não me deste nenhum beijo; ela, entretanto, desde que entrei não pára de me beijar os pés. 46 Não me ungiste a cabeça com óleo, mas esta, com bálsamo, ungiu os meus pés. 47 Por isso, te digo: Os muitos pecados dela estão perdoados, porque ela amou muito; mas aquele que é pouco perdoado ama pouco. 48 Então, disse à mulher: Os teus pecados estão perdoados. 49 Os que estavam com ele à mesa começaram cochichar entre si: Quem é este que perdoa até pecados? 50 Mas Jesus disse à mulher: A tua fé te salvou; vai-te em paz. (Lucas, VII, 36-50). 69. Jesus perdoou a pecadora que foi humilde e muito O amou. Certamente que se ela não estivesse arrependida de seus pecados, mas ainda estivesse pecando não teria sido perdoada. “E Maria era aquela que tinha ungido o Senhor com ungüento e lhe tinha enxugado os pés com os seus cabelos, cujo irmão Lázaro estava enfermo.” (João, XI, 2). Mais adiante Ele dará exemplo de humildade muito semelhante ao de Maria de Betânia, lavando os pés dos apóstolos. Mulheres e homens têm direitos iguais. Não é muito fácil obter a misericórdia de Jesus. 1 Aconteceu, depois disto, que andava Jesus de cidade em cidade e de aldeia em aldeia, pregando e anunciando o evangelho do reino de Deus, e os doze iam com ele, 2 e também certas mulheres que haviam sido curadas de espíritos malignos e de enfermidades: Maria, chamada Madalena (da cidade de Magdala), da qual saíram sete demônios; 3 e Joana, mulher de Cuza, procurador de Herodes, Suzana e muitas outras, as quais lhe prestavam assistência com os seus bens. (Lucas, VIII, 1-3). 70. Jesus não tinha apenas oitenta e dois discípulos. Havia mulheres que sempre estavam com Ele dispostas a servi-lo. 38 Indo eles de caminho, entrou Jesus num povoado. E certa mulher, chamada Marta, hospedou-o na sua casa. 39 Tinha ela uma irmã, chamada Maria (da cidade de Betânia), e esta quedava-se assentada aos pés do Senhor a ouvir-lhe os ensinamentos. 40 Marta agitava-se de um lado para outro, ocupada em muitos serviços. Então, se aproximou de Jesus e disse: Senhor, não te importas de que minha irmã tenha deixado que eu fique a servir sozinha? Ordena-lhe, pois, que venha ajudar-me. 41 Respondeu-lhe o Senhor: Marta! Marta! Andas ansiosa e te preocupas com muitas coisas. 42 Entretanto, uma só coisa é necessária; Maria, pois, escolheu a boa parte, e esta não lhe será tirada. (Lucas, X, 38-42). XXX — A parábola do semeador   1 Naquele mesmo dia, saindo Jesus de casa, assentou-se à beira-mar; 2 e grandes multid§es se reuniram perto dele, de modo que entrou num barco e se assentou; e toda a multidão estava em pé na praia. 3 E de muitas coisas lhes falou por parábolas e dizia: Eis que o semeador saiu a semear. 4 E, ao semear, uma parte caiu à beira do caminho, e, vindo as aves, a comeram. 5 Outra parte caiu em solo rochoso, onde a terra era pouca, e logo nasceu, visto não ser profunda a terra. 6 Quando o sol saiu ele a queimou; e, porque não tinha raiz, secou-se. 7 Outra caiu entre os espinhos, e os espinhos cresceram e a sufocaram. 8 Outra, enfim, caiu em boa terra e deu fruto: a cem, a sessenta e a trinta por um. 9 Quem tem ouvidos para ouvir, ouça. 10 Então, se aproximaram os discípulos e lhe perguntaram: Por que lhes falas por parábolas? 11 Ao que respondeu: Porque vós tendes capacidade para conhecer os mistérios do reino dos céus, mas eles não têm. 12 Pois ao que tem se lhe dará, e terá em abundância; mas, ao que não tem, até o que tem lhe será tirado. 13 Por isso, lhes falo por parábolas; porque, vendo, não vêem; e, ouvindo, não ouvem, nem entendem. 14 De sorte que neles se cumpre a profecia de Isaías : Ouvireis com os ouvidos e de nenhum modo entendereis; vereis com os olhos e de nenhum modo discernireis . 15 Porque o coração deste povo está endurecido, de má vontade ouviram com os ouvidos e fecharam os olhos; para que não acontecesse que vissem com os olhos, ouvissem com os ouvidos, entendessem com o coração, se proselitizassem (convertessem) e então seriam por mim curados . 16 Bem-aventurados, porém, os vossos olhos, porque vêem; e os vossos ouvidos, porque ouvem. 17 Pois em verdade vos digo que muitos profetas e justos desejaram ver o que vedes e não viram; e ouvir o que ouvis e não ouviram. 18 Ouvi vós, pois, a parábola do semeador. 19 A qualquer que ouve a palavra do reino e não a compreende, o maligno vem e arrebata o que lhe foi semeado no coração. Este é o que foi semeado à beira do caminho. 20 O que foi semeado em solo rochoso, este é o que ouve a palavra e a recebe logo, com alegria; 21 mas não tem raiz em si mesmo; ele agüenta algum tempo; mas quando a tribulação ou a perseguição o alcançam por causa da palavra, logo ele se escandaliza. 22 O que foi semeado entre os espinhos é o que ouve a palavra, porém os cuidados do mundo e a fascinação das riquezas sufocam a palavra, e ele fica infrutífero. 23 Mas o que foi semeado em boa terra é o que ouve a palavra e a compreende; este frutifica e produz a cem, a sessenta e a trinta por um. (Mateus, XIII, 1-23). 9 Então ele disse: Vai, e dize a este povo: Ouvireis, realmente, mas não entendereis; e vereis, realmente, mas não percebereis . 10 Engorda o coração deste povo, e torna-lhes pesados os olhos e fecha-lhes os ouvidos; para que o povo não venha a ver com os seus olhos, nem a ouvir com os seus ouvidos, nem a entender com o seu coração, nem a proselitizar-se (converter-se), e a ser curado . ( Isaías , VI, 9-10). 1 Voltou Jesus a ensinar à beira-mar. E reuniu-se numerosa multidão a ele, de modo que entrou num barco, onde se assentou, afastando-se da praia. E todo o povo estava à beira-mar, na praia. 2 Assim, lhes ensinava muitas coisas por parábolas, expondo sua doutrina. 3 Ouvi: Eis que saiu o semeador a semear. 4 E, ao semear, uma parte caiu à beira do caminho, e vieram as aves e a comeram. 5 Outra caiu em solo pedregoso, onde a terra era pouca, e logo nasceu, visto não ser profunda a terra. 6 Quando o sol surgiu a queimou; e, porque não tinha raiz, secou-se. 7 Outra parte caiu entre os espinhos; e os espinhos cresceram e a sufocaram, e não deu fruto. 8 Outra, enfim, caiu em boa terra e deu fruto, que nasceu e cresceu, produzindo a trinta, a sessenta e a cem por um. 9 E acrescentou: Quem tem ouvidos para ouvir, ouça. 10 Quando Jesus ficou só, os que estavam junto dele com os doze o interrogaram a respeito das parábolas. 11 Ele lhes respondeu: Vós sois capazes de conhecer o mistério do reino de Deus; mas, os que estão fora são totalmente ensinados por meio de parábolas; 12 para que, vendo, não vejam e nem percebam; e, ouvindo, não ouçam e nem entendam; para que não venham a proselitizar-se (converter-se), e nem sejam perdoados. 13 Então, lhes perguntou: Não entendeis esta parábola e como compreendereis todas as parábolas? 14 O semeador semeia a palavra. 15 Estes são os da beira do caminho, onde a palavra é semeada; e, enquanto a ouvem, logo vem Satanás e tira a palavra semeada neles. 16 Semelhantes a estes são os semeados em solo pedregoso, os quais, ouvindo a palavra, logo a recebem com alegria. 17 Mas eles não têm raiz em si mesmos; suportam algum tempo; mas quando chega a tribulação ou a perseguição por causa da palavra, logo se escandalizam. 18 Os outros, os semeados entre os espinhos, são os que ouvem a palavra, 19 mas os cuidados do mundo, a fascinação da riqueza e as demais ambiç§es concorrentes sufocam a palavra, ficando ela infrutífera. 20 Os que foram semeados em boa terra são aqueles que ouvem a palavra e a aceitam, frutificando a trinta, a sessenta e a cem por um. (Marcos, IV, 1-20). 4 Afluindo uma grande multidão e vindo ter com ele gente de todas as cidades, disse Jesus por parábola: 5 Eis que o semeador saiu a semear. E, ao semear, uma parte caiu à beira do caminho; foi pisada, e as aves do céu a comeram. 6 Outra caiu sobre a pedra; e, tendo crescido, secou por falta de umidade. 7 Outra caiu no meio dos espinhos; e estes, ao crescerem com ela, a sufocaram. 8 Outra, afinal, caiu em boa terra; cresceu e produziu a cento por um. Dizendo isto, clamou: Quem tem ouvidos para ouvir, ouça. 9 E os seus discípulos o interrogaram, dizendo: Que parábola é esta? 10 Respondeu-lhes Jesus: Vós sois capazes de conhecer os mistérios do reino de Deus; mas ao resto fala-se por parábolas; para que, vendo, não vejam; e, ouvindo, não entendam. 11 Este é o sentido da parábola: a semente é a palavra de Deus. 12 Os que caíram à beira do caminho são os que a ouviram; vem, a seguir, o diabo e arrebata-lhes do coração a palavra, para que não acreditem nem sejam salvos. 13 Os que caíram sobre a pedra são os que, ouvindo a palavra, a recebem com alegria; estes não têm raiz; acreditam apenas por algum tempo e, na hora da tentação, eles sucumbem a ela. 14 Os que caíram entre espinhos são os que ouviram e, no decorrer dos dias, foram sufocados com os cuidados, riquezas e deleites da vida; os seus frutos não chegam a amadurecer. 