KOREAEBOOKDOCUMENT1.2.0Evangelho EspíritaFausto Machado (Médium co-autor)eBooksBrasil.comeBooksBrasil.comp ¯=para.xmlcapa.jpgnormal.styÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿÿ‡?Ñpara.xmlÆß_smaller.sty%ç_small.sty„î_normal.styãõ_large.styBý_larger.sty¡MWcapa.jpgî[findice.jpg Evangelho Espírita Médium co-autor: Fausto Machado Versão para eBook eBooksBrasil.com Fonte Digital Documento do Médium Este texto pode ser encontrado online em www.evangelhoespirita.hpg.com.br © 2002 — Fausto Machado fausto_machado@hotmail.com EVANGELHO ESPÍRITA Médium co-autor: Fausto Machado   “O Cristo não vos disse tudo o que concerne sobre estas virtudes da caridade e do amor? Por que nós deixamos de lado os seus divinos ensinamentos? Por que fechamos a orelha às suas divinas palavras, o coração a todas as suas doces máximas? Eu gostaria que nós carregássemos mais interesse, mais crença nas leituras evangélicas; nós desamparamos este livro, nós em ação uma palavra vazia, uma carta fechada; nós deixamos este código admirável no esquecimento: vossos maus não provém senão do desamparo voluntário que vós fazeis deste resumo das Leis Divinas. Leiam portanto estas páginas todas ardorosas da dedicação de Jesus, e meditai-as.” (Vicente de Paulo, ESE, XIII, 12). “A palavra de Jesus era freqüentemente alegórica e em parábolas, porque Ele falava segundo os tempos e os lugares. Convém agora que a verdade seja inteligível para todo o mundo. Convém explicar bem e desenvolver estas leis, visto que há tão poucas pessoas que as compreendem e ainda menos as que as praticam.” (627 do LE). “A doutrina que Jesus ensinou é a mais pura expressão de Sua Lei, porque Ele era animado pelo Espírito Divino, e é o mais puro que já apareceu sobre a crosta da Terra.” (Allan Kardec, 625 do LE). “Nós reconhecemos que o Espiritismo resulta, a cada passo, do mesmo texto das Escrituras sagradas. Os Espíritos não vêm, portanto, derribar a religião, como uns quaisquer o pretendem; eles vêm, ao contrário, confirmá-la, sancioná-la por provas irrecusáveis. Mas, como o tempo é chegado de não mais empregar linguagem figurada, eles se exprimem sem alegoria e dão às coisas um significado claro e preciso, que não pode ser sujeito a nenhuma interpretação falsa.” (São Luís, 1011 do LE). “Meus amigos, os que hão assistido à minha vida e à minha morte são os intérpretes divinos das vontades de meu Pai.” (Jesus Cristo, dissertação espírita IX do LM). Seria ilógico, em efeito, admitir que uma doutrina que gostaria de diminuir o número de seus sócios cepo mais verdadeira do que aquela que quer aumentar os seus .” (Erasto, discípulo de Paulo de Tarso, ESE, XXI, 10). ÍNDICE   I — Introdução II — O princípio: o alfa III — A eternidade e o fim: o ômega IV — O anúncio maravilhoso da reencarnação de Elias V — Gabriel anuncia a gravidez maravilhosa de Maria VI — José quer abandoná-la, mas sonha com o anjo VII — Isabel é médium de Gabriel VIII — A reencarnação de Elias IX — O nascimento de Jesus e a sua infância X — Elias prega e batiza, mas Jesus não batiza com água XI — Jesus e a samaritana XII — Jesus conversa com o Espírito obsessor que o tenta XIII — Jesus é condenado à morte XIV — Jesus e a pesca maravilhosa de peixes e homens XV — As boda de Caná XVI — Desobsess§es XVII — O sermão da montanha — As Beatitudes XVIII — Curas XIX — Jesus e o Reino de Deus XX — Jesus quer misericórdia XXI — Jesus e o passe magnético XXII — Jesus e o sábado XXIII — Jesus se declara Filho de Deus e igual a Deus XXIV — A missão dos apóstolos XXV — Jesus e João Batista XXVI — O jugo de Jesus XXVII — Como começa uma obsessão XXVIII — A família de Jesus XXIX — Jesus e as mulheres XXX — A parábola do semeador XXXI — A parábola do joio e do trigo XXXII — A parábola da semente XXXIII — A parábola do grão de mostarda XXXIV — A parábola do fermento XXXV — A parábola do tesouro escondido XXXVI — A parábola da pérola XXXVII — A parábola da rede XXXVIII — A parábola do pai de família XXXIX — Um profeta não tem honra em sua terra XL — A morte de João Batista XLI — A multiplicação dos pães e dos peixes XLII — Jesus caminha sobre o mar XLIII — Jesus é o pão da vida XLIV — Honrai pai e mãe XLV — A festa das tendas da arca da aliança XLVI — Jesus e a adúltera XLVII — Jesus prega no templo e novamente é condenado à morte XLVIII — Jesus faz novas curas XLIX — A parábola do rico avarento e do mendigo Lázaro L — Jesus multiplica pães e peixes de novo LI — Jesus e sua assembléia LII — A transfiguração de Jesus LIII — Jesus é o menor LIV — Denúncias à assembléia dos cristãos LV — Jesus é por nós LVI — O divórcio LVII — O jovem rico LVIII — O nepotismo da mãe de João e de Tiago LIX — Jesus cura dois cegos LX — Jesus come com o publicano rico LXI — Jesus se declara Deus e é condenado à morte, mais uma vez LXII — Jesus ressuscita Lázaro LXIII — Maria de Betânia perfuma Jesus novamente LXIV — Jesus entra triunfal em Jerusalém LXV — Jesus expulsa os demônios do templo de Jerusalém LXVI — A figueira infrutífera LXVII — Jesus prega durante a festa LXVIII — Os fariseus e suas hipocrisias LXIX — A parábola dos dois filhos LXX — A parábola do Cristo e dos profetas LXXI — A parábola das bodas LXXII — O tributo LXXIII — A parábola do cálculo da torre LXXIV — A parábola do cálculo da paz LXXV — A parábola do administrador infiel LXXVI — A ressurreição LXXVII — Os samaritanos recusam hospedaria a Jesus LXXVIII — O principal mandamento e a parábola da boa samaritana LXXIX — Jesus ... filho de Davi? LXXX — Jesus censura as hipocrisias dos fariseus LXXXI — A oferta da pobre viúva LXXXII — O sermão profético — O Natal LXXXIII — A parábola das dez virgens LXXXIV — O inferno e o céu LXXXV — À traição LXXXVI — Jesus lava os pés dos discípulos LXXXVII — A Santa Ceia LXXXVIII — As duas espadas LXXXIX — Jesus adora o Pai no Monte das Oliveiras XC — Jesus é preso XCI — Jesus é interrogado pelo conselho dos patriarcas XCII — Pedro nega Jesus XCIII — Judas Iscariótis se suicida XCIV — Jesus perante Herodes XCV — Jesus perante Pilatos XCVI — A crucificação XCVII — A guarda do sepulcro XCVIII — Jesus desaparece do túmulo XCIX — Jesus aparece a Maria de Magdala C — A corrupção dos guardas do sepulcro selado CI — Jesus aparece a dois discípulos no caminho para Emaús CII — Jesus aparece aos onze, exceto Tomé, na Galiléia CIII — Jesus aparece a Tomé CIV — Jesus aparece no mar da Galiléia CV — Jesus ascende ao Pai que está nos céus CVI — Jesus aparece a Saulo e o proselitisa I — Introdução   1. Neste trabalho explico os quatro Evangelhos sob a Luz do Livro dos Espíritos em seu original francês. Também analiso juridicamente, de acordo com minha formação de Bacharel em Direito. Não se assustem se encontrarem trechos de lei nesta obra. Este livro é dirigido por Jesus Cristo (o Espírito da Verdade). Fazem parte desta sociedade o Espírito Lucas evangelista (Roustaing), Paulo de Tarso, Maria de Nazaré, Maria Magdalena, Allan Kardec, Francisco Cândido Xavier, Lívia (Angélica), Joanna de Ângelis (Carol), Pedro apóstolo, João evangelista e Tiago seu irmão, Tomé, o Dídimo (Renato Aragão), Lázaro ressuscitado, Bezerra de Menezes, Judas Iscariótis (André Luiz, Joana d’Arc), por enquanto. E eu próprio: Emmanuel. Nosso pensamento é espírita, cristão e docetista. O corpo de Jesus-Deus é feito da quinta essência da matéria, pois Ele é Espírito puro (Espírito Santo). II — O princípio: o alfa   1 No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. 2 Ele estava no princípio com Deus. 3 Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e, sem ele, nada do que foi feito se fez. 4 A vida estava nele e a vida era a luz dos homens. 5 A luz resplandece nas trevas, e as trevas não prevaleceram contra ela. (João, I, 1-5). 27 e vós também testemunhareis, porque estais comigo desde o princípio . (João, XV, 27). 3 sem pai, sem mãe, sem genealogia; que não teve princípio de dias, nem fim de existência, entretanto, feito semelhante ao Filho de Deus, permanece sacerdote eternamente. (Carta de Paulo apóstolo aos Hebreus, VII, 3). 2. Nós estamos com Jesus desde o princípio dos tempos, pois, a rigor, o tempo não teve princípio, nem terá fim. “É assim que tudo se encaixa, que tudo se encadeia na Natureza, desde o átomo primitivo até inclusive o arcanjo, que, ele mesmo, começou por ser átomo;” (540 do LE). “Este fluido universal, ou primitivo, ou elementar, sendo o agente que o Espírito emprega, é o princípio sem o qual a matéria estaria em perpétuo estado de divisão e não adquiriria jamais as propriedades que lhe dá a gravidade.” (27 do LE). Tudo principia na matéria mais grosseira que é imponderável (não tem peso) e está em constante fissão. Com a lei do progresso essa matéria adquire peso com a presença do elétron (fluido universal, elétrico, magnético ou nervoso). A união do agente (fluido universal — corrente elétrica, elétron) que é “uma matéria mais perfeita, mais sutil, e que nós podemos contemplar como independente.” (27, II, do LE) que não se divide constantemente, com a matéria propriamente dita (o núcleo atômico) e grosseira, forma o átomo. “Porque o nada não existe.” (958 do LE). Todo o Universo está preenchido por uma matéria em constante fissão: o perispírito de Deus. O núcleo do átomo é a matéria propriamente dita e seus elétrons fluindo constituem o fluido universal. Segundo o princípio da incerteza de Werner Heisenberg é impossível especificar a posição exata e o momento exato de uma partícula ao mesmo tempo. Isto significa que os elétrons estão em constante movimento, pois eles tem vida e atuam como onda eletromagnética. São partículas que fluem em ondas, tal como o som atravessa o ar ambiente. Além disso, segundo a Química Quântica, conforme o número quântico magnético, o elétron sempre ocupa um orbital (como a Terra que tem uma órbita em torno do Sol). Este orbital costuma ter a forma tridimensional de um sinal de infinito (∞). Segundo o número quântico spin (giro), o máximo de elétrons por orbital é dois, desde que tenham spins (giros) opostos, conseqüência do princípio da exclusão de Pauli. Assim, cada elétron possui um pólo positivo e um pólo negativo como a Terra que possui um cinturão de radiação de Van Hallen; isto é comprovado usando-se a bússola que aponta os pólos magnéticos da Terra. Este magnetismo faz com que elétrons de mesmo spin se afastem e elétrons de spin opostos se atraiam, pois os elétrons também possuem um cinturão de radiação como a Terra. Além disso, o Sol também gira e exerce sua influência magnética sobre a Terra, provocando alteraç§es no eixo magnético da Terra, o que é comprovado pelas estaç§es climáticas, através das mudanças de horário de aurora e anoitecer. A órbita da Terra é circular. Da mesma forma o núcleo do átomo também gira. Isto pode ser provado através dos ciclones que no hemisfério norte giram sempre no mesmo sentido e no hemisfério sul giram sempre no sentido oposto. O mesmo ocorre com a água que desce pelo ralo nos dois hemisférios. Assim, em cada hemisfério os núcleos dos átomos sempre giram no mesmo sentido. Um hemisfério é feito de matéria e o outro de anti-matéria, pois os núcleos dos átomos (a matéria propriamente dita) giram em sentidos opostos num hemisfério e no outro. “Os elétrons e fótons que vos constituem a vestimenta física integram, igualmente, os nossos veículos de manifestação, em outras características vibratórias. É necessário, portanto, atentardes para as maravilhas de vossa divindade potencial.” (Espírito de Alexandre na obra de André Luiz, psicografia de Francisco Cândido Xavier, Os Missionários da Luz, FEB, pág. 98). III — A eternidade e o fim: o ômega   16 E eis que alguém, aproximando-se, lhe perguntou: Mestre, que farei eu de bom, para alcançar a vida eterna? 