15 Os que caíram na boa terra são os que, tendo ouvido de bom e justo coração, retêm a palavra; estes frutificam com perseverança. (Lucas, VIII, 4-15). 71. Não é fácil ser curado por Jesus. Devemos fazer nossa parte para que ele nos possa curar. Salomão escreveu outras 3000 parábolas em Provérbios, X-XXIX. Aqui Jesus ensina os Espíritos simples e ignorantes que se deve plantar em boa terra. As parábolas são alegorias feitas de modo didático por Jesus para os Espíritos imperfeitos daquele tempo que não podiam entender os ensinamentos espirituais de Jesus. Os Espíritos imperfeitos entendem apenas as coisas materiais. “A palavra de Jesus era freqüentemente alegórica e em parábolas, porque Ele falava segundo os tempos e os lugares. Convém agora que a verdade seja inteligível para todo o mundo. Convém explicar bem e desenvolver estas leis, visto que há tão poucas pessoas que as compreendem e ainda menos as que as praticam. Nossa missão é ferir os olhos e os orelhas, para unir os orgulhosos e desmascarar os hipócritas. Estes que comovem os exteriores da virtude e da religião, para esconderem suas torpezas. O ensinamento dos Espíritos deve ser claro e sem equívocos, a fim de que a pessoa não possa pretextar ignorância e que cada um o possa julgar e o apreciar com sua razão. Nós somos encarregados de preparar o reino do bem anunciado por Jesus. É porque não convém que qualquer um possa interpretar a lei de Deus ao desejo de suas paix§es, nem falsificar o significado de uma lei toda de amor e caridade.” (627 do LE). “Na antigüidade, o espiritismo era objeto de estudos misteriosos, cuidadosamente escondidos dos vulgares; hoje, não há segredos para ninguém; ele fala uma linguagem clara, sem ambigüidade; na casa dele, nada de místico, lugar de alegorias suscetíveis de falsas interpretaç§es: ele quer ser compreendido por todos, porque o tempo chegou de fazer conhecida a verdade aos homens; longe de se opor à difusão da luz, ele a quer para todo o mundo; ele não reclama uma crença ofuscada; ele quer que nós saibamos porque acreditamos nele; em se apoiando sobre a razão, ele será sempre mais forte do que aqueles que se apoiam sobre o nada.” (conclusão, VI, do LE). XXXI — A parábola do joio e do trigo   24 Outra parábola lhes pôs, dizendo: O reino dos céus é semelhante a um homem que semeou boa semente no seu campo; 25 mas, enquanto os homens dormiam, veio o inimigo dele, semeou o joio no meio do trigo e retirou-se. 26 E, quando a erva cresceu e produziu fruto, apareceu também o joio. 27 Então, vindo os servidores do dono da casa, lhe disseram: Senhor, não semeaste boa semente no teu campo? Donde vem, pois, o joio? 28 Ele, porém, lhes respondeu: Um inimigo fez isso. Mas os servidores lhe perguntaram: Queres que vamos e arranquemos o joio? 29 Não! Replicou ele, por que se arrancares o joio, arrancareis também com ele o trigo. 30 Deixai-os crescer juntos até à colheita, e, no tempo da colheita, direi aos coletores: Juntai primeiro o joio, amarrai-o em feixes para ser queimado; mas o trigo, depositai-o no meu celeiro. (Mateus, XIII, 24-30). 36 Então, despedindo as multid§es, foi Jesus para casa. E, chegando-se a ele os seus discípulos, disseram: Explica-nos a parábola do joio do campo. 37 E ele respondeu: O que semeia a boa semente é o Filho do Homem; 38 o campo é o mundo; a boa semente são os filhos do reino; o joio são os filhos do maligno; 39 o inimigo que o semeou é o diabo; a colheita é a consumação do século; e os coletores são os anjos. 40 Pois, assim como o joio é amarrado e lançado ao fogo, assim será na consumação do século. 41 O Filho do Homem enviará os seus anjos, que ajuntarão todos os escândalos e os que praticam a iniqüidade do seu reino 42 e os lançará na fornalha acesa; ali haverá choro e ranger de dentes. 43 Então, os justos resplandecerão como o sol, no reino de seu Pai. Quem tem ouvidos para ouvir, ouça. (Mateus, XIII, 36-43). 72. Aqui Jesus ensina aos mais materializados que nós devemos separar a erva daninha somente quando isso não prejudicar a planta que queremos produzir. “Não desprezeis a opinião dos vossos inimigos, porquanto esses nenhum interesse têm em dissimular a verdade e Deus muitas vezes os coloca ao vosso lado como um espelho, a fim de que sejais advertidos com mais franqueza do que o faria um amigo.” (Santo Agostinho, 919, II, do LE). Os amigos nos amam, e por terem uma trave no olho, não nos alertam dos nossos ciscos. Por isso, os inimigos são extremamente necessários. Eles nos apontam as imperfeiç§es sem dó nem piedade. Nós precisamos deles para fazer nossa reforma íntima. Estamos chegando na hora da colheita. A terra passará de mundo de expiaç§es e provas para terra de regeneração (reencarnação) . Os maus (o joio) será levado para um mundo de expiaç§es e provas bem inferior à terra. Os bons (o trigo) permanecerão na terra. “A terra, segundo a lei do progresso, esteve material e moralmente num estado inferior ao que ela tem hoje, e alcançará sob ambos estes benefícios um degrau mais avançado. Ela chegou a um destes períodos de transformação, onde de mundo expiatório ela vai transformar-se em mundo regenerador ; então os homens aí serão felizes porque a lei de Deus aí reinará.” (Santo Agostinho, ESE, III, 19). “O bem reinará sobre a terra quando, dentre os Espíritos que a vierem habitar, os bons tirarem os maus. Então, eles aí farão reinar o amor e a justiça que são a nascente do bem e do bem estar. É pelo progresso moral e pela prática das leis de Deus que o homem atrairá para a terra os bons Espíritos, e que ele repelirá os maus. Mas os maus não a abandonarão senão desde que tenham sido banidos o orgulho e o egoísmo. A transformação da humanidade foi profetizada e toca a vós este momento que acelera todos os homens que ajudam o progresso. A transformação se verificará pela encarnação de Espíritos melhores que constituirão sobre a terra uma nova geração . Então, os Espíritos dos maus, que a morte colhe a cada dia, e todos estes que tentam parar a marcha das coisas serão excluídos, pois eles serão removidos dentre os homens de bem cuja felicidade perturbariam. Irão para novos mundos, menos avançados, ocupar miss§es dolorosas onde eles poderão (apodrecerão) trabalhar pelo seu próprio adiantamento ao mesmo tempo em que trabalharão pelo de seus irmãos ainda mais atrasados. Não vêem vós nesta exclusão da terra transformada a sublime figura do Paraíso perdido e, no homem vindo sobre a terra em semelhantes condiç§es, e carregando em si o germe de suas paix§es e os traços de sua primitiva inferioridade, a figura não menos sublime do pecado original ? O pecado original, considerado sob este ponto de vista acalma a natureza ainda imperfeita do homem que não é assim responsável senão por si mesmo e por seus próprios pecados e não por aqueles de seus pais. Vós todos, homens de fé e de boa vontade, trabalhai portanto com zelo e coragem no grande trabalho da regeneração (reencarnação) , pois vós colhereis pelo cêntuplo a semente que houverdes semeado. Mal-estar a estes que fecham os olhos à luz, pois eles se preparam para si mesmos longos séculos de trevas e decepç§es; mal-estar a estes que p§em todas as suas alegrias nas riquezas deste mundo, pois eles suportarão o máximo das privaç§es que eles não auriram com prazeres; mal-estar sobretudo aos egoístas, pois eles não encontrarão pessoa que os ajude a carregar o fardo de suas misérias.” (São Luís, 1019 do LE). XXXII — A parábola da semente   26 Disse ainda: O reino de Deus é assim como se um homem lançasse a semente à terra; 27 depois, dormisse e se levantasse, de noite e de dia, e a semente germinasse e crescesse, não sabendo ele como. 28 A terra por si mesma frutifica: primeiro a erva, depois, a espiga, e, por fim, a espiga cheia de grãos. 29 E, quando o fruto já está maduro, logo se lhe mete a foice, porque é chegada a colheita. (Marcos, IV, 26-29). 73. Jesus ensina os simples a trabalhar a terra plantando sementes que são o germe das plantas que se come. O reino dos céus também é lindo e nele há plantas que são os princípios inteligentes das plantas da Terra. Poucos são capazes de compreender o reino dos céus, como as leis de Deus funcionam sem que os homens saibam como. E há geraç§es e geraç§es de novas sementes que crescem. É um jardim. XXXIII — A parábola do grão de mostarda   30 Disse mais: A que assemelharemos o reino de Deus? Ou com que parábola o apresentaremos? 31 É como um grão de mostarda, que, quando semeado, é a menor de todas as sementes sobre a terra; 32 mas, uma vez semeada, cresce e se torna maior do que todas as hortaliças e deita grandes ramos, a ponto de as aves do céu poderem aninhar-se à sua sombra. 33 E com muitas parábolas semelhantes lhes expunha a palavra, conforme o permitia a capacidade dos ouvintes. 34 E sem parábolas não lhes falava; mas explicava em particular todas as coisas aos seus próprios discípulos. (Marcos, IV, 30-34). 31 Outra parábola lhes propôs, dizendo: O reino dos céus é semelhante a um grão de mostarda, que um homem tomou e plantou no seu campo; 32 o qual é, na verdade, a menor de todas as sementes, e, crescida, é a maior das ervas, e se torna árvore, de modo que as aves do céu vêm aninhar-se nos seus ramos. (Mateus, XIII, 31-32). 18 E dizia: A que é semelhante o reino de Deus, e a que o compararei? 19 É semelhante a um grão de mostarda que um homem plantou na sua horta; e cresceu e tornou-se árvore; e as aves do céu aninharam-se nos seus ramos. (Lucas, XIII, 18-19). 5 Então, disseram os apóstolos ao Senhor: Aumenta-nos a fé. 6 Respondeu-lhes o Senhor: Se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a esta amoreira: Arranca-te e transplanta-te no mar; e ela vos obedecerá. (Lucas, XVII, 5-6). 74. Jesus ensina a procurar plantar o vegetal que produza mais alimentos ao povo simples. Não se deve desprezar ninguém. O mais humilde é aquele de quem mais precisamos. E o reino dos céus é feito dos mínimos, mas que por seu amor e sabedoria, produzem muito mais do que os outros. Nós somos o grão de mostarda que irá crescer, se humilhar e se tornar Deus. “ É assim que tudo se encaixa, que tudo se encadeia na Natureza, desde o átomo primitivo até inclusive o arcanjo, que, ele mesmo, começou por ser átomo; admirável lei de harmonia, que o vosso espírito limitado não ainda pode agarrar inteiramente,” (540 do LE). Nós começamos como átomos, no Reino Mineral. Nos tornamos plantas no Reino Vegetal. Passamos por diversas espécies do Reino Animal. Nos tornamos homens ou Espíritos e entramos no Reino Hominal e um dia seremos Espíritos puros, no Reino de Deus. Precisamos acreditar nas palavras de Jesus e tudo isso irá acontecer. XXXIV — A parábola do fermento   33 Disse-lhes outra parábola: O reino dos céus é semelhante ao fermento que uma mulher tomou e escondeu em três medidas de farinha, até ficar tudo levedado. 34 Todas estas coisas disse Jesus às multid§es por parábolas e sem parábolas nada lhes dizia; 35 para que se cumprisse o que foi dito por intermédio do profeta: Abrirei em parábolas a minha boca; publicarei coisas escondidas desde a criação do mundo. (Mateus, XIII, 33-35). 2 Abrirei a minha boca numa parábola; publicarei segredos da antigüidade, (Salmo, LXXVIII, 2). 20 Disse mais: A que compararei o reino de Deus? 21 É semelhante ao fermento que uma mulher tomou e escondeu em três medidas de farinha, até ficar tudo levedado. (Lucas, XIII, 20-21). 75. Jesus ensina às mulheres que não sabiam, e que eram muitas, a usar fermento. O fermento é semelhante aos homens de bem que são misturados aos outros homens. “Os mais avançados ajudam o progresso dos outros pelo contato social.” (779 do LE). Alguns homens são catalisadores. Quando Jesus queria falar aos Espíritos simples e ignorantes sem ser agredido ele usava fábulas e parábolas. XXXV — A parábola do tesouro escondido   44 O reino dos céus é semelhante a um tesouro oculto no campo, o qual certo homem, tendo-o achado, escondeu. E na sua alegria, vai, vende tudo o que tem e compra aquele campo. (Mateus, XIII, 44). 76. Jesus ensina os homens ignorantes a ganhar dinheiro. O reino dos céus não é material. E não se compra através de dinheiro. O dinheiro pode ser usado para comprar o campo onde se irá trabalhar. Mas o reino se conquista através do trabalho benigno em que se busca o bem estar de todos. Através do egoísmo e da avareza não se conquista o reino dos céus. As escrituras sagradas são o campo que está cheio de tesouros do conhecimento ocultos que todos podem encontrar. XXXVI — A parábola da pérola   45 O reino dos céus é também semelhante a um que negocia e procura boas pérolas; 46 e, tendo achado uma pérola de grande valor, vende tudo o que possui e a compra. (Mateus, XIII, 45-46). 77. Jesus ensina as mulheres simples a comprar coisas bonitas. O reino do céu não é material, mas tem grande valor em conhecimento e em sabedoria. Quem busca o reino do céu não se preocupa em ter coisas materiais. Mas que uma pérola grande é linda, não há dúvida. As santas escrituras estão recheadas de pérolas. XXXVII — A parábola da rede   47 O reino dos céus é ainda semelhante a uma rede que, lançada ao mar, recolhe peixes de toda espécie. 48 E, quando já está cheia, os pescadores arrastam-na para a praia e, assentados, escolhem os bons para os cestos e os ruins jogam fora. 49 Assim será na consumação do século: os anjos virão, e separarão os maus dentre os justos, 50 e os lançarão na fornalha inflamada; ali haverá choro e ranger de dentes. (Mateus, XIII, 47-50). 78. Jesus ensina os pescadores ignorantes a devolver os peixes pequenos ao mar para que cresçam. Jesus se refere novamente ao fim dos tempos. O tempo em que a Terra é mundo de expiaç§es e provas está chegando ao fim. A Terra se tornará um novo mundo de regeneração. “Em certas épocas, determinadas pela sabedoria divina, essas emigraç§es e imigraç§es de Espíritos se operam por massas mais ou menos consideráveis, em virtude das grandes revoluç§es que lhes ocasionam a partida simultânea em quantidades enormes, de repente substituídas por equivalentes quantidades de encarnaç§es.” (Allan Kardec, A Gênese, XI, 36). Os maus serão emigrados para mundos de expiaç§es e provas piores do que a terra deles e a terra receberá Espíritos emigrados de mundos de regeneração que se tornarão mundos felizes. XXXVIII — A parábola do pai de família   51 Entendestes todas estas coisas? Responderam-lhe: Sim! 52 Então, lhes disse: Por isso, todo escriba discípulo do reino dos céus é semelhante a um pai de família que tira do seu tesouro coisas novas e coisas velhas. 53 Tendo Jesus proferido estas parábolas, partiu dali. (Mateus, XIII, 51-53). 79. Eles entenderam sim a parte mais simples e material dos ensinamentos de Jesus. As coisas velhas são os ensinamentos materiais e práticos das parábolas de Jesus. As coisas novas são os ensinamentos morais contidos nas mesmas parábolas. XXXIX — Um profeta não tem honra em sua terra   53 Tendo Jesus proferido estas parábolas, retirou-se dali. 54 E, chegando à sua terra, ensinava-os na sinagoga, de tal sorte que se maravilhavam e diziam: Donde lhe vêm esta sabedoria e estes trabalhos poderosos? 55 Não é este o filho do carpinteiro? Não se chama sua mãe Maria, e seus irmãos, Tiago, José, Simão e Judas? 56 Não vivem entre nós todas as suas irmãs? Donde lhe vem, pois, tudo isto? 57 E escandalizavam-se nele. Jesus, porém, lhes disse: Não há profeta sem honra, senão na sua terra e na sua casa . 58 E não fez ali muitos trabalhos poderosos, por causa da incredulidade deles. (Mateus, XIII, 53-58). 1 Tendo Jesus partido dali, foi para a sua terra, e os seus discípulos o acompanharam. 2 Chegando o sábado, passou a ensinar na sinagoga; e muitos, ouvindo-o, se maravilhavam, dizendo: Donde vêm a este estas coisas? Que sabedoria é esta que lhe foi dada? E como faz tais trabalhos poderosos por suas mãos ? 3 Não é este o carpinteiro, filho de Maria, irmão de Tiago, José, Judas e Simão? E não vivem aqui entre nós suas irmãs? E escandalizavam-se nele. 4 Jesus, porém, lhes disse: Não há profeta sem honra, senão na sua terra, entre os seus parentes e na sua casa . 5 Não pôde fazer ali nenhum milagre, senão curar uns poucos enfermos, impondo-lhes as mãos . 6 Admirou-se da falta de fé deles. Contudo, percorria as aldeias circunvizinhas, a ensinar. (Marcos, VI, 1-6). 80. Aqueles homens viram Jesus crescer e não entendiam sua missão. Não tinham fé no que Ele fazia e nem sempre é possível curar aquele que não acredita e não tem boa fé na cura. A incredulidade prejudica o próprio doente que se quer curar. Além disso não basta acreditar em Deus. É preciso arrepender-se e seguir suas leis. Por outro lado, aquele povo ainda estava constrangido por não ter podido matar Jesus conforme relatado no capítulo XIII. XL — A morte de João Batista   19 mas Herodes, o tetrarca, sendo repreendido por ele, por causa de Herodias, mulher de seu irmão, e por todas as maldades que o mesmo Herodes havia feito, 20 acrescentou ainda sobre todas a de lançar João no cárcere. (Lucas, III, 19-20). 1 Por aquele tempo, ouviu o tetrarca Herodes a fama de Jesus 2 e disse aos que o serviam: Este é João Batista; ele ressuscitou dos mortos, e, por isso, nele operam forças poderosas. 3 Porque Herodes, havendo prendido e atado a João, o metera no cárcere, por causa de Herodias, mulher de Filipe, seu irmão; 4 pois João lhe dizia: Não te é lícito possuí-la. 5 E, querendo matá-lo, temia o povo, porque o tinham como profeta. 