17 que é bom? Bom só existe um. Se queres, porém, entrar na vida, guarda os mandamentos. (Mateus, XIX, 16-17). 15 para que todo o que nele crê tenha a vida eterna. 16 Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho ungido (Cristo, Messias), para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. (João, III, 15-16). 36 Por isso, quem crê no Filho tem a vida eterna; o que, todavia, se mantém rebelde contra o Filho não verá a vida, mas sobre ele permanece a ira de Deus. (João, III, 36). 14 aquele, porém, que beber da água que eu lhe der nunca mais terá sede; pelo contrário, a água que eu lhe der será nele uma fonte a jorrar para a vida eterna. (João, IV, 14). 24 Em verdade, em verdade vos digo: quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna, não entra em juízo, mas passou da morte para a vida. 25 Em verdade, em verdade vos digo que vem a hora e já chegou, em que os mortos ouvirão a voz do Filho de Deus; e os que a ouvirem viverão. 26 Porque assim como o Pai tem vida em si mesmo, também concedeu ao Filho ter vida em si mesmo. (João, V, 24-26). 40 De fato, a vontade de meu Pai é que todo homem que vir o Filho e nele crer tenha a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia. (João, VI, 40). 47 Em verdade, em verdade vos digo: quem crê em mim tem a vida eterna. 54 Quem comer a minha carne e beber o meu sangue tem a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia. 63 O espírito é o que dá a vida; a carne para nada aproveita; as palavras que eu vos tenho dito são espírito e são vida. 68 Respondeu-lhe Simão Pedro: Senhor, para quem iremos? Tu tens as palavras da vida eterna; (João, VI, 47, 54, 63 e 68). 28 Eu lhes dou a vida eterna; jamais perecerão, e ninguém os arrebatará da minha mão. 29 Aquele que meu Pai me deu é maior do que tudo; e da mão do Pai ninguém pode arrebatar. (João, X, 28-29). 25 Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá; 26 e todo o que vive e crê em mim não morrerá, eternamente. Crês isto? 27 Sim, Senhor, respondeu ela, eu tenho crido que tu és o Cristo, o Filho de Deus que devia vir ao mundo. (João, XI, 25-27). 12 Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que crêem no seu nome; (João, I, 12). 49 Porque eu não tenho falado por mim mesmo, mas o Pai, que me enviou, esse me tem prescrito o que dizer e o que anunciar. 50 E sei que o seu mandamento é a vida eterna. As coisas, pois, que eu falo, como o Pai mo tem dito, assim falo. (João, XII, 49-50). 6 Respondeu-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim. 15 Se me amais, guardareis os meus mandamentos. (João, XIV, 6 e 15). 3 E a vida eterna é esta: que te conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste. (João, XVII, 3). 13 Ele nos libertou do império das trevas e nos transportou para o reino do Filho do seu amor , 14 no qual temos a redenção, a remissão dos pecados. 15 Este é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação ; 16 pois, nele, foram criadas todas as coisas, nos céus e sobre a terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam soberanias, quer principados, quer potestades. Tudo foi criado por meio dele e para ele. 17 Ele é antes de todas as coisas. Nele, tudo subsiste. 18 Ele é a cabeça do corpo, da assembléia. Ele é o princípio, o primogênito de entre os mortos, para em todas as coisas ter a primazia, 19 porque foi do agrado de Deus que, nele, residisse toda a plenitude. (Carta de Paulo apóstolo aos Colossenses, I, 13-19). 3. “Tu podes dizer que nós somos sem começo, se tu entendes, por aí que Deus sendo eterno, Ele tem o dever de criar sem libertar.” (78 do LE). Não tivemos começo nos tempos e Deus nos cria constantemente, como a galinha junta os seus pintainhos. Tudo principia na matéria. “Na natureza nada se perde, nada se cria, tudo se transforma.” (Antoine Laurent Lavoisier). “Há formação; porém, não criação, atento que do nada o Espírito nada pode tirar.” (Allan Kardec, 129 do LM). A matéria sempre existiu. Deus não faz a matéria surgir do nada. “Inexistência é o nada e o nada não existe.” (23, II, do LE). “Quando se diz que a alma é imaterial, deve-se entendê-lo em sentido relativo, não em sentido absoluto, por isso que a imaterialidade absoluta seria o nada . Ora, a alma, ou o Espírito, são alguma coisa. Qualificando-a de imaterial, quer-se dizer que sua essência é de tal modo superior, que nenhuma analogia tem com o que chamamos matéria e que, assim, para nós, ela é imaterial. (O Livro do Espíritos, 23 e 82).” (Allan Kardec, item 50 do LM). O nada nunca existiu. “Não, não nada é vácuo; este que é vácuo para ti é ocupado por matéria que escapa aos teus sentidos e aos teus instrumentos.” (36 do LE). “Deus não se entrega a uma ação direta sobre a matéria.” (536, II, do LE). “É a vida do Espírito que é eterna; esta do corpo é transitória e passageira. Quando o corpo morre, a alma reentra na vida eterna.” (153 do LE). Somos eternos como Deus. Não tivemos começo nos tempos e não teremos fim nos tempos. “Todos os homens são irmãos em Deus, porque são animados pelo espírito e tendem para o mesmo fim (objetivo).” (54 do LE). “Os povos são perdoáveis de não acreditar na palavra daquele que era animado de Espírito de Deus ” (671 do LE). Nós principiamos na matéria (Reino Mineral) e alcançaremos nosso fim que é ser Deus (Espírito puro ou Espírito Santo) e participar do Reino de Deus, o quinto Reino, depois do Mineral, do Vegetal, do Animal e do Hominal. “Eu sou o Alfa e o Ômega, o princípio e o fim, diz o Senhor, o que é, o que era, e o que será, o Todo-Poderoso.” (Apocalipse, I, 8). “Se nós observarmos a série dos seres, nós encontramos que eles formam uma corrente sem solução de continuidade desde a matéria bruta até o homem mais inteligente. Mas entre o homem e Deus, quem é o alfa e o ômega de todas as coisas, que imensa lacuna!” (Allan Kardec, XVII da Introdução do LE). IV — O anúncio maravilhoso da reencarnação de Elias   1 Visto que muitos houve que empreenderam uma narração coordenada dos fatos que entre nós se realizaram, 2 conforme nos transmitiram os que desde o princípio foram deles testemunhas oculares e ministros da palavra, 3 igualmente a mim me pareceu bem, depois de acurada investigação de tudo desde sua origem, dar-te por escrito, excelentíssimo Teófilo, uma exposição em ordem, 4 para que tenhas plena certeza das verdades em que foste instruído. 5 Nos dias de Herodes, rei da Judéia, houve um sacerdote chamado Zacarias, do turno de Abias. Sua mulher era das filhas de Arão e se chamava Isabel. 6 Ambos eram justos diante de Deus, vivendo irrepreensivelmente em todos os preceitos e mandamentos do Senhor. 7 E não tinham filhos, porque Isabel era estéril, sendo eles avançados em dias. 8 Ora, aconteceu que, exercendo ele diante de Deus o sacerdócio na ordem do seu turno, coube-lhe por sorte, 9 segundo o costume sacerdotal, entrar no santuário do Senhor para queimar o incenso; 10 e, durante esse tempo, toda a multidão do povo permanecia da parte de fora, orando. 11 E eis que lhe apareceu um anjo do Senhor, em pé, à direita do altar do incenso. 12 Vendo-o, Zacarias turbou-se, e apoderou-se dele o temor. 13 Disse-lhe, porém, o anjo: Zacarias, não temas, porque a tua oração foi ouvida; e Isabel, tua mulher, te dará à luz um filho, a quem darás o nome de João. 14 Em ti haverá prazer e alegria, e muitos se regozijarão com o seu nascimento. 15 Pois ele será grande diante do Senhor, não beberá vinho nem bebida forte e será cheio do Espírito Santo, já do ventre materno. 16 E converterá muitos dos filhos de Israel ao Senhor, seu Deus. 17 E irá adiante do Senhor no espírito e poder de Elias, para converter o coração dos pais aos filhos, converter os desobedientes à prudência dos justos e habilitar para o Senhor um povo preparado. 18 Então, perguntou Zacarias ao anjo: Como saberei isto? Pois eu sou velho, e minha mulher, avançada em dias. 19 Respondeu-lhe o anjo: Eu sou Gabriel, que assisto diante de Deus, e fui enviado para falar-te e trazer-te estas boas-novas. (significa Evangelho: o autor). 20 Todavia, ficarás mudo e não poderás falar até ao dia em que estas coisas venham a realizar-se; porquanto não acreditaste nas minhas palavras, as quais, a seu tempo, se cumprirão. 21 O povo estava esperando a Zacarias e admirava-se de que tanto se demorasse no santuário. 22 Mas, saindo ele, não lhes podia falar; então, entenderam que tivera uma visão no santuário. E expressava-se por acenos e permanecia mudo. 23 Sucedeu que, terminados os dias de seu ministério, voltou para casa. 24 Passados esses dias, Isabel, sua mulher, concebeu e ocultou-se por cinco meses, dizendo: 25 Assim me fez o Senhor, contemplando-me, para anular o meu opróbrio perante os homens. (Lucas, I, 1-25). 4. A aparição do anjo foi o primeiro fenômeno mediúnico do Novo Testamento. O segundo foi o bloqueio da fala de Zacarias, semelhantemente ao que sucedeu ao apóstolo Paulo, que ficou cego após encontrar Jesus na estrada para Damasco. Gabriel era o anjo que tinha aparecido ao profeta Daniel que profetizava através dos sonhos: 16 E ouvi uma voz de homem de entre as margens do Ulai, a qual gritou e disse: Gabriel, dá a entender a este a visão. 