6 Ora, tendo chegado o dia do aniversário de Herodes, a filha de Herodias dançou diante de todos e agradou a Herodes. 7 Pelo que prometeu, por juramento, dar-lhe o que pedisse. 8 Então, ela, instigada por sua mãe, disse: Dá-me, aqui, num prato, a cabeça de João Batista. 9 Entristeceu-se o rei, mas, por causa do juramento e dos que estavam com ele à mesa, decidiu que seria dada; 10 e deu ordens e decapitou a João no cárcere. 11 Foi trazida a cabeça num prato e dada à jovem, que a levou a sua mãe. 12 Então, vieram os seus discípulos, levaram o corpo e o sepultaram; depois, foram e o anunciaram a Jesus. (Mateus, XIV, 1-12). 14 Chegou isto aos ouvidos do rei Herodes, porque o nome de Jesus já se tornara notório; e alguns diziam: João Batista ressuscitou dentre os mortos, e, por isso, nele operam forças poderosas. 15 Outros diziam: É Elias; ainda outros: É profeta como um dos profetas. 16 Herodes, porém, ouvindo isto, disse: É João, a quem eu mandei decapitar, que ressurgiu. 17 Porque o mesmo Herodes, por causa de Herodias, (mulher de seu irmão Filipe), ( com quem Herodes se casara ), mandara prender a João e atá-lo no cárcere. 18 Pois João lhe dizia: Não te é lícito possuir a mulher de teu irmão. 19 E Herodias o odiava, querendo matá-lo, e não podia. 20 Porque Herodes temia a João, sabendo que era homem justo e santo, e o tinha em segurança. E, quando o ouvia, ficava perplexo, escutando-o satisfeito. 21 E, chegando um dia favorável, em que Herodes no dia do seu aniversário dera um banquete aos seus dignitários, oficiais militares e aos principais da Galiléia; 22 entrou a filha de Herodias e, dançando, agradou a Herodes e aos seus convivas. Então, disse o rei à jovem: Peça-me o que quiseres, e eu to darei. 23 E jurou-lhe: O que pedires eu te darei, mesmo que seja a metade do meu reino. 24 Saindo ela, perguntou a sua mãe: Que pedirei? Esta respondeu: A cabeça de João Batista. 25 De repente voltando apressadamente para junto do rei, disse: Quero, sem demora, me dês num prato a cabeça de João Batista. 26 Entristeceu-se profundamente o rei; mas, por causa do juramento e dos que estavam com ele à mesa, não lha quis negar. 27 E, enviando logo o executor, mandou que lhe trouxessem a cabeça de João. Ele foi, e o decapitou no cárcere, 28 e, trazendo a cabeça num prato, a entregou à jovem, e esta, por sua vez, a sua mãe. 29 Os discípulos de João, logo que souberam disto, vieram, levaram-lhe o corpo e o depositaram no túmulo. (Marcos, VI, 14-29). 7 Ora, o tetrarca Herodes soube de tudo o que se passava e ficou perplexo, porque alguns diziam: João ressuscitou dentre os mortos; 8 outros: Elias apareceu; e outros: Ressurgiu um dos antigos profetas. 9 Herodes, porém, disse: Eu mandei decapitar a João; quem é, pois, este a respeito do qual tenho ouvido tais coisas? E se esforçava por vê-lo. (Lucas, IX, 7-9). 81. “E Elias lhes disse: Apanhai os profetas de Baal, e não escape deles nem um só. E, tendo-os o povo agarrado, Elias os levou à torrente de Cison, e ali os matou.” (3º Livro dos Reis, XVIII, 40). Sobre João Batista recaiu a lei de ação e reação. Morreu decapitado porque quando se chamava Elias havia matado os sacerdotes de Baal. Quantos homens até hoje não perdem a cabeça por causa de uma prostituta? Há prostitutas capazes de levar tudo dos homens, ate a vida deles. XLI — A multiplicação dos pães e dos peixes   13 Jesus, ouvindo isto, retirou-se dali num barco, para um lugar deserto, à parte; sabendo-o as multid§es, vieram das cidades seguindo-o por terra. 14 Desembarcando, viu Jesus uma grande multidão, compadeceu-se dela e curou os seus enfermos. 15 Ao cair da tarde, vieram os discípulos a Jesus e lhe disseram: O lugar é deserto, e vai adiantada a hora; despede, pois, as multid§es para que, indo pelas aldeias, comprem para si o que comer. 16 Jesus, porém, lhes disse: Não precisam retirar-se; dai-lhes, vós mesmos, de comer. 17 Mas eles responderam: Não temos aqui senão cinco pães e dois peixes . 18 Então, ele disse: Trazei-mos. 19 E, tendo mandado que a multidão se assentasse sobre a grama, tomando os cinco pães e os dois peixes, erguendo os olhos ao céu, elogiou. Depois, tendo dividido os pães, deu-os aos discípulos, e estes, às multid§es. 20 Todos comeram e se fartaram; e recolheram ainda doze cestos cheios dos pedaços divididos que sobraram. 21 E os que comeram foram cerca de cinco mil homens, além de mulheres e crianças. (Mateus, XIV, 13-21). 30 Voltaram os apóstolos à presença de Jesus e lhe relataram tudo quanto haviam feito e ensinado. 31 E ele lhes disse: Vinde repousar um pouco, à parte, num lugar deserto; porque eles não tinham tempo nem para comer, visto serem numerosos os que iam e vinham. 32 Então, foram sós no barco para um lugar solitário. 33 Muitos, porém, os viram partir e, reconhecendo-os, correram para lá, a pé, de todas as cidades, e chegaram antes deles. 34 Ao desembarcar, viu Jesus uma grande multidão e compadeceu-se deles, porque eram como ovelhas que não têm pastor. E passou a ensinar-lhes muitas coisas. 35 Em declinando a tarde, vieram os discípulos a Jesus e lhe disseram: É deserto este lugar, e já avançada a hora; 36 despede-os para que, passando pelos campos ao redor e pelas aldeias, comprem para si o que comer. 37 Porém ele lhes respondeu: Dai-lhes vós mesmos de comer. Disseram-lhe: Iremos comprar duzentos denários (moeda de prata romana equivalente a dez centavos que eram de bronze) de pão para lhes dar de comer? 38 E ele lhes disse: Quantos pães tendes? Ide ver! E, sabendo-o eles, responderam: Cinco pães e dois peixes . 39 Então, Jesus lhes ordenou que todos se assentassem, em grupos, sobre a grama verde. 40 E o fizeram, repartindo-se em grupos de cem em cem e de cinqüenta em cinqüenta. 41 Tomando ele os cinco pães e os dois peixes, erguendo os olhos ao céu, elogiou; e, dividindo os pães, deu-os aos discípulos para que os distribuíssem; e por todos dividiu também os dois peixes. 42 Todos comeram e se fartaram; 43 e ainda recolheram doze cestos cheios de pedaços divididos de pão e de peixe. 44 Os que comeram dos pães eram cinco mil homens. (Marcos, VI, 30-44). 10 Ao regressarem, os apóstolos relataram a Jesus tudo o que tinham feito. E, levando-os consigo, retirou-se à parte para uma cidade chamada Betsaida. 11 Mas as multid§es, ao saberem, seguiram-no. Acolhendo-as, falava-lhes a respeito do reino de Deus e socorria os que tinham necessidade de cura. 12 Mas o dia começava a declinar. Então, se aproximaram os doze e lhe disseram: Despede a multidão, para que, indo às aldeias e campos circunvizinhos, se hospedem e achem alimento; pois estamos aqui em lugar deserto. 13 Ele, porém, lhes disse: Dai-lhes vós mesmos de comer. Responderam eles: Não temos mais que cinco pães e dois peixes , salvo se nós mesmos formos comprar comida para todo este povo. 14 Porque estavam ali cerca de cinco mil homens. Então, disse aos seus discípulos: Fazei-os sentar-se em grupos de cinqüenta. 15 Eles atenderam, fazendo todos se sentarem. 16 E, tomando os cinco pães e os dois peixes, erguendo os olhos para o céu, os elogiou, dividiu e deu aos discípulos para que os distribuíssem entre o povo. 17 Todos comeram e se fartaram; e dos pedaços divididos que ainda sobraram foram recolhidos doze cestas. (Lucas, IX, 10-17). 1 Depois destas coisas, atravessou Jesus o mar da Galiléia, que é o mar de Tiberíades. 2 Seguia-o numerosa multidão, porque tinham visto os sinais que ele fazia na cura dos enfermos. 3 Então, subiu Jesus ao monte e assentou-se ali com os seus discípulos. 4 Ora, a Páscoa, festa dos judeus, estava próxima. 5 Então, Jesus, erguendo os olhos e vendo que grande multidão vinha ter com ele, disse a Filipe: Onde compraremos pães para lhes alimentar? 6 Mas dizia isto para o provar; porque ele bem sabia o que estava para fazer. 7 Respondeu-lhe Filipe: Não lhes bastariam duzentos denários (cada denário é equivalente a dez centavos) de pão, para receber cada um o seu pedaço. 8 Um de seus discípulos, chamado André, irmão de Simão Pedro, informou a Jesus: 9 Está aí um rapaz que tem cinco pães de cevada e dois peixinhos ; mas isto é suficiente para tanta gente? 10 Disse Jesus: Fazei o povo assentar-se. Pois naquele lugar havia muita grama. Assentaram-se, pois, os homens em número de quase cinco mil. 11 Então, Jesus tomou os pães e, tendo dado graças, distribuiu-os entre eles; e também igualmente os peixes, quanto queriam. 12 E, quando já estavam fartos, disse Jesus aos seus discípulos: Recolhei os pedaços que sobraram, para que nada se perca. 13 Assim, pois, o fizeram e encheram doze cestos de pedaços dos cinco pães de cevada, que sobraram aos que haviam comido. 14 Vendo, pois, os homens o sinal que Jesus fizera, disseram: Este é, verdadeiramente, o profeta que devia vir ao mundo. (João, VI, 1-14). 82. Os pães e os peixes que Jesus multiplicou não eram materiais, mas sim fluídicos. Não alimentavam o corpo, mas sim o perispírito, o psicossoma. “Deus não se entrega a uma ação direta sobre a matéria.” (536, II, do LE). Aqueles pães e peixes eram como o corpo de Jesus: feitos da quinta essência da matéria. “14¬ Os objetos que, pela vontade do Espírito, se tornam tangíveis, poderiam permanecer com esse caráter e tornarem-se de uso? Isso poderia dar-se, mas não se faz . Está fora das leis. 15¬ Têm todos os Espíritos, no mesmo grau, o poder de produzir objetos tangíveis? É fora de dúvida que quanto mais elevado é o Espírito, tanto mais facilmente o consegue. Porém, ainda aqui, tudo depende das circunstâncias. Desse poder também disp§e os Espíritos inferiores.” (São Luís, O Livro dos Médiuns, 2¬ parte, VIII, 128, 14¬ e 15¬). É o caso da imagem mexicana de Nossa Senhora de Guadalupe. E talvez do Santo Sudário. XLII — Jesus caminha sobre o mar   45 Logo a seguir, compeliu Jesus os seus discípulos a embarcar e passar adiante para o outro lado, a Betsaida, enquanto ele despedia a multidão. 46 E, tendo-os despedido, subiu ao monte para orar. 47 Ao cair da tarde, estava o barco no meio do mar, e ele, sozinho em terra. 48 E, vendo-os em dificuldade a remar contra o vento; por volta da quarta troca de guarda da noite, veio ter com eles, andando por sobre o mar; e deixá-los-ía para trás. 49 Eles, porém, vendo-o andar sobre o mar, pensaram tratar-se de um fantasma e gritaram. 50 Pois todos ficaram aterrados à vista dele. Mas logo lhes falou e disse: Tende boa alma ! EU SOU. Não temais! 51 E subiu para o barco para estar com eles, e o vento cessou. Ficaram doloridamente atônitos em si mesmos, 52 porque não haviam entendido a respeito dos pães ; mas, o seu coração estava endurecido. 53 Estando já no outro lado, chegaram a terra, em Genesaré, onde aportaram. 54 Saindo eles do barco, logo o povo reconheceu Jesus; 55 e, percorrendo toda aquela região, traziam em leitos os enfermos, para onde ouviam que ele estava. 56 Onde quer que ele entrasse nas aldeias, cidades ou campos, punham os enfermos nas praças, rogando-lhe que os deixasse tocar ao menos na orla da sua veste; e quantos a tocavam saíam curados. (Marcos, VI, 45-56). 22 Logo a seguir, compeliu Jesus os discípulos a embarcar e passar adiante dele para o outro lado, enquanto ele despedia as multid§es. 23 E, despedidas as multid§es, subiu ao monte, a fim de orar sozinho. Em caindo a tarde, lá estava ele, só. 24 Entretanto, o barco já estava longe, a muitos estádios da terra, açoitado pelas ondas; porque o vento era contrário. 25 Na quarta guarda da noite, Jesus foi ter com eles, caminhando sobre o mar. 26 E os discípulos, ao verem-no andando sobre as águas, ficaram aterrados e exclamaram: É um fantasma! E, tomados de medo, gritaram. 27 Mas Jesus imediatamente lhes disse: Tende boa alma ! EU SOU. Não temais! 28 Respondendo-lhe Pedro, disse: Se TU ÉS, Senhor, manda-me ir ter contigo, por sobre as águas . 29 E ele disse: Vem! E Pedro, descendo do barco, andou por sobre as águas e foi ter com Jesus . 30 Reparando, porém, na força do vento, teve medo; e, começando a submergir, gritou: Salva-me, Senhor ! 31 E, prontamente, Jesus, estendendo a mão, tomou-o e lhe disse: Homem de pequena fé, por que duvidaste ? 32 Subindo ambos para o barco, cessou o vento. 33 E os que estavam no barco o adoraram, dizendo: Verdadeiramente és Filho de Deus! 34 Então, estando já no outro lado, chegaram a terra, em Genesaré. 35 Reconhecendo-o os homens daquela terra, mandaram avisar a toda a circunvizinhança e trouxeram-lhe todos os enfermos; 36 e lhe rogavam que ao menos pudessem tocar na orla da sua veste. E todos os que tocaram ficaram sãos. (Mateus, XIV, 22-36). 16 À tarde, os seus discípulos desceram para o mar. 17 E, tomando um barco, passaram para o outro lado, rumo a Cafarnaum. Já se fazia escuro, e Jesus ainda não viera ter com eles. 18 E o mar começava a crescer-se, agitado por vento rijo que soprava. 19 Tendo navegado uns vinte e cinco a trinta estádios (25 x 201,16=5029 metros) , eis que viram Jesus andando por sobre o mar, aproximando-se do barco; e ficaram possuídos de temor. 20 Mas Jesus lhes disse: EU SOU. Não temais! 21 Então, eles, de bom vontade, o receberam, e logo o barco chegou ao seu destino. (João, VI, 16-21). 83. Jesus tinha um corpo fluídico feito da quinta essência da matéria, por isso teve enorme facilidade em caminhar por sobre o mar. “Como o Espírito se transporta com a rapidez do pensamento, nós podemos dizer que ele vê em toda parte ao mesmo tempo.” (247 do LE). “Não sendo mais sujeitos à reencarnação dentro de corpos que apodrecem, é para eles a vida eterna que eles executam dentro do seio de Deus.” (113 do LE). Jesus estava afastado cerca de 25 a 30 estádios (1 estádio = 201,16 metros), portanto, Jesus havia caminhado de 5.029 metros a 6.034,8 metros no mar. Já Pedro tinha um corpo de carne e deu alguns passos sobre o mar graças a uma mediunidade de efeitos físicos, dele e dos demais apóstolos, antes de submergir. “Cumpre, entretanto, ponderar que a faculdade de produzir efeitos materiais raramente existe nos que disp§em de mais perfeitos meios de comunicação, quais a escrita e a palavra. Em geral, a faculdade diminui num sentido à proporção que se desenvolve em outro.” (Allan Kardec, item 160 do LM). XLIII — Jesus é o pão da vida   22 No dia seguinte, a multidão que ficara do outro lado do mar notou que ali não havia senão um pequeno barco e que Jesus não embarcara nele com seus discípulos, tendo estes partido sós. 23 Entretanto, outros barquinhos chegaram de Tiberíades, perto do lugar onde comeram o pão, tendo o Senhor dado graças. 24 Quando, pois, viu a multidão que Jesus não estava ali nem os seus discípulos, tomaram os barcos e partiram para Cafarnaum à sua procura. 25 E, tendo-o encontrado no outro lado do mar, lhe perguntaram: Mestre, quando chegaste aqui? 26 Respondeu-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo: Vós me procurais, não porque vistes sinais, mas porque comestes dos pães e vos fartastes. 27 Trabalhai, não pela comida que apodrece , mas pela que subsiste para a vida eterna, a qual o Filho do Homem vos dará; porque Deus, o Pai, o confirmou com o lacre do seu selo. (João, VI, 22-27). 84. Jesus já havia dito antes: “Nem só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que sai da boca de Deus.” (Mateus, IV, 4). E também: “Buscai em primeiro lugar o Reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas.” (Mateus, VI, 33). A multidão não buscava o pão do céu: a palavra de Jesus e os pães fluídicos. A multidão procurava o rei Mômo que encheria seus estômagos. 28 Dirigiram-se, pois, a ele, perguntando: Que faremos para executar as obras de Deus? 29 Respondeu-lhes Jesus: A obra de Deus é esta: Acreditai naquele que ele tem enviado. 30 Então, lhe disseram eles: Que sinal fazes que vejamos e acreditemos em ti? Quais são os teus trabalhos? 31 Nossos pais comeram o maná no deserto, como está escrito: Deu-lhes pão do céu para comer. 32 Replicou-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo: Não foi Moisés quem vos deu o pão do céu; o verdadeiro pão do céu é meu Pai quem vos dá. 33 Porque o pão de Deus é ele que desce do céu e dá vida ao mundo. 34 Então, lhe disseram: Senhor, dá-nos este pão para sempre. 35 Declarou-lhes, pois, Jesus: EU SOU o pão da vida; o que vem a mim jamais terá fome ; e o que acredita em mim jamais terá sede . 36 Porém eu já vos disse que, embora me tenhais visto, vós ainda não acreditais. 37 Todo aquele que o Pai me dá, esse virá a mim; e eu não expulsarei aquele que vem a mim de modo nenhum . 38 Porque eu desci do céu, não para fazer a minha própria vontade, e sim a vontade daquele que me enviou. 39 E a vontade de quem me enviou é esta: Que eu não perca nenhum de todos os que me destes ; pelo contrário, eu o ressuscitarei no último dia. 40 De fato, a vontade de meu Pai é que todo homem que vir o Filho e nele acreditar tenha a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia. (João, VI, 28-40). 24 E ele fez chover o maná sobre eles para comerem, e ele deu o trigo vindo do céu. 25 Cada homem comeu o pão do poderoso: Ele enviou alimento abundante para eles. 14 Quando o orvalho evaporou, eis havia uma coisa pequena e redonda sobre a face do deserto; pequenina como a geada sobre a terra. 15 E vendo-a os filhos de Israel, disseram uns aos outros: Que é isto? Porque não sabiam o que era. Moisés disse-lhes: Este é o pão que o Senhor vos deu para comer. (Êxodo, XVI, 14-15). 