17 Veio, pois, para perto donde eu estava; ao chegar ele, fiquei amedrontado e prostrei-me com o rosto em terra; mas ele me disse: Entende, filho do homem, pois esta visão se refere ao tempo do fim. (Daniel, VIII, 16-17). 5. Em Isabel ocorreram fenômenos mediúnicos de efeitos físicos. “Deus não exerce ação direta sobre a matéria. Ele encontra agentes dedicados em todos os graus da escala dos mundos.” (536, b, do LE). “Todos os Espíritos podem produzir tais fenômenos, mas os de ordem elevada os deixam, de ordinário, como atribuiç§es dos subalternos, mais aptos para as coisas materiais do que para as coisas da inteligência; quando julgam úteis as manifestaç§es deste gênero, lançam mão destes últimos como seus auxiliares.” (106 do LE). “Isso é conforme seja mais ou menos material, mais ou menos inteligente o papel que desempenhem. Uns mandam, outros executam. Os que executam coisas materiais são sempre de ordem inferior, assim entre os Espíritos, como entre os homens.” (538, a, do LE). Através de fluidos mediúnicos e com ajuda de Espíritos imperfeitos e materializados, bons Espíritos médicos geraram um bebê ‘de proveta’ em Isabel. Por estas raz§es Jesus não escreveu o Evangelho. Deixou esta tarefa material para seus discípulos. Jesus também nunca trabalhou na carpintaria de José. Alguém sabe de algum móvel ou escultura feitos por Jesus? Quanto mais purificado o Espírito menos tarefas materiais ele executa. V — Gabriel anuncia a gravidez maravilhosa de Maria   26 No sexto mês, foi o anjo Gabriel enviado, da parte de Deus, para uma cidade da Galiléia, chamada Nazaré, 27 a uma virgem desposada com certo homem da casa de Davi, cujo nome era José; a virgem chamava-se Maria. 28 E, entrando o anjo aonde ela estava, disse: Salve, agraciada! O Senhor está contigo. Bendita és tu entre as mulheres . 29 Ela, porém, ao ouvir esta palavra, perturbou-se muito e pôs-se a pensar no que significaria esta saudação. 30 Mas o anjo lhe disse: Maria, não temas; porque achaste graça diante de Deus. 31 Eis que conceberás e darás à luz um filho, a quem chamarás pelo nome de Jesus. 32 Este será grande e será chamado Filho do Altíssimo; Deus, o Senhor, lhe dará o trono de Davi, seu pai; 33 ele reinará para sempre sobre a casa de Jacó, e o seu reinado não terá fim. 34 Então, disse Maria ao anjo: Como será isto, pois não tenho relação com homem algum? 35 Respondeu-lhe o anjo: Descerá sobre ti o Espírito Santo, e o poder do Altíssimo te envolverá com a sua sombra; por isso, também o santo que há de nascer será chamado Filho de Deus. 36 E Isabel, tua parenta, igualmente concebeu um filho na sua velhice, sendo este já o sexto mês para aquela que diziam ser estéril. 37 Porque para Deus nada é impossível. 38 Então, disse Maria: Aqui está a servidora do Senhor; que se cumpra em mim conforme a tua palavra. E o anjo se ausentou dela. (Lucas, I, 26-38). 6. Os Espíritos puros “São designados às vezes pelos nomes de anjos, arcanjos ou serafins.” (113 do LE). “Eles são os mensageiros e os ministros de Deus, cujas ordens executam para manutenção da harmonia universal.” (113 do LE). “Assistir os homens nas suas afliç§es, concitá-los ao bem ou à expiação das faltas que os conservam distanciados da suprema felicidade, constitui para eles ocupação gratíssima.” (113 do LE). “Deus é, na imensidade, o infinito. Espírito de tal modo puro, de tal modo sutil que bem poucos Espíritos podem vê-lo, de tal modo extenso que irradia por todos os lugares sem jamais se dividir, conservando assim a sua individualidade.” (Jean-Baptiste Roustaing. Os Quatro Evangelhos . Tomo I, 4¬ edição, RJ, FEB, 1954, tradução de Guillon Ribeiro, N. 38, pág. 216). “Esse nome é o de Jesus de Nazaré . De modo algum duvidamos de que ele possa manifestar-se; mas, se os Espíritos verdadeiramente superiores não o fazem, senão em circunstâncias excepcionais, a razão nos inibe de acreditar que o Espírito por excelência puro responda ao chamado do primeiro que apareça.” (Allan Kardec, IX das dissertaç§es espíritas do LM). 7. Jesus é Espírito Santo (do hebraico: puro ). “Não estando mais sujeitos à reencarnação em corpos perecíveis, realizam a vida eterna no seio de Deus.” (113 do LE). Por ser Espírito puro Jesus renasceu, mas não reencarnou. “Haverá mundos onde o Espírito, deixando de revestir corpos materiais, só tenha por invólucro o perispírito? Há e mesmo esse envoltório se torna tão etéreo que para vós é como se não existisse . Esse o estado dos Espíritos puros .” (186 do LE). “Pela superioridade, porém, da sua essência moral e de suas qualidades fluídicas, aquelas faculdades atingiam Nele proporç§es muito acima das que são vulgares. Posto de lado o seu envoltório carnal, Ele nos patenteava o estado dos puros Espíritos .” (Allan Kardec, A Gênese, XV, 44). Jesus recebeu um perispírito feito da quinta essência da matéria: “Imaterial não é bem o termo; incorpóreo seria mais exato, pois deves compreender que, sendo uma criação, o Espírito há de ser alguma coisa. É a matéria quintessenciada, mas sem analogia para vós outros, e tão etérea que escapa inteiramente ao alcance dos vossos sentidos.”(82 do LE). Esse invólucro semi-material de Jesus “tem a forma que o Espírito queira. É assim que este vos aparece algumas vezes, quer em sonho, quer no estado de vigília, e que pode tomar forma visível, mesmo palpável.” (95 do LE). Para Jesus e Gabriel aparecer em sonho ou em vigília (quando a pessoa está acordada) é fácil. “O que fica sendo o Espírito depois da sua última en carna ção? Espírito bem-aventurado; puro Espírito.” (170 do LE). “Os Espíritos já purificados descem aos mundos inferiores? Fazem-no freqüentemente, com o fim de auxiliar-lhes o progresso. A não ser assim, esses mundos estariam entregues a si mesmos, sem guias para dirigi-los.” (233 do LE). “Qual o tipo mais perfeito que Deus tem oferecido ao homem para lhe servir de guia e modelo? Jesus.” (625 do LE). “Tendes guias , segui-os, que a meta não vos pode faltar, porquanto essa meta é o próprio Deus.” (495 do LE). Jesus não é Espírito errante. As almas “têm corpos, porque o Espírito precisa estar revestido de matéria para atuar sobre a matéria. Esse envoltório, porém, é mais ou menos material, conforme o grau de pureza a que chegaram os Espíritos. É isso o que assinala a diferença entre os mundos que temos de percorrer, porquanto muitas moradas há na casas de nosso Pai, sendo, consequentemente, de muitos graus essas moradas. Alguns o sabem e desse fato têm consciência na Terra; com outros, no entanto, o mesmo não se dá.” (181 do LE). “À medida que o Espírito se purifica, o corpo que o reveste se aproxima igualmente da natureza espírita. Torna-se-lhe menos densa a matéria, deixa de rastejar penosamente pela superfície do solo, menos grosseiras se lhe fazem as necessidades físicas, não mais sendo preciso que os seres vivos se destruam mutuamente para se nutrirem. O Espírito se acha mais livre e tem, das coisas longínquas, percepç§es que desconhecemos. Vê com os olhos do corpo o que só pelo pensamento entrevemos.” (Allan Kardec, 182 do LE). VI — José quer abandoná-la, mas sonha com o anjo   18 Ora, o nascimento de Jesus Cristo foi assim: estando Maria, sua mãe, desposada com José, sem que tivessem antes coabitado, achou-se grávida do Espírito Santo. 19 Mas José, seu esposo, sendo justo e não a querendo infamar, resolveu deixá-la secretamente. 20 Enquanto ponderava nestas coisas, eis que lhe apareceu, em sonho, um anjo do Senhor, dizendo: José, filho de Davi, não temas receber Maria, tua mulher, porque o que nela foi gerado é do Espírito Santo. 21 Ela dará à luz um filho e lhe porás o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo dos pecados deles. 22 Ora, tudo isto aconteceu para que se cumprisse o que fora dito pelo Senhor por intermédio do profeta: 23 Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho, e ele será chamado pelo nome de Emanuel (que quer dizer: Deus conosco). 24 Despertado José do sono, fez como lhe ordenara o anjo do Senhor e recebeu sua mulher. 25 Contudo, não teve relaç§es sexuais com Maria enquanto ela não deu à luz um filho, a quem pôs o nome de Jesus. (Mateus, I, 18-25). 8. José não tinha tirado a virgindade de Maria, que engravidou sem necessidade do sexo. 14 Portanto, o Senhor mesmo vos dará um sinal: eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho e lhe chamará Emanuel. (Isaías, VII, 14). VII — Isabel é médium de Gabriel   39 Naqueles dias, dispondo-se Maria, foi apressadamente à região montanhosa, a uma cidade de Judá, 40 entrou na casa de Zacarias e saudou Isabel. 41 Ouvindo esta a saudação de Maria, a criança lhe estremeceu no ventre; então, Isabel, médium psicofônica, deu passagem ao Espírito Santo. 42 E exclamou em alta voz: Bendita és tu entre as mulheres , e bendito o fruto do teu ventre! 43 E de onde me provém que me venha visitar a mãe do meu Senhor? 44 Pois, logo que me chegou aos ouvidos a voz da tua saudação, a criança estremeceu de alegria dentro de mim. 45 Bem-aventurada a que creu, porque serão cumpridas as palavras que lhe foram ditas da parte do Senhor. 46 Então, disse Maria: A minha alma engrandece ao Senhor, 47 e o meu espírito se alegrou em Deus, meu Salvador, 48 porque contemplou na humildade da sua servidora. Pois, desde agora, todas as geraç§es me considerarão bem-aventurada, 49 porque o Poderoso me fez grandes coisas. Santo é o seu nome. 50 A sua misericórdia vai de geração em geração sobre os que o temem. 51 Agiu com o seu braço valorosamente; dispersou os que, no coração, alimentavam pensamentos soberbos. 52 Derribou do seu trono os poderosos e exaltou os humildes. 53 Encheu de bens os famintos e despediu vazios os ricos. 54 Amparou a Israel, seu servidor, a fim de lembrar-se da sua misericórdia 55 a favor de Abraão e de sua descendência, para sempre, como prometera aos nossos pais. 56 Maria permaneceu cerca de três meses com Isabel e voltou para casa. (Lucas, I, 39-56). 9. Jesus é santo (puro) e Senhor. Jesus significa em hebraico: “Só Deus salva”. Sobre o Espírito puro Gabriel diz o LE (113): “Podem os homens pôr-se em comunicação com eles, mas extremamente presunçoso seria aquele que pretendesse tê-los constantemente às suas ordens”. VIII — A reencarnação de Elias   57 A Isabel cumpriu-se o tempo de dar à luz, e teve um filho. 