85. O maná de Moisés era pão que alimentava o corpo. O pão de Jesus é fluídico, como Ele próprio o é. Há pessoas na Terra que afirmam poderem viver sem o alimento do corpo físico. O pão de Moisés entra pela boca, desce pelo ventre e sai. O pão de Jesus nunca é expulso fora. Nós somos o pão de Jesus que nunca é lançado fora como coisa que apodrece. Nem mesmo os atuais demônios escaparão da glória de Deus, porque Jesus não quer que nenhum de nós se perca. Todos nós um dia entraremos no Reino de Deus e ressuscitaremos como Espíritos puros, Santos como Jesus. Todos nós somos eternos. Não tivemos início nos tempos e não teremos fim em qualquer tempo. 41 Cochichavam, pois, dele os judeus, porque dissera: EU SOU o pão que desceu do céu. 42 E diziam: Não é este Jesus, o filho de José? Cujos pai e mãe nós conhecemos? Como, pois, agora diz: Eu vim do céu? 43 Respondeu-lhes Jesus: Não cochicheis entre vós. 44 Ninguém pode vir a mim se o Pai, que me enviou, não o trouxer; e eu o ressuscitarei no último dia . 45 Está escrito nos profetas: E serão todos ensinados por Deus. Todo aquele que ouviu e aprendeu do Pai, vem até a mim. 46 Não que qualquer um tenha visto o Pai, salvo aquele que vem de Deus; este o tem visto. 47 Em verdade, em verdade vos digo: Quem acredita em mim tem vida eterna. 48 EU SOU o pão da vida. 49 Vossos pais comeram o maná no deserto e morreram. 50 Este é o pão que veio do céu, para que todo o que dele comer, não apodreça. 51 Eu sou o pão vivo que desceu do céu; se alguém dele comer, viverá eternamente; e o pão que eu darei pela vida do mundo é a minha carne. 52 Debatiam, pois, os judeus entre si, dizendo: Como pode este homem dar-nos a sua própria carne para comermos? 53 Respondeu-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo: Se vós não comerdes a carne do Filho do Homem e não beberdes o seu sangue, vós mesmos não estais vivos . 54 Quem comer a minha carne e beber o meu sangue tem a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia. 55 Pois a minha carne é verdadeira comida , e o meu sangue é verdadeira bebida . 56 Quem comer a minha carne e beber o meu sangue permanece em mim, e eu, nele. 57 Assim como o Pai , que vive , me enviou, e eu igualmente vivo pelo Pai; quem me come, viverá também para mim. 58 Este é o pão que desceu do céu, em nada semelhante àquele que os vossos pais comeram e, contudo, morreram; quem comer este pão viverá eternamente. 59 Estas coisas disse Jesus, quando ensinava na sinagoga de Cafarnaum. (João, VI, 41-59). 6 Respondeu-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém alcança o Pai senão por mim . (João, XIV, 6). 27 Tudo me foi entregue por meu Pai. Ninguém conhece o Filho, senão o Pai; e ninguém conhece o Pai, senão o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar . (Mateus, XI, 27). 22 Tudo me foi entregue por meu Pai. Ninguém sabe quem é o Filho, senão o Pai; e também ninguém sabe quem é o Pai, senão o Filho, e aquele a quem o Filho o quiser revelar . (Lucas, X, 22). 86. Moisés alimentava o corpo e o corpo que Moisés alimentava morreu. Do pó vieste e ao pó voltarás. Jesus alimenta o Espírito e este é eterno. “É a vida do Espírito que é eterna;” (153 do LE). Deus é Pai e é um Deus vivo, que vive como Espírito Santo e supremo em sua inteligência, como nós todos um dia seremos. 60 Muitos dos seus discípulos, tendo ouvido tais palavras, disseram: Duro é este discurso; quem o pode ouvir? 61 Mas Jesus, sabendo por si mesmo que eles cochichavam a respeito de suas palavras, disse-lhes: Isto vos escandaliza? 62 Que será, pois, se virdes o Filho do Homem subir para o lugar onde estava inicialmente? 63 O espírito é o que dá a vida ; a carne para nada aproveita ; as palavras que eu vos tenho dito são espírito e vida . 64 Contudo, há descrentes entre vós. Pois Jesus sabia, desde o começo, quem eram os que não acreditavam e quem o havia de trair. 65 E prosseguiu: Por causa disto, é que vos tenho dito: Ninguém poderá vir a mim, se não for autorizado pelo Pai . 66 À vista disso, muitos dos seus discípulos desistiram e não andariam mais com ele. 67 Então, perguntou Jesus aos doze: Vós também desistireis? 68 Respondeu-lhe Simão Pedro: Senhor, para quem iremos? Tu tens as palavras de vida eterna. 69 E nós temos acreditado e conhecido que tu és o Santo de Deus. 70 Replicou-lhes Jesus: Não vos escolhi eu em número de doze? Contudo, um de vós é um diabo. 71 Referia-se ele a Judas, filho de Simão Iscariotes; porque era quem estava para traí-lo, sendo um dos doze. (João, VI, 60-71). 87. Ouvindo estas palavras de Jesus sobre o alimento do corpo, muitos discípulos dele o abandonaram, exceto os doze e mesmo entre os doze havia um demônio, um Espírito imundo que o Pai havia escolhido. “Alguns povos fizeram deles deuses malfeitores, outros os designam debaixo dos nomes de demônios, gênios malvados, Espíritos do mal.” (102 do LE). Mesmo para Judas Iscariotes vale a palavra de Jesus: “E a vontade de quem me enviou é esta: Que eu não perca nenhum de todos os que me destes ; pelo contrário, eu o ressuscitarei no último dia.” (João, VI, 39). Judas reparou sua traição ao Cristo na pele de Joana D’Arc, que a Igreja Católica queimou como feiticeira e depois santificou. Esta história é contada em livro por Léon Dennis, contemporâneo amigo francês de Allan Kardec. “Teu Espírito é tudo; teu corpo é um vestido que se apodrece: aí está tudo.” (196, a, do LE). XLIV — Honrai pai e mãe   12 Honra a teu pai e a tua mãe, para que sejam longos os teus dias na terra que o Senhor, teu Deus, te dá. (Êxodo, XX, 12). 16 Honra a teu pai e a tua mãe, como o Senhor, teu Deus, te ordenou, para que sejam longos os teus dias e para que tu vá bem na terra que te dá o Senhor, teu Deus. (Deuteronômio, V, 16). 17 E quem maldisser seu pai ou sua mãe morrerá . (Êxodo, XXI, 17). 24 Olho por olho, dente por dente , mão por mão, pé por pé. 25 Queimadura por queimadura, ferida por ferida, golpe por golpe. (Êxodo, XXI, 24-25). 13 Porque o Senhor disse: Pois que este povo se aproxima de mim e, me honra com a sua boca e seus lábios, mas o seu coração se afasta para longe de mim, e o seu temor de mim consiste tão-somente em mandamento de homens que foram ensinados a fazê-lo; (Isaías, XXIX, 13). 1 Então, alguns fariseus e escribas vieram de Jerusalém a Jesus e perguntaram: 2 Por que transgridem os teus discípulos a tradição dos anciãos? Pois não lavam as mãos, quando comem. 3 Ele, porém, lhes respondeu: Por que transgredis vós também o mandamento de Deus, por causa da vossa tradição? 4 Porque Deus ordenou: Honra a teu pai e a tua mãe ; e : Quem maldisser a seu pai ou a sua mãe seja punido de morte . 5 Mas vós dizeis: Se alguém disser a seu pai ou a sua mãe: Aquilo que poderias aproveitar de mim pertence ao Senhor; 6 ele não honrará seu pai ou sua mãe. E, assim, anulastes a palavra de Deus, por causa da vossa tradição. 7 Hipócritas! Bem profetizou Isaías a vosso respeito, dizendo: 8 Este povo honra-me com os lábios, mas o seu coração está longe de mim. 9 E inutilmente me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos de homens. 10 E, tendo convocado a multidão, lhes disse: Ouvi e entendei: 11 Não é o que entra pela boca que desonra o homem, mas o que sai da boca, isto, sim, desonra o homem . 12 Então, aproximando-se dele os discípulos, disseram: Sabes que os fariseus, ficaram escandalizados quando ouviram a tua palavra? 13 Ele, porém, respondeu: Toda planta que meu Pai celestial não plantou será arrancada. 14 Deixai-os; são guias cegos. Ora, se um cego guiar outro cego, ambos cairão no abismo . 15 Então, lhe disse Pedro: Explica-nos a parábola. 16 Jesus, porém, disse: Vós também não entendeis ainda? 17 Não compreendeis que tudo o que entra pela boca desce para o ventre e, depois, é expulso para fora ? 18 Mas o que sai da boca vem do coração, e é isto que desonra o homem. 19 Porque maus pensamentos, homicídios, adultérios, prostituiç§es, furtos, falsos testemunhos, blasfêmias vêm do coração. 20 São estas as coisas que desonram o homem; mas comer sem lavar as mãos não desonra o homem. (Mateus, XV, 1-20). 1 Os fariseus e alguns escribas vindos de Jerusalém reuniram-se a Jesus. 2 E, vendo que alguns dos discípulos dele comiam pão com as mãos impuras , isto é, sem lavar. 3 (Pois os fariseus e todos os judeus, observando a tradição dos anciãos, não comem sem lavar cuidadosamente as mãos; 4 quando voltam da praça, não comem sem tomar banho; e muitas outras coisas que receberam para seguir como lavar copos (cálices), panelas (jarros) e recipientes de bronze.) 5 Perguntaram-lhe os fariseus e os escribas: Por que não andam os teus discípulos de conformidade com a tradição dos anciãos, mas comem com as mãos impuras ? 6 Respondeu-lhes: Isaías profetizou bem a respeito de vós, hipócritas, como está escrito: Este povo honra-me com os lábios, mas o seu coração está longe de mim. 7 E inutilmente me adoram: Eles ensinam doutrinas que são preceitos de homens. 8 Negligenciando o mandamento de Deus, preservais a tradição dos homens. 9 E disse-lhes ainda: Jeitosamente rejeitais o preceito de Deus para guardardes a vossa própria tradição. 10 Pois Moisés disse: Honra a teu pai e a tua mãe; e: Quem maldisser a seu pai ou a sua mãe seja punido com a morte. 11 Vós, porém, dizeis: Se um homem disser a seu pai ou a sua mãe: Aquilo que poderias aproveitar de mim é Corbã, isto é, pertence ao Senhor, 12 então, o dispensais de fazer qualquer coisa por seu pai ou por sua mãe; 13 invalidando a palavra de Deus pela vossa própria tradição, que vós mesmos transmitistes; e vós fazeis muitas coisas tais como esta. 14 Convocando ele, de novo, a multidão, disse-lhes: Ouvi-me, todos, e entendei. 15 Nada há fora do homem que, entrando nele, possa desonrá-lo; mas o que sai do homem é o que o desonra. 16 Se alguém tem ouvidos para ouvir, ouça. 17 Quando entrou em casa, deixando a multidão, os seus discípulos o interrogaram acerca da parábola. 18 Então, lhes disse: Vós não entendeis também? Não compreendeis que tudo o que de fora entra no homem não o pode torná-lo (Espírito — o autor) impuro ; 19 porque não lhe entra no coração, mas no ventre, e sai para fora? E assim, tornem limpos todos os alimentos. 20 E dizia: O que sai do homem, isto é o que o torna impuro . 21 Porque os maus pensamentos, a prostituição, os roubos, os homicídios, o adultério, a avareza, as malícias, as fraudes, 22 a sensualidade, a inveja, a blasfêmia, o orgulho, a insensatez vêm de dentro, do coração dos homens. 23 Todos estes males são originados dentro e desonram o homem. (Marcos, VII, 1-23). 88. A lei de Moisés era clara: quem violasse qualquer dos dez mandamentos do decálogo era penalizado com a morte. É correto lavar os alimentos, mas eles criaram costumes que violavam a lei divina. Ainda que alguém coma um alimento envenenado e morra, isto não o vai tornar um Espírito impuro. Mas aquele que o matou é um Espírito impuro e desonrado. Quem viola falsamente a honra alheia fica desonrado. Os fariseus acusaram os discípulos de Jesus de comer com mãos sujas, mas tinham pecados. Quando Jesus falou para o povo, os doutores judeus pensaram que seriam acusados e ficaram desonrados, impuros, cheios de ódio de Jesus, mas nada poderiam fazer, por medo de serem mortos. XLV — A festa das tendas da arca da aliança   1 Passadas estas coisas, Jesus andava pela Galiléia, porque não desejava percorrer a Judéia, visto que os judeus procuravam matá-lo. 2 Ora, a festa dos judeus, chamada de Festa dos Tabernáculos, estava próxima. 3 Então seus irmãos lhe disseram: Deixa este lugar e vai para a Judéia, para que também os teus discípulos vejam as obras que fazes. 4 Porque não há ninguém que procure ser conhecido publicamente, mas que realize os seus feitos privadamente . Se fazes estas coisas, manifesta-te ao mundo. 5 Pois nem mesmo os seus irmãos acreditavam nele. 6 Disse-lhes, pois, Jesus: O meu tempo ainda não chegou, mas o vosso sempre está presente. 7 Não pode o mundo odiar-vos, mas a mim me odeia, porque eu dou testemunho a respeito do mundo, de que os seus trabalhos são maus. 8 Subi vós outros à festa; eu, por enquanto, não subo, porque o meu tempo ainda não está cumprido. 9 Disse-lhes Jesus estas coisas e continuou na Galiléia. (João, VII, 1-9). 89. Ainda não era hora de Jesus ir. Ele iria por pensamento quando seus irmãos tivessem chegado. Ele sabia que muitos judeus sentiam inveja e ódio dele e era certo que nunca fazia nada às ocultas. Jesus não tinha medo. 10 Mas, depois que seus irmãos subiram para a festa, então, subiu ele também, não publicamente, mas privadamente. 11 Ora, os judeus o procuravam na festa e perguntavam: Onde estaria ele? 12 E havia grande cochicho entre as multid§es a seu respeito. Uns diziam: Ele é bom. E outros: Não, antes, engana o povo. 13 Entretanto, ninguém falava dele publicamente, por medo dos judeus. 14 Corria já em meio a festa, e Jesus subiu ao templo e ensinava. 15 Então, os judeus se maravilhavam e diziam: Como sabe este letras, sem ter estudado? 16 Respondeu-lhes Jesus: O meu ensino não é meu, e sim daquele que me enviou. 17 Se alguém quiser fazer a vontade dele, conhecerá a respeito da doutrina, se ela é de Deus ou se eu falo por mim mesmo. 18 Quem fala por si mesmo está procurando a sua própria glória; mas o que procura a glória de quem o enviou, esse é verdadeiro, e nele não há injustiça. 19 Não vos deu Moisés a lei? Contudo, ninguém dentre vós a observa. Por que procurais matar-me? 20 Respondeu a multidão: Tens um demônio. Quem é que procura matar-te? 21 Replicou-lhes Jesus: Um só trabalho realizei, e todos vos admirais. 22 Moisés vos deu a circuncisão (se bem que ela não vem dele, mas dos patriarcas); e vós circuncidais um homem no sábado. 23 E, se o homem pode ser circuncidado em dia de sábado, para que a lei de Moisés não seja violada, vós estais irados contra mim porque eu curei um homem todo num sábado? 24 Não julgueis segundo a aparência, mas julgueis segundo reto julgamento. 25 Diziam alguns de Jerusalém: Não é este aquele a quem procuram matar? 26 Eis que ele fala abertamente, e nada lhe dizem. Porventura, reconhecem as autoridades realmente que este é, de fato, o Cristo? 27 Nós, todavia, sabemos donde este é; quando, porém, vier o Cristo, ninguém saberá donde ele é. 28 Jesus clamou no templo ensinando: Vós não somente me conheceis, mas também sabeis donde eu sou; e não vim porque eu, de mim mesmo, o quisesse, mas aquele que me enviou é verdadeiro, aquele a quem vós não conheceis. 29 Eu o conheço, porque venho da parte dele e fui por ele enviado. 30 Então, procuravam prendê-lo; mas ninguém lhe pôs a mão, porque ainda não era chegada a sua hora . 31 E, contudo, muitos de entre a multidão acreditaram nele e diziam: Quando vier o Cristo, fará maiores sinais do que este homem tem feito? (João, VII, 10-31). 90. “’ Procuravam, então prendê-lo; mas ninguém pôs as mãos nele, porque ainda não era chegada a sua hora.’( João, 7:30). Comentando o episódio da tentativa de prisão do Cristo, no Templo, em Jerusalém, registrada no Evangelho de João, conforme acima, André Luiz, através da pena segura de Chico Xavier, faz revelaç§es importantes sobre o corpo do Cristo, confirmando as informaç§es publicadas na obra “Os Quatro Evangelhos”, de Roustaing, sobre as sucessivas materializaç§es e desmaterializaç§es por que passou o corpo de Jesus quando de sua presença entre nós. ‘Mecanismos da Mediunidade’ foi publicado em 1959. Confira, abaixo: ‘Em Jerusalém, no templo, desaparece de chofre, desmaterializando-se, ante a expectação geral... Em cada acontecimento, sentimo-lo a governar a matéria, dissociando-lhe os agentes e reintegrando-os à vontade, com a colaboração de servidores espirituais que lhe assessoram o ministério da luz.’ (pág. 185)” (retirado do museu Roustaing do site: www.casarecupbenbm.org.br). Jesus provou para aquele povo, que enchia o templo (cujo muro é lamentado pelos judeus porque o templo foi destruído) durante a festa, que era o Cristo, pregando publicamente e desaparecendo, quando quiseram prendê-lo, à vista da multidão. A prova disso é o teor da carta de Chico Xavier manuscrita que a Revista REFORMADOR de março de 1983, transcreve em sua p. 77, cujo teor reproduzimos em parte: Uberaba, 30-10-70. Caro amigo Dr. Armando de Assis Oliveira: Deus nos abençoe. Recebi a sua estimada carta de 21 deste mês e creio haver compreendido a sua prezada consulta que representa uma natural tomada de posição, quanto às novas responsabilidades de que se acham investido, na direção da FEB. Agradecendo a sua atenção, informo ao caro amigo que todas as obras por mim psicografadas e publicadas pela FEB foram-lhe entregues conforme instruç§es dos autores e dos orientadores espirituais. A Casa Mater do Espiritismo no Brasil deu-as a lume, em todas ediç§es, com respeito integral e absoluto aos textos originais, por mim preparados, de acordo com o pensamento dos autores espirituais, sendo que as eventuais modificaç§es havidas em novas ediç§es decorreram onde alteraç§es espontâneas promovidas pelos mesmos autores espirituais onde indagaç§es a ele feitas pela direção da FEB, no intuito de clarear mais expressivamente esse ou aquele assunto. As dúvidas que possam remanescer em relação aos textos publicados terão origem, portanto, ou nas falhas atribuíveis á minha falibilidade de medianeiro, ou na impossibilidade, assaz sabida de a nossa linguagem reproduzir, de modo fidedigno, a pensamento dos autores espirituais. Muito reconhecidamente, o amigo de sempre. Francisco Cândido Xavier. 32 Os fariseus, ouvindo a multidão murmurar estas coisas a respeito dele, juntamente com os principais sacerdotes enviaram guardas para o prenderem. 33 Disse-lhes Jesus: Eu permanecerei por enquanto convosco e depois irei para aquele que me enviou. 34 Vós me procurareis, mas não me encontrareis; onde eu estou, vós não podeis vir. 35 Disseram, pois, os judeus uns aos outros: Para onde irá este que não o possamos encontrar? Irá, porventura, para a Diáspora (dispersão, dissipação) dos gregos, com o fim de os ensinar? 36 Que significa a palavra que ele diz: Vós me procurareis, mas não me achareis; onde eu estou, vós não podeis vir? (João, VII, 32-36). 91. Jesus estava invisível e intangível, mas audível. Os sacerdotes do templo de Jerusalém mandaram os guardas prendê-lo porque pregava que ele era o Cristo. Todavia, é impossível prender um Espírito intangível. 37 No último dia, o grande dia da festa, levantou-se Jesus e exclamou: Se alguém tem sede, venha a mim e beba. 38 Quem acreditar em mim, como diz a Escritura, do seu interior fluirão rios de água viva. 39 Isto ele disse a respeito do Espírito que os que nele acreditassem receberiam; pois o Espírito até aquele momento não fora dado, porque Jesus ainda não havia sido glorificado. 40 Então, os que dentre o povo tinham ouvido estas palavras diziam: Este é verdadeiramente o profeta. 41 Outros diziam: Ele é o Cristo. Outros, porém, perguntavam: Porventura, o Cristo viria da Galiléia? 42 Não diz a Escritura que o Cristo vem da semente (descendência) de Davi e da aldeia de Belém, onde Davi nasceu? 43 Assim, houve uma discussão na assembléia por causa dele. 44 Alguns deles queriam encarcerá-lo, mas ninguém pôs as mãos nele. 45 Portanto, os guardas voltaram à presença dos principais sacerdotes e fariseus. Estes lhes perguntaram: Por que não o trouxestes? 46 Os guardas responderam: Ninguém jamais falou como este homem. 47 Replicaram-lhes os fariseus: Vós fostes ludibriados também? 48 Porventura, alguém das autoridades ou dos fariseus acreditou nele? 49 Mas este povo que não conhece a lei é maldito. 50 Nicodemos, um deles, que antes fora ter com Jesus, perguntou-lhes: 51 A nossa lei julga um homem, sem primeiro ouví-lo para saber o que ele fez? 52 Responderam eles: Tu também és da Galiléia? Pesquisa e verás que não vem profeta da Galiléia. 53 E cada um foi para sua casa. (João, VII, 37-53). 92. Os rios de água viva são os fluidos universais que fluem dos passistas espirituais e dos magnetizadores. O povo havia sido convencido que Ele era o Cristo e agora se perguntava se Ele era filho de Davi, se Ele se adaptava às profecias a respeito do Messias (em grego: Cristo). Gato escaldado tem medo de água fria: os guardas não o prenderam porque sabiam que Ele poderia desaparecer de novo. Nicodemos, o mesmo que Jesus havia esclarecido sobre a reencarnação, defende Jesus ao afirmar que Ele tinha direito à defesa. Os judeus saíram derrotados sem fazer o que queriam: prender Jesus. Encarcerar o próprio Deus. XLVI — Jesus e a adúltera   14 Não adulterarás. (Êxodo, XX, 14). 18 Não adulterarás. (Deuteronômio, V, 18). 10 O homem que adulterar com a mulher de outro, mesmo aquele que cometeu adultério com a mulher do seu próximo, certamente serão postos para morrer: o adúltero e a adúltera. (Levítico, XX, 10). 22 Quando um homem for achado deitado com uma mulher casada com marido, então ambos morrerão, o homem que se deitou com a mulher e a mulher; assim, tirarás o mal de Israel. (Deuteronômio, XXII, 22). 1 Jesus, entretanto, foi para o monte das Oliveiras. 2 De madrugada, voltou novamente para o templo, e todo o povo ia ter com ele; e, assentado, os ensinava. 3 Os escribas e fariseus trouxeram à sua presença uma mulher surpreendida em adultério e a colocaram no meio de todos. 4 Disseram a Jesus: Mestre, esta mulher foi apanhada em adultério, em pleno ato. 5 E na lei Moisés nos mandou apedrejar tal: E tu, o que dizes a respeito dela? 6 Isto diziam eles, provando-o, para terem de que o acusar. Mas Jesus, inclinando-se, escrevia na terra com o dedo. 7 Como insistissem em perguntar, Jesus se levantou e lhes disse: Aquele que dentre vós estiver sem pecado atire a primeira pedra. 8 E, tornando a inclinar-se, escrevia na terra com o dedo. 9 Mas, ouvindo eles esta resposta, foram-se retirando um por um, a começar pelos mais velhos até aos últimos. Jesus ficou solitário com a mulher que estava no meio. 10 Jesus levantou-se e disse-lhe: Mulher, onde eles estão? Os homens não te condenaram? 11 Respondeu ela: Nenhum homem, Senhor. Então, Jesus lhe disse: Eu também não te condeno. Vá embora! E não peques mais de agora em diante. (João, VIII, 1-11). 93. Os fariseus deixaram de levar o adúltero até Jesus. Os fariseus haviam acusado os apóstolos de comerem com as mãos sujas e Jesus apontou os pecados dos fariseus em particular. Desta vez Jesus escreveu os pecados deles na terra. Então eles foram embora para não serem acusados por Jesus e mortos como a acusada. Jesus já havia dito: “Qualquer que olhar para uma mulher e desejá-la, já cometeu adultério com ela em seu coração.” (Mateus, V, 28). Quem de nós nunca praticou o adultério segundo Jesus?! Quem de nós está sem pecado? “Aquele que faz profissão de adorar o Cristo mas que é orgulhoso, invejoso e ciumento , que é duro e implacável para com outrem, ou ambicioso dos bens deste mundo, eu vos digo que a religião está nos seus lábios e não dentro de seu coração;” (654 do LE). Vós estais sem pecado? Vós tendes mérito para aplicar a pena de morte? Vós faríeis o mesmo que Herodias fez a João Batista? XLVII — Jesus prega no templo e novamente é condenado à morte   12 De novo, lhes falava Jesus, dizendo: Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará nas trevas; pelo contrário, terá a luz da vida. 13 Mas os fariseus objetaram: Tu testemunhas a respeito de ti mesmo; logo, o teu testemunho não é verdadeiro. 14 Jesus respondeu-lhes: Ainda que eu testemunhe de mim mesmo, o meu testemunho é verdadeiro, porque sei donde vim e para onde vou; mas vós não sabeis donde venho, nem para onde vou. 15 Vós julgais segundo a carne , eu não julgo nenhum homem. 16 Se eu julgo, o meu julgamento é verdadeiro, porque eu não estou só, porém eu estou com o Pai que me enviou. 17 Na vossa lei está escrito que o testemunho de dois homens é verdadeiro . 18 Eu testemunho a respeito de mim mesmo, e o Pai, que me enviou, testemunha a meu respeito . 19 Então, eles lhe perguntaram: Onde está teu Pai? Respondeu Jesus: Não me conheceis a mim nem a meu Pai; se conhecêsseis a mim, também conheceríeis a meu Pai. 20 Proferiu ele estas palavras no lugar do gazofilácio (urna das oferendas), quando ensinava no templo; e ninguém o prendeu, porque não era ainda chegada a sua hora. (João, VIII, 12-20). 94. Jesus diz que eles julgam segundo a carne, porque não compreendem a vida do Espírito. Jesus diz que o Pai é um homem vivo que testemunha por Jesus. Jesus e o Pai são um. 21 Ele falou e disse: Vou retirar-me, e vós me procurareis, mas apodrecereis no vosso pecado; para onde eu vou vós não podeis vir. 22 Disseram os judeus: Ele irá se suicidar? Porque diz: Para onde eu vou vós não podeis vir. 23 E prosseguiu: Vós sois de baixo, eu sou de cima ; vós pertenceis a este mundo , eu não estou neste mundo . 24 Portanto, eu vos disse que morrereis nos vossos pecados; porque, se não acreditardes que EU SOU, morrereis nos vossos pecados. 25 Então, lhe perguntaram: Quem és tu? Respondeu-lhes Jesus: Que é que vos tenho dito desde o princípio? 26 Tenho muitas coisas para julgar e dizer a vosso respeito; entretanto aquele que me enviou é verdadeiro , de modo que as coisas que eu ouço dele, estas digo ao mundo. 27 Eles não perceberam que ele falava-lhes a respeito do Pai. 28 Disse-lhes, pois, Jesus: Quando vós levantardes o Filho do Homem, então, sabereis que EU SOU e que nada faço por mim mesmo; mas falo como o Pai me ensinou. 29 Ele que me enviou está comigo, não me deixou só, porque eu sempre faço o que lhe é agradável . 30 Muitos acreditaram nele enquanto ele dizia estas coisas. (João, VIII, 21-30). 95. Jesus é de lá de cima: “Nós podemos colocar no primeiro degrau estes que chegaram à perfeição: os puros Espíritos.” (97 do LE). “É que o conjunto dos Espíritos não forma um tudo? Não é tudo um mundo?” (151 do LE). “Todos os Espíritos estão unidos entre si; falo destes que chegaram à perfeição.” (300 do LE). “Estes do mesmo degrau se reúnem por um tipo de afinidade e formam grupos ou famílias de Espíritos unidos pela simpatia e pelo fim (objetivos) que eles se prop§em:” (278 do LE). “A união existe entre todos os Espíritos, mas conforme os diferentes degraus, segundo o degrau que eles ocupam, isto é, segundo a perfeição que eles tenham adquirida: quanto mais eles são perfeitos, mais eles são unidos.” (298 do LE). Jesus vem de um mundo divino de Espíritos supremamente perfeitos. Aqueles Espíritos nunca o abandonam. 31 Jesus disse, pois, aos judeus que haviam acreditado nele: Se vós permanecerdes na minha palavra, sois verdadeiramente meus discípulos; 32 e conhecereis a verdade, e a verdade vos tornará livres . 33 Responderam-lhe: S