58 Ouviram os seus vizinhos e parentes que o Senhor usara de grande misericórdia para com ela e participaram do seu regozijo. 59 Sucedeu que, no oitavo dia, foram circuncidar o menino e queriam dar-lhe o nome de seu pai, Zacarias. 60 De modo nenhum! Respondeu sua mãe. Pelo contrário, ele deve ser chamado João. 61 Disseram-lhe: Ninguém há na tua parentela que tenha este nome. 62 E perguntaram, por acenos, ao pai do menino que nome queria que lhe dessem. 63 Então, pedindo ele uma tabuinha, escreveu: João é o seu nome. E todos se admiraram. 64 Imediatamente, a boca se lhe abriu, e, desimpedida a língua, falava elogiando a Deus. 65 Sucedeu que todos os seus vizinhos ficaram possuídos de temor, e por toda a região montanhosa da Judéia foram divulgadas estas coisas. 66 Todos os que as ouviram guardavam-nas no coração, dizendo: Que virá a ser, pois, este menino? E a mão do Senhor estava com ele. 67 Zacarias, seu pai, cheio do Espírito Santo, profetizou, dizendo: 68 Bendito seja o Senhor, Deus de Israel, porque visitou e redimiu o seu povo, 69 e nos suscitou plena e poderosa salvação na casa de Davi, seu servidor, 70 como prometera, desde a antigüidade, por boca dos seus santos profetas, 71 para nos libertar dos nossos inimigos e das mãos de todos os que nos odeiam; 72 para usar de misericórdia com os nossos pais e lembrar-se da sua santa aliança 73 e do juramento que fez a Abraão, o nosso pai, 74 de conceder-nos que, livres das mãos de inimigos, o adorássemos sem temor, 75 em santidade e justiça perante ele, todos os nossos dias. 76 Tu, menino, serás chamado profeta do Altíssimo, porque precederás o Senhor, preparando-lhe os caminhos, 77 para dar ao seu povo conhecimento da salvação, no redimi-lo dos seus pecados, 78 graças à entranhável misericórdia de nosso Deus, pela qual nos visitará o sol nascente das alturas, 79 para alumiar os que jazem nas trevas e na sombra da morte, e dirigir os nossos pés pelo caminho da paz. 80 O menino crescia e se fortalecia em espírito. E viveu nos desertos até ao dia em que havia de manifestar-se a Israel. (Lucas, I, 57-80). 10. Aqui o fenômeno mediúnico principal foi a interrupção da mudez de Zacarias. O outro fenômeno ocorreu através da mediunidade psicofônica do próprio Zacarias que além de falar por si próprio, falava por Espíritos. IX — O nascimento de Jesus e a sua infância   1 Naqueles dias, foi publicado um decreto de César Augusto, convocando toda a população do império romano para recensear-se. 2 Este, o primeiro recenseamento, foi feito quando Quirino era governador da Síria. 3 Todos iam alistar-se, cada um à sua própria cidade. 4 José também subiu da Galiléia, da cidade de Nazaré, para a Judéia, à cidade de Davi, chamada Belém, por ser ele da casa e família de Davi, 5 a fim de alistar-se com Maria, sua esposa, que estava grávida. 6 Estando eles ali, aconteceu completarem-se-lhe os dias, 7 e ela deu à luz o seu filho primogênito, colocou-lhe fraldas e o deitou num cocho, porque não havia lugar para eles na hospedaria. 8 Havia, naquela mesma região, pastores que viviam nos campos e guardavam o seu rebanho durante as vigílias da noite. 9 E um anjo do Senhor desceu aonde eles estavam, e a glória do Senhor brilhou ao redor deles; e ficaram tomados de grande temor. 10 O anjo, porém, lhes disse: Não temais; eis aqui vos trago boa-nova de grande alegria, que o será para todo o povo: (boa-nova significa Evangelho em hebraico — o autor). 11 é que hoje vos nasceu, na cidade de Davi, o Salvador, que é Cristo, o Senhor . 12 E isto vos servirá de sinal: encontrareis uma criança envolta em fraldas e deitada em um cocho. 13 E, subitamente, apareceu com o anjo uma multidão do exército celestial, elogiando a Deus e dizendo: 14 Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens de boa vontade. 15 E, ausentando-se deles os anjos para o céu, diziam os pastores uns aos outros: Vamos até Belém e vejamos os acontecimentos que o Senhor nos deu a conhecer. 16 Foram apressadamente e acharam Maria, José e a criança deitada no cocho. 17 E, vendo-o, divulgaram o que lhes tinha sido dito a respeito deste menino. 18 Todos os que ouviram se admiraram das coisas referidas pelos pastores. 19 Maria, porém, guardava todas estas palavras, meditando-as no coração. 20 Voltaram, então, os pastores glorificando e elogiando a Deus por tudo o que tinham ouvido e visto, como lhes fora anunciado. 21 Completados oito dias para ser circuncidado o menino, deram-lhe o nome de JESUS, como lhe chamara o anjo, antes de ser concebido. (Lucas, II, 1-21). 4 Quando, porém, se manifestou a benignidade de Deus, nosso Salvador, e o seu amor para com todos, 5 não por obras de justiça praticadas por nós, mas segundo sua misericórdia, ele nos salvou mediante a palingenesia (retorno em vidas sucessivas) e o renascimento do Espírito Santo, 6 que ele derramou sobre nós ricamente, por meio de Jesus Cristo, nosso Salvador, (Carta de Paulo apóstolo a Tito, III, 4-6). 16 constituído não conforme a lei do mandamento carnal, mas segundo o poder de vida indissolúvel . (Carta de Paulo apóstolo aos Hebreus, VII, 16). 20 Pois a nossa cidade está nos céus, de onde também aguardamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo, 21 o qual transformará o nosso corpo de humilhação, para ser igual ao corpo glorioso, segundo a eficácia do poder que ele tem de até subordinar a si todas as coisas. (Carta de Paulo apóstolo aos Filipenses, III, 20-21). 44 Semeia-se corpo humano, ressuscita corpo espiritual . Se há corpo humano, há também corpo espiritual . (1º Carta de Paulo apóstolo aos Coríntios, XV, 44). 11. Jesus foi o primogênito de Maria, isto é, o primeiro filho que lhe nasceu. O texto é claro: Cristo é o Senhor; e a multidão de anjos é também o Senhor. Esta materialização é igual àquela da ascensão de Jesus para o céu. 1 Tendo Jesus nascido em Belém da Judéia, em dias do rei Herodes, eis que vieram uns magos do Oriente a Jerusalém. 2 E perguntavam: Onde está o recém-nascido Rei dos judeus? Porque vimos a sua estrela no Oriente e viemos para adorá-lo. 3 Tendo ouvido isso, alarmou-se o rei Herodes, e, com ele, toda a Jerusalém; 4 então, convocando todos os principais sacerdotes e escribas do povo, indagava deles onde o Cristo deveria nascer. 5 Em Belém da Judéia, responderam eles, porque assim está escrito por intermédio do profeta: 6 E tu, Belém, terra de Judá, não és de modo algum a menor entre as principais de Judá; porque de ti sairá o Guia que há de apascentar a meu povo, Israel. 7 Com isto, Herodes, tendo chamado secretamente os magos, inquiriu deles com precisão quanto ao tempo em que a estrela aparecera. 8 E, enviando-os a Belém, disse-lhes: Ide informar-vos cuidadosamente a respeito do menino; e, quando o tiverdes encontrado, avisai-me, para eu também ir adorá-lo. 9 Depois de ouvirem o rei, partiram; e eis que a estrela que viram no Oriente os precedia, até que, chegando, parou sobre onde estava o menino. 10 E, vendo eles a estrela, alegraram-se com grande e intenso júbilo. 11 Entrando na casa, viram o menino com Maria, sua mãe. Prostrando-se, o adoraram; e, abrindo os seus tesouros, entregaram-lhe suas ofertas: ouro, incenso e mirra. (Mateus, II, 1-11). 2 E tu, Belém-Efrata, pequena demais para figurar como grupo de milhares de Judá, de ti me sairá o que há de reinar em Israel, e cujas origens são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade.(Miquéias, V, 2). 12. A estrela era um fenômeno espírita visível pelos magos; talvez fosse a visão dos anjos materializados que estavam elogiando a Deus nos céus. 22 Passados os dias da purificação deles segundo a Lei de Moisés, levaram-no a Jerusalém para o apresentarem ao Senhor , 23 conforme o que está escrito na Lei do Senhor: Todo primogênito ao Senhor será consagrado; 24 e para oferecer um sacrifício, segundo o que está escrito na referida Lei: Um par de rolas ou dois pombinhos . 25 Havia em Jerusalém um homem chamado Simeão; homem este justo e piedoso que esperava a consolação de Israel; e o Espírito Santo estava sobre ele. 26 Revelara-lhe o Espírito Santo que não passaria pela morte antes de ver o Cristo do Senhor. 27 Movido pelo Espírito, foi ao templo; e, quando os pais trouxeram o menino Jesus para fazerem com ele o que a Lei ordenava, 28 Simeão o tomou nos braços e elogiou a Deus, dizendo: 29 Agora, Senhor, podes despedir em paz o teu servidor, segundo a tua palavra; 30 porque os meus olhos já viram a tua salvação, 31 a qual preparaste diante de todos os povos: 32 luz para revelação aos gentios, e para glória do teu povo de Israel. 33 E estavam o pai e a mãe do menino admirados do que dele se dizia. 34 Simeão os abençoou e disse a Maria, mãe do menino: Eis que este menino está destinado tanto para ruína como para levantamento de muitos em Israel e para ser alvo de polêmica 35 (também uma espada traspassará a tua própria alma), para que se manifestem os pensamentos de muitos coraç§es. 36 Havia uma profetisa, chamada Ana, filha de Fanuel, da tribo de Aser, avançada em dias, que vivera com seu marido sete anos desde que se casara 37 e que era viúva de oitenta e quatro anos. Esta não deixava o templo, mas adorava noite e dia em jejuns e oraç§es. 38 E, chegando naquela hora, dava graças a Deus e falava a respeito do menino a todos os que esperavam a redenção de Jerusalém. (Lucas, II, 22-38). 12 Sendo por divina advertência prevenidos em sonho para não voltarem à presença de Herodes, regressaram por outro caminho a sua terra. 13 Tendo eles partido, eis que apareceu um anjo do Senhor a José, em sonho, e disse: Disp§e-te, toma o menino e sua mãe, foge para o Egito e permanece lá até que eu te avise; porque Herodes há de procurar o menino para o matar. 14 Dispondo-se ele, tomou de noite o menino e sua mãe e partiu para o Egito; 15 e lá ficou até à morte de Herodes, para que se cumprisse o que fora dito pelo Senhor, por intermédio do profeta: Do Egito chamei o meu Filho. 16 Vendo-se iludido pelos magos, enfureceu-se Herodes grandemente e mandou matar todos os meninos de Belém e de todos os seus arredores, de dois anos para baixo, conforme o tempo do qual com precisão se informara dos magos. 17 Então, se cumpriu o que fora dito por intermédio do profeta Jeremias: 18 Ouviu-se um clamor em Ramá, pranto, choro e grande lamento; era Raquel chorando por seus filhos e inconsolável porque não mais existem. 19 Tendo Herodes morrido, eis que um anjo do Senhor apareceu em sonho a José, no Egito, e disse-lhe: 20 Disp§e-te, toma o menino e sua mãe e vai para a terra de Israel; porque já morreram os que atentavam contra a vida do menino. 21 Dispôs-se ele, tomou o menino e sua mãe e regressou para a terra de Israel. 22 Tendo, porém, ouvido que Arquelau reinava na Judéia em lugar de seu pai Herodes, temeu ir para lá; e, por divina advertência prevenido em sonho, retirou-se para as regi§es da Galiléia. 23 E foi habitar numa cidade chamada Nazaré, para que se cumprisse o que fora dito por intermédio dos profetas: Ele será chamado Nazareno . (Mateus, II, 12-23). 2 Fala aos filhos de Israel e dize-lhes: Quando alguém, seja homem seja mulher, fizer voto especial, o voto de nazireu , a fim de consagrar-se para o SENHOR, 5 Todos os dias do seu voto de nazireado não passará navalha pela cabeça; até que se cumpram os dias para os quais se consagrou ao SENHOR, santo será, deixando crescer livremente a cabeleira . 8 Por todos os dias do seu nazireado, santo será ao SENHOR . 10 Ao oitavo dia, trará duas rolas ou dois pombinhos ao sacerdote , à porta da tenda da congregação; (Números, VI, 2, 5, 8, 10). 1 Quando Israel era menino, eu o amei; e do Egito chamei o meu filho. (Oséias, XI, 1). 15 Assim diz o SENHOR: Ouviu-se um clamor em Ramá, pranto e grande lamento; era Raquel chorando por seus filhos e inconsolável por causa deles, porque já não existem. (Jeremias, XXXI, 15). 39 Cumpridas todas as ordenanças segundo a Lei do Senhor, voltaram para a Galiléia, para a sua cidade de Nazaré. 40 Crescia o menino e se fortalecia, cheio de sabedoria; e a graça de Deus estava sobre ele. 41 Ora, anualmente iam seus pais a Jerusalém, para a Festa da Páscoa. 42 Quando ele atingiu os doze anos, subiram a Jerusalém, segundo o costume da festa. 43 Terminados os dias da festa, ao regressarem, permaneceu o menino Jesus em Jerusalém, sem que seus pais o soubessem. 44 Pensando, porém, estar ele entre os companheiros de viagem, foram caminho de um dia e, então, passaram a procurá-lo entre os parentes e os conhecidos; 45 e, não o tendo encontrado, voltaram a Jerusalém à sua procura. 46 Três dias depois, o acharam no templo, assentado no meio dos doutores, ouvindo-os e interrogando-os. 47 E todos os que o ouviam muito se admiravam da sua inteligência e das suas respostas. 48 Logo que seus pais o viram, ficaram maravilhados; e sua mãe lhe disse: Filho, por que fizeste assim conosco? Teu pai e eu, aflitos, estamos à tua procura. 49 Ele lhes respondeu: Por que me procuráveis? Não sabíeis que me cumpria estar na casa de meu Pai ? 50 Não compreenderam, porém, as palavras que lhes dissera. 51 E desceu com eles para Nazaré; e era-lhes submisso. Sua mãe, porém, guardava todas estas coisas no coração. 52 E crescia Jesus em sabedoria, estatura e graça, diante de Deus e dos homens. (Lucas, II, 39-52). 13. Jesus adolescente não chama Deus de Senhor, mas de Pai. X — Elias prega e batiza, mas Jesus não batiza com água   7 Porque já muitos enganadores entraram no mundo, os quais não confessam que Jesus Cristo veio em carne. Este tal é enganador e o anti-cristo . (2¬ Carta de João apóstolo, 7). 6 Houve um homem enviado por Deus cujo nome era João. 7 Este veio como testemunha para que testificasse a respeito da luz, a fim de todos virem a crer por intermédio dele. 8 Ele não era a luz, mas veio para que testificasse da luz, 9 a saber, a verdadeira luz, que, vinda ao mundo, ilumina a todo homem. 10 O Verbo estava no mundo, o mundo foi feito por intermédio dele, mas o mundo não o conheceu. 11 Veio para o que era seu, e os seus não o receberam. 12 Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus , a saber, aos que crêem no seu nome; 13 os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus. 14 E o Verbo se fez carne e habitou entre nós , cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do ungido (Cristo, Messias) do Pai. 15 João testemunha a respeito dele e exclama: Este é o de quem eu disse: o que vem depois de mim tem, contudo, a primazia, porquanto já existia antes de mim. 16 Porque todos nós temos recebido da sua plenitude e graça sobre graça. 17 Porque a lei foi dada por intermédio de Moisés; a graça e a verdade vieram por meio de Jesus Cristo. 18 Ninguém jamais viu a Deus; o Deus ungido (Cristo, Messias), que está no seio do Pai, é quem o revelou. 19 Este foi o testemunho de João, quando os judeus lhe enviaram de Jerusalém sacerdotes e levitas para lhe perguntarem: Quem és tu? 20 Ele confessou e não negou; confessou: Eu não sou o Cristo. 21 Então, lhe perguntaram: Quem és, pois? És tu Elias? Ele disse: Não sou. És tu o profeta? Respondeu: Não. 22 Disseram-lhe, pois: Declara-nos quem és, para que demos resposta àqueles que nos enviaram; que dizes a respeito de ti mesmo? 23 Então, ele respondeu: Eu sou a voz do que clama no deserto: Endireitai o caminho do Senhor, como disse o profeta Isaías. 24 Ora, os que haviam sido enviados eram de entre os fariseus. 25 E perguntaram-lhe: Então, por que batizas, se não és o Cristo, nem Elias, nem o profeta? 26 Respondeu-lhes João: Eu batizo com água; mas, no meio de vós, está quem vós não conheceis, 27 o qual vem após mim, do qual não sou digno de desatar-lhe as correias das sandálias. 28 Estas coisas se passaram em Betânia, do outro lado do Jordão, onde João estava batizando. 29 No dia seguinte, viu João a Jesus, que vinha para ele, e disse: Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo! 30 É este a favor de quem eu disse: após mim vem um varão que tem a primazia, porque já existia antes de mim. 31 Eu mesmo não o conhecia, mas, a fim de que ele fosse manifestado a Israel, vim, por isso, batizando com água. 32 E João testemunhou, dizendo: Vi o Espírito descer do céu como pomba e pousar sobre ele. 33 Eu não o conhecia; aquele, porém, que me enviou a batizar com água me disse: Aquele sobre quem vires descer e pousar o Espírito, esse é o que batiza com o Espírito Santo. 34 Pois eu, de fato, vi e tenho testificado que ele é o Filho de Deus. (João, I, 6-34). 14. João Batista não sabia que era reencarnação de Elias, nem que era profeta. “Por que perde o Espírito encarnado a lembrança do seu passado? Não pode o homem, nem deve, saber tudo. Deus assim o quer em sua sabedoria. Sem o véu que lhe oculta certas coisas, ficaria ofuscado, como quem, sem transição, saísse do escuro para o claro. Esquecido de seu passado ele é mais senhor de si.” (392 do LE). João apóstolo acreditava que Jesus tinha corpo de carne. 1 Havia, entre os fariseus, um homem chamado Nicodemos, um dos principais dos judeus. 2 Este, de noite, foi ter com Jesus e lhe disse: Rabi, sabemos que és Mestre vindo da parte de Deus; porque ninguém pode fazer estes sinais que tu fazes, se Deus não estiver com ele. 3 A isto, respondeu Jesus: Em verdade, em verdade te digo que, se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus. 4 Perguntou-lhe Nicodemos: Como pode um homem nascer, sendo velho? Pode, porventura, voltar ao ventre materno e nascer segunda vez? 5 Respondeu Jesus: Em verdade, em verdade te digo: quem não nascer da água e do Espírito não pode entrar no reino de Deus. 6 O que é nascido da carne é carne; e o que é nascido do Espírito é espírito. 7 Não te admires de eu te dizer: importa-vos nascer de novo. 8 O vento sopra onde quer, ouves a sua voz, mas não sabes donde vem, nem para onde vai; assim é todo o que é nascido do Espírito. 9 Então, lhe perguntou Nicodemos: Como pode suceder isto? Acudiu Jesus: 10 Tu és mestre em Israel e não compreendes estas coisas? 11 Em verdade, em verdade te digo que nós dizemos o que sabemos e testificamos o que temos visto; contudo, não aceitais o nosso testemunho. 12 Se, tratando de coisas terrenas, não me credes, como crereis, se vos falar das celestiais? 13 Ora, ninguém subiu ao céu, senão aquele que de lá desceu , a saber, o Filho do Homem que está no céu. 14 E do modo por que Moisés levantou a serpente no deserto, assim importa que o Filho do Homem seja levantado, 15 para que todo o que nele crê tenha a vida eterna. 16 Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho ungido (Cristo, Messias), para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. 17 Porquanto Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que julgasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele. 18 Quem nele crê não é julgado; o que não crê já está julgado, porquanto não crê no nome do ungido (Cristo, Messias) Filho de Deus. 19 O julgamento é este: que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz; porque as suas obras eram más. 20 Pois todo aquele que pratica o mal aborrece a luz e não se chega para a luz, para que suas obras não sejam reprovadas. 21 Quem pratica a verdade aproxima-se da luz, a fim de que as suas obras sejam manifestas, porque feitas em Deus. (João, III, 1-21). 17 Por isso, o Pai me ama, porque eu dou a minha vida para retomá-la . 18 Ninguém a tira de mim; pelo contrário, eu espontaneamente a dou. Tenho autoridade para a entregar e também para reavê-la. Este mandamento recebi de meu Pai . 19 Por causa dessas palavras, rompeu nova dissensão entre os judeus. 20 Muitos deles diziam: Ele tem demônio e enlouqueceu; por que o ouvis? 21 Outros diziam: Este modo de falar não é de endemoninhado; pode, porventura, um demônio abrir os olhos aos cegos? (João, X, 17-21). 15. Nicodemos veio perguntar a Jesus se João Batista teria sido Elias e Jesus lhe explicou sem que tivesse perguntado nada. Jesus fala da água porque nosso corpo é em sua maior parte feito de água, além disso, nascemos imersos no líquido amniótico no útero da mãe. Os Espíritos nos falam, mas não podemos vê-los. Não sabemos de onde vem suas palavras. São como o vento que não sabemos de onde vem. Os Espíritos influem em vossos pensamentos e atos; “de ordinário, são eles que vos dirigem.” (459 do LE). “Quando um pensamento vos é sugerido, tendes a impressão de que alguém vos fala. Geralmente, os pensamentos próprios são os que acodem em primeiro lugar. Afinal, não vos é de grande interesse estabelecer essa distinção. Muitas vezes, é útil que não saibais fazê-la.” (461 do LE). Como o vento, não sabemos para onde os Espíritos vão. “Como o Espírito se transporta aonde queira, com a rapidez do pensamento,” (247 do LE). Jesus e nós somos filhos do Homem. Jesus desceu do céu. “Os Espíritos purificados descem aos mundos inferiores? Fazem-no freqüentemente, com o fim de auxiliar-lhes o progresso. A não ser assim, esses mundos estariam entregues a si mesmos, sem guias para dirigi-los.” (233 do LE). Jesus diz que a reencarnação é mandamento da lei de Deus. Eis que se é mandamento, ninguém pode furtar-se a ela. Um dia seremos purificados como Jesus e ressuscitaremos como Ele o fez, em um mundo onde seremos Cristos, sem corpo físico. Até lá ressuscitaremos em Espírito. Eis que a lei de Deus proíbe matar. Porque é impossível matar o Espírito. 1 Naqueles dias, apareceu João Batista pregando no deserto da Judéia e dizia: 2 Arrependei-vos, porque está próximo o reino dos céus. 3 Porque este é o referido por intermédio do profeta Isaías : Voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor, endireitai as suas veredas . 4 Usava João vestes de pêlos de camelo e um cinto de couro ; a sua alimentação eram gafanhotos e mel silvestre. 5 Então, saíam a ter com ele Jerusalém, toda a Judéia e toda a circunvizinhança do Jordão; 6 e eram por ele batizados no rio Jordão, confessando os seus pecados. 7 Vendo ele, porém, que muitos fariseus e saduceus vinham ao batismo, disse-lhes: Raça de víboras, quem vos induziu a fugir da ira vindoura? 8 Produzi, pois, frutos dignos de arrependimento; 9 e não comeceis a dizer entre vós mesmos: Temos por pai a Abraão; porque eu vos afirmo que destas pedras Deus pode suscitar filhos a Abraão. 10 Já está posto o machado à raiz das árvores; toda árvore, pois, que não produz bom fruto é cortada e lançada ao fogo. 11 Eu vos batizo com água, para arrependimento; mas aquele que vem depois de mim é mais poderoso do que eu, cujas sandálias não sou digno de levar. Ele vos batizará com o Espírito Santo e com fogo. 12 A sua pá, ele a tem na mão e limpará completamente a sua eira; recolherá o seu trigo no celeiro, mas queimará a palha em fogo inextinguível. 13 Por esse tempo, dirigiu-se Jesus da Galiléia para o Jordão, a fim de que João o batizasse. 14 Ele, porém, o dissuadia, dizendo: Eu é que preciso ser batizado por ti, e tu vens a mim? 15 Mas Jesus lhe respondeu: Deixa por enquanto, porque, assim, nos convém cumprir toda a justiça. Então, ele o admitiu. 16 Batizado Jesus, saiu logo da água, e eis que se lhe abriram os céus, e viu o Espírito de Deus descendo como pomba, vindo sobre ele. 17 E eis uma voz dos céus, que dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo. (Mateus, III, 1-17). 3 Voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do SENHOR; endireitai no ermo vereda a nosso Deus. (Isaías, XL, 3) . 7 E ele lhes disse: Qual era o trajo do homem que vos veio ao encontro e vos falou estas palavras? 8 E eles lhe disseram: Era um homem vestido de pêlos e com os lombos cingidos de um cinto de couro. Então disse ele: É Elias, o tisbita. (2º Reis, I, 7-8) . 16. João não se lembra que é Elias, mas se veste como Elias. O Espírito puro tomou a forma de uma pomba. O perispírito “tem a forma que o Espírito queira.” (95 do LE). A voz do anjo é o fenômeno denominado pelo Comandante Edgard Armond de ‘voz direta’. 1 No décimo quinto ano do reinado de Tibério César, sendo Pôncio Pilatos governador da Judéia, Herodes, tetrarca da Galiléia, seu irmão Filipe, tetrarca da região da Ituréia e Traconites, e Lisânias, tetrarca de Abilene, 2 sendo sumos sacerdotes Anás e Caifás, veio a palavra de Deus a João, filho de Zacarias, no deserto. 3 Ele percorreu toda a circunvizinhança do Jordão, pregando batismo de arrependimento para remissão de pecados, 4 conforme está escrito no livro das palavras do profeta Isaías: Voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor, endireitai as suas veredas. 5 Todo vale será aterrado, e nivelados todos os montes e outeiros; os caminhos tortuosos serão retificados, e os escabrosos, aplanados; 6 e toda carne verá a salvação de Deus . 7 Dizia ele, pois, às multid§es que saíam para serem batizadas: Raça de víboras, quem vos induziu a fugir da ira vindoura? 8 Produzi, pois, frutos dignos de arrependimento e não comeceis a dizer entre vós mesmos: Temos por pai a Abraão; porque eu vos afirmo que destas pedras Deus pode suscitar filhos a Abraão. 9 E também já está posto o machado à raiz das árvores; toda árvore, pois, que não produz bom fruto é cortada e lançada ao fogo. 10 Então, as multid§es o interrogavam, dizendo: Que havemos, pois, de fazer? 11 Respondeu-lhes: Quem tiver duas túnicas, reparta com quem não tem; e quem tiver comida, faça o mesmo. 12 Foram também publicanos para serem batizados e perguntaram-lhe: Mestre, que havemos de fazer? 13 Respondeu-lhes: Não cobreis mais do que o estipulado. 14 Também soldados lhe perguntaram: E nós, que faremos? E ele lhes disse: A ninguém maltrateis, não deis denúncia falsa e contentai-vos com o vosso soldo. 15 Estando o povo na expectativa, e discorrendo todos no seu íntimo a respeito de João, se não seria ele, porventura, o próprio Cristo, 16 disse João a todos: Eu, na verdade, vos batizo com água, mas vem o que é mais poderoso do que eu, do qual não sou digno de desatar-lhe as correias das sandálias; ele vos batizará com o Espírito Santo e com fogo. 17 A sua pá, ele a tem na mão, para limpar completamente a sua eira e recolher o trigo no seu celeiro; porém queimará a palha em fogo inextinguível. 18 Assim, pois, com muitas outras exortaç§es anunciava o evangelho ao povo; 19 mas Herodes, o tetrarca, sendo repreendido por ele, por causa de Herodias, mulher de seu irmão, e por todas as maldades que o mesmo Herodes havia feito, 20 acrescentou ainda sobre todas a de lançar João no cárcere. 21 E aconteceu que, ao ser todo o povo batizado, também o foi Jesus; e, estando ele a orar, o céu se abriu, 22 e o Espírito Santo desceu sobre ele em forma corpórea como pomba; e ouviu-se uma voz do céu: Tu és o meu Filho amado, em ti me comprazo. (Lucas, III, 1-22). 3 Voz do que clama no deserto; preparai o caminho do Senhor; endireitai no ermo vereda a nosso Deus. 4 Todo vale será exaltado, e todo monte e todo outeiro serão abatidos; e o que está torcido se endireitará, e o que é áspero se aplainará. 5 E a glória do Senhor se manifestará, e toda carne juntamente verá que foi da boca do Senhor que isto disse . (Isaías, XL, 3-5). 1 Princípio do evangelho de Jesus Cristo, Filho de Deus. 2 Conforme está escrito na profecia de Isaías: Eis aí envio diante da tua face o meu mensageiro, o qual preparará o teu caminho; 3 voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor, endireitai as suas veredas ; 4 apareceu João Batista no deserto, pregando batismo de arrependimento para remissão de pecados. 5 Saíam a ter com ele toda a província da Judéia e todos os habitantes de Jerusalém; e, confessando os seus pecados, eram batizados por ele no rio Jordão. 6 As vestes de João eram feitas de pêlos de camelo; ele trazia um cinto de couro e se alimentava de gafanhotos e mel silvestre. 7 E pregava, dizendo: Após mim vem aquele que é mais poderoso do que eu, do qual não sou digno de, curvando-me, desatar-lhe as correias das sandálias. 8 Eu vos tenho batizado com água; ele, porém, vos batizará com o Espírito Santo. 9 Naqueles dias, veio Jesus de Nazaré da Galiléia e por João foi batizado no rio Jordão. 10 Logo ao sair da água, viu os céus rasgarem-se e o Espírito descendo como pomba sobre ele. 11 Então, foi ouvida uma voz dos céus: Tu és o meu Filho amado, em ti me comprazo. (Marcos, I, 1-11). 1 Eis que eu envio o meu mensageiro, que preparará o caminho diante de mim; e, de repente, virá ao seu templo o Senhor , a quem vós buscais, o mensageiro da aliança, a quem vós desejais; eis que vem, diz o Senhor dos Exércitos. (Malaquias, III, 1). 22 Depois disto, foi Jesus com seus discípulos para a terra da Judéia; ali permaneceu com eles e batizava. 23 Ora, João estava também batizando em Enom, perto de Salim, porque havia ali muitas águas, e para lá concorria o povo e era batizado. 24 Pois João ainda não tinha sido encarcerado. 25 Ora, entre os discípulos de João e um judeu suscitou-se uma contenda com respeito à purificação. 26 E foram ter com João e lhe disseram: Mestre, aquele que estava contigo além do Jordão, do qual tens dado testemunho, está batizando, e todos lhe saem ao encontro. 27 Respondeu João: O homem não pode receber coisa alguma se do céu não lhe for dada. 28 Vós mesmos sois testemunhas de que vos disse: eu não sou o Cristo, mas fui enviado como seu precursor. 29 O que tem a noiva é o noivo; o amigo do noivo que está presente e o ouve muito se regozija por causa da voz do noivo. Pois esta alegria já se cumpriu em mim. 30 Convém que ele cresça e que eu diminua. 31 Quem vem das alturas certamente está acima de todos; quem vem da terra é terreno e fala da terra; quem veio do céu está acima de todos. 32 e testifica o que tem visto e ouvido; contudo, ninguém aceita o seu testemunho. 33 Quem, todavia, lhe aceita o testemunho, por sua vez, certifica que Deus é verdadeiro. 34 Pois o enviado de Deus fala as palavras dele, porque Deus não dá o Espírito por medida. 35 O Pai ama ao Filho, e todas as coisas tem confiado às suas mãos. 36 Por isso, quem crê no Filho tem a vida eterna; o que, todavia, se mantém rebelde contra o Filho não verá a vida, mas sobre ele permanece a ira de Deus. 1 Quando, pois, o Senhor veio a saber que os fariseus tinham ouvido dizer que ele, Jesus, fazia e batizava mais discípulos que João 2 ( se bem que Jesus mesmo não batizava , e sim os seus discípulos), (João, III, 22 a João, IV, 2). XI — Jesus e a samaritana   3 deixou a Judéia, retirando-se outra vez para a Galiléia. 4 E era-lhe necessário atravessar a província de Samaria. 5 Chegou, pois, a uma cidade samaritana, chamada Sicar, perto das terras que Jacó dera a seu filho José. 6 Estava ali a fonte de Jacó. Cansado da viagem, assentara-se Jesus junto à fonte, por volta da hora sexta. 7 Nisto, veio uma mulher samaritana tirar água. Disse-lhe Jesus: Dá-me de beber. 8 Pois seus discípulos tinham ido à cidade para comprar alimentos. 9 Então, lhe disse a mulher samaritana: Como, sendo tu judeu, pedes de beber a mim, que sou mulher samaritana (porque os judeus não se dão com os samaritanos)? 10 Replicou-lhe Jesus: Se conheceras o dom de Deus e quem é o que te pede: dá-me de beber, tu lhe pedirias, e ele te daria água viva. 11 Respondeu-lhe ela: Senhor, tu não tens com que a tirar, e o poço é fundo; onde, pois, tens a água viva? 12 És tu, porventura, maior do que Jacó, o nosso pai, que nos deu o poço, do qual ele mesmo bebeu, e, bem assim, seus filhos, e seu gado? 13 Afirmou-lhe Jesus: Quem beber desta água tornará a ter sede; 14 aquele, porém, que beber da água que eu lhe der nunca mais terá sede; pelo contrário, a água que eu lhe der será nele uma fonte a jorrar para a vida eterna. 15 Disse-lhe a mulher: Senhor, dá-me dessa água para que eu não mais tenha sede, nem precise vir aqui buscá-la. 16 Disse-lhe Jesus: Vai, chama teu marido e vem cá; 17 ao que lhe respondeu a mulher: Não tenho marido. Replicou-lhe Jesus: Bem disseste, não tenho marido; 18 porque cinco maridos já tiveste, e esse que agora tens não é teu marido; isto disseste com verdade. 19 Senhor, disse-lhe a mulher, vejo que tu és profeta. 20 Nossos pais adoravam neste monte; vós, entretanto, dizeis que em Jerusalém é o lugar onde se deve adorar. 21 Disse-lhe Jesus: Mulher, podes crer-me que a hora vem, quando nem neste monte, nem em Jerusalém adorareis o Pai. 22 Vós adorais o que não conheceis; nós adoramos o que conhecemos, porque a salvação vem dos judeus. 23 Mas vem a hora e já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque são estes que o Pai procura para seus adoradores. 24 Deus é espírito; e importa que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade . 25 Eu sei, respondeu a mulher, que há de vir o Messias, chamado Cristo; quando ele vier, nos anunciará todas as coisas. 26 Disse-lhe Jesus: Eu o sou, eu que falo contigo. 27 Neste ponto, chegaram os seus discípulos e se admiraram de que estivesse falando com uma mulher; todavia, nenhum lhe disse: Que perguntas? Ou: Por que falas com ela? 28 Quanto à mulher, deixou o seu cântaro, foi à cidade e disse àqueles homens: 29 Vinde comigo e vede um homem que me disse tudo quanto tenho feito. Será este, porventura, o Cristo?! (João, IV, 3-29). 17. Jesus oferece à samaritana o fluido universal para beber. “À medida que o Espírito se purifica, o corpo que o reveste se aproxima igualmente da natureza espírita. Torna-se-lhe menos densa a matéria, deixa de rastejar penosamente pela superfície do solo, menos grosseiras se lhe fazem as necessidades físicas, não mais sendo preciso que os seres vivos se destruam mutuamente para se nutrirem.” (Allan Kardec, 182 do LE). Já há pessoas na Terra que afirmam conseguirem viver sem se alimentar, nem beber água, vivendo apenas da luz das auroras. Jesus afirma que Deus é Espírito. Deus é o Espírito que atingiu o grau supremo da inteligência, da perfeição. “A primeira, finalmente, compreende os Espíritos puros, os que atingiram o grau supremo da perfeição.” (100 do LE). “Deus é a inteligência suprema , causa primária de todas as coisas.” (1 do LE). “A inteligência é uma faculdade própria de cada ser e constitui a sua individualidade moral.” (72, a, do LE). Os anjos, arcanjos e os serafins são “os Espíritos puros: os que se acham no mais alto grau da escala e reúnem todas as perfeiç§es .” (128 do LE). “Deus deve reunir em grau supremo essas perfeiç§es, porque, se uma lhe faltasse, ou não fosse infinita, já Ele não seria superior a tudo, não seria, consequentemente, Deus. Para estar acima de todas as coisas, Deus tem que se achar isento de qualquer vicissitude e de qualquer das imperfeiç§es que a imaginação possa conceber.” (13 do LE). “Se vocês tirarem de Deus um só de seus atributos vocês não teriam mais Deus, se vocês tirarem uma só das virtudes do Cristo, vocês não teriam o Cristo.” (Erasto, ESE, XXI, 9). “VI. — O fim da alma, em sua evolução, é atingir e realizar em si e em volta de si, através dos tempos e das estaç§es ascendentes do Universo, pelo desabrochar das potências que possui em gérmen, esta noção eterna do Belo e do Bem, que exprime a idéia de Deus, a própria idéia da perfeição.” ( Léon Denis , O Problema do Ser, do Destino e da Dor , 5¬ edição, FEB, RJ, pág. 453 — a última). “Deus é infinito em suas perfeiç§es,” (Allan Kardec, 3 do LE). “Todos os homens são irmãos em Deus, porque são animados pelo Espírito e tendem para o mesmo fim.” (54 do LE). “São desculpáveis os povos de não crerem na palavra daquele que o Espírito de Deus animava ” (671 do LE). Diz Allan Kardec sobre Jesus: “a doutrina que ensinou é a expressão mais pura da lei do Senhor, porque, sendo Ele o mais puro de quantos têm aparecido na Terra, o Espírito Divino o animava .” (625 do LE). “Pela superioridade, porém, da sua essência moral e de suas qualidades fluídicas, aquelas faculdades atingiam nele proporç§es muito acima das que são vulgares. Posto de lado o seu envoltório carnal, Ele nos patenteava o estado dos puros Espíritos.” (Allan Kardec, A Gênese, XV, 44). “A ciência ainda não sabe bastante, porém lá chegará, se quiser caminhar com o Espiritismo. O perispírito pode variar e mudar ao infinito.” (Lamennais, item 51 do capítulo IV, da primeira parte do Livro dos Médiuns). Adorar a Deus é amar o Cristo sobre todas as coisas. “Deus prefere os que o adoram do fundo do coração, com sinceridade, fazendo o bem e evitando o mal,” (...) “Declaro-vos que somente nos lábios e não na alma tem religião aquele que professa adorar o Cristo, mas que é orgulhoso, invejoso e ciumento, duro e implacável para com outrem, ou ambicioso dos bens deste mundo.” (654 do LE). “Gravitar para a unidade divina, eis o fim da Humanidade. Para atingi-lo, três coisas são necessárias: a Justiça, o Amor e a Ciência.” (...) “crede-me, irmãos em Deus e em Jesus-Cristo,” (...) “o objetivo da criação, que consiste no culto harmonioso do belo, do bem, idealizados pelo arquétipo (padrão) humano, pelo Homem-Deus , por Jesus-Cristo.” (Paulo apóstolo, 1009 do LE). Ora, para adorar o Cristo não é necessário ir ao templo. Jesus é Espírito que irradia (vibra) por todo o Universo. 30 Saíram, pois, da cidade e vieram ter com ele. 31 Nesse ínterim, os discípulos lhe rogavam, dizendo: Mestre, come! 32 Mas ele lhes disse: Uma comida tenho para comer, que vós não conheceis. 33 Diziam, então, os discípulos uns aos outros: Ter-lhe-ia, porventura, alguém trazido o que comer? 34 Disse-lhes Jesus: A minha comida consiste em fazer a vontade daquele que me enviou e realizar a sua obra . 35 Não dizeis vós que ainda há quatro meses até à ceifa? Eu, porém, vos digo: erguei os olhos e vede os campos, pois já branquejam para a ceifa. 36 O ceifeiro recebe desde já a recompensa e entesoura o seu fruto para a vida eterna; e, assim sendo, se alegram tanto o semeador como o ceifeiro. 37 Pois, no caso, é verdadeiro o ditado: Um é o que semeia, e outro é o que ceifa . 38 Eu vos enviei para ceifar o que não semeastes; outros trabalharam, e vós entrastes no seu trabalho. 39 Muitos samaritanos daquela cidade creram nele, em virtude do testemunho da mulher, que anunciara: Ele me disse tudo quanto tenho feito. 40 Vindo, pois, os samaritanos ter com Jesus, pediam-lhe que permanecesse com eles; e ficou ali dois dias. 41 Muitos outros creram nele, por causa da sua palavra, 42 e diziam à mulher: Já agora não é pelo que disseste que nós cremos; mas porque nós mesmos temos ouvido e sabemos que este é verdadeiramente o Salvador do mundo. (João, IV, 30-42). 18. Jesus nunca exerce seu livre arbítrio. Ele sempre faz a vontade do Pai, os demais Espíritos puros. Na Samaria Jesus não veio plantar, mas colher e eram muitos os crentes. Diferente do que ocorria na terra onde Ele nasceu. Lá havia muitos descrentes. Havia muito o que semear. XII — Jesus conversa com o Espírito obsessor que o tenta   1 A seguir, foi Jesus levado pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pelo diabo. 2 E, depois de jejuar quarenta dias e quarenta noites, teve fome. 3 Então, o tentador, aproximando-se, lhe disse: Se és Filho de Deus , manda que estas pedras se transformem em pães. 4 Jesus, porém, respondeu: Está escrito: Não só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que sai da boca de Deus. 5 Então, o diabo o levou à Cidade Santa, colocou-o sobre o pináculo do templo 6 e lhe disse: Se és Filho de Deus, atira-te abaixo, porque está escrito: Aos seus anjos ordenará a teu respeito que te guardem; e: Eles te susterão nas suas mãos, para não tropeçares nalguma pedra. 7 Respondeu-lhe Jesus: Também está escrito: Não tentarás o Senhor, teu Deus. 8 Levou-o ainda o diabo a um monte muito alto, mostrou-lhe todos os reinos do mundo e a glória deles 9 e lhe disse: Tudo isto te darei se, prostrado, me adorares. 10 Então, Jesus lhe ordenou: Retira-te, Satanás, porque está escrito: Ao Senhor, teu Deus, adorarás, e só a ele darás culto. 11 Com isto, o deixou o diabo, e eis que vieram anjos e o serviram. (Mateus, IV, 1-11). 3 E te humilhou, e te deixou ter fome, e te sustentou com o maná, que tu não conheceste, nem teus pais o conheceram, para te dar a entender que o homem não viverá só de pão, mas que de tudo o que sai da boca do Senhor viverá o homem. (Deuteronômio, VIII, 3). 11 Porque aos seus anjos dará ordem a teu respeito, para te guardarem em todos os teus caminhos. (Salmo 91, 11). 16 Não tentareis o Senhor, vosso Deus, como o tentaste em Massá. (Deuteronômio, VI, 16). 13 O Senhor, teu Deus, temerás, e a ele servirás, e pelo seu nome jurarás. (Deuteronômio, VI, 13). 4 Ouve, Israel, o Senhor, nosso Deus é o único Senhor. 5 Amarás, pois, o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu poder. (Deuteronômio, VI, 4-5). 6 Num dia em que os filhos de Deus vieram apresentar-se perante o SENHOR, veio também Satanás entre eles . (Jó, I, 6). 19. Jesus não necessita da matéria. “Nenhuma influência da matéria. Superioridade intelectual e moral absoluta, com relação aos Espíritos das outras ordens.” (112 do LE). “Os Espíritos que a comp§em percorreram todos os graus da escala e se despojaram de todas as impurezas da matéria.” (113 do LE). Portanto, Jesus não come alimentos materiais. Para Ele comer é ato material. E Ele é desmaterializado. Sobre adoração: “Deus prefere os que o adoram do fundo do coração, com sinceridade, fazendo o bem, e evitando o mal,” (...) “Todos os homens são irmãos e filhos de Deus.” (...) “Declaro-vos que somente nos lábios e não na alma tem religião aquele que professa adorar o Cristo, mas que é orgulhoso, invejoso e ciumento, duro e implacável para com outrem, ou ambicioso dos bens deste mundo.” (654 do LE). “Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e verdade.” (João, IV, 24). Jesus conversou com o Espírito obsessor no deserto, de modo que não há mal nenhum em conversar com os Espíritos, ainda que maus ou ignorantes. “Na verdade, na verdade vos digo que aquele que crê em mim também fará as obras que eu faço, e as fará maiores do que estas;” (João, XIV, 12). Podemos fazer tudo o que Jesus faz. Os diabos são: “os Espíritos imperfeitos, que procuram apoderar-se dele, dominá-lo, e que rejubilam com o fazê-lo sucumbir. Foi isso o que se intentou simbolizar na figura de Satanás.” (122, a, do LE). “A prova não tem por fim dar a Deus esclarecimentos sobre o homem, pois que Deus sabe perfeitamente bem o que ele vale, mas dar ao homem toda a responsabilidade de sua ação, uma vez que tem a liberdade de fazer ou não fazer. Dotado da faculdade de escolher entre o bem e o mal, a prova tem por efeito pô-lo em luta com as tentaç§es do mal e conferir-lhe todo o mérito da resistência. Ora, conquanto saiba de antemão se ele se sairá bem ou não, Deus não o pode, em sua justiça, punir, nem recompensar, por um ato ainda não praticado.” (871 do LE). “Sem o livre arbítrio, o homem não teria nem culpa por praticar o mal, nem mérito em praticar o bem.” (872 do LE). “não há arrastamento irresistível: o homem pode sempre cerrar ouvidos à voz que lhe fala no íntimo, induzindo-o ao mal,” (872 do LE). Devemos sempre nos lembrar que Satanás também é um filho de Deus. 1 Jesus, cheio do Espírito Santo, voltou do Jordão e foi guiado pelo mesmo Espírito, no deserto, 2 durante quarenta dias, sendo tentado pelo diabo. Nada comeu naqueles dias, ao fim dos quais teve fome. 3 Disse-lhe, então, o diabo: Se és o Filho de Deus, manda que esta pedra se transforme em pão. 4 Mas Jesus lhe respondeu: Está escrito: Não só de pão viverá o homem. 5 E, elevando-o, mostrou-lhe, num momento, todos os reinos do mundo. 6 Disse-lhe o diabo: Dar-te-ei toda esta autoridade e a glória destes reinos, porque ela me foi entregue, e a dou a quem eu quiser. 7 Portanto, se prostrado me adorares, toda será tua. 8 Mas Jesus lhe respondeu: Está escrito: Ao Senhor, teu Deus, adorarás e só a ele darás culto. 9 Então, o levou a Jerusalém, e o colocou sobre o pináculo do templo, e disse: Se és o Filho de Deus, atira-te daqui abaixo; 10 porque está escrito: Aos seus anjos ordenará a teu respeito que te guardem; 11 e: Eles te susterão nas suas mãos, para não tropeçares nalguma pedra. 12 Respondeu-lhe Jesus: Dito está: Não tentarás o Senhor, teu Deus. 13 Passadas que foram as tentaç§es de toda sorte, apartou-se dele o diabo, até momento oportuno. (Lucas, IV, 1-13). 12 E logo o Espírito o impeliu para o deserto, 13 onde permaneceu quarenta dias, sendo tentado por Satanás; estava com as feras, mas os anjos o serviam. (Marcos, I, 12-13). XIII — Jesus é condenado à morte   14 Então, Jesus, no poder do Espírito , regressou para a Galiléia, e a sua fama correu por toda a circunvizinhança. 15 E ensinava nas sinagogas, sendo glorificado por todos. 16 Indo para Nazaré , onde fora criado, entrou, num sábado, na sinagoga, segundo o seu costume, e levantou-se para ler. 17 Então, lhe deram o livro do profeta Isaías, e, abrindo o livro, achou o lugar onde estava escrito: 18 O Espírito do Senhor está sobre mim, pelo que me ungiu para evangelizar (levar a Boa Nova) os pobres; enviou-me para proclamar libertação aos cativos e restauração da vista aos cegos, para pôr em liberdade os oprimidos, 19 e apregoar o ano aceitável do Senhor . 20 Tendo fechado o livro, devolveu-o ao assistente e sentou-se; e todos na sinagoga tinham os olhos fitos nele. 21 Então, passou Jesus a dizer-lhes: Hoje, se cumpriu a Escritura que acabais de ouvir. 22 Todos lhe davam testemunho, e se maravilhavam das palavras de graça que lhe saíam dos lábios, e perguntavam: Não é este o filho de José? 23 Disse-lhes Jesus: Sem dúvida, citar-me-eis este provérbio: Médico, cura-te a ti mesmo ; tudo o que ouvimos ter-se dado em Cafarnaum, faze-o também aqui na tua terra. 24 E prosseguiu: De fato, vos afirmo que nenhum profeta é bem recebido na sua própria terra. 25 Na verdade vos digo que muitas viúvas havia em Israel no tempo de Elias, quando o céu se fechou por três anos e seis meses, reinando grande fome em toda a terra; 26 e a nenhuma delas foi Elias enviado, senão a uma viúva de Sarepta de Sidom. 27 Havia também muitos leprosos em Israel nos dias do profeta Eliseu, e nenhum deles foi purificado, senão Naamã, o siro. 28 Todos na sinagoga, ouvindo estas coisas, se encheram de ira. 29 E, levantando-se, expulsaram-no da cidade e o levaram até ao cimo do monte sobre o qual estava edificada, para, de lá, o precipitarem abaixo. 30 Jesus, porém, passando por entre eles, retirou-se. (Lucas, IV, 14-30). 1 O Espírito do Senhor Jeová está sobre mim, porque o Senhor me ungiu para pregar boas-novas aos mansos; enviou-me a restaurar os contritos de coração, a proclamar liberdade aos cativos e a abertura de pris§es aos presos; 2 A apregoar o ano aceitável do Senhor e o dia da vingança do nosso Deus; a consolar todos os arrependidos; (Isaías, LXI, 1-2). 20. Jesus retornou à Galiléia ‘no poder do Espírito’: os Espíritos puros “habitam certos mundos, mas não lhe ficam presos, como os homens à Terra; podem, melhor do que os outros, estar em toda parte.” (188 do LE). “Como o Espírito se transporta para aonde queira, com a rapidez do pensamento, pode-se dizer que vê em toda parte ao mesmo tempo. Seu pensamento é suscetível de irradiar, dirigindo-se a um tempo para muitos pontos diferentes, mas esta faculdade depende da sua pureza. Quanto menos puro é o Espírito, tanto mais limitada tem a visão. Só os Espíritos superiores podem com a vista abranger um conjunto.” (247 do LE). “Eles passam através de tudo.” (91 do LE). Jesus se declarou o Ungido (Messias em hebraico e Cristo em grego) que iria pregar a boa nova (Evangelho em hebraico), e então foi condenado à morte. Ele havia dito que apenas uma viúva foi salva. Eles queriam salvação para todos. Levaram-no ao alto do precipício para matá-lo, mas como ainda não tinha chegado sua hora, tornou-se intangível e foi embora. Aqueles que queriam matá-lo devem ter ficado muito impressionados. Jesus, médico, salvou-se a si mesmo do cativeiro e da morte. “Na obra ‘A Luz do Espiritismo’, de Vianna de Carvalho, psicografia de Divaldo Pereira Franco, que merece também destaque. Confira: ‘Em Nazaré, ante a turba enfurecida, Jesus utilizou a faculdade da desmaterialização.’ (pág.87)” (informação do museu Roustaing no portal: http://www.casarecupbenbm.org.br). “Desejaríeis milagres; mas Deus os espalha à larga diante dos vossos passos e, no entanto, ainda há homens que o negam. Conseguiu, porventura, o próprio Cristo convencer os seus contemporâneos, mediante os prodígios que operou? Não conheceis presentemente alguns que negam os fatos mais patentes, ocorridos às suas vistas? Não há os que dizem que não acreditariam, mesmo que vissem? Não; não é por meio de prodígios que Deus quer encaminhar os homens. Em sua bondade, ele lhes deixa o mérito de se convencerem pela razão.” (802 do LE). XIV — Jesus e a pesca maravilhosa de peixes e homens   1 Aconteceu que, ao apertá-lo a multidão para ouvir a palavra de Deus, estava ele junto ao lago de Genesaré; 2 e viu dois barcos junto à praia do lago; mas os pescadores, havendo desembarcado, lavavam as redes. 3 Entrando em um dos barcos, que era o de Simão, pediu-lhe que o afastasse um pouco da praia; e, assentando-se, ensinava do barco as multid§es. 4 Quando acabou de falar, disse a Simão: Faze-te ao largo, e lançai as vossas redes para pescar. 5 Respondeu-lhe Simão: Mestre, havendo trabalhado toda a noite, nada apanhamos, mas sob a tua palavra lançarei as redes. 6 Isto fazendo, apanharam grande quantidade de peixes; e rompiam-se-lhes as redes. 7 Então, fizeram sinais aos companheiros do outro barco, para que fossem ajudá-los. E foram e encheram ambos os barcos, a ponto de quase irem a pique. 8 Vendo isto, Simão Pedro prostrou-se aos pés de Jesus, dizendo: Senhor, retira-te de mim, porque sou pecador. 9 Pois, à vista da pesca que fizeram, a admiração se apoderou dele e de todos os seus companheiros, 10 bem como de Tiago e João, filhos de Zebedeu, que eram seus sócios. Disse Jesus a Simão: Não temas; doravante serás pescador de homens. 11 E, arrastando eles os barcos sobre a praia, deixando tudo, o seguiram. (Lucas, V, 1-11). 35 No dia seguinte, estava João outra vez na companhia de dois dos seus discípulos 36 e, vendo Jesus passar, disse: Eis o Cordeiro de Deus! 37 Os dois discípulos, ouvindo-o dizer isto, seguiram Jesus. 38 E Jesus, voltando-se e vendo que o seguiam, disse-lhes: Que buscais? Disseram-lhe: Rabi (que significa Mestre), onde moras? 39 Respondeu-lhes: Vinde e vede. Foram, pois, e viram onde Jesus estava morando; e ficaram com ele aquele dia, sendo mais ou menos a hora décima. 40 Era André, o irmão de Simão Pedro, um dos dois que tinham ouvido o testemunho de João e seguido Jesus. 41 Ele achou primeiro o seu próprio irmão, Simão, a quem disse: Achamos o Messias (Cristo, o Ungido), 42 e o levou a Jesus. Olhando Jesus para ele, disse: Tu és Simão, o filho de João; tu serás chamado Cefas (que quer dizer Pedro). 43 No dia imediato, resolveu Jesus partir para a Galiléia e encontrou a Filipe, a quem disse: Segue-me. 44 Ora, Filipe era de Betsaida, cidade de André e de Pedro. 45 Filipe encontrou a Natanael e disse-lhe: Achamos aquele de quem Moisés escreveu na lei, e a quem se referiram os profetas: Jesus, o Nazareno, filho de José. 46 Perguntou-lhe Natanael: De Nazaré pode sair alguma coisa boa? Respondeu-lhe Filipe: Vem e vê. 47 Jesus viu Natanael aproximar-se e disse a seu respeito: Eis um verdadeiro israelita, em quem não há dolo! 48 Perguntou-lhe Natanael: Donde me conheces? Respondeu-lhe Jesus: Antes de Filipe te chamar, eu te vi, quando estavas debaixo da figueira. 49 Então, exclamou Natanael: Mestre, tu és o Filho de Deus, tu és o Rei de Israel! 50 Ao que Jesus lhe respondeu: Porque te disse que te vi debaixo da figueira, crês? Pois maiores coisas do que estas verás. 51 E acrescentou: Em verdade, em verdade vos digo que vereis o céu aberto e os anjos de Deus subindo e descendo sobre o Filho do Homem. (João, I, 35-51). 12 Ouvindo, porém, Jesus que João fora preso, retirou-se para a Galiléia; 13 e, deixando Nazaré, foi morar em Cafarnaum, situada à beira-mar, nos confins de Zebulom e Naftali; 14 para que se cumprisse o que fora dito por intermédio do profeta Isaías: 15 Terra de Zebulom, terra de Naftali, caminho do mar, além do Jordão, Galiléia dos estrangeiros